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Denim City SP abre suas portas com showrooms abertos para visitação

Profissionais e amantes do mundo azul, preparem-se: a Denim City São Paulo abre suas portas no próximo dia 26 de outubro, a partir das 10h. A abertura acontece em um evento híbrido, que irá reunir palestras, entrevistas, além de alguns showrooms já abertos para visitação (através de inscrição agendada). A sede paulistana será a segunda Denim City do mundo e a primeira fora da Holanda.

O local que tem como propósito unir a cadeia do denim de todo o Brasil, incluindo fios, tecidos, aviamentos, desenvolvimento, confecção, lavanderia, tecnologia e vendas, inicia sua programação com as boas-vindas do CEO da Denim City SP Márcio Negrão e de James Veenhoff, CEO da DC Amsterdam. Em seguida, a jornalista Lilian Pacce irá apresentar o espaço.

“A Denim City SP é um hub criado para conectar todos os envolvidos na indústria do jeans e une inovação, sustentabilidade, educação e negócios, criando condições para consolidar o Brasil como um polo de relevância mundial do Denim”, afirma Maria José Orione, diretora acadêmica da Denim City SP.

O espaço conta com 4,8 mil m² e, reúne showrooms, local para coworking, três restaurantes e uma loja conceito. Além disso, abriga a Denim City Academy, que é um misto de escola e oficina de jeans destinada a disseminar o conhecimento necessário para elevar o padrão técnico e prático da indústria, reduzir o impacto ambiental e fomentar a inovação e projetos de educação, colaboração e co-criação.

Em seus 25 espaços de showroom, estão presentes várias empresas, mas é importante ressaltar que nem todos os showrooms estarão abertos, por conta da pandemia, e somente algumas tecelagens irão promover o lançamento de produtos.

As palestras serão predominantemente online, transmitidas pelo canal oficial da Denim City SP no Youtube e também no perfil do Instagram. Para as visitas presenciais, haverá a obrigatoriedade de inscrição diária, por período, para controle de entrada nos limites estabelecidos por lei, com respeito às normas de distanciamento social e higiene.

Ao todo, serão quatro dias de programação na Denim City SP; de 26 a 29 de outubro.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Reprodução

Curso EAD de economia criativa via whatsApp. Gratuito


Por meio de casos reais de artistas, gestores culturais e empreendedores criativos, o Sebrae-SP lança o curso EAD gratuito de Economia Criativa via WhatsApp. Estruturado em parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga SP), o curso é composto ainda por exercícios, vídeos e podcasts.

A proposta do curso foi motivada pela necessidade de preparar artistas, produtores culturais e demais profissionais criativos a empreender de maneira estruturada e planejada para que vejam no empreendedorismo uma opção de vida e carreira.

O setor de economia criativa foi um dos mais afetados pela pandemia da Covid-19 e o conteúdo vai ajudar a despertar a importância do comportamento empreendedor nos profissionais e incentivar o planejamento da carreira de forma organizada.

Sobre o curso

Composto por nove módulos, o aluno pode escolher qual fazer e a ordem que deseja seguir. Quem completar todos os módulos poderá emitir um certificado de conclusão.

Um dos pontos fortes do material é a linguagem personalizada para o negócio criativo. Os conteúdos foram elaborados de acordo com a realidade do setor cultural e criativo para facilitar a compreensão e aplicabilidade do aprendizado para que os talentos e projetos possam virar um negócio sustentável.

O conteúdo mostra ao empreendedor criativo que é necessário traçar objetivos e que é possível alcançá-los. Assim, será mais fácil definir metas para crescer, vender mais, oferecer um atendimento de qualidade, monitorar o que os seus clientes estão achando dos seus serviços ou produtos. O profissional poderá identificar o seu público, analisando quem assiste, quem participa ou quem consome seus produtos e serviços.

