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TJSP alerta em campanha para a necessidade de denunciar a violência contra crianças e adolescentes durante isolamento social

No dia dedicado ao combate ao abuso e à exploração sexual infantil, ação tem importante papel de conscientização

O número de processos sobre a violência contra crianças e adolescentes no Estado de São Paulo caiu 40% no mês de abril em comparação com o ano anterior. Esse dado pode mascarar o real quadro de agressões e abusos contra esse segmento da população durante o período do necessário isolamento social imposto devido à pandemia da Covid-19. Isso porque cerca de 75% dos casos registrados são cometidos por familiares e pessoas próximas, como pais, padrastos, avós, tios e vizinhos, de acordo com a juíza Ana Carolina Della Latta Camargo Belmudes, responsável pelo Sanctvs (Setor de Atendimento de Crimes da Violência contra Infante, Idoso, Pessoa com Deficiência e Vítima de Tráfico Interno de Pessoas), do Fórum da Barra Funda.

Preocupado com esse cenário, o TJSP lançou a campanha “Não se cale! Violência contra a criança é covardia, é crime! Denuncie!” para alertar sobre os crimes, incentivar as denúncias e orientar como elas podem ser realizadas.

O “Palhaços Sem Juízo”, grupo de atores que atua nas “salas especiais” de depoimento  em fóruns de São Paulo, junto a crianças e adolescentes que sofrem esses abusos, integra a campanha produzindo vídeos para conscientização e reflexão.


Sinal de atenção

Segundo dados do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), 380 processos foram distribuídos em abril de 2019, contra 235 no mesmo período deste ano. Ao contrário de sinalizar um fato positivo, a queda indica que o período de quarentena necessária gerou um quadro de subnotificação dos casos – ou seja, eles com certeza permanecem ocorrendo, mas muitos não estão sendo denunciados.

Para romper o ciclo de violência, sobretudo nesse momento, a magistrada Ana Carolina considera fundamental que pais, amigos, parentes e vizinhos fiquem mais atentos e denunciem os casos, mesmo que seja uma suspeita. “Ainda que não haja comprovação do fato, é muito importante denunciar”, afirmou. “As denúncias são anônimas e, assim que são feitas, uma investigação é aberta justamente para que profissionais competentes e qualificados apurem os fatos.”

Um outro ponto que pode dificultar as denúncias no período de quarentena é o fechamento das escolas, porque muitos casos chegam ao conhecimento das autoridades pela percepção de professores e diretores. São esses profissionais que acabam identificando mudanças de comportamento das crianças e dos adolescentes que podem estar relacionadas a abusos sexuais. Com a suspensão das aulas presenciais, essa percepção e a denúncia dos casos ficaram inviabilizadas.


Orientações
Confira como identificar os sinais de violência, como lidar com a criança ou o adolescente e como fazer a denúncia:

Para quais sinais as pessoas devem estar atentas?

Há situações em que as violências não deixam sinais identificáveis, mas que devem ser monitoradas. Precisamos estar atentos a mudanças repentinas de comportamento e de humor. Alterações no sono e na alimentação também merecem atenção. Além disso, devemos observar a resistência da criança ou adolescente em ficar sozinho(a) ou em permanecer na companhia de determinada pessoa. Outras vezes, os sinais de alerta são mais explícitos, como gritos, choros constantes e marcas no corpo. Todas as situações devem ser vistas em sua complexidade e nunca isoladamente.

Se estou desconfiada(o), como devo abordar a criança/adolescente para tentar descobrir se aconteceu alguma coisa?

