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Cultura

Diretor Roberto Lage leva vida de Pagu aos palcos da Oficina Cultural Oswald de Andrade no centenário da Semana de Arte Moderna de 1922

(Foto: Isabella Guslinski)

 

Monólogo escrito por Tereza Freire tem a atriz Thais Aguiar (foto) no papel de Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, revela o resultado de uma investigação dos destroços mais profundos e pouco conhecidos da história da militante política e cultural, e uma das pioneiras do feminismo no Brasil.

Patrícia Redher Galvão (PAGU) nasceu em São João da Boa Vista (09/06/1910), morreu em Santos (12/12/1962). Foi autora do primeiro romance proletário brasileiro (Parque Industrial) e a primeira presa política deste país. Casada com Oswald de Andrade, destacou-se significativamente no movimento Modernista de 1922. Ainda jovem, trabalhou em fábricas e militou pelo Partido Comunista.

Escreveu contos policiais publicados pela revista Detective, dirigida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, que depois (1998) foram reunidos na obra Safra Macabra. Em trabalhos, junto a grupo teatrais, revelou e traduziu grandes autores, até então inéditos no Brasil, como James Joyce, Eugène Ionesco, Arrabal e Octavio Paz.

Fundou um jornal de esquerda com Oswald de Andrade, empastelado pela policia repressora da época. Foi perseguida pela ditadura Vargas. Militou na França, foi presa e deportada para o Brasil. Antes, presenciou a coroação do Imperador Pu Yi, da Manchúria. Presa em 1935, permaneceu encarcerada por 5 anos. Foi torturada e, somente libertada por motivos de doença, pesando cerca 40kg.

Em Santos, tornou-se uma das grandes incentivadoras do teatro amador, responsável pela descoberta de Plínio Marcos.

Morreu aos 52 anos, vítima de câncer no pulmão. Seu último marido foi Geraldo Ferraz, crítico do jornal “A Tribuna” (Santos), em que também foi colaboradora. Caiu no esquecimento da história oficial até que Augusto de Campos publicou sua antologia poética e “gritou”: Quem resgatará Pagu?

A PEÇA

No ano em que a Semana de Arte Moderna de 1922 celebra seu centenário, diversas homenagens revivem esse marco na história política e cultural de São Paulo. Uma delas tem sido preparada há mais de dois anos, com algumas pausas devido à pandemia, por Roberto Lage. O Diretor foi convidado pela atriz Thais Aguiar para materializar a musa modernista no espetáculo “Dos Escombros de Pagu”, um texto de Tereza Freire.

O espetáculo começará sua trajetória na Oficina Cultural Oswald de Andrade, parte de um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciado pela Poiesis, de 14 a 19 de fevereiro, inaugurando a sala de espetáculos Patrícia Rehder Galvão.

É impressionante como a história de Pagu ainda faz uma provocação extremamente atual sobre a luta por justiça social e retomando uma cultura de papel transformador. As pessoas poderão vivenciar uma jornada cheia de detalhes para entender toda a complexidade dessa personalidade.

A encenação de Roberto Lage propõe uma Pagu conectada ao tempo presente, num depoimento livre de dores e rancores de sua história. Veremos no palco uma mulher que expõe a sua vida e a sua relação com Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e os modernistas, com seus filhos, amores, amigos, família, viagens, descobertas, alegrias, tristezas. A concepção cênica se propõe a repensar a linguagem de como o teatro narrativo nos foi apresentado, através dos estudos de Walter Benjamin e o teatro épico desenvolvido por Brecht.

No espetáculo “Dos Escombros de Pagu”, a personagem volta para narrar sua trajetória de vida com todos os acontecimentos vividos e superados, sem qualquer sentimento de culpa e vitimização dos fatos. Uma interpretação que mergulha nas memórias da personagem e emociona pela veracidade dos acontecimentos vivenciados, deixando o público livre para interpretar a história como quiser e com isso a narração atinge uma amplitude para além da informação.

O diretor Roberto Lage é um prestigiado encenador paulista com vasta atuação nos diversos gêneros do teatro, alternando trabalhos em grupos experimentais e produções comerciais que lhe renderam 36 prêmios ao longo da carreira, dentre eles o de melhor direção pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e o Prêmio Moliere.

 

SERVIÇO

Dos Escombros de Pagu

Datas: 14 a 19 de fevereiro de 2022.

Horário: Segunda a Sexta 20h e Sábado 18h.

Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Sala Patrícia Rehder Galvão.

Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – SP/SP.

Gênero: Drama.

Duração: 70 minutos.

Classificação: 14 anos.

QUAL RELAÇÃO VOCÊ TEM COM O RELÓGIO? QUE TAL TIRAR UNS MINUTOS PARA LER “O HOMEM SEM RELÓGIO”?


O convite é do poeta e escritor carioca Carlos Henrique Costa que em seu livro narra a busca do homem ocidental para se libertar do tempo

O endosso do poeta e crítico Alexei Bueno descortina o suspense provocado pelo título do novo livro do escritor carioca Carlos Henrique Costa. O HOMEM SEM RELÓGIO: Sonetos Dissonantes conta a busca do homem ocidental para escapar do tempo e viver o amor com plenitude.

As variações feitas pelo autor sobre a forma padrão de um soneto justificam o termo “dissonantes” utilizado no subtítulo da obra. O leitor encontra perfeitos sonetos latinos em “Contradança à beleza”, com rima única no poema “Se morreu Paco de Lucía” e versos longos em “Cortesia milenar”, além de outras estruturas ao longo das páginas.

A leitura dos poemas feita com continuidade revela uma história sobre a compulsória missão de existir. Carlos Henrique dialoga com o seu próprio passado, ainda tão presente, e reflete sobre questões universais sempre necessárias. O homem sem relógio é, na realidade, um alter ego do escritor, que colocou em palavras os sentimentos e vivências guardados.

O HOMEM SEM RELÓGIO é a terceira obra publicada pelo carioca. Carlos Henrique Costa é autor de “Tempo desejo” (2006) e “Lira dos sentidos” (2014), também de poemas. “A decisão de escrever um livro decorre de um desejo íntimo, uma necessidade pessoal de conceder ao mundo um depoimento literário acerca de um período vivenciado como homem e artista”, revela o autor.

O livro custa R$ 39,90 e pode ser adquirido no Amazon

CORAL DE AGUAI COMEMORA 20 ANOS COM SÉRIES DE LIVES


Para comemorar duas décadas de existência, o Coral Municipal de Aguaí preparou uma programação especial que teve início nesta quinta-feira (25) e segue até o dia 30 de novembro, a partir das 20h00, no youtube e facebook do coral.  

A série intitulada “Vozes do Interior”, tem no repertório músicas renascença francesa, espanhola e italiana até os clássicos da MPB sob a gerência do maestro Adilson Gonçalvez. Esses concertos estão sendo produzidos através dos recursos da Lei Aldir Blanc.  

Além da apresentação online, o grupo musical já tem agendado outras participações especiais. Uma, no dia 27, no XXII Encontro de Corais, em Socorro – SP; no dia 4 de dezembro, na abertura das festividades de Natal e inauguração da Árvore de Natal de Aguaí; no dia 5 de dezembro, acompanha a Orquestra Jazz Sinfônica de São João da Boa Vista - SP, na programação natalina da cidade.  

Fundado em 2001, a partir da criação da Associação Coral de Aguaí (ACA) o coral tem um vasto histórico, tendo se apresentado em Barcelona (Espanha), Praga (República Tcheca) e em Paris (França). Integrante do Orquestrando, projeto do maestro João Carlos Martins, o coral também participou de um concerto da Bachiana Filarmônica Sesi/SP, realizado no Theatro Municipal de São Paulo. 

O grupo musical, que tem como presidente Silvia Ramos e já recebeu o título de Utilidade Pública Municipal e Estadual por movimentar e fomentar a área cultural do município e região, teve o auge com o Projeto À Capella – Vozes para o mundo. A apresentação resultou em um CD produzido pelo maestro Adilson com a participação do grupo no Festival Internacional de Corais de Praga, além de gravações de um documentário e um vídeo clipe gravado em Paris.  

CORAL DE AGUAI COMEMORA 20 ANOS COM SÉRIES DE LIVES


Para comemorar duas décadas de existência, o Coral Municipal de Aguaí preparou uma programação especial que teve início nesta quinta-feira (25) e segue até o dia 30 de novembro, a partir das 20h00, no youtube e facebook do coral.  

A série intitulada “Vozes do Interior”, tem no repertório músicas renascença francesa, espanhola e italiana até os clássicos da MPB sob a gerência do maestro Adilson Gonçalvez. Esses concertos estão sendo produzidos através dos recursos da Lei Aldir Blanc.  