O curso pode ser acessado gratuitamente no link: http://digital.sebraesp.com.br/trilha-de-aprendizagem/economia-criativa-whatsapp/

Programa Monofretista para capacitar e oferecer crédito

Programa Motofretista Seguro vai capacitar motofretistas, facilitar compra de motos e regularizar documentos em SP. Nesta terça-feira o Detran SP lançou uma iniciativa pioneira que possibilita crédito, facilidades de financiamento e formação para os motofretistas, investindo na construção de uma rede de proteção para a categoria. O Programa Motofretista Seguro oferece ainda oportunidade de regularização da documentação necessária para o exercício mais seguro da profissão.

A categoria contará com benefícios para aquisição de equipamentos de segurança (EPIs), essenciais para a prática do trabalho. Para se ter uma ideia, segundo pesquisa da Rede Lucy Montoro, 57% das vítimas de trânsito com sequelas são motociclistas e, hoje, os acidentes envolvendo esse modal são quatro vezes superior aos de carros..

Durante a pandemia de Covid-19, observa-se um aumento desses profissionais no setor informal, provocado pela perda de emprego. Dessa forma, muitos passaram a utilizar a motocicleta para entrega e distribuição de encomendas como complemento de renda.

Cerca de 25 mil motofretistas serão contemplados com a novidade, que compõe o conjunto de ações do Governo para marcar a Semana Nacional de Trânsito (de 18 a 25 de setembro). Neste ano, a campanha tem como mote "Sem Respeito Não Dirija".

Como funciona o Motofretista Seguro

O objetivo da ação é atender tanto os profissionais que necessitam adequar a sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para o exercício da atividade, com a regularização de documentos, realização do curso de formação e atualização, oportunidade de práticas de aperfeiçoamento, como auxiliar com linhas de crédito especiais àqueles que precisam renovar seu veículo ou adquirir novos equipamentos de segurança.

Capitaneada pelo Detran.SP, a ação criará as condições para a regularização da habilitação e do veículo, além de uma formação adequada para os profissionais, permitindo que prestem serviços de maneira mais segura. O Programa conta com recursos públicos oriundos da arrecadação de multas e a ação terá o apoio de parceiros, como SindimotoSP, Banco do Povo Paulista e Sindicato das Autoescolas (CFC).

Como participar

Os motofretistas que precisam regularizar a situação da CNH, devem se inscrever no programa, por meio do site www.motofretistaseguro.sp.gov.br/ e ingressar no curso de formação desenvolvido pelo Detran. Além disso, é preciso cumprir alguns requisitos, como: Idade mínima de 21 anos; • Ter CNH; Exercer atividade remunerada.

Os condutores que já estão com a CNH regularizada, poderão ter acesso a linhas de crédito especiais junto ao Banco do Povo Paulista (BPP) e o Sebrae para aquisição de motos (R$ 8,1 mil) e equipamentos (R$ 3 mil), além de condições diferenciadas de financiamentos com empresas parceiras do Programa. Os condutores que realizaram cursos de formação há mais de cinco anos poderão contar ainda com a reciclagem da formação. Para dar andamento à solicitação, basta preencher o cadastro no portal www.motofretistaseguro.sp.gov.br e seguir as orientações.

Brasil terá a maior fábrica de vacinas da América Latina


A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) assinaram nesta quinta-feira (17) acordo para instalação da maior fábrica de vacinas da América Latina.

O Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde vai ocupar uma área de 580 mil metros quadrados e terá capacidade de produção de 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano e será instalada em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro.

As vacinas contra meningite, hepatite e tríplice bacteriana, que atualmente são importadas, vão passar a sair do polo. O acordo prevê a construção de nove prédios e a inauguração está prevista para 2023 e deverá gerar 5 mil empregos diretos. O complexo será responsável por toda produção de vacinas da Fiocruz, inclusive a de covid-19, quando esta for aprovada.