É fundamental estar calmo para conversar. A revelação da violência sofrida é um processo e, muitas vezes, não ocorre imediatamente ou é relatada de uma só vez. Seja, sobretudo, acolhedor, dizendo que não deixará de amá-la por qualquer situação que tenha acontecido. Faça perguntas abertas, jamais sugestivas. Por exemplo, ao invés de perguntar "Alguém mexeu com você na escola?", "Fulano tocou no seu corpo?", pergunte: "Aconteceu alguma coisa com você?", "Como está se sentindo?", "Há algo que você ache importante me contar?"  Caso a criança demonstre resistência em falar, não insista! Se há suspeita de violência, comunique às autoridades competentes e deixe que profissionais especializados abordem o assunto. Lembrando que a criança/adolescente não deve depor contra sua vontade na delegacia ou em qualquer outro lugar.

  

Onde denunciar

Disque 100: mantido pelo Governo Federal, recebe, encaminha e monitora denúncias de violação de direitos humanos. A ligação pode ser feita de telefone fixo ou celular e é gratuita. Funciona 24 horas, mesmos aos finais de semana e feriados. A denúncia pode ser anônima.

Aplicativo "Proteja Brasil": disponível para smartphones e tablets, o aplicativo gratuito, mantido pelo Governo Federal, recebe denúncias identificadas ou anônimas. Também disponibiliza os contatos dos órgãos de proteção nas principais capitais.

Conselho Tutelar: é o principal órgão de proteção a crianças e adolescentes. Há conselhos tutelares em todas as regiões. A denúncia pode ser feita por telefone ou pessoalmente, e as unidades estão funcionando em horários diferenciados. É possível encontrar os contatos pela internet

Delegacias de Polícia: seguem abertas 24 horas. Tanto as delegacias comuns quanto as especializadas recebem denúncias de violência contra crianças e adolescentes.

Polícia Militar: em caso de emergência, disque 190. A ligação é gratuita e o atendimento funciona 24 horas.

Quarentena prorrogada até 31 de maio

Ritmo de contágio acelerado gera aumento crítico em número de infectados e mortes por COVID-19; isolamento social precisa chegar a pelo menos 55%

O Governador João Doria confirmou nesta sexta-feira (8) que a possibilidade de flexibilização da quarentena em São Paulo está suspensa em todos os 645 municípios paulistas até31 de maio. A prorrogação se deve ao ritmo acelerado de contágio do coronavírus e o aumento crítico no total de infectados e de mortes por COVID-19, com risco iminente de colapso no sistema de saúde. 

"Como Governador de São Paulo, eu gostaria de dar uma notícia diferente, mas o cenário é desolador. Teremos que prorrogar a quarentena até o dia31 de maio. Queremos em breve poder anunciar a retomada gradual da economia, como está previsto no Plano São Paulo", disse Doria. 

"O pior cenário é o que alia mortes e recessão. Adotar a quarentena, como fizemos aqui em São Paulo, não é uma tarefa fácil. Mas trata-se de proteger vidas no momento mais difícil e crítico da história deste país", acrescentou o Governador. "A nossa decisão de prorrogar a quarentena é a decisão pela vida", completou.

A aceleração acentuada da contaminação por coronavírus em São Paulo coincide com a queda sensível nos índices de isolamento social em todo o Estado. A média paulista chegou a 47% na última quinta (7), muito longe da taxa considerada ideal, de 70%, e abaixo do mínimo de 55% estipulado como nova meta pelas autoridades em saúde. 

A decisão do Governo do Estado foi avalizada integralmente pelos especialistas do Centro de Contingência do coronavírus em São Paulo. O grupo é coordenado interinamente pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas - o médico infectologista David Uip, que já teve COVID-19 e conseguiu superar a doença, se afastou novamente da coordenação por recomendação médica. 

A última reunião técnica dos 16 integrantes do Centro de Contingência do coronavírus aconteceu na últimaterça (5). A recomendação ao Governo do Estado pela extensão da quarentena foi unânime. Nos últimos 30 dias, o avanço da doença subiu 3.300% no interior e litoral e 770% na capital.

"Não existe nenhuma dúvida, do ponto de vista do Centro de Contingência, de que essas medidas têm que ser prolongadas em virtude da gravidade do momento", afirmou Dimas Covas. Até a tarde dequinta, o Estado de São Paulo registrava 39.928 casos confirmados de COVID-19 e 3.206 mortes. 

