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Paulo Skaf é o primeiro candidato a Governador a apresentar propostas ao TRE


Paulo Skaf, o pré-candidato do MDB ao governo do estado de São Paulo, entrou naquinta-feira, dia 9, com o pedido de registro de sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Na ocasião, ele também entregou seu plano de governo ao TRE. Skaf foi o primeiro postulante ao Palácio dos Bandeirantes a apresentar suas propostas à Justiça Eleitoral. O plano trata três setores como prioritários: a educação, a saúde e a segurança. “Só se muda um estado transformando a vida das pessoas”, diz Skaf. “Um governo verdadeiro valoriza, respeita e garante os meios pelos quais os cidadãos possam ascender e conquistar seus objetivos.” Essas três áreas, ressalta o pré-candidato, são cruciais para que tal meta seja atingida.

A educação, observa Skaf, é e precisa ser tratada como a principal fonte de transformações de uma sociedade. Assim, ele quer imprimir à rede estadual de ensino o mesmo padrão que notabiliza as unidades do SESI-SP, entidade da qual é presidente licenciado. Isso envolve contar com profissionais motivados, escolas bem equipadas, além de estímulo ao esporte e à cultura. Para atingir esse patamar, está prevista a adoção de medidas como a valorização efetiva dos professores e o aprimoramento do sistema de avaliação de aprendizagem nas salas de aula. O plano prevê ainda a aplicação escalonada do ensino em tempo integral nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a exemplo do que já foi feito no SESI. Escolas com baixo desempenho também contarão com apoio complementar. O Ensino Médio, articulado com o profissionalizante, será massificado e as ETECs e FATECs, modernizadas.

Na saúde, uma das metas é aprimorar a gestão do setor, reorganizando os diversos braços que compõem a Rede SUS, entre UBS, UPA, AME, hospitais gerais, clínicas, entre outros. “E muito já se falou do prontuário eletrônico e do agendamento das consultas”, afirma Skaf. “Mas, até
hoje, tudo isso é apenas promessa. Vamos implementar o controle eletrônico da oferta e da demanda dos serviços de saúde em São Paulo.” As propostas estabelecem ainda a realização de mutirões de cirurgias eletivas (que podem ser programadas) e a distribuição de medicamentos gratuitos. Elas contemplam também o estímulo à inovação, com o aumento dos investimentos em pesquisa e a progressiva retomada do uso de tecnologia de vanguarda em hospitais públicos.

O plano de governo define que a segurança pública deve ser pautada pelo bom atendimento ao cidadão. O objetivo final das iniciativas nesse campo é a criação de um ambiente em que as pessoas se sintam efetivamente seguras. É preciso, para isso, tanto aumentar a utilização de tecnologia como promover a valorização do bom profissional. Outra medida prevista é a criação do Conselho Superior de Segurança Pública, para o qual serão convidados a participar notáveis de todo o Brasil. A desburocratização, por sua vez, permitirá o aumento do emprego de policiais na atividade-fim, como o patrulhamento e a investigação. A formação de um Centro Integrado de Comando e Controle, um órgão de excelência, possibilitará a realização de grandes operações integradas, como o combate ao crimE organizado, o atendimento a catástrofes e a diminuição de indicadores criminais.

Estão previstos ainda o uso de bloqueadores de celular em todas as unidades prisionais, a restrição do contato físico entre detento e visitante, a vistoria eletrônica, além de medidas de proteção aos agentes penitenciários. Skaf pretende defender institucionalmente no Congresso Nacional a redução das saídas temporárias de presos e o fim da progressão de regime aos condenados após cumprimento de parte da pena.

No total, o plano de governo contempla treze temas, o que inclui a geração de empregos, o fomento ao empreendedorismo, a atenção à mulher,  à igualdade racial, às pessoas com necessidades especiais, entre outros temas importantes. Isso além de assuntos como a política industrial, a habitação e o agronegócio. “Em linhas gerais, devemos
terem mente que não temos tempo nem dinheiro para perder com má gestão”, frisa Skaf. “Necessitamos de um governo 4.0, pautado por uma administração com ênfase na tecnologia e na desburocratização. Temos muito o que avançar – e precisamos fazer isso com urgência.”