"Bolsonaro traidor" grita militares em evento da Marinha

Um grupo de cerca de 30 militares e pensionistas das Forças Armadas fez um protesto em frente ao Centro de Instrução Almirante Alexandrino, em Ramos, onde o presidente Jair Bolsonaro participou na manhã desta quinta-feira da formatura 3 mil sargentos da Marinha . Eles disseram que foram prejudicados pela Lei 13954/19 que elevou os descontos sobre os benefícios pagos à categoria. Os manifestantes afirmam que foram prejudicados pela reforma enquanto altos oficiais são beneficiados por mudanças legais aprovadas pelo atual governo. No protesto, eles gritam palavras de ordem, como " Bolsonaro Traidor ".

Segundo representantes do movimento, com as mudanças, os praça e passaram a descontar de 7,5% para 9.5% do vencimento bruto, desde janeiro deste ano. No caso deles, contam, pensionistas passaram de zero por cento para 12,5%. A previsão é de um aumento de mais 1% em 2021. Os manifestantes dizem que antes de ser de eleito, Bolsonaro sempre ajudou a categoria. Mas que o presidente não atendeu aos apelos para que a reforma não prejudicasse a categoria, e que teria beneficiado apenas oficiais com um novo plano de carreiras. O grupo se auto intitula Tropa em Forma e já fez atos no Rio e em Brasília.

No cálculo de num dos participantes, o fuzileiro naval da reserva Wagner Coelho, os descontos gerarão perdas de R$ 86 milhões em 10 anos. A categoria promete promover um ato em Brasília reunindo militares de todo o país entre os dias 20 e 22 de outubro. Segundo representantes da categoria, Bolsonaro chegou a ser abordado por representantes do grupo na entrada da residência oficial, mas não houve acordo. O protesto desta quinta-feira é o primeiro que eles fazem contra o presidente no Rio de Janeiro.

Sindicatos de professores pedem suspensão da volta às aulas na Justiça

Imagem: Rodolfo Santos/Getty Images/iStockphoto


Governo de São Paulo planeja volta das atividades presenciais nas escolas a partir de 8 de setembro

 

Quatro sindicatos de professores de São Paulo acionaram a Justiça na noite de ontem para pedir a suspensão da volta às atividades presenciais nas escolas do estado, suspensas desde março devido à pandemia do novo coronavírus e previstas para retornarem a partir de 8 de setembro. O pedido de liminar foi protocolado pela Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do En(Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), pelo CPP (Centro do Professorado Paulista) e pela Afuse (Sindicato de Funcionários e Servidores da Educação de São Paulo).

A ação conjunta visa ao "cancelamento de qualquer programação de volta às aulas antes que se tenha segurança quando à saúde de professoras, professores e auxiliares de administração escolar", disse a Fepesp em nota em seu site.

Na justificativa da ação, as entidades argumentaram que "por todos os ângulos que se pretenda olhar a questão, é patente que estabelecer o retorno das atividades presenciais nas escolas de educação básica, sejam elas privadas ou públicas, municipais ou estaduais, é, antes de tudo, um ato irresponsável

As entidades pediram na ação que a Justiça obrigue o estado a "manter as escolas privadas ou públicas das redes municipais ou estaduais impossibilitadas de realizarem atividades presenciais com os alunos".

Em outro ponto do pedido de liminar, as entidades pediram que o estado e as escolas privadas "não exijam ou estimulem, de forma alguma, o comparecimento presencial dos professores da rede pública e oficial de ensino do estado de São Paulo às atividades presenciais

Diretrizes para a volta

Na terça-feira (1), o governo de São Paulo publicou as diretrizes para a volta às atividades presenciais nas escolas paulistas no DOE (Diário Oficial do Estado).

O governo prevê começar o retorno escalonado a partir do dia 8 de setembro, mas apenas para atividades não curriculares e em cidades que estejam há pelo menos 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo, que dita o ritmo da flexibilização das medidas de isolamento social impostas devido à pandemia do novo coronavírus

Apenas atividades como reforço escolar, plantão de dúvidas, atividades esportivas e culturais e utilização da infraestrutura de tecnologia da informação das escolas para estudo poderão ser realizadas, por ora.