Embora o cenário atual seja muito preocupante, um modelo matemático do Centro de Contingência aponta que o isolamento social em todo o Estado de São Paulo evitou mais de 40 mil mortes desde o dia24 de março. Porém, a alta taxa de ocupação de leitos em hospitais por COVID-19 é o principal gargalo que exige a manutenção da quarentena. 

Na região metropolitana da capital, a taxa de ocupação de leitos para pacientes de coronavírus é de 89,6% em UTI e 74,9% em enfermaria, enquanto os índices estaduais ficam em 70,5% e 51,3%, respectivamente. Para que São Paulo possa sair da quarentena sem colocar o sistema de saúde em risco, os índices de ocupação hospitalar por COVID-19 precisam ficar abaixo de 60%. 

Quanto maior o tempo em que a taxa de distanciamento ficar abaixo de 55%, mais longa será a necessidade de manutenção da quarentena nos 645 municípios de São Paulo. Caso as taxas subam, a flexibilização para reabertura de atividades não essenciais poderá ser adotada em junho. 

Plano São Paulo 

Os requisitos da flexibilização vão se basear em critérios técnicos que incluem, como fatores principais, a redução sustentada dos números de novos casos de COVID-19 por 14 dias e a manutenção da ocupação dos leitos de UTI em patamar inferior a 60%. As medidas são semelhantes às adotadas por países como EUA, Alemanha, Áustria e China. 

A retomada total das atividades econômicas será norteada pelo Plano São Paulo, que vem sendo construído em diálogo permanente com o setor econômico. O Estado já recebeu e analisou contribuições de mais de 150 entidades e 250 empresas, que apresentaram mais de 3 mil diretrizes e propostas. As medidas vão priorizar os setores de acordo com a vulnerabilidade econômica e empregatícia. As áreas de Transportes e Educação receberão faseamento diferenciado.

Conselho Municipalista 

O Governador ainda anunciou a criação do Conselho Municipalista, que irá pactuar as futuras decisões de flexibilização da quarentena e retomada total da economia em São Paulo. O grupo será composto pelos 16 prefeitos de cidades sede de regiões administrativas do Estado e pelo Governador João Doria, o Vice-Governador Rodrigo Garcia e os Secretários de Estado José Henrique Germman (Saúde), Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), Patrícia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e Henrique Meirelles (Fazenda e Planejamento).

Pandemia avança para o interior paulista e aumento de casos chega a mais de 3.000%

Levantamento do Governo do Estado revela dados críticos para que prefeituras do interior e litoral mantenham incentivo a isolamento social

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, elaborou um levantamento estatístico que aponta avanço do coronavírus em 38 novas cidades paulistas a cada três dias. A evolução acelerada da contaminação no interior e no litoral ocorre ao mesmo tempo em que caiu a taxa de isolamento social em todas as regiões. Os dados devem servir de alerta para que as 645 prefeituras do Estado mantenham medidas de conscientização da população sobre a importância do distanciamento social. 

O levantamento leva em conta a progressão da pandemia no território paulista nos últimos 50 dias e aponta que, no início de março, eram registrados casos de infecção pela COVID-19 em sete novas cidades a cada três dias. Em abril, a média avançou para 25 novos municípios no mesmo período. 

Atualmente, 38 novas cidades registram casos de infecção pelo coronavírus a cada três dias. No total, 371 dos 645 municípios de São Paulo já possuem registros de circulação do vírus. Com o isolamento social em queda, a tendência estatística é de crescimento.

A aceleração dos casos coincide com a queda nos índices de isolamento social nos municípios. O SIMI-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo) indica que, nos últimos 15 dias, a taxa de isolamento caiu no interior paulista, passando de 52% para 47% em média. 

