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Cultura

TV Cultura exibe documentários produzidos pela UNIFAE


O Documentário “Bárbaras Cenas”, trabalho de Conclusão de Curso de 2014, dos ex-alunos da UNIFAE e agora jornalistas, Fernanda Prado, Marcelo Fiorini e Mateus Fiorini, sob orientação do Prof. Me. José Dias Paschoal Neto, será exibido neste sábado (22) às 10h, no programa Campus em Ação da TV Cultura.

O documentário, premiado internacionalmente, que retrata a história do Hospital Psiquiátrico Colônia, de Barbacena, Minas Gerais, onde mais 60 mil pessoas morreram vítimas de abandono e maus tratos, é o primeiro da nova série de documentários que será exibida pela TV Cultura após a renovação, em 2015, de um convênio assinado entre a Fundação Padre Anchieta e a UNIFAE. No mês de maio, está prevista a exibição do “Transgêneros”, também produzido em 2014.

Além dos vídeos de conclusão de curso, a UNIFAE mantém o Projeto “História Viva” dentro do Núcleo de Documentários, do Laboratório de Comunicação, envolvendo os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Entre as mais recentes produções, destacam-se os documentários sobre os 100 anos do Theatro Municipal de São João da Boa Vista, os 50 anos da UNIFAE e o mais recente, do Centenário da Sociedade Esportiva Sanjoanense.

Campus em Ação

O Programa Campus em Ação da TV Cultura estimula estudantes e professores a apresentar trabalhos e pesquisas acadêmicas nas áreas de exatas, humanas e biológicas.

Pontos MIS: Oficina de Animação em Stop-Motion “AnimaEcos”

No dia 15 de março, das 18h30 às 22h30, o Ponto MIS realiza a Oficina de Animação em Stop-Motion AnimaEcos, com 20 vagas a partir de 7 anos. As inscrições são gratuitas e devem ser confirmadas no Departamento Municipal de Cultura, no Largo da Estação.

A oficina busca ensinar aos participantes todas as etapas de produção de um vídeo de animação stop motion (quadro a quadro). Serão criados filmes de animações que abordem o tema da sustentabilidade, criando uma consciência crítica sobre questões importantes como o lixo, desperdício, consumo, água e poluição. Tudo isso de forma bem divertida e animada.

Marta Russo que vai dirigir a oficina é animadora, produtora e roteirista de animação. Formada em Artes Visuais e pós-graduada em Educomunicação na ECA-USP. Desde 2001 coordena oficinas de animação stop motion em Escolas, SESC, Casas de Cultura e ONGs.

Produtora e Relações Públicas da Mauricio de Sousa Produções, a oficineira atuou junto às escolas ensinando sobre Desenho Animado e Histórias em Quadrinhos. Como redatora colaborou na revista Sítio do Picapau da Editora Globo. Produziu curtas metragens, filmes publicitários e programas educativos para TV produções.

Ponto MIS inicia programação com novo horario

O Programa Ponto MIS, parceria entre o MIS (Museu da Imagem e do Som) e a Prefeitura Municipal, retoma suas atividades no dia 7 de março, próxima terça-feira, com uma seleção especial de filmes. A partir de agora, as sessões acontecem às terças-feiras, às 19h00, na Sala Dilo Gianelli no Theatro Municipal, com entrada gratuita.

O programa, que está completando um ano de atividade, busca democratizar o acesso ao cinema, contribuir para a formação de plateias, difundir a produção cinematográfica e estimular a produção local.

A primeira exibição no Ponto MIS de 2017 será “Reflexões de um Liquidificador” (Brasil/ 2010/Comédia) com direção de André Klotzel. Um filosófico liquidificador nos conta de sua amizade com Elvira (Ana Lúcia Torre), uma dona de casa que passa por um momento agitado em sua vida. Seu marido, Onofre, desapareceu há alguns dias e ela decide ir à polícia dar queixa do sumiço. Em meio a reflexões sobre a vida e as diferenças entre os objetos e os seres humanos, o liquidificador narra como tudo começou (a voz do liquidificador é do ator Selton Mello). Quando Onofre (Germano Haiut) desaparece, os vizinhos e amigos do casal, como a fogosa Milena, querem ajudar. Mas Elvira só confia no liquidificador. Ainda mais que a polícia começa a desconfiar de assassinato, e o investigador Fuinha (Aramis Trindade) se encarrega do caso, disposto a tudo para descobrir a verdade.

