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Pandemia avança para o interior paulista e aumento de casos chega a mais de 3.000%

Levantamento do Governo do Estado revela dados críticos para que prefeituras do interior e litoral mantenham incentivo a isolamento social

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, elaborou um levantamento estatístico que aponta avanço do coronavírus em 38 novas cidades paulistas a cada três dias. A evolução acelerada da contaminação no interior e no litoral ocorre ao mesmo tempo em que caiu a taxa de isolamento social em todas as regiões. Os dados devem servir de alerta para que as 645 prefeituras do Estado mantenham medidas de conscientização da população sobre a importância do distanciamento social. 

O levantamento leva em conta a progressão da pandemia no território paulista nos últimos 50 dias e aponta que, no início de março, eram registrados casos de infecção pela COVID-19 em sete novas cidades a cada três dias. Em abril, a média avançou para 25 novos municípios no mesmo período. 

Atualmente, 38 novas cidades registram casos de infecção pelo coronavírus a cada três dias. No total, 371 dos 645 municípios de São Paulo já possuem registros de circulação do vírus. Com o isolamento social em queda, a tendência estatística é de crescimento.

A aceleração dos casos coincide com a queda nos índices de isolamento social nos municípios. O SIMI-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo) indica que, nos últimos 15 dias, a taxa de isolamento caiu no interior paulista, passando de 52% para 47% em média. 

Comparação 

O levantamento mostra ainda que, apesar do número absoluto de infectados ainda se concentrar na Grande São Paulo, nos últimos dias a proporção de contágio é quatro vezes maior no interior e no litoral. Segundo a análise, o vírus estava restrito à Região Metropolitana da capital até meados de março, mas avançou desde então e já atinge todas as regiões do Estado. 

Entre os dias 1º e30 de abril, a Grande São Paulo passou de 2,7 mil para 24,3 mil casos, com crescimento de 770%. No mesmo período, no interior, os casos subiram de 129 para 4,3 mil, o que representa aumento de 3.302%. 

Pandemia avança para o interior paulista e aumento de casos chega a mais de 3.000%

Levantamento do Governo do Estado revela dados críticos para que prefeituras do interior e litoral mantenham incentivo a isolamento social

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, elaborou um levantamento estatístico que aponta avanço do coronavírus em 38 novas cidades paulistas a cada três dias. A evolução acelerada da contaminação no interior e no litoral ocorre ao mesmo tempo em que caiu a taxa de isolamento social em todas as regiões. Os dados devem servir de alerta para que as 645 prefeituras do Estado mantenham medidas de conscientização da população sobre a importância do distanciamento social. 

O levantamento leva em conta a progressão da pandemia no território paulista nos últimos 50 dias e aponta que, no início de março, eram registrados casos de infecção pela COVID-19 em sete novas cidades a cada três dias. Em abril, a média avançou para 25 novos municípios no mesmo período. 

Atualmente, 38 novas cidades registram casos de infecção pelo coronavírus a cada três dias. No total, 371 dos 645 municípios de São Paulo já possuem registros de circulação do vírus. Com o isolamento social em queda, a tendência estatística é de crescimento.

A aceleração dos casos coincide com a queda nos índices de isolamento social nos municípios. O SIMI-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo) indica que, nos últimos 15 dias, a taxa de isolamento caiu no interior paulista, passando de 52% para 47% em média. 

Comparação 

O levantamento mostra ainda que, apesar do número absoluto de infectados ainda se concentrar na Grande São Paulo, nos últimos dias a proporção de contágio é quatro vezes maior no interior e no litoral. Segundo a análise, o vírus estava restrito à Região Metropolitana da capital até meados de março, mas avançou desde então e já atinge todas as regiões do Estado. 

Entre os dias 1º e30 de abril, a Grande São Paulo passou de 2,7 mil para 24,3 mil casos, com crescimento de 770%. No mesmo período, no interior, os casos subiram de 129 para 4,3 mil, o que representa aumento de 3.302%. 