Juiz, parlamentar e militar não serão afetados pelas regras da reforma administrativa do governo


O projeto de reforma administrativa do governo Bolsonaro, apresentado nesta quinta-feira (4), não vai afetar juízes, parlamentares, promotores nem inclui as Forças Armadas. A justificativa é que o presidente da República não pode definir normas específicas aos membros dos demais Poderes – como os juízes, deputados e senadores.

Um dos principais pontos da reforma é acabar com a estabilidade dos servidores que entrarem no serviço público após sua aprovação. Ela só deve ser mantida, a princípio, no caso de carreiras típicas de estado – como nas áreas de segurança e fiscalização.

Ela é mais uma da série de reformas liberais, vem depois da reforma trabalhista, que tirou direitos dos trabalhadores, e da Previdência, que, como a nova proposta, deixou os militares de fora.

Haverá concurso, como prevê o Regime Jurídico Único, introduzido pela Constituição de 1988. Mas os servidores terão cinco tipos de vínculo. São eles: experiência, por prazo determinado, por prazo indeterminado, cargo típico de Estado e cargo de liderança e assessoramento, o conhecido cargo de confiança.

A maioria deles não terá estabilidade vitalícia, como atualmente. Isso pode expor o servidor a retaliações políticas. A criação da estabilidade foi exatamente para evitar esse tipo de retaliação.

Outra previsão da reforma é acabar com a aposentadoria compulsória como modalidade de punição.

Como altera dispositivos da Constituição, a reforma administrativa será uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara e pelo Senado. E essa aprovação tem de ser de dois terços dos parlamentares de cada Casa, em dois turnos de votação.

Extinção de autarquias e fundações

Além de mexer na carreira e nos vínculos de servidores, o projeto da reforma administrativa ainda dá mais poder ao presidente da República para mexer na estrutura de autarquias e fundações. Ele pode, por exemplo, extinguir cargos e criar outros.

E ainda poderá fechar autarquias e fundações com mais facilidade. Hoje, boa parte dessas alterações precisa ser avaliada pelo Congresso.

Cala a boca já morreu” diz ABI sobre censura a Luis Nassif


 A ABI, Associação Brasileira de Imprensa, emitiu uma nota pública em seu site apoiando o GGN contra a censura judicial imposta a 11 reportagens assinadas por Luis Nassif e a repórter Patrícia Faermann, que citam o banco BTG Pactual. Sob pena de multa de R$ 10 mil por dia, o site foi obrigado a remover todo o conteúdo do ar. O GGN vai recorrer da decisão.

Na nota assinada pelo presidente Paulo Jerônimo, a ABI informa que “por acreditar e defender o ‘cala boca já morreu’, da ministra Cármen Lúcia, do STF, está buscando, por meio de sua assessoria jurídica, ingressas na ação, na condição de ‘amicus curiae’, para defender o direito à liberdade de expressão o

jornalista Luis Nassif.”

Na nota assinada pelo presidente Paulo Jerônimo, a ABI informa que ingressará na ação em defesa da liberdade de expressão do GGN, que foi censurado judicialmente a pedido do BTG Pactual.

A decisão judicial que mandou proibir reportagens do @JornalGGN sobre o banco BTG é da 32ª Vara cível do Rio de Janeiro. A censura está proibida expressamente na Constituição Federal de 1988.

A decisão da 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro obrigou o Jornal GGN a tirar do ar uma série de reportagens sobre o banco BTG Pactual, sob pena de pagamento de multa diária de 10 mil reais em caso de descumprimento.

A decisão do juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves se baseia em uma série de reportagens realizadas pelos jornalistas Luis Nassif (que também é chefe de redação do GGN) e Patricia Faermann. Elas abordam vários contratos suspeitos envolvendo o banco, a começar por um caso que o meio denunciou em março deste ano: uma licitação supostamente dirigida da Zona Azul da Prefeitura de São Paulo, vencida pelo banco através da empresa Allpark, que pertence ao grupo BTG.

