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Recém-formados em Jornalismo na Uniara produzem documentário sobre fé e Padre Donizetti


“Não Precisa Ser Santo Para Ser Santo” é o título do vídeo-documentário produzido como projeto experimental pelos recém-formados em Jornalismo na Universidade de Araraquara – Uniara, Joice Rodrigues Devite, Lucas Henrique da Silva Marcelino, Marcelo Lopes Bonholi, Naira Suélen Morais e Thayná Beatriz da Cunha. A obra, que aborda a devoção e assuntos relacionados, foi orientada pelo professor Fabrício José Mazocco e coorientada pelo docente Luis Paulo de Campos, e está disponível para visualização no link https://youtu.be/A9a-EjdFHlI.

“O trabalho consiste em uma produção jornalística de 27 minutos, em que o termo ‘Devoção Marginal’ e as suas características são explicadas por um antropólogo e ilustradas com a história de três milagreiros conhecidos no interior do estado de São Paulo: são eles o Padre Donizetti, de Tambaú, o menino Nelsinho Santana, de Ibitinga, e a menina Izildinha, de Monte Alto”, conta Joice, em nome de seu grupo. Ela também comentou que no video são apresentados relatos de fiéis que alcançaram graças por intercessão dos três milagreiros. “No documentário, é explicado ainda todo o processo de beatificação e canonização para que uma alma se torne um santo oficial”, completa.

Para o desenvolvimento da obra, a ex-estudante menciona que o livro “Devoções marginais: interfaces do imaginário religioso”, do autor José Carlos Pereira, foi utilizado como base. “Ele, que foi o entrevistado principal, é o criador do termo ‘Devoção Marginal’, que se refere ao nome dado à devoção às almas ainda não reconhecidas pela igreja católica, mas que popularmente tomaram fama de santas por intercederem ou concederem milagres aos fiéis”, explica.

Como conclusão do projeto experimental, Joice aponta que os estudos sobre o tema são escassos, “e mesmo aqueles que praticam tal devoção, em sua maioria, não são bem esclarecidos e a confundem com as devoções oficiais reconhecidas pela igreja, o que justamente motivou o grupo a contribuir para a disseminação da informação”. “A importância desse estudo para a comunicação está em levar o conhecimento sobre essa categoria de devoção, o que pode servir ainda para ampliar o debate acerca dos diversos tipos de crença do ser humano, expondo também os pontos científicos da religião”, destaca.

De acordo com a ex-aluna, o fato de a produção abordar a realidade dos praticantes dessas devoções e apresentar conceitos gerais sobre a prática “faz com que o documentário retrate uma questão que ocupa o espaço comum, ou seja, que é de interesse humano, aprofundando e divulgando fatos cotidianos que geralmente não têm espaço na grande mídia”.