Pandemia avança para o interior paulista e aumento de casos chega a mais de 3.000%

Levantamento do Governo do Estado revela dados críticos para que prefeituras do interior e litoral mantenham incentivo a isolamento social

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional, elaborou um levantamento estatístico que aponta avanço do coronavírus em 38 novas cidades paulistas a cada três dias. A evolução acelerada da contaminação no interior e no litoral ocorre ao mesmo tempo em que caiu a taxa de isolamento social em todas as regiões. Os dados devem servir de alerta para que as 645 prefeituras do Estado mantenham medidas de conscientização da população sobre a importância do distanciamento social. 

O levantamento leva em conta a progressão da pandemia no território paulista nos últimos 50 dias e aponta que, no início de março, eram registrados casos de infecção pela COVID-19 em sete novas cidades a cada três dias. Em abril, a média avançou para 25 novos municípios no mesmo período. 

Atualmente, 38 novas cidades registram casos de infecção pelo coronavírus a cada três dias. No total, 371 dos 645 municípios de São Paulo já possuem registros de circulação do vírus. Com o isolamento social em queda, a tendência estatística é de crescimento.

A aceleração dos casos coincide com a queda nos índices de isolamento social nos municípios. O SIMI-SP (Sistema de Monitoramento Inteligente de São Paulo) indica que, nos últimos 15 dias, a taxa de isolamento caiu no interior paulista, passando de 52% para 47% em média. 

Comparação 

O levantamento mostra ainda que, apesar do número absoluto de infectados ainda se concentrar na Grande São Paulo, nos últimos dias a proporção de contágio é quatro vezes maior no interior e no litoral. Segundo a análise, o vírus estava restrito à Região Metropolitana da capital até meados de março, mas avançou desde então e já atinge todas as regiões do Estado. 

Entre os dias 1º e30 de abril, a Grande São Paulo passou de 2,7 mil para 24,3 mil casos, com crescimento de 770%. No mesmo período, no interior, os casos subiram de 129 para 4,3 mil, o que representa aumento de 3.302%. 

Hoje é o Dia da Língua Portuguesa. Museu tem programação virtual


Lá vem o machimbombo, alguém te avisa em Moçambique. Em Angola, te pedem calma, já que o autocarro está a passar. Machimbombo e autocarro, acreditem (!), são o mesmo veículo. No Brasil, conhecido como ônibus. Na gíria muito comum das ruas, o busão. A par de todas as diferenças de vocabulário ou organização textual, falantes da língua portuguesa somam mais de 260 milhões de pessoas em nove países que têm o idioma como oficial. Trata-se do quinto mais usado no mundo, o terceiro no Ocidente e o primeiro no Hemisfério Sul.

Em 2009, países da comunidade lusófona decidiram que 5 de maio deveria marcar o Dia Internacional da Língua Portuguesa. Em novembro do ano passado, a Unesco ratificou a data comoDia Mundial da Língua Portuguesa, para celebrar a pluralidade como valor identitário de tanta gente. A decisão ocorreu em Paris, durante a assembleia-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. E as diferenças, longe de afastar, também podem unir. Nos acordos, no comércio, no turismo, na literatura, na cultura. Em Cabo Verde, chamam-se de brodas. Em Angola, cambas. Em bom brasileiro, amigos.

Os países de língua portuguesa são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

PROGRAMAÇÃO VIRTUAL

 O Museu da Língua Portuguesa vai comemorar hoje (5), em São Paulo, o Dia Internacional da Língua Portuguesa 2020 com uma programação virtual especial. Entre as atrações, haverá música, slam (poesia falada), literatura, contação de histórias, oficina, bate-papos e performances. A programação será transmitida noYouTubeeFacebookdo museu, a partir das 15h00. Esta é a quarta edição da comemoração do Dia Internacional da Língua Portuguesa, que nos anos anteriores foi realizada no saguão da Estação da Luz. 

Entre as atrações figuram o encontro “Poesia na língua do slam”, apresentado por Roberta Estrela D´Alva com participação de poetas do Brasil, Cabo Verde e Portugal, a livesConexão Musical, e discotecagem do escritor e músico Kalaf Epalanga (Angola), da cantora Lenna Bahule (Moçambique) e do músico Hélio Ramalho (Cabo Verde), com a interlocução do pesquisador brasileiro Rafael Galante. O público também vai ser transportado para dentro do Museu da Língua Portuguesa: na performance “Silêncio”, o dançarino Eduardo Fukushima apresenta uma coreografia gravada dentro das instalações do museu, completamente vazio e em silêncio. Todo a programação pode ser acessada também no link do site do museu.

