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Festa do Divinho com Imperador, Vassalos e Guarda de Honra


Nestasegunda (9) teve início o ritual que marca o início da comemoração da Festa do Divino em Águas da Prata. A “Coroação do Imperador” aconteceu durante a missa que foi realizada às 19h30 na Igreja Santa Maria Goretti, no bairro Fonte Platina. No ritual, a ‘Corte’ é representada por meninos vestidos em traje de gala da época do Império que acompanham o Imperador. São os Vassalos e a Guarda de Honra.

Luciana Sargaço informou que a Festa do Divino é uma boa oportunidade de incluir no roteiro de eventos de Águas da Prata uma das festas mais tradicionais do Brasil e valorizar a cultura popular ao mesmo tempo. “É uma grande honra visto tratar-se de uma festa centenária que traz consigo grande relevância religiosa histórico/cultural. A responsabilidade é grande. Houve muitas conversas, tanto com o Padre Alex Carossi como com o prefeito Carlos Henrique, que nos deu total apoio. É a primeira vez que a Festa do Divino acontece em Águas da Prata, porém a união de forças entre a prefeitura, padre Alex Carossi, paróquia Nossa Senhora de Lourdes e comunidade, certamente nos garantirá um grande e belo trabalho. Pratenses e turistas terão oportunidade de participar de um grande evento centenário e certamente se emocionarem muito”, disse a secretária municipal de Turismo e Cultura de Águas da Prata.

FESTA CENTENÁRIA
Uma das características da Festa do Divino é a complexidade da comemoração, já que se trata de um evento centenário e que foi sendo enriquecido e incrementado através dos anos. A expectativa é que a entrada da Festa do Divino para o calendário de eventos de Águas da Prata possa ajudar no incremento do turismo na cidade. “Muita gente de fora pode vir participar da festa. O evento atrai multidões. Esse é mais um motivo pelo qual estamos na expectativa. Além do aspecto cultural, a economia de Águas da Prata também vai ganhar com mais esta festa”, completou Luciana.

PROCISSÕES E FESTA

Logo após a primeira Missa que aconteceu na noite de ontem na Fonte Platina, o cortejo vai passar por sete bairros da cidade visitando 12 casas, e em cada uma delas, dará sequência às comemorações do Divino. No Domingo de Pentecoste, dia 20 de Maio, lembra quando o Espírito Santo apareceu aos apóstolos de Cristo em forma de línguas de fogo. Esta data é comemoradas e relembrada cinquenta dias após a Ressurreição.
Nos dias 19 e
20 de maiohaverá uma grande quermesse para o fechamento da Festa do Divino em Águas da Prata no espaço que fica atrás da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes.

FESTA DO DIVINO
De acordo com alguns historiadores, a Festa do Divino é uma comemoração popular de rua, tipicamente folclórica. Esta celebração é uma manifestação espontânea e tem aceitação coletiva. É um evento que cultuado pela Igreja Católica, Pentecostes, que é a descida do Espírito Santo na forma de línguas de fogo sobre os apóstolos.

ORIGEM PORTUGUESA
A origem remonta às celebrações religiosas realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes coletivos designados de Bodo aos Pobres com distribuição de comida e esmolas. Tradição que ainda se cumpre em algumas regiões de Portugal.

PROMESSA REAL
A celebração do Divino Espírito Santo no planeta teve origem na promessa da rainha, D. Isabel de Aragão, por volta de 1320. A Rainha teria prometido ao Divino Espírito Santo peregrinar o mundo com uma cópia da coroa e uma pomba no alto da coroa, que é o símbolo do Divino Espírito Santo, arrecadando donativos em benefício da população pobre, caso o esposo, o rei D. Dinis, fizesse as pazes com seu filho legítimo, D. Afonso, herdeiro do trono. De acordo com os documentos, D. Isabel não se conformava com o confronto entre pai e filho legítimo em vista da herança pelo trono, pois era desejo do rei que a coroa portuguesa passasse, após sua morte, para seu filho bastardo, Afonso Sanches. Diante do conflito, a rainha Isabel passou a suplicar ao Divino Espírito Santo pela paz entre seu esposo e seu filho. A interferência da rainha teria evitado um conflito armado, denominado a Peleja de Alvalade.

50 DIAS DEPOIS DA PÁSCOA
Essas celebrações aconteciam cinquenta dias após a Páscoa, comemorando o dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu do céu sobre a Virgem Maria e os apóstolos de Cristo sob a forma de línguas como de fogo, segundo conta o Novo Testamento.

Desde seus primórdios, os festejos do Divino, realizados na época das primeiras colheitas no calendário agrícola do hemisfério norte, são marcados pela esperança na chegada de uma nova era para o mundo dos homens, com igualdade, prosperidade e abundância para todos.