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Butantan salvou a saúde pública no Brasil

Foto: Divulgação/Instituto Butantan

Referência nacional na produção de soros e vacinas para o SUS, instituto completa 120 anos nesta terça-feira (23)

O Butantan é uma instituição dedicada à pesquisa em saúde pública e produção de imunobiológicos desde o início do século 20

Desconhecido por muitos brasileiros até assumir o protagonismo no combate à pandemia da Covid-19, o Instituto Butantan, responsável pela produção da primeira vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) aplicada no Brasil, completa 120 anos de existência nesta terça-feira (23). 

O Butantan foi criado na virada dos séculos 19 e 20 para combater a epidemia de peste bubônica . O surto, que se propagava a partir do Porto de Santos, em São Paulo, levou a administração pública estadual a criar um laboratório de produção de soro antipestoso para combater a doença.

O laboratório estái instalado na Fazenda Butantan, na Zona Oeste da capital paulista, e iniciou os trabalhos de produção de soros antipestosos e antiofídicos.

Durante a pandemia de gripe espanhola, responsável pela morte de mais de 50 milhões de pessoas em todo o planeta, o Instituto Butantan passou a oferecer, em parceria com a Casa Armbrust (empresa especializada em venda e comércio de produtos diversos), uma série de medicamentos para combater a gripe. Em 1918, também foi desenvolvida uma vacina contra a gonorreia, infecção sexualmente transmissível.

A primeira vacina contra a gripe foi desenvolvida pela Universidade de Michigan, em 1944. Quatro anos depois foi lançada no Brasil, pelo Instituto Butantan. Nos anos seguintes, também foram produzidas a vacina bivalente (contra o H1N1 e o Influenza B) e, posteriormente, a trivalente (contra o Influenza H1N1 e H2N3 e o B).

Em 1949, a instituição apostou na vacina contra a raiva e, e, 1953, contra a febre amarela.

Em 1961 a vacina oral contra a poliomielite (VOP) foi introduzida no Brasil, com a realização de campanhas de vacinação em municípios de SP e do RJ, e após uma década foi implantado o Plano Nacional de Controle da Poliomielite. Uma marca importante para a campanha de vacinação contra a Poliomielite foi a criação do Zé Gotinha, personagem símbolo da campanha pela erradicação da doença no Brasil, com o objetivo de tornar as campanhas de vacinação mais atraentes para as crianças.

Em 2002, por meio do estabelecimento de uma parceria para transferência tecnológica com a Sanofi Pasteur, o Instituto Butantan começa a produzir vacina contra Influenza.Já em 2009, é a vez da vacina Influenza Trivalente, contra o vírus H1N1, causador da gripe suína, e outros dois tipos de gripe.
Principal produtor de imunobiológicos do Brasil, o Butantan é responsável por grande porcentagem da produção de soros hiperimunes e grande volume da produção nacional dos antígenos vacinais que compõem as vacinas utilizadas no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Hoje, os laboratórios e fábricas do Instituto produzem 12 soros (contra o envenenamento por diversas espécies de cobras, escorpiões, aranhas e lagartas, e contra difteria, tétano, botulismo e raiva) e sete vacinas (contra raiva, HPV, Hepatite A, Hepatite B, Influenza Trivalente, H1N1 e DTPa).

Nos dias de hoje o Butantan é o responsável no Brasil pela vacina contra o novo cornavírus – a CoronaVac .

Futuro

O Instituto Butantan desenvolve uma vacina contra a dengue desde 2009, quando obteve licença para pesquisar os quatro tipos de vírus que causam a doença transmitida pelo Aedes Aegypti. O imunizante já está na última fase de testes, em que diferentes centros de pesquisa clínica no país participam da realização de ensaios clínicos, feitos com voluntários para comprovar a segurança e eficácia da vacina.

Em maio de 2020, o Instituto também fechou acordo com a farmacêutica Valneva para a produção de uma vacina de dose única contra chikungunya. A previsão é de que a vacina esteja pronta no início do ano de 2023.