Rodas de conversa

A partir do conceito de que a língua se transforma o tempo todo, a programação vai refletir sobre o idioma que se modifica dentro das casas, diante do isolamento social.  Baseado na exposição principal do museu, o roteiro de atrações investiga o contato da língua portuguesa com outros idiomas, suas variações nos continentes e a diversidade nos grupos sociais. Eventos virtuais com autores dos países de língua portuguesa vão unir Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. São encontros como “Ortografia também é gente”, conduzido pela poeta mineira Ana Elisa Ribeiro, que debaterá o uso da palavra como instrumento para dar conta do que é vivenciado hoje.  Com ela, a escritora e artista visual de Guiné-Bissau, Gisela Casimiro, o escritor português Marco Neves, o professor moçambicano Nataniel Ngomane e a poeta pernambucana Micheliny Verunschk refletirão sobre a atualidade a partir da língua portuguesa e suas expressões locais.

No projeto “Cartas de um outro tempo”, ambos em parceria com a Revista Pessoa, escritores vão ler cartas sobre esse período de confinamento.

Nomes como Itamar Vieira Jr, Isabel Nery, Filipa Leal, Tatiana Salem Levy e Evandro Affonso Ferreira compartilharão suas perspectivas – e suas poéticas – em vídeos exclusivos.

Já na série Peripécias Poéticas, sob curadoria do Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa, atores de diversos países brincam com seus falares ao interpretar pílulas de poesia em vídeos.

Também com curadoria do festival, a atração “Língua portuguesa, prazer em te conhecer” coloca em contato jovens de Angola, Brasil, Portugal e Cabo Verde para vencer as fronteiras geográficas com um animado bate-papoonline.

O Museu da Língua Portuguesa será reinaugurado em 2020, após ser destruído por um incêndio em 2015.

Um dos primeiros museus do mundo totalmente dedicado a um idioma, ele celebra a língua como elemento fundador e fundamental da nossa cultura.

Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante é conduzido a um mergulho na história e na diversidade do idioma.

 

Barroso admite pela primeira vez que eleições de 2020 estão ameaçadas

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

 

O ministro do STF Luís Roberto Barroso afirmou pela primeira vez nesta sexta-feira (1º) que a realização das eleições municipais no Brasil neste ano corre "risco real" devido à pandemia do coronavírus. No final de maio, Barroso irá substituir Rosa Weber na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em evento virtual ao vivo transmitido pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) afirmou que, por sua "vontade", "nada seria modificado", mas que o pleito pode ser adiado. 

"Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são um rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há um risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”, disse Barroso, segundo publicado pelo portal G1. 

O primeiro turno das eleições, que elegerá prefeitos e vereadores, está marcado para 4 de outubro, enquanto o segundo turno, quando houver, está previsto para 25 de outubro. Para que a data da votação mude é preciso aprovação do Congresso. 

'Máximo até dezembro'

Segundo Barroso, caso tenha que ser adiado, o pleito teria que ocorrer "em poucas semanas, no máximo até de dezembro, para não haver risco de se ter que prorrogar mandatos". O futuro presidente do TSE disse que é contra a ideia de realizar a eleição municipal somente em 2022, junto com o pleito nacional. A hipótese prorrogaria por dois anos os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores. 

"Sou totalmente contra essa possibilidade. A democracia é feita de eleições periódicas e alternância no poder", afirmou. Além disso, argumentou que "o excesso de nomes para votação também comprometeria a qualidade do voto, para se fazer uma escolha consciente".

Novo estudo aponta data de pico, número de mortes e capacidade do sistema de saúde para São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e Brasil

Modelo atualizado da pesquisa realizada por Samy Dana e grupo de cientistas indica que São Paulo entraria no auge a partir deste dia 30

O pico de óbitos causados pelo novo coronavírus no Brasil deve acontecer em meados de maio, entre os dias 11 e 16. Os dados atualizam o estudo encomendado pela Easynvest e realizado por Samy Dana junto a um grupo multidisciplinar de pesquisadores de instituições de ponta. Se mantidas as variáveis e condições atuais até o período do auge, o novo modelo também aponta que no País, em cenário mediano, deve registrar cerca de 38 mil óbitos pela doença. 