A jornalista Patricia Faermann, autora de algumas das reportagens publicadas, afirmou que “o processo é um exemplo claro de pressão contra um jornal, que apesar de ‘pequeno’ – como é descrito pelo juiz no despacho – traz à luz pública esquemas de favorecimento, contratos milionários e com falta de transparência, que o banco, seguindo as mesmas regras do livre mercado pelas quais se beneficia, tem obrigação de prestar contas”.

As reportagens do Jornal GGN estão baseadas em investigações que trazem os detalhes da licitação vencida pela Allpark, com diversas restrições que impediam a concorrência de outros interessados.

Em outra matéria, a denúncia aponta a uma estranha venda de “créditos podres” do Banco do Brasil para o BTG Pactual – se tratam de títulos cujo lucro são difíceis de restituir até mesmo para um banco público como o Banco do Brasil, e é ainda mais estranho que um banco privado de menor capacidade, como o BTG, esteja interessado neles.

Outra reportagem que foi censurada fala do lucro obtido pelo BTG através de fundos ligados às empresas de previdência privada no Chile, que administram o modelo previdenciário que o ministro da economia Paulo Guedes (ligado ao mesmo BTG) vem tentando emular no Brasil.

No entanto, segundo o magistrado do Rio de Janeiro as matérias seriam parte de uma suposta “campanha desmoralizadora, para causar dano à honra objetiva do banco (…) e que transborda os limites da liberdade de expressão”.

O Jornal GGN, irá recorrer da decisão no STF (Supremo Tribunal Federal), com o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e do Instituto Vladimir Herzog.

LUIS NASSIF

Luís Nassif é natural de Poços de Caldas e tem uma estreita ligação com São João da Boa Vista, onde estudou e curou o antigo Curso Clássico no Instituto de Educação Cel Cristiano Osório. Em sua juventude participou ativamente de eventos culturais em São João como músico e compositor, participando de vários Festivais Musicais. Continua frequentando a cidade e visitando os amigos periodicamente.

Formado em jornalismo, foi colunista e membro do conselho editorial da Folha de S. Paulo, escrevendo por muitos anos sobre economia neste jornal. Nas composições que faz dos possíveis cenários econômicos, não deixa de analisar áreas correlatas que também são relevantes na economia, como o sistema de Ciência & Tecnologia.

Nassif também é compositor, bandolinista e pesquisador de choro.

Sua primeira experiência jornalística foi aos treze anos de idade, editando o jornal do Grupo Gente Nova, de Poços de Caldas. Aos quinze, fez estágio no Diário de Poços, durante o período de férias escolares.

Depois de se formar no segundo grau, em 1969, na cidade de São João da Boa Vista, passou no vestibular para a ECA e começou a trabalhar profissionalmente em 1º de setembro de 1970, como estagiário da revista Veja. Foi efetivado no início de janeiro de 1971. Em 1974 tornou-se repórter de economia da revista. No ano seguinte, ficou responsável pelo caderno de finanças.

Em 1979 transferiu-se para o Jornal da Tarde, na qualidade de pauteiro e chefe de reportagem de economia. Lá, criou a seção “Seu Dinheiro”, primeira experiência de economia pessoal da imprensa brasileira, e o caderno “Jornal do Carro”. Em 1983 mudou-se para a Folha de S. Paulo, onde no fim do ano criou a seção “Dinheiro Vivo” e participou do projeto de criação do Datafolha.

No início dos anos 1980 organizou com a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional São Paulo, um seminário com todas as subseções da OAB, que resultou na primeira grande campanha pelos direitos do consumidor, a dos mutuários do Sistema Financeiro da Habitação.

Nessa mesma década, foi um dos apresentadores do programa São Paulo na TV, ao lado de Paulo Markun e Sílvia Poppovic, umas das primeiras experiências de produção independente na TV aberta brasileira. Produzida pela Abril Vídeo, era veiculado na TV Gazeta.

Em 1985 criou o próprio programa na TV Gazeta, chamado Dinheiro Vivo. Em 1987, a partir do programa, nasceu a Agência Dinheiro Vivo, de informações de economia e negócios. Em 1986 ganhou o Prêmio Esso, categoria principal, com a série de reportagens sobre o Plano Cruzado.

