Seg09242018

Last update06:20:01 PM

 


Back Você está aqui: Home Brasil Itens preciosos estavam abrigados no Museu Nacional do Rio

Brasil

Itens preciosos estavam abrigados no Museu Nacional do Rio

Além do fóssil humano mais antigo já achado no Brasil, o museu abrigava peças históricas de valor incalculável

 

O Museu Nacional do Rio de Janeiro foi criado por João VI, em 1818 e foi atingido por um incêndio na noite de domingo (2/9)O Museu Nacional do Rio de Janeiro contava com um acervo de mais de 20 milhões de itens, todos parte da história do Brasil e do mundo. Na manhã desta segunda-feira, após conseguir controlar o fogo, o Corpo de Bombeiros trabalha para determinar as proporções do incêndio e checar se, ainda há, alguma obra que resistiu à destruição. 

O museu ocupava o palácio onde Dom João VI morou quando chegou ao Brasil, em 1808. Dez anos mais tarde, o rei fundou o Museu Nacional, que completou 200 anos há menos de um mês. Ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu ministrava cursos de graduação e pós-graduação e detinha a maior coleção de arqueologia egípcia da América Latina, além de sediar o maior acervo de história nacional, com peças importantes da arqueologia brasileira. 

Em uma área destinada à cultura do Pacífico, o Museu também tem artefatos da Polinésia, Nova Zelândia e Nova Guiné. Da cultura indígena, a estimativa é que haja mais de 30 mil objetos. Com mais de 60 peças, o lugar também tem a maior coleção de meteoritos do Brasil. 

 

Sete peças fundamentais do acervo que, quase certamente, foram destruídas pelo incêndio

 

1.Luzia

Na sala da arqueologia brasileira, uma das principais atrações do museu era Luzia, nome dado ao fóssil humano mais antigo encontrado no Brasil. O crânio era de uma mulher que há 11 mil anos habitou a região onde hoje fica o país. Ao lado da peça, havia também a reconstrução tridimensional da face de Luzia. (foto Pedro Motta)

2. Meteorito Bendegó 

É o maior meteorito encontrado no Brasil até agora, com 5,36 toneladas. Ele foi descoberto em 1784, no sertão da Bahia, e foi para o Museu Nacional depois de 100 anos. 

 

3. Trono de Daomé

É o trono do rei africano Adandozan (1718-1818), doado pelos embaixadores do monarca ao príncipe Dom João VI, em 1811. 

 

4. Caixão de Sha-Amun-en-su

O acervo egípcio do museu é considerado o mais antigo e importante da América Latina. O caixão de Sha-Amun-en-su foi um presente do príncipe do Egito à Dom Pedro II, em uma visita ao país, em 1876. A múmia ficava exposta dentro do gabinete do imperador brasileiro. 

 

5.Maxakalisaurus topai

Encontrado na região do Prata, em Minas Gerais, o fóssil foi apelidado de “Dino Prata”. Ele é uma reconstrução de como o animal se apresentava em vida. 

 

6. Máscara indígena do povo Ticuna

Na sala de Etimologia indígena desvendam parte das raízes culturais do Brasil. Um dos destaques é a máscara indígena, que compunha rituais das tribos. 

 

7. Sala do Trono

É a sala particular de Dom Pedro II e Thereza Christina, na época. Era onde acontecia as audiências reais.