São Paulo

Para o estado considerado epicentro da doença no Brasil, o pico deve ocorrer a partir deste dia 30, até o dia 6 de maio. O modelo levou em consideração filas únicas de leitos de UTI e estima que o número de óbitos durante o período crítico deva ser, em média, 210 por dia. Ao todo, o cenário mediano prevê total de quase 9 mil mortes, sendo que o cenário mais crítico pode atingir até 14.371 óbitos. 

Rio de Janeiro

De acordo com o estudo, o auge do novo coronavírus deve acontecer no estado do Rio de Janeiro entre 3 e 10 de maio, com mediana de 95 óbitos diários durante o período. Também levando em consideração filas únicas de leitos de UTI e manutenção das medidas de isolamento, o estado deve registrar 3.793 em um cenário mediano, com máxima de 8.173 em cenário extremo. 

Amazonas

O Amazonas, também entre os estados mais afetados pelo Covid-19, já vive o pico da doença, projetado pelo novo modelo entre os dias 22 e 30 de abril. De acordo com os dados, a média de óbitos no período deve ser de 41 por dia. Considerando variáveis como filas únicas de leitos de UTI e isolamento social, a projeção aponta exaustão do sistema de saúde, com falta de 633 leitos em um cenário mediano e mais de 1.600 em um cenário crítico. 

O estudo está em desenvolvimento e, nas próximas semanas, serão disponibilizadas atualizações dos dados e inclusão de novas variáveis no modelo matemático. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo são Samy Dana, Alexandre Simas, Bruno Filardi, Rodrigo Rodriguez e José Gallucci Neto. 

A integra do levantamento está disponível em:http://bit.ly/report-covid-atualizacao1.

SP planeja retomada gradual de aulas presenciais em julho


O Governador João Doria anunciou nestasexta-feira (24) que as aulas presenciais nas redes públicas estadual e municipais serão retomadas de forma gradual e regionalizada a partirde julho. Para alunos de creches e unidades de educação infantil, o retorno pode ser antecipado. Porém, o cronograma depende de aval do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo.

A Secretaria de Estado da Educação informou que a retomada será feita de maneira controlada e planejada, zelando pela saúde e segurança da comunidade escolar e da sociedade. As atividades na educação infantil só serão retomadas uma vez que as regiões estejam autorizadas pela Secretaria Estadual da Saúde.

“A educação infantil, que tem atendimento de creche, será priorizada pensando especialmente nas mães que trabalham fora e nas demais configurações de famílias que necessitam de cuidados integrais aos filhos, para que retornem ao trabalho”, disse o Secretário Rossieli Soares.

Na primeira semana da retomada, os alunos serão avaliados sobre eventuais prejuízos de aprendizado durante o período de suspensão das atividades presenciais. Nasegunda semana, ainda de forma escalonada, as equipes darão prioridade ao acolhimento dos alunos.

As primeiras semanas serão utilizadas também para que professores planejem estratégias de reforço e recuperação. O planejamento será baseado nos resultados das avaliações realizadas durante a primeira semana do retorno às aulas.

As datas de retorno poderão ser diferentes entre as regiões do Estado. As escolas municipais e particulares devem seguir a orientações de retorno gradual, com foco em diagnóstico e estratégia de acolhimento, reforço e recuperação.

Aulas em casa

No último dia3 de abril, o Governo do Estado lançou o Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP). A plataforma vai permitir que estudantes da rede estadual tenham acesso a aulas ao vivo, videoaulas e outros conteúdos pedagógicos durante o período de quarentena.

O CMSP conta com dois aplicativos: o CMSP para Ensino Fundamental dos Anos Finais e Ensino Médio e o CMSP Educação Infantil e Anos Iniciais. Os aplicativos estão disponíveis para os sistemas Android e IOS.

O Estado também entrou em acordo com a TV Cultura, que vai transmitir as aulas por meio dos canais digitais 2.2 - TV Univesp e 2.3 - TV Educação. A Secretaria da Educação está patrocinando acesso a planos móveis de internet para que alunos e professores tenham acesso aos conteúdos via telefone celular.