Em 1987 saiu da Folha, retornando em 1991 como colunista de economia. Em 2006 o seu contrato não foi renovado. Luis Nassif foi, ainda, comentarista econômico da Rede Bandeirantes e da TV Cultura. Também atuou no rádio, como um dos apresentadores do Jornal Gente, na Rádio Bandeirantes de São Paulo, ao lado de José Paulo de Andrade e Salomão Ésper.

Apresentou o programa Brasilianas.org na TV Brasil, rede que faz parte da empresa estatal Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), criada em 2007 pelo governo Lula. O programa foi exibido até 2016.

Em abril de 2013, Nassif lançou o piloto do jornal eletrônico GGN, “o jornal de todos os Brasis”, um projeto jornalístico cujo propósito era aprofundar temas relevantes pouco abordados pela mídia convencional, tais como gestão, inovação, direitos sociais, justiça de transição etc., além de fazer uma cobertura comentada das notícias do dia. No mesmo ano, em outubro, fechou uma parceria de conteúdo do GGN com o iG, que por cinco anos hospedara o seu Blog do Nassif. Começou a também publicar no portal uma coluna com análises políticas e econômicas de temas apresentados e discutidos no GGN. Posteriormente, o GGN tornou-se um portal independente, dedicado à “produção de conteúdo crítico, a partir da construção coletiva de notícias ligadas a cidadania, política, economia, cultura e desenvolvimento”, com a participação efetiva dos especialistas no conteúdo. O portal adotou um modelo de jornalismo colaborativo, procurando, segundo Nassif, escapar da “dicotomia esquerda–direita que tem caracterizado o jornalismo online”. O portal tem, ainda, como um dos seus propósitos declarados, “a montagem de mini-redes sociais especializadas, com os principais grupos de discussão — do setor público e privado — para aprofundar os temas relevantes do Brasil do século XXI, cobrindo não apenas o factual, mas as visões estratégicas de país”.

Luís Nassif foi vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se nos anos de 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Também recebeu o Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.

Brasil supera EUA em mortes de Covid-19 por 100 mil habitantes

Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

 

Desde a metade de junho, o Brasil tem ocupado o segundo lugar em número de mortes absolutas pela covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos. Hoje, o país superou os norte-americanos em outro recorte estatístico: o número de mortes causadas pelo novo coronavírus por 100 mil habitantes.

De acordo com os números da Johns Hopkins University, referência mundial no estudo da pandemia, o Brasil apresenta 55,05 mortes e os Estados Unidos, 54,18.

O epidemiologista da USP Paulo Lotufo explica que a comparação com outros países tem de ser feita com cautela por causa dos momentos diferentes que cada um atravessa no enfrentamento da pandemia. Enquanto na Europa as curvas apontam para uma queda significativa do número de casos e mortes, o Brasil ainda enfrenta uma situação difícil, com média de cerca de mil mortes registradas por dia. "Bélgica, Itália e Suécia já retornaram à normalidade. Por outro lado, Brasil, Índia, EUA e México têm movimento ascendente de mortes", exemplifica. "Por isso, não dá para comparar", declarou.

Na semana passada, a pandemia parecia dar os primeiros indícios de desaceleração no Brasil. De acordo com dados do centro de controle de epidemias do Imperial College London, a taxa de contágio (Rt) no país foi de 0,98, número que indica para quantas pessoas um paciente infectado consegue transmitir o novo coronavírus. O dado significa que cem pessoas contaminadas contagiam outras 98 que, por sua vez, passam a doença para outras 96 e assim sucessivamente.

Nesta semana, no entanto, o índice voltou para 1, o que indica que o momento de desaceleração não se manteve por duas semanas seguidas.

Conforme os dados do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, o Brasil registrou 1.215 mortes pela covid-19 em 24 horas, chegando ao total de 116.666 óbitos na noite de ontem. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 950 óbitos, uma variação de -3% em relação aos dados registrados em 14 dias.