Além da apresentação online, o grupo musical já tem agendado outras participações especiais. Uma, no dia 27, no XXII Encontro de Corais, em Socorro – SP; no dia 4 de dezembro, na abertura das festividades de Natal e inauguração da Árvore de Natal de Aguaí; no dia 5 de dezembro, acompanha a Orquestra Jazz Sinfônica de São João da Boa Vista - SP, na programação natalina da cidade.  

Fundado em 2001, a partir da criação da Associação Coral de Aguaí (ACA) o coral tem um vasto histórico, tendo se apresentado em Barcelona (Espanha), Praga (República Tcheca) e em Paris (França). Integrante do Orquestrando, projeto do maestro João Carlos Martins, o coral também participou de um concerto da Bachiana Filarmônica Sesi/SP, realizado no Theatro Municipal de São Paulo. 

O grupo musical, que tem como presidente Silvia Ramos e já recebeu o título de Utilidade Pública Municipal e Estadual por movimentar e fomentar a área cultural do município e região, teve o auge com o Projeto À Capella – Vozes para o mundo. A apresentação resultou em um CD produzido pelo maestro Adilson com a participação do grupo no Festival Internacional de Corais de Praga, além de gravações de um documentário e um vídeo clipe gravado em Paris.  

“Uma História para Elise”: tragicomédia relata cotidiano de artistas LGBTs


Espetáculo do PoloAC será apresentado em São João da Boa Vista no dia 9 de dezembro, no Teatro Lucila Martarello Astolpho (Cidade das Artes – Bairro São Benedito).

A encenação foca na perseguição de um oficial de justiça às artistas de uma tradicional boate e traz à tona as dificuldades vivenciadas por gays e mulheres trans que encontram nas artes cênicas uma forma de sobreviver.

O espetáculo é uma promoção da Associação & Grupo Quatro Estações, narra a investigação sobre o suposto sumiço de uma artista da Estrelinha da Praça, uma tradicional boate da Rua XII, localizada no centro velho. A atuação da Justiça, no entanto, ignora o depoimento de Albertina, Bernardina e Campesina, três personagens coadjuvantes da casa noturna.

“A atividade do oficial de justiça ignora ainda qualquer forma de respeito às artistas da boate; ignora o respeito à condição humana, justamente por se tratarem de artistas do coletivo LGBT”, comenta o autor e diretor Anselmo Dequero. “O mistério em relação ao desaparecimento da principal personagem revela toda hostilidade e violência do oficial de justiça”, afirma.

De acordo com o autor e diretor, o Oficial de Justiça acredita que as artistas da boate possam esclarecer o mistério em torno do desaparecimento de Elise, que sumiu sem deixar vestígios. “Mas, infelizmente, usa o ‘rigor da Lei’ para conseguir informações. Ele (Antero da Redenção) simplesmente se torna muito agressivo e parece não se incomodar com a violência”, completa.

No espetáculo estão Cleiton Carlos (Albertina) e as atrizes trans Kate Dias (Campesina) e Lara Oliver (Bernardina). A montagem inédita é resultado de estudos cênicos e práticas de montagem do coletivo artístico do PoloAC Campinas.

Interação

A apresentação do espetáculo teatral integra os projetos culturais da Associação & Grupo Quatro Estações, de São João da Boa Vista. Desde 2009, a instituição atua pela defesa dos direitos humanos e da garantia da cidadania LGBT. Na quinta-feira (09/12), o evento terá abertura especial com a drag queen e DJ Miss Judy Rainbow, madrinha da Parada do Orgulho LGBT.

A multiartista também será a mediadora do debate sobre “O Papel da Cultura no Combate à Homofobia e Transfobia” – realizadas após o espetáculo –, iniciativa que contará ainda com a participação do elenco de “Uma História para Elise” e de membros da Associação & Grupo Quatro Estações.  

“Uma História para Elise (abertura com Miss Judy Rainbow) será apresentada no dia 9 de dezembro, às 20h00, com entrada gratuita, e os ingressos já estão disponíveis em Sympla

https://www.sympla.com.br/evento/uma-historia-para-elise/138384

FERNANDO DEZENA LANÇA SEU PRIMEIRO ROMANCE – “TERRA”


No dia 27 de novembro, no Espaço Cultural Boca do Leão, na vizinha Águas da Prata, o imortal da Academia de Letras de São João da Boa Vista, Fernando Dezena (cadeira de número 42, que tem como Patrono o mineiro Pedro da Silva Nava), lança seu primeiro romance que tem o título “Terra – Um Romance Caipira”.

