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Arquidiocese do Rio: presépio que era alvo de críticas foi vandalizado

O presépio composto por 72 peças em tamanho natural que tinha sido instalado diante da sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro foi alvo de vândalos que roubaram a imagem do Menino Jesus e decapitaram outras figuras. Moradores de rua que se abrigavam no presépio informaram que um grupo de rapazes destruiu a obra. A Polícia Civil está investigando e usará imagens de câmeras de segurança da região para identificar os responsáveis.
Além das figuras tradicionais, o presépio destruído continha imagens que, segundo o autor, o Padre Wanderson José Guedes, procuravam representar a luta contra a corrupção.
Construída graças a doações e a recursos do próprio sacerdote, que é também escultor, a obra tinha despertado críticas diversas, a maioria por causa do conteúdo político, mas muitas também de católicos que não aprovaram o uso da cena da Natividade para destacar abordagens que não fossem a própria Encarnação do Filho de Deus.
A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) colocou-se à disposição da Arquidiocese do Rio de Janeiro para acompanhar as investigações junto à Polícia Civil do presépio que foi depredado na madrugada de quinta-feira (04), no palácio São Joaquim, na Glória. Em agosto do ano passado, a SEDMHI criou o Disque Combate ao Preconceito, canal voltado para receber denúncias sobre todo o tipo de violação aos Direitos Humanos. Ele funciona de segunda a sexta-feira, de 9 às 16 horas, através do telefone (21) 2334 9551

Petrobrás faz acordo de $ 3 bilhões para encerrar processo nos EUA

A Petrobras deve pagar quase US$ 3 bilhões (US$ 2,95 bilhões) em acordo para encerrar um processo movido por investidores em Nova York que alegam terem sofrido prejuízos com a corrupção na estatal. O acerto para dar fim à ação coletiva (chamada de class action, em inglês) em Nova York foi fechado, mas ainda precisa da aprovação da Justiça americana, segundo informou a empresa em comunicado. O acordo é um dos maiores da História dos Estados Unidos.

O valor só fica atrás dos já negociados pela Enron (US$ 7,2 bilhões), WorldCom (US$ 6,2 bilhões) e Tyco International (US$ 3,2 bilhões), segundo a Stanford Law School.

O anúncio ocorre poucos dias depois de a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluir um inquérito administrativo aberto em março de 2016 e que culminou com a acusação formal de oito ex-diretores e ex-presidentes da Petrobras.

De acordo com a companhia, já foi possível recuperar R$ 1,475 bilhão no Brasil do montante envolvido no esquema da Lava-Jato. Segundo o documento, “o acordo elimina o risco de um julgamento desfavorável que, conforme anteriormente reportado ao mercado no formulário anual arquivado na bolsa de valores brasileira e americana, poderia causar efeitos materiais adversos à Companhia e a sua situação financeira. Além disso, põe fim a incertezas, ônus e custos associados à continuidade dessa ação coletiva”.

O pagamento será feito em três parcelas, sendo a primeira delas, de US$ 983 milhões, em até dez dias após a aprovação preliminar do juiz. Já o segundo pagamento é previsto para até dez dias após a aprovação judicial final, enquanto a terceira parcela será paga em até seis meses após a aprovação final ou 15 de janeiro de 2019, o que acontecer por último. O montante de US$ 2,95 bilhões será incluído no balanço financeiro da empresa do quarto trimestre de 2017 como provisionamento.