Calendário

As aulas na rede estadual de São Paulo estão suspensas desde o dia23 de março como medida de controle à propagação do coronavírus. O Estado antecipou o período de férias e recesso escolar. As aulas à distância que contarão como dias letivos recomeçam no dia 27 de abril.

Governo de SP entrega 3,5 milhões de kits com material pedagógico e de orientação para período de aulas em casa

 

Material impresso será distribuído aos alunos a partir do dia 27

 

       O Governador João Doria anunciou nesta quinta-feira (16) a distribuição de kits com material impresso contendo apostilas de matemática e língua portuguesa, gibis da Turma da Mônica, livros paradidáticos e manual de orientações às famílias e do Centro de Mídias da Educação de São Paulo (CMSP). A entrega ocorrerá a partir do dia 27 de abril

       "O kit contém apostilas de matemática e português, livros didáticos e gibis da Turma da Mônica. O investimento é de R$ 19,5 milhões do Governo do Estado de São Paulo. O material contempla informações aos pais, aos seus filhos e contribui para o estudo à distância", disse Doria. 

       Além de ser um material de estudos aos alunos, os kits contemplam informações também aos pais e responsáveis sobre como estudar em casa no período de suspensão das aulas presenciais. 

       O material organizado pela Secretaria de Estado da Educação será entregue para os 3,5 milhões de alunos matriculados na rede estadual de São Paulo. Além dos estudantes das escolas estaduais, alunos de mais de 470 redes municipais do Estado também serão contemplados com o manual de orientação aos pais. 

              O material inclui brincadeiras que as famílias podem desenvolver com os bebês ou crianças; sugestões de como podem apoiar os adolescentes em seus estudos e atividades adequadas aos alunos de diferentes idades.

 

Distribuição 

       Os kits serão disponibilizados nas escolas e os alunos deverão retirá-los por meio de um escalonamento, a partir do dia 27 de abril, a ser organizado pelas Seduc e Diretorias de Ensino, para que não haja aglomerações.

       A distribuição para cerca de 10% dos alunos da rede que estão localizados em áreas rurais e mais afastadas será feita por meio do transporte escolar. A Polícia Militar e as Guardas Municipais também darão apoio à logística de distribuição dos materiais.

       Cada aluno dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio receberá um kit com quatro apostilas: de língua portuguesa, de matemática, com orientações gerais e sobre a utilização do Centro de Mídias SP. Serão impressos 13 milhões de materiais.

       Já os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental receberão kit com quatro apostilas, além de um livro, um gibi da Turma da Mônica e uma ficha de leitura cada. Ao todo, são 1,2 milhão de unidades de livros e gibis.

       Com as cartilhas, os pais poderão ajudar seus filhos e contribuir com sua formação, independentemente de sua escolaridade. Para isso, é importante que organizem uma rotina para que os filhos possam estudar todos os dias.

       Para o desenvolvimento das atividades escritas, familiares alfabetizados ou professores, à distância, poderão apoiar os alunos e responsáveis no entendimento dos materiais enviados.

 

Calendário

       As aulas na rede estadual de São Paulo estão suspensas desde o dia23 de março como medida de controle à propagação do coronavírus. A Seduc antecipou o período de férias e recesso escolar, e as aulas que contarão como dias letivos recomeçam no dia27 de abril.

       De 22 a24 de abril, professores e todos os servidores das 5,1 mil escolas estaduais receberão formação com orientações sobre a forma de atuação durante o período de aulas suspensas.

 

Aplicativo para educação infantil e anos iniciais

       O Governo de São Paulo lançou, no dia 3, o Centro de Mídias da Educação de SP (CMSP), uma plataforma que vai permitir que os estudantes da rede estadual tenham acesso a aulas ao vivo, videoaulas e outros conteúdos pedagógicos mesmo durante o período do isolamento social. 

       A partir da próxima semana também estará disponível um segundo aplicativo para download, o CMSP Educação Infantil e Anos Iniciais, com conteúdo exclusivo para essas etapas de ensino.