O livro tem como foco Clemente, um trabalhar rural da Serra da Mantiqueira, nascido na chegada do século 20.

Rogério Duarte, Secretário Geral da União Brasileira de Escritores (UBE) faz a apresentação do livro e o ressalta como ´envolvente´: “Regulada pelas relações familiares e pelo trabalho pesado para o grande proprietário, a vida simples do campo é contada nos seus próprios termos e tons, no ritmo melódico e remorado do caipira, criado com base na experiência pessoal de Fernando Dezena e nas pesquisas de Antonio Candido e Mário de Andrade, entre outros. O resultado é um romance envolvente, em que a linguagem de matriz oral-popular delineia o semblante e o andamento dos eventos contados. A personalidade crítica e inquieta do narrador o leva a procurar a emancipação pessoal pelo pequeno empreendimento e pelos primeiros passos da militância comunista no Brasil, com as batalhas da Revolução Constitucionalista de 1932 como pano de fundo – é nesse contexto que ele amadurecerá a percepção de si mesmo, dos homens e do amor. Clemente é pragmático e complexo, afeito à observação meditada, de feição filosófica, mas simples, das experiências vividas. Esse caráter especulativo aproxima o romance Terra das narrativas tradicionais e de sua sabedoria – que o leitor está convidado a desvendar. “

O AUTOR

Fernando Dezena nasceu em Águas da Prata, é casado, pai de dois filhos, trabalha no mercado financeiro, é Bacharel em Direito pela UNIFEOB, MBA em Administração de Empresas com ênfase em Banking pela FGV- Rio e MBA em Gestão de RH pela UNIP campus Santos.
A atividade literária, em especial a poesia, sempre teve papel importante em sua vida, escrevendo ininterruptamente desde a adolescência. Outro gênero literário a que se dedica é o conto, e ganhou vários prêmios literários. A crônica foi esporádica durante a juventude, no entanto, a partir de 2008, colaborou semanalmente para a GAZETA DE SÃO JOÃO, atingido mais de 240 crônicas publicadas. GAZETA NO AR publica atualmente suas crônicas.

Seu livro de estreia foi RUPTURA (1991), prefaciado pelo poeta, cronista e contista Ademaro Prezia. Antes, porém, já havia compilado as poesias até então escritas no livro ADEUS ISQUEMIA (1985) não publicado. Concomitantemente com as poesias do livro RUPTURA escreve a história infantil PERI A BALEIA (2001). Em seguida reúne poesias de diversos temas e épocas sob o título DATAS, poesias perdidas (2001). A inspiração para o quarto livro de poesias vem à época em que trabalhou em Indaiatuba (2001), com temática diferente, escrevendo uma poesia para cada irmão, para o pai e a mãe). Está neste livro o poema VIA CRUCIS ganhador do prêmio literário no ano de 2005 promovido pela UNIFEOB e escolhida para ser declamada em apresentação pelos alunos do curso de letras da Fundação. O livro recebe o título de VIA CRUCIS, CATAPULTA poemas em família e outros poemas (2003).

Em 2007 publica o livro CASA E GUARDANAPOS (2007) e CATARINA (2010).

Ao mudar-se com a família para São Paulo publica SILÊNCIO e outros apartamentos (2012), uma análise da solidão humana diante da metrópole.

Além dos trabalhos poéticos compilou os contos em dois livros: CONTOS INESPERADOS (2005) e NOVOS CONTOS (2008), fazendo o mesmo com as crônicas publicadas na GAZETA DE SÃO JOÃO. Outro projeto literário que vem desenvolvendo é a antologia poética a ser lançada em forma de e-book pela livraria SARAIVA. Mantém com assiduidade um blog (http://fernandodezena.arteblog.com.br) onde divulga seus trabalhos de forma imediata.

THEATRO MUNICIPAL COMPLETA 107 ANOS NO DIA 31 DE OUTUBRO

(Foto Rogério Santos)

 

O majestoso prédio do Theatro Municipal vai completar 107 anos no dia 31 de outubro, e três eventos comemoram a data. Todos gratuitos.

Nesta terça-feira, 26/10, com realização da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e Governo do Estado de São Paulo, a Phalibis Companhia Jovem apresenta, às 19h30, o espetáculo “4”, que propõe uma reflexão sobre o sentimento que a estação causa em cada indivíduo.