Comparação 

O levantamento mostra ainda que, apesar do número absoluto de infectados ainda se concentrar na Grande São Paulo, nos últimos dias a proporção de contágio é quatro vezes maior no interior e no litoral. Segundo a análise, o vírus estava restrito à Região Metropolitana da capital até meados de março, mas avançou desde então e já atinge todas as regiões do Estado. 

Entre os dias 1º e30 de abril, a Grande São Paulo passou de 2,7 mil para 24,3 mil casos, com crescimento de 770%. No mesmo período, no interior, os casos subiram de 129 para 4,3 mil, o que representa aumento de 3.302%. 

Pandemia avança para o interior paulista e aumento de casos chega a mais de 3.000%

Levantamento do Governo do Estado revela dados críticos para que prefeituras do interior e litoral mantenham incentivo a isolamento social

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, elaborou um levantamento estatístico que aponta avanço do coronavírus em 38 novas cidades paulistas a cada três dias. A evolução acelerada da contaminação no interior e no litoral ocorre ao mesmo tempo em que caiu a taxa de isolamento social em todas as regiões. Os dados devem servir de alerta para que as 645 prefeituras do Estado mantenham medidas de conscientização da população sobre a importância do distanciamento social. 

O levantamento leva em conta a progressão da pandemia no território paulista nos últimos 50 dias e aponta que, no início de março, eram registrados casos de infecção pela COVID-19 em sete novas cidades a cada três dias. Em abril, a média avançou para 25 novos municípios no mesmo período. 

Atualmente, 38 novas cidades registram casos de infecção pelo coronavírus a cada três dias. No total, 371 dos 645 municípios de São Paulo já possuem registros de circulação do vírus. Com o isolamento social em queda, a tendência estatística é de crescimento.

A aceleração dos casos coincide com a queda nos índices de isolamento social nos municípios. O SIMI-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo) indica que, nos últimos 15 dias, a taxa de isolamento caiu no interior paulista, passando de 52% para 47% em média. 

Comparação 

O levantamento mostra ainda que, apesar do número absoluto de infectados ainda se concentrar na Grande São Paulo, nos últimos dias a proporção de contágio é quatro vezes maior no interior e no litoral. Segundo a análise, o vírus estava restrito à Região Metropolitana da capital até meados de março, mas avançou desde então e já atinge todas as regiões do Estado. 

Entre os dias 1º e30 de abril, a Grande São Paulo passou de 2,7 mil para 24,3 mil casos, com crescimento de 770%. No mesmo período, no interior, os casos subiram de 129 para 4,3 mil, o que representa aumento de 3.302%. 

Pandemia avança para o interior paulista e aumento de casos chega a mais de 3.000%

Levantamento do Governo do Estado revela dados críticos para que prefeituras do interior e litoral mantenham incentivo a isolamento social

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, elaborou um levantamento estatístico que aponta avanço do coronavírus em 38 novas cidades paulistas a cada três dias. A evolução acelerada da contaminação no interior e no litoral ocorre ao mesmo tempo em que caiu a taxa de isolamento social em todas as regiões. Os dados devem servir de alerta para que as 645 prefeituras do Estado mantenham medidas de conscientização da população sobre a importância do distanciamento social. 

O levantamento leva em conta a progressão da pandemia no território paulista nos últimos 50 dias e aponta que, no início de março, eram registrados casos de infecção pela COVID-19 em sete novas cidades a cada três dias. Em abril, a média avançou para 25 novos municípios no mesmo período. 

Atualmente, 38 novas cidades registram casos de infecção pelo coronavírus a cada três dias. No total, 371 dos 645 municípios de São Paulo já possuem registros de circulação do vírus. Com o isolamento social em queda, a tendência estatística é de crescimento.

A aceleração dos casos coincide com a queda nos índices de isolamento social nos municípios. O SIMI-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo) indica que, nos últimos 15 dias, a taxa de isolamento caiu no interior paulista, passando de 52% para 47% em média. 