       O aplicativo do Centro de Mídias SP já está disponível para os sistemas Android e IOS. Parateracesso, estudantes e professores da rede estadualterão de fazer o login com os mesmos dados usados na Secretaria Escolar Digital (SED). O aplicativo Centro de Mídias SP foi desenvolvido pela IP.TV e doado à Secretaria de Estado da Educação durante a suspensão das aulas.

       Além da ferramenta que vai viabilizar o ensino presencial mediado por tecnologia, o Governo de São Paulo também entrou em acordo com a TV Cultura, que vai transmitir as aulas por meio dos canais digitais 2.2 - TV Univesp e 2.3 - TV Educação.

       A Seduc vai patrocinar internet para que alunos e professores da rede tenham acesso aos conteúdos via celular, sem qualquer custo. Para isso, firmará contrato com cada uma das quatro maiores operadoras de telefonia: Claro, Vivo, Oi e Tim.

       Dessa forma, todo estudante da rede poderá desfrutar das atividades do aplicativo sem utilizar o pacote 4G do celular, sinal de internet wi-fi, ou mesmo quando estiver sem créditos.

Médicos Sem Fronteiras começam ação contra COVID-19 no Brasil

A organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) iniciou as atividades de combate à COVID-19 no Brasil. O trabalho começou na cidade de São Paulo, focado em pessoas em situação de rua, migrantes e refugiados, usuários de drogas, idosos e pessoas privadas de liberdade. Esses grupos, que já se encontravam em estado de grande vulnerabilidade mesmo antes da chegada da pandemia, enfrentam agora uma situação ainda mais grave.

A perspectiva é de que o aumento excepcional da demanda geral sobre serviços de saúde intensifique ainda mais as dificuldades de acesso a cuidados de saúde por parte dessa parcela da população. As condições de vida precárias enfrentadas por essas pessoas também dificultam a adoção de medidas de distanciamento social, essenciais para conter o avanço da doença e diminuir sua mortalidade. 

As atividades em São Paulo estão sendo realizadas em parceria com outras organizações e com as autoridades locais que já atuam com grupos em situação de vulnerabilidade, foco da ação de MSF. O trabalho contempla a realização de consultas médicas em pessoas em situação de rua para detecção de casos suspeitos de COVID-19 e triagem com encaminhamento dos doentes em estado grave para hospitais. 

Nos primeiros dias de trabalho, iniciado na semana passada, foram atendidos 278 pacientes em atividades realizadas na rua, em abrigos e em um centro de atendimento de migrantes. Do total de atendimentos, 37 pacientes apresentaram sintomas suspeitos de COVID-19 e três destes casos, com sinais de gravidade, tiveram de ser encaminhados para hospitalização. 

Também são oferecidas orientações de higiene e distanciamento social àqueles com sintomas, para tentar evitar a disseminação do novo coronavírus. As equipes também vão atuar em albergues e prestarão atendimento em locais da região central de São Paulo por onde circula a população mais vulnerável. 

Estamos trabalhando para oferecer assistência a essas populações, já que a pandemia tende a acentuar a marginalização e exclusão à qual elas já estavam submetidas”, explica a médica Ana Leticia Nery, coordenadora do projeto de MSF em São Paulo.Precisamos garantir que os mais vulneráveis sobrevivam a esta crise de saúde sem precedentes”. 

Além das ações na rua, em abrigos e asilos, profissionais de MSF estão capacitando trabalhadores da área de saúde sobre utilização de equipamentos de proteção, higiene e procedimentos de distanciamento social. Na semana passada, foi realizado um treinamento para cerca de 200 funcionários da Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente). 

Paralelamente à atuação em São Paulo, MSF está se preparando para iniciar atividades relacionadas à pandemia de COVID-19 no Riode janeiro, também com foco na população mais vulnerável.

Médicos Sem Fronteiras é uma organização humanitária internacional criada em 1971 na França por médicos e jornalistas para levar cuidados de saúde a pessoas afetadas por conflitos armados, desastres naturais, epidemias, desnutrição ou sem nenhum acesso à assistência médica. Oferece ajuda exclusivamente com base na necessidade das populações atendidas, sem discriminação de raça, religião ou convicção política e de forma independente de poderes políticos e econômicos. Também é missão da MSF chamar a atenção para as dificuldades enfrentadas pelas pessoas atendidas em seus projetos.