Neste mês de março haverá programação no dia 14 (“Tudo Pode Dar Certo”), e dia 21 com o filme “Eu Não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida”.

Projeto Música no Bairro: na Praça da Viola e no Bairro Alegre


Neste próximo final de semana – 18 e 19 de fevereiro – tem os dois primeiros eventos do Projeto Música no Bairro, iniciativa do Departamento Municipal de Cultura. Nos dois eventos o destaque será artistas que valorizam o sertanejo, a música de raiz.

No sábado, dia 18, às 20h, Júlio Araújo e convidados especiais sobem ao palco da Praça Jair Januzzi (“Praça da Viola”), no Jardim Europa, em comemoração aos dez anos do Jornal Coração Sertanejo.

No domingo, dia 19, às 16h30 começa o show na Área de Lazer “Ilsondelso Batista de Oliveira”, no Jardim Pousada do Sol (Bairro Alegre), quando o público poderá apreciar a nova roupagem da famosa dupla Baiano & Baianinho, com o melhor do sertanejo de raiz.

Segundo o diretor de Cultura Hélio Fonseca, o projeto tem como objetivo divulgar o artista sanjoanense e promover lazer à comunidade - “É uma determinação do prefeito Vanderlei que o departamento promova cultura em todos as regiões da cidade, através de projetos como o “Música no Bairro”. Além de proporcionar momentos de lazer e entretenimento para a população, a Prefeitura incentiva e valoriza o artista local”.

Os artistas interessado em participar e mostrar seu trabalho no Projeto Música nos Bairros, devem fazer inscrição no Departamento de Cultura (Largo da Estação). As inscrições são gratuitas.

Museu de Arte Sacra – 30 Anos

Padre Claudemir Aparecido Canela - Administrador do Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra da Diocese de São João da Boa Vista, completa neste mês, trinta anos de criação e instalação. Nasceu em 1987 esta instituição educativo-cultural destinada à preservação da Memória da tradição religiosa da população regional, cuja criação partiu de uma iniciativa de João Batista Merlin, que na época era encarregado responsável pelas obras da restauração da Catedral e do bispo diocesano dom Tomás Vaqueiro.

O Museu contou, em seu inicio, com a importante colaboração da museóloga e diretora do Museu Histórico Nacional, Solange Godoy, que orientou e estruturação da nova entidade, assim como, da especialista em cadastramento Lúcia Bittencourt Marques de Oliveira.

Nos primeiros anos, o Museu realizou, nas aberturas das exposições temporárias, homenagens a personalidades, na qualidade de atuantes no engrandecimento da cidade e região ou da Igreja. O livro “A Catedral de São João da Boa Vista”, de Jonathas Mattos Junior, elenca todos os homenageados. Entre tantos, podemos citar: Olímpia de Andrade, monsenhor Antonio David, Fernando Furlanetto e Lindalva Mattos Tavares.

Para a imediata instalação e acomodação do Museu, em 1987, monsenhor Luiz Gonzaga Bergonzini, cedeu dois pavimentos do edifício da Casa Paroquial, localizado ao lado da Catedral.

O acervo foi primordialmente constituído de peças da Igreja Catedral. Num segundo momento, dom Tomás Vaqueiro coletou peças das mais diversas paróquias da Diocese e pessoalmente doou peças sacras de seu uso particular e cerimoniais enriquecendo ainda mais o acervo. Também paroquianos ofertaram significativas contribuições em peças e dinheiro para aquisição de outros objetos relacionados à Arte Sacra.

Seu significativo e rico acervo é formado por uma expressiva coleção de imaginária, de madeira, gesso, roca, terracota, vidro, bronze, eruditas e de cunho popular; elaborados paramentos bordados em ouro, prata e pedrarias; móveis da Fazenda Cachoeira doada à Diocese por Tita de Oliveira; indumentárias riquíssimas em detalhes; uma impressionante coleção de estandartes das mais diversas congregações e irmandades; coleções de santinhos de papel, com destaque para os rendados de origem européia; coleções de medalhas e terços antigos; crucifixos; além de uma biblioteca que guarda partituras musicais, discos, fitas de gravação sacra e importantes obras de historiadores, poetas e escritores que se dedicam a temas sacros.

Outras peças, que estão expostas ao visitante, recebem destaque, como por exemplo, algumas relíquias de santos e do santo lenho, o primeiro Altar em madeira, originário da primeira igreja matriz de São João da Boa Vista, um cálice de prata que pertenceu ao padre Donizetti Tavares de Lima e um solidéu doado à Diocese por São João Paulo II, solidéu este, usado pelo próprio Papa canonizado em abril de 2014, vasos sagrados, alfaias e insígnias dos bispos que governaram a Diocese.