Na sexta-feira (29) o público poderá assistir o “II Dança São João”, às 19h00. O festival celebra as modalidades que se destacam na cidade. A retirada de ingresso será mediante a entrega de 1kg de alimento no Theatro ou no Departamento de Esportes. O espetáculo tem 24 coreografias e é dirigido pelo técnico esportivo e professor de ballet clássico e jazz, Agenor Adriano Delehan.

No domingo (31/10) tem a apresentação de REI LEÃO, espetáculo organizado pelo Departamento de Ballet e Jazz da Sociedade Esportiva Sanjoanense, às 19h00. Ingressos disponíveis a partir do dia 28 no Theatro, gratuitamente.

(Foto Rogério Santos)

PAGU É RETRATADA EM PROJETO EU REÚNE LANÇAMENTO DE TEXTOS INÉDITOS, BATE-PAPO E CURTA-METRAGEM

Imagem PAGU/Internet

A vida e obra da sanjoanense Patrícia Rehder Galvão, mais conhecida como "Pagu", serviu como inspiração para o novo trabalho conduzido pela jornalista, atriz e gestora cultural Ana Gusmão. Produzido com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, o projeto desenvolveu uma vasta pesquisa, além da criação e produção de textos sobre Pagu. Alguns pensadores foram convidados para discorrer acerca de temas ainda pouco explorados no campo científico, nas biografias lançadas e nas pesquisas disponibilizadas na internet. São ao todo 4 temas e cada articulador foi convidado a produzir um texto estabelecendo uma temática a partir de suas vivências e áreas de atuação, conforme relação a seguir:

  • Pagu na história política do Brasil. Autor: Carlos de Freitas, Professor de História
  • Pagu e a psicanálise. Autora: Juliana Motta, enfermeira e psicanalista
  • Pagu e o teatro. Autor: Luiz Paixão, diretor teatral, dramaturgo e professor
  • Pagu e a história da arte. Autor: Luiz Flávio, Professor de História da Arte;

“A vontade inicial foi provocar esses quatros pesquisadores, que são reconhecidos em seus campos de atuação, para desenvolverem os trabalhos a partir da coleta de dados e do diálogo com outros autores já trabalhados por eles. Dessa forma, temos um conjunto de textos bem distintos, com conexões e abertura de campos para reflexão a partir da obra paguniana”, ressalta a idealizadora do projeto, Ana Gusmão.

Cada um desses autores também foi convidado a participar de um bate papo com a atriz e produtora, Ana Gusmão, gravados no Teatro Feluma, onde tiveram a oportunidade de apresentar detalhes sobre os estudos. O projeto contou ainda com a produção do curta-metragem “Tanto me foi negado, por justa causa, eu diria”, em parceria com o diretor e videomaker Israel Menezes, da Moca Filmes. O filme tem roteiro e atuação de Ana Gusmão e reúne um depoimento escrito à partir do encontro da artista com Pagu.

O contato de Ana Gusmão com a vida e obra de Pagu foi se intensificando nos últimos anos, em função de um espetáculo que ela produziu sobre a referida artista. Durante o processo, ela acabou se encantando pelo universo desta mulher e decidiu continuar seguindo seus estudos.

A base deste projeto está justamente na relação entre a pesquisa e a troca de conhecimentos com a premissa de criar documentos e registros desenvolvidos a partir de uma linguagem simples e direta, sem perder a conexão com a informação, disseminando os conhecimentos e a trajetória de Pagu, além de trazer uma reflexão sobre a contribuição de sua atuação e militância para os tempos atuais e a conexão com as causas políticas e sociais que estamos discutimos hojeTodo o material estará disponível no site da Caligari Produções a partir do dia 20 de outubro de 2021.

Sobre Pagu

Embora não tenha participado da Semana de Arte Moderna, foi alçada ao título de musa do modernismo com apenas 12 anos de idade. Desde então, teve uma vida bastante agitada. O apelido Pagu foi dado pelo poeta Raul Bopp, ao dedicar a ela o poema “Coco de Pagu”. Bopp inclusive foi quem a apresentou a Oswald de Andrade. Anos mais tarde, Pagu e Oswald chegaram a se casar.