Comparação 

O levantamento mostra ainda que, apesar do número absoluto de infectados ainda se concentrar na Grande São Paulo, nos últimos dias a proporção de contágio é quatro vezes maior no interior e no litoral. Segundo a análise, o vírus estava restrito à Região Metropolitana da capital até meados de março, mas avançou desde então e já atinge todas as regiões do Estado. 

Entre os dias 1º e30 de abril, a Grande São Paulo passou de 2,7 mil para 24,3 mil casos, com crescimento de 770%. No mesmo período, no interior, os casos subiram de 129 para 4,3 mil, o que representa aumento de 3.302%. 

Hoje é o Dia da Língua Portuguesa. Museu tem programação virtual


Lá vem o machimbombo, alguém te avisa em Moçambique. Em Angola, te pedem calma, já que o autocarro está a passar. Machimbombo e autocarro, acreditem (!), são o mesmo veículo. No Brasil, conhecido como ônibus. Na gíria muito comum das ruas, o busão. A par de todas as diferenças de vocabulário ou organização textual, falantes da língua portuguesa somam mais de 260 milhões de pessoas em nove países que têm o idioma como oficial. Trata-se do quinto mais usado no mundo, o terceiro no Ocidente e o primeiro no Hemisfério Sul.

Em 2009, países da comunidade lusófona decidiram que 5 de maio deveria marcar o Dia Internacional da Língua Portuguesa. Em novembro do ano passado, a Unesco ratificou a data comoDia Mundial da Língua Portuguesa, para celebrar a pluralidade como valor identitário de tanta gente. A decisão ocorreu em Paris, durante a assembleia-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. E as diferenças, longe de afastar, também podem unir. Nos acordos, no comércio, no turismo, na literatura, na cultura. Em Cabo Verde, chamam-se de brodas. Em Angola, cambas. Em bom brasileiro, amigos.

Os países de língua portuguesa são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

PROGRAMAÇÃO VIRTUAL

 O Museu da Língua Portuguesa vai comemorar hoje (5), em São Paulo, o Dia Internacional da Língua Portuguesa 2020 com uma programação virtual especial. Entre as atrações, haverá música, slam (poesia falada), literatura, contação de histórias, oficina, bate-papos e performances. A programação será transmitida noYouTubeeFacebookdo museu, a partir das 15h00. Esta é a quarta edição da comemoração do Dia Internacional da Língua Portuguesa, que nos anos anteriores foi realizada no saguão da Estação da Luz. 

Entre as atrações figuram o encontro “Poesia na língua do slam”, apresentado por Roberta Estrela D´Alva com participação de poetas do Brasil, Cabo Verde e Portugal, a livesConexão Musical, e discotecagem do escritor e músico Kalaf Epalanga (Angola), da cantora Lenna Bahule (Moçambique) e do músico Hélio Ramalho (Cabo Verde), com a interlocução do pesquisador brasileiro Rafael Galante. O público também vai ser transportado para dentro do Museu da Língua Portuguesa: na performance “Silêncio”, o dançarino Eduardo Fukushima apresenta uma coreografia gravada dentro das instalações do museu, completamente vazio e em silêncio. Todo a programação pode ser acessada também no link do site do museu.

Rodas de conversa

A partir do conceito de que a língua se transforma o tempo todo, a programação vai refletir sobre o idioma que se modifica dentro das casas, diante do isolamento social.  Baseado na exposição principal do museu, o roteiro de atrações investiga o contato da língua portuguesa com outros idiomas, suas variações nos continentes e a diversidade nos grupos sociais. Eventos virtuais com autores dos países de língua portuguesa vão unir Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. São encontros como “Ortografia também é gente”, conduzido pela poeta mineira Ana Elisa Ribeiro, que debaterá o uso da palavra como instrumento para dar conta do que é vivenciado hoje.  Com ela, a escritora e artista visual de Guiné-Bissau, Gisela Casimiro, o escritor português Marco Neves, o professor moçambicano Nataniel Ngomane e a poeta pernambucana Micheliny Verunschk refletirão sobre a atualidade a partir da língua portuguesa e suas expressões locais.