No decorrer destes trinta anos, foram realizadas cerca de treze exposições itinerantes em diversas cidades da Diocese e quarenta e seis exposições temporárias. A exposição itinerante que significou um dos acontecimentos mais relevantes na vida do Museu foi a exposição realizada em dez abril de 1991, no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, onde apresentou o tema “Memórias do Sagrado”. Desde 2009 o Museu Diocesano participa anualmente da Semana Nacional de Museus, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibran), que tem divulgação em todo território nacional.

Os temas das exposições temporárias estão sempre relacionados com a vida da Igreja e sua vivência da Fé, podendo assim destacar entre outros, as festas litúrgicas, tradições culturais, procissões devocionais, presépios, a Paixão de Cristo e santos de devoção.

No percurso destes anos, o espaço e o endereço do Museu sofreram algumas mudanças. Na entrada do segundo milênio, por sugestão do bispo dom Dadeus Grings, do antigo espaço no edifício da casa paroquial, que se tornara de difícil acessibilidade, o Museu mudou-se para as dependências da igreja Nossa Senhora Aparecida, que passava por uma completa reforma, tendo já, como objetivo conjugar o Museu. Porém, o espaço ficou completamente inviável e inadequado para exposições e visitas daqueles que apreciam o Museu. Neste espaço, atualmente, mantivemos a Reserva Técnica.

Como vigário paroquial da Catedral e já envolvido com a vida do Museu, padre Claudemir Canela, de acordo com o pároco, monsenhor Denizar Coelho, acolheu algumas exposições temporárias no interior da cripta da Igreja Catedral, o que atraiu grande número de visitantes, mas num espaço não muito apropriado para eventos desta natureza. Estas exposições aconteceram entre 2005 a 2009.

De vital importância, neste período, o Museu passou a contar com a expressiva participação do arquiteto Antonio Carlos Lorette, que neste período assume definitivamente a curadoria das exposições. Lorette sempre acompanhou os trabalhos do Museu realizados pelo cofundador João Batista Merlin, falecido em 1992. De pariforme importância na existência do Museu, é a presença de Maria Aparecido Batista, a Mana, como assim é conhecida na cidade. Usando uma expressão da professora e escritora Maria Célia Marcondes, “A Mana é a Alma do Museu”. Isto para demonstrar o quanto Mana, como diretora do Museu, se dedica com amor e carinho a tudo que se relaciona a esta instituição.

Com o crescimento do número de paróquias da Diocese, a administração da Cúria Diocesana, que funcionava no Palácio Episcopal (Bispado), foi transferida para as dependências do Seminário Coração de Maria. Como a Diocese de São João da Boa Vista se preparava para celebrar seu Jubileu de Ouro em 2010, foi programado como um dos eventos das festividades, a inauguração das Novas Instalações do Museu. Graças à colaboração do ecônomo Renato Camargo de Mendonça, empresários e o bispo dom David Dias Pimentel, o Museu foi acolhido definitivamente na parte térrea do Bispado. Esta inauguração se deu em solene cerimônia no dia 30 de novembro de 2009. É neste novo espaço que está atualmente o acervo do Museu.

Domingo, dia oito de janeiro, em São João da Boa Vista, na Igreja São Benedito, foi celebrada uma Missa em Ação de Graças pelo aniversário de criação do Museu e na intenção de todos os colaboradores. Para o padre Claudemir Canela (padre Mil), administrador do Museu desde 2009, é de suma importância a ajuda dos Amigos do Museu e empresários que colaboram para manutenção e funcionamento do Museu. Pílade Pomeranzi Neto sempre apóia o Museu na parte técnica, e Leonardo Beraldo colabora com as fotografias e produção gráfica aplicadas na confecção dos convites-cartões e folders que divulgam nosso Museu.

Para este ano, em que celebramos os trinta anos do Museu, já estão sendo estudadas e preparadas três Exposições Temporárias: uma relacionada à Paixão de Cristo, outra aos Trezentos anos da Aparição de Nossa Senhora Aparecida e para o final do ano o tema será os Presépios.

O Museu de Arte Sacra da Diocese de São João da Boa Vista está aberto ao público de quinta a sábado, das 14h às 18h com entrada franca, podendo ser agendados outros horários para grupos específicos com a direção do Museu, situado a Praça Roqui Fiori 80, no centro de São João da Boa Vista.