Apesar de ter crescido dentro de uma família de classe média, em São João da Boa Vista, Pagu já demonstrava desde cedo ser uma mulher avançada para os padrões da época. Aos 15 anos, trabalhava como redatora em um jornal na capital paulista, onde também assinava, sob o pseudônimo de Patsy, críticas contra o governo e injustiças sociais. Aos 18 anos, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, ela se integra ao Movimento Antropofágico.

Militante ativa do comunismo, Pagu foi a primeira mulher presa por motivos políticos no Brasil, totalizando 23 detenções. Além do forte histórico de lutas políticas e causas feministas, sua biografia é preenchida por diversas obras artísticas. Ela escrevia, desenhava, traduzia textos e ainda atuava na direção de peças teatrais.

É autora de "Parque Industrial"(1933), considerado o primeiro romance proletário da literatura brasileira. Na época, o livro foi lançado sob o pseudônimo de Mara Lobo.  Por conta de toda essa trajetória, Pagu é uma personagem intrigante e muito inspiradora, se destacando por várias épocas.  Seus ideais continuam atuais, mais atuais do que nunca. Entre as suas bandeiras constavam temas como justiça social e a transformação da pessoa por meio do acesso à cultura.

SERVIÇO

Textos, bate-papo com os autores e curta-metragem “Tanto me foi negado, por justa causa, eu diria” estão disponíveis no site a partir do dia 20 de outubro

https://www.caligariproducoes.com.br/

45a. MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SÃO PAULO

(IMAGEM DIVULGAÇÃO MOSTRA SP)

 

Coletiva de Imprensa foi realizada dia 9 de outubro no sistema on-line para a classe de jornalistas e cinéfilos pela Curadora da Mostra Renata de Almeida com sucesso inusitado.

Renata anunciou que este ano a Mostra conta com 264 filmes produzidos em 50 países. Filmes de ficção e documentários grande parte deles premiados nos maiores Festivais de Cinema do mundo.

Consignou que a seleção deste ano faz um apanhado do cinema contemporâneo mundial produzido sob o impacto da Pandemia que assola a indústria cinematográfica em todos os continentes.

Renata de Almeida finalizou sua peroração com entusiasmo pelo sucesso da Mostra que apesar das dificuldades atuais continua trazendo os melhores filmes da atualidade.

Finalizada a Coletiva foi projetado em primeira mão no Brasil o filme “Má Sorte no Amor ou Pornô Amador” de Radu Jude que ganhou o Prêmio Urso de Ouro no Festival de Berlim como melhor filme.

Rodado em Bucareste, Romênia é obra insólita e desafiadora pois a Mostra é eclética em apresentar ao público para discussão do que assiste. Narra a história de Cilibi uma professora que leciona na tradicional Escola de Bucareste para crianças e jovens da classe alta. A docente é considerada por sua ética e moral ilibada, sendo prestigiada pela diretoria da Instituição, pelos colegas docentes e pais de alunos.

No preâmbulo do filme há uma cena erótica mostrando a professora praticando a felação seguida de atos sexuais desenfreados na cama com um parceiro.

Após essa cena o filme começa a narrativa dramática da jovem professora atormentada caminhando pelas ruas da cidade pois o vídeo foi parar nas redes sociais!

Instaurado o escândalo é convocada pela diretoria da escola para uma reunião disciplinar à portas fechadas com colegas docentes e pais de alunos que se consideram ultrajados pelo acontecido. 

Nesse filme o diretor Radu Jude faz uma análise crucial da intolerância, hipocrisia e discriminação na sociedade humana.

Colocada isolada numa cadeira e mesa tem seus algozes à frente vociferando ultrajes e  pedindo sua expulsão da escola. Posta em votação o destino da professora por maioria de votos opta pela expulsão!

Este o plot! Aquelas professoras tais qual os inquisidores da Idade-Média por acaso não praticam as mesmas cenas na intimidade, perguntou a jovem as acusadoras?

O filme é um Block Buster (arrasa quarteirões). O scripit (roteiro) que analisa a maldade humana é um primor na área da psicologia.

Filme conta com um elenco homogêneo nas performances de atores consumados. Fotografia impecável com tomadas da vida urbana de Bucareste mostrando a jovem desesperada caminhando pelas ruas da cidade em longos panoramas. 

   

SERVIÇO:

Filme: Má Sorte no Amor ou Pornô Amador.

Direção e Roteiro: Radu Jude.

Origem: Rômenia

Ficção - Drama - Cor - 106 min. 2020

Vencedor do Prêmio O Urso de Ouro no Festival de Berlim

Cotação: EXCELENTE