No projeto “Cartas de um outro tempo”, ambos em parceria com a Revista Pessoa, escritores vão ler cartas sobre esse período de confinamento.

Nomes como Itamar Vieira Jr, Isabel Nery, Filipa Leal, Tatiana Salem Levy e Evandro Affonso Ferreira compartilharão suas perspectivas – e suas poéticas – em vídeos exclusivos.

Já na série Peripécias Poéticas, sob curadoria do Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa, atores de diversos países brincam com seus falares ao interpretar pílulas de poesia em vídeos.

Também com curadoria do festival, a atração “Língua portuguesa, prazer em te conhecer” coloca em contato jovens de Angola, Brasil, Portugal e Cabo Verde para vencer as fronteiras geográficas com um animado bate-papoonline.

O Museu da Língua Portuguesa será reinaugurado em 2020, após ser destruído por um incêndio em 2015.

Um dos primeiros museus do mundo totalmente dedicado a um idioma, ele celebra a língua como elemento fundador e fundamental da nossa cultura.

Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante é conduzido a um mergulho na história e na diversidade do idioma.

 

Barroso admite pela primeira vez que eleições de 2020 estão ameaçadas

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

 

O ministro do STF Luís Roberto Barroso afirmou pela primeira vez nesta sexta-feira (1º) que a realização das eleições municipais no Brasil neste ano corre "risco real" devido à pandemia do coronavírus. No final de maio, Barroso irá substituir Rosa Weber na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em evento virtual ao vivo transmitido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) afirmou que, por sua "vontade", "nada seria modificado", mas que o pleito pode ser adiado. 

"Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são um rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há um risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”, disse Barroso, segundo publicado pelo portal G1. 

O primeiro turno das eleições, que elegerá prefeitos e vereadores, está marcado para 4 de outubro, enquanto o segundo turno, quando houver, está previsto para 25 de outubro. Para que a data da votação mude é preciso aprovação do Congresso. 

'Máximo até dezembro'

Segundo Barroso, caso tenha que ser adiado, o pleito teria que ocorrer "em poucas semanas, no máximo até de dezembro, para não haver risco de se ter que prorrogar mandatos". O futuro presidente do TSE disse que é contra a ideia de realizar a eleição municipal somente em 2022, junto com o pleito nacional. A hipótese prorrogaria por dois anos os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores. 

"Sou totalmente contra essa possibilidade. A democracia é feita de eleições periódicas e alternância no poder", afirmou. Além disso, argumentou que "o excesso de nomes para votação também comprometeria a qualidade do voto, para se fazer uma escolha consciente".

Novo estudo aponta data de pico, número de mortes e capacidade do sistema de saúde para São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e Brasil

Modelo atualizado da pesquisa realizada por Samy Dana e grupo de cientistas indica que São Paulo entraria no auge a partir deste dia 30

O pico de óbitos causados pelo novo coronavírus no Brasil deve acontecer em meados de maio, entre os dias 11 e 16. Os dados atualizam o estudo encomendado pela Easynvest e realizado por Samy Dana junto a um grupo multidisciplinar de pesquisadores de instituições de ponta. Se mantidas as variáveis e condições atuais até o período do auge, o novo modelo também aponta que no País, em cenário mediano, deve registrar cerca de 38 mil óbitos pela doença. 

São Paulo

Para o estado considerado epicentro da doença no Brasil, o pico deve ocorrer a partir deste dia 30, até o dia 6 de maio. O modelo levou em consideração filas únicas de leitos de UTI e estima que o número de óbitos durante o período crítico deva ser, em média, 210 por dia. Ao todo, o cenário mediano prevê total de quase 9 mil mortes, sendo que o cenário mais crítico pode atingir até 14.371 óbitos. 