Museu lança catálogo da exposição internacional “Portugal Portugueses”


(Foto de Fábio Chiva)

Considerada a maior exposição de arte portuguesa no Brasil, nos últimos anos, “Portugal Portugueses - Arte Contemporânea” ganha um catálogo a ser lançado pelo Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, neste sábado, 10 de dezembro de 2017, às 12h00. Com mais de 50 mil visitantes desde o início de setembro, a mostra tem curadoria de Emanoel Araujo e segue em cartaz até 8 de janeiro de 2017.

“Portugal Portugueses” reúne alguns dos melhores artistas portugueses da atualidade e pretende aproximá-los do universo cultural brasileiro, como parte de uma trilogia desenvolvida pelo Museu Afro Brasil. As influências interculturais de Portugal, África e Brasil, nascidas com o antigo império português e aprofundadas decisivamente pela escravidão, são redesenhadas na perspectiva contemporânea. 

Contando com nomes como Albuquerque Mendes, Ana Vieira, Fernando Lemos, Gonçalo Pena, Helena Almeida, Joana Vasconcelos e Maria Helena Vieira da Silva, a mostra é a segunda dessa trilogia proposta por Emanoel Araujo. O catálogo “Portugal Portugueses” traz imagens das obras e dos espaços expositivos, com informações biográficas sobre cada artista. Os poemas portugueses incorporados ao percurso da exposição também integram o livro. 

No Museu Afro Brasil, 270 obras (pinturas, esculturas, fotografias e instalações) formam o mais amplo panorama da arte lusitana realizado recentemente no Brasil. O livro abrange os núcleos expositivos especiais: “Homenagem a Bordalo Pinheiro”, “Africanos portugueses” e “Brasileiros portugueses”. A atriz Beatriz Costa, o ceramista e caricaturista Bordalo Pinheiro e o pintor Amadeo de Souza Cardoso são os grandes homenageados.

O catálogo inclui ainda uma entrevista com o crítico e filósofo Eduardo Lourenço, 93 anos, vencedor do Prêmio Camões 1996 e, este ano, do Prêmio Europeu Helena Vaz da Silva. Autor do clássico “O labirinto da saudade”, Lourenço reflete sobre o império português, a descolonização e a formação do Brasil.

Quem visitou a exposição vai se encantar com o catálogo, que aprofunda e prolonga a experiência no museu. “Portugal Portugueses - Arte Contemporânea” estará aberta para visitação até 08 de janeiro de 2017, de terça a domingo, das 10h às 17h, aos sábados a entrada é gratuita.

Museu do Relógio é atração turística em São Paulo

O Museu do Relógio é uma das atrações turísticas mais interessantes da capital paulista, com peças raras e inusitadas que fazem a alegria de crianças e adultos. O espaço abriga diversas tecnologias já usadas pelo homem para contar a passagem do tempo, é dedicado à difusão da cultura relojoeira no Brasil e foi criado em 1950 pelo Professor Dimas de Melo Pimenta, fundador da empresa DIMEP. Uma visita ao Museu do Relógio é o programa ideal para preencher um dia de férias dos pequenos com informações, curiosidades e diversão.

O que começou a partir de uma coleção pessoal hoje integra um acervo de mais de 600 peças vindas de todas as partes do mundo. São modelos históricos, variados e curiosos, destinados a todo tipo de público: do aficionado por relojoaria aos admiradores de museus; do público acadêmico de diversos setores às crianças e jovens estudantes, que se divertem muito com os modelos Cuco e as diversas peças curiosas e divertidas da coleção, que têm aplicações diretas em quase todos os conteúdos ensinados nas escolas.

O Museu fica na Av. Mofarrej, 840 – Vila Leopoldina, zona oeste da capital.  Agendamento para grupos e escolas podem ser feitos com antecedência no telefone (11) 3646-4000 ou e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Teatro no Balneário Teotonio Vilela

A Blauengel Produções apresenta em Águas da Prata o espetáculo Huis Clos – A Portas Fechadas. Na peça, três pessoas são colocadas em um cômodo fechado e são obrigadas a confrontarem sua condição de vida após a morte ou a “não existência”. Baseada na obra do francês Jean Paul-Sartre, o espetáculo é dirigido por Diego Moschkovich. A apresentação será no Balneário Teotônio Vilela neste domingo, dia 13, às 20h00, com entrada franca.

