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Ministro Toffli assume presidência do STF


O ministro José Antonio Dias Toffoli toma posse para presidir a mais alta Corte do Judiciário brasileiro até 2020. Nesse período, ele vai ter que administrar rusgas internas dos magistrados, lidar com os questionamentos por ter  trabalhado com administrações do PT, tentar conciliar os benefícios do Judiciário, com o auxílio-moradia, com o orçamento apertado e, claro, conduzir a pauta e as sessões do Supremo Tribunal Federal. Tudo isso aos 50 anos de idade, sendo o ministro mais jovem a sentar-se na cadeira da presidência. As ferramentas de Toffoli para tais desafios? Pouca polêmica e muito diálogo.

Ao tomar posse como presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira, 13 de setembro, Dias Toffoli encontrará um tribunal marcado por divisões internas e disputas – cada vez mais tornadas públicas – entre os 11 ministros.  Passaram-se menos de dez anos de sua posse na Corte, aonde chegou, em outubro de 2009 indicado ao cargo pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem já fora advogado-geral da União.

Dias Toffoli já presidiu a Primeira e a Segunda Turma do STF e foi presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de maio de 2014 a maio de 2016.

O ministro nasceu em Marília, interior de São Paulo, e se formou em Direito pela USP (Universidade de São Paulo). Agora, Toffoli é, aos 50 anos, o ministro mais novo a assumir a presidência do tribunal na história. Antes, a marca Antes, a marca cabia aos ministros Celso de Mello e Moreira Alves (este, aposentado), que tinham 51 anos ao assumir a presidência do STF.

O mandato de presidente do STF tem duração de dois anos, escolhido por meio de eleição entre os ministros. Porém, é costume que na eleição os ministros apenas indiquem o colega mais antigo no tribunal que ainda não ocupou o cargo. Luiz Fux será o vice-presidente do STF na gestão Toffoli, que agora deixa a Segunda Turma da Corte, onde será substituído pela Ministra Cármen Lúcia.