Rio de Janeiro

De acordo com o estudo, o auge do novo coronavírus deve acontecer no estado do Rio de Janeiro entre 3 e 10 de maio, com mediana de 95 óbitos diários durante o período. Também levando em consideração filas únicas de leitos de UTI e manutenção das medidas de isolamento, o estado deve registrar 3.793 em um cenário mediano, com máxima de 8.173 em cenário extremo. 

Amazonas

O Amazonas, também entre os estados mais afetados pelo Covid-19, já vive o pico da doença, projetado pelo novo modelo entre os dias 22 e 30 de abril. De acordo com os dados, a média de óbitos no período deve ser de 41 por dia. Considerando variáveis como filas únicas de leitos de UTI e isolamento social, a projeção aponta exaustão do sistema de saúde, com falta de 633 leitos em um cenário mediano e mais de 1.600 em um cenário crítico. 

O estudo está em desenvolvimento e, nas próximas semanas, serão disponibilizadas atualizações dos dados e inclusão de novas variáveis no modelo matemático. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo são Samy Dana, Alexandre Simas, Bruno Filardi, Rodrigo Rodriguez e José Gallucci Neto. 

A integra do levantamento está disponível em:http://bit.ly/report-covid-atualizacao1.

SP planeja retomada gradual de aulas presenciais em julho


O Governador João Doria anunciou nestasexta-feira (24) que as aulas presenciais nas redes públicas estadual e municipais serão retomadas de forma gradual e regionalizada a partirde julho. Para alunos de creches e unidades de educação infantil, o retorno pode ser antecipado. Porém, o cronograma depende de aval do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo.

A Secretaria de Estado da Educação informou que a retomada será feita de maneira controlada e planejada, zelando pela saúde e segurança da comunidade escolar e da sociedade. As atividades na educação infantil só serão retomadas uma vez que as regiões estejam autorizadas pela Secretaria Estadual da Saúde.

“A educação infantil, que tem atendimento de creche, será priorizada pensando especialmente nas mães que trabalham fora e nas demais configurações de famílias que necessitam de cuidados integrais aos filhos, para que retornem ao trabalho”, disse o Secretário Rossieli Soares.

Na primeira semana da retomada, os alunos serão avaliados sobre eventuais prejuízos de aprendizado durante o período de suspensão das atividades presenciais. Nasegunda semana, ainda de forma escalonada, as equipes darão prioridade ao acolhimento dos alunos.

As primeiras semanas serão utilizadas também para que professores planejem estratégias de reforço e recuperação. O planejamento será baseado nos resultados das avaliações realizadas durante a primeira semana do retorno às aulas.

As datas de retorno poderão ser diferentes entre as regiões do Estado. As escolas municipais e particulares devem seguir a orientações de retorno gradual, com foco em diagnóstico e estratégia de acolhimento, reforço e recuperação.

Aulas em casa

No último dia3 de abril, o Governo do Estado lançou o Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP). A plataforma vai permitir que estudantes da rede estadual tenham acesso a aulas ao vivo, videoaulas e outros conteúdos pedagógicos durante o período de quarentena.

O CMSP conta com dois aplicativos: o CMSP para Ensino Fundamental dos Anos Finais e Ensino Médio e o CMSP Educação Infantil e Anos Iniciais. Os aplicativos estão disponíveis para os sistemas Android e IOS.

O Estado também entrou em acordo com a TV Cultura, que vai transmitir as aulas por meio dos canais digitais 2.2 - TV Univesp e 2.3 - TV Educação. A Secretaria da Educação está patrocinando acesso a planos móveis de internet para que alunos e professores tenham acesso aos conteúdos via telefone celular.

Calendário

As aulas na rede estadual de São Paulo estão suspensas desde o dia23 de março como medida de controle à propagação do coronavírus. O Estado antecipou o período de férias e recesso escolar. As aulas à distância que contarão como dias letivos recomeçam no dia 27 de abril.