TV Cultura estreia série inédita sobre os 65 anos das novelas no Brasil

(foto retrata gravação de teleteatro em 1950)

   O Brasil não é mais apenas o País do futebol e do Carnaval, é também o País das telenovelas. Para contar a história dessa paixão nacional, estreia na TV Cultura neste domingo (9/10), às 19h30, a série inédita Novela – 65 Anos de Emoções. Dividido em oito episódios, o programa é uma coprodução da TV Cultura com Hermes Frederico - que também realizou com o Canal Viva as séries Damas da TV e Grandes Atores -, e é apresentado por Atílio Bari.
   Segundo Hermes, a série de documentários irá contar um pouco da história das nossas telenovelas, desde os seus primórdios até os dias atuais. A primeira telenovela exibida foi Sua Vida Me Pertence, de Wálter Foster, em 1951. Foster contracenava com Vida Alves, e juntos protagonizaram o primeiro beijo da televisão brasileira. Participavam ainda da produção outros atores como Lima Duarte, Lia de Aguiar, José Parisi e Dionísio Azevedo. “Na série, a viagem começa com os pioneiros da televisão brasileira e suas experimentações maravilhosas, e chega aos dias de hoje, em que a telenovela se firmou como uma verdadeira indústria de entretenimento, extremamente profissional, poderosa e influente. Há um intuito informativo e didático de contar a trajetória da telenovela no Brasil até os dias atuais”, explica.
   Atílio Bari conta ainda que os episódios abordarão os momentos mais marcantes da história desse gênero no Brasil, seus autores, diretores, atores e atrizes, através de depoimentos inéditos, imagens de acervo das várias emissoras de televisão, e uma narrativa que expõe didaticamente a sua evolução ao longo do tempo.
   Criados a partir do talento dos autores brasileiros e interpretados por artistas que se tornam verdadeiros ídolos populares, os personagens das novelas fazem parte do imaginário de milhões de pessoas. E não apenas no Brasil: hoje a telenovela é um importante item de exportação e está presente em mais de uma centena de países, graças ao seu elevado padrão artístico e técnico. Dessa forma, divulgam o nosso povo, os nossos costumes e as nossas paisagens em todo o mundo.
Em 2016, a telenovela brasileira completa 65 anos. Descendente dos folhetins, das radionovelas e dos teleteatros, ela rapidamente encontrou o seu próprio caminho em termos de dramaturgia, produção, temáticas e linguagem, e se firmou como um gênero televisivo de forte apelo popular e grande penetração em todas as camadas da população.

EPISÓDIO 1 – OS TELETEATROS E AS PRIMEIRAS NOVELAS
   O primeiro episódio da série Novela – 65 Anos se Emoções, intitulado Os Teleteatros e as Primeiras Novelas, narra a saga dos atores, diretores e autores pioneiros que tiveram a ousadia de dar os passos iniciais, os aventureiros incansáveis que desbravaram com seus talentos os caminhos até então desconhecidos da teledramaturgia brasileira.
   Logo após a sua inauguração, a televisão brasileira incorporou a dramaturgia em sua programação, trazendo para a tela grandes clássicos do teatro e da literatura mundiais, especialmente adaptados para o novo veiculo de comunicação.
   Surgiram, assim, os teleteatros, inicialmente transmitidos ao vivo, que levavam aos espectadores obras de Shakespeare, Dostoievski, José de Alencar e outros autores de renome, com elencos e diretores oriundos do teatro e das radionovelas. Foi um período de grandes experimentações e de aprendizado dos códigos e da linguagem televisiva.
   Dentre os muitos programas de teleteatro criados por várias emissoras de televisão, merecem destaque o TV de Vanguarda, em São Paulo, e o Grande Teatro, no Rio de Janeiro. Ambos se mantiveram no ar por mais de uma década, e produziram, cada um deles, mais de 400 espetáculos, com grandes elencos e produções de elevado padrão.
   Os teleteatros foram o passo inicial da teledramaturgia no Brasil. Porém, em 1951 já começaram a ser produzidas também as primeiras telenovelas, que inicialmente eram transmitidas ao vivo, em dois ou três dias por semana. O caminho estava aberto, mas só em 1963 é que foi ao ar a primeira novela diária da televisão brasileira – uma revolução no gênero.

Serviço:
Novela – 65 Anos de Emoções será exibida aos domingos, a partir das 19h30, com reapresentação às sextas-feiras seguintes, às 22h.
Estreia: dia 9 de outubro
Exibição aos domingos, às 19h30, com reapresentação na sexta-feira, às 22h