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Quem ama tem histórias para contar

Amanda Coelho

O dia dos namorados tem vários significados. Para alguns, lembranças do primeiro beijo, primeiro encontro, primeiro presente, enquanto para outros, a sensação de comemorar a primeira vez essa data ao lado de quem ama.

Milhares de casais apaixonados aproveitam essa data para relembrar os melhores momentos da história de amor, fazer declarações e dar presentes. As surpresas românticas também são responsáveis por tornar esse dia ainda mais especial. E alguns casais sanjoanenses tem histórias marcantes para recordar.

O Primeiro Amor  sempre é o primeiro

Amanda Coelho

Daniela Ruy e Claudinei Martinez Cândido, mais conhecidos como Dani e Dido. Dani conheceu o Dido quando ela tinha 14 anos e ele 22, em um campo de futebol perto da sua casa. Depois de alguns encontros eles começaram a namorar. Dido foi o primeiro namorado de Daniela.

O namoro durou um ano e foi rompido por Dani. De acordo com ela, o namoro acabou pois sua família não aprovava o namorado. Após a separação, cada um  seguiu sua vida.

Dido conheceu outra mulher com quem teve uma filha, enquanto Dani ficou 15 anos com outro parceiro com quem chegou a se casar.

Claudinei contou que sempre que eles se cruzavam na rua, ainda trocavam olhares e rolava uma paquera. “O coração ainda disparava”, afirmou ele. Então, depois de 17 anos, o destino uniu novamente Dani e Dido.

“Eu estava nas Redes Sociais, quando o Facebook me sugeriu para adicionar Dido. Então pedi solicitação de amizade e minutos depois ele já me chamou no chat e começamos a conversar”, contou Daniela.

Dani que estava separada do marido topou marcar um encontro com Dido e depois do primeiro encontro aconteceram muitos outros, até que dois meses depois, Claudinei foi até a casa de Daniela pedir sua mão em namoro. Um mês depois o casal foi morar junto, e já com três anos de convivência e felicidade, já pensam em ter filhos.

15 anos – Sempre Namorados

Amanda Coelho

Andreia Daniel Nogueira e Helton Rubens Romão conseguiram o que muitos casais não conseguem. Neste ano o casal completa 15 anos de namoro. Andreia conheceu Helton através de alguns amigos em comum quando ela tinha 15 anos e ele 22. O primeiro encontro aconteceu em 2002 e logo depois o casal decidiu assumir o namoro.

Andreia teve um pouco de dificuldade em revelar o namoro para sua família, pois seus pais eram controladores. Mas com o tempo, foram se encaixando e o casal permanece firme até hoje.

Em 2005, Helton e Andreia ficaram noivos e mesmo com tanto tempo de namoro, o casal ainda mantém a tradição de namoro mesmo: moram em casa separadas e se vêem apenas nas terças-feiras e aos finais de semana. Andreia disse que o casamento ainda está nos planos, mas que não tem o sonho de casar de vestido de noiva. Para ela uma cerimônia simples já é o suficiente. “Não tem um motivo especifico para ainda não termos casado. Fomos namorados e namorando estamos assim até hoje. Sempre em comum acordo”, afirmou.

Eternos Namorados e muito amor

Amanda Coelho

Outra historia que vai inspirar os apaixonados neste dia dos namorados, é a de Benedita Jorge Desidério Domingos, 73 anos, e Sebastião Teodoro Domingos, 74 anos. Tião e Dita como são chamados pelos amigos estão casados há 48 anos, e mais alguns de namoro. Juntos venceram e continuam unidos enfrentando as dificuldades e as alegrias da vida. Como juraram no dia que casaram: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

E ambos se lembram com detalhes como se conheceram. Dona Dita disse que os olhares se trocaram pela primeira vez no teatro de São João da Boa Vista quando ela tinha 17 anos e ele 18. “Eu estava saindo de uma peça e ele chegando para a próxima, nos cruzamos na porta quando eu estava indo embora e ele chegando. Foi aí que trocamos o primeiro olhar”, relembrou. Algum tempo depois o casal se reencontrou próximo ao cemitério da cidade em Dia de Finados, se conheceram melhor e decidiram então começar a namorar.

Depois de 8 anos de namoro, Dita e Tião decidiram se casar e neste ano completaram 48 anos de casado. Questionada sobre como manter um casamento, Benedita respondeu sem titubear - “Primeiramente é Deus, depois o amor entre nós dois, ter dialogo, compreensão e saber perdoar”.

Ao longo da vida, o casal teve 4 filhos biológicos e 2 adotivos. Hoje são rodeados por 8 netos, 2 bisnetos e mal esperam pela chegada do terceiro bisneto que esta previsto para nascer ainda neste mês.

De acordo com Sebastião, mesmo há tanto tempo juntos, o casal faz questão de não deixar de lado uma data tão marcante e ainda comemoram o Dia dos Namorados todos os anos, com jantares românticos e presentes. Dona Dita ainda contou que tinha o sonho de levar uma vida igual ao de seu sogro e sua sogra. “Sempre admirei a parceria dos pais dele. Eles nunca brigavam e eu sempre sonhei em ter um casamento assim com ele e hoje vejo que conseguimos”.

Ainda em clima de romance, ao recordar as historias, o casal fez questão de se declarar “Eu te amo e sempre vou te amar”, disse Benedita ao marido.

“Te amo muito e quero sempre estar ao seu lado”, respondeu Sebastião, mostrando que mesmo depois de tantas décadas juntos, o amor só aumenta e não tem idade.

Nunca é tarde para se apaixonar

Amanda Coelho

Uma Banda que se chama Ás de Ouro. Formada por músicos da Melhor Idade. Um deles, Emílio, 62 anos, foi até o Departamento de Cultura e solicitou um espaço para realizar um baile sempre animado com a Banda Ás de Ouro e para um público mais especial – da Melhor Idade. Os músicos queriam promover estes encontros uma vez por semana, no período da tarde.

Solicitação aprovada, todas as terças-feiras, num dos galpões da antiga Fepasa, no Largo da Estação, das 13h30 às 16h30 têm, com certeza, um baile bem animado, frequentado por homens e mulheres de todo canto da cidade.

De acordo com Emilio, ele não imaginava que a iniciativa teria tanto sucesso. “Não pensei que o pessoal animaria tanto e hoje percebo que todos os bailes sempre estão cheios”.

A cada semana o público aumenta. E não é que tem até dançarinos e dançarinas que esperam encontrar neste lazer um namorado ou namorada?

Uma das frequentadoras é Tereza Viviane de 77 anos, que é a prova viva de que amor não tem idade. Tereza frequenta o baile realizado no salão da antiga Fepasa todas as tardes das terças-feiras. E segundo ela, sempre dança bastante. “Gosto dos bailes porque acabo conhecendo bastante gente. Sempre danço com um e depois danço com outro e no fim, sempre acaba rolando uma paquera”, contou. Viúva há 16 anos, Dona Tereza teve alguns namorados nos últimos anos e terminou o mais recente há apenas três meses. Mãe de quatro filhos, ela chama as amigas também viúvas e vai para os bailes da cidade e quando questionada sobre conhecer novos “rapazes”, Tereza responde: “Sempre disposta a conhecer um novo namorado”.