Qui05282020

Last update05:12:26 PM

 

Back Você está aqui: Home Cultura “O Homem que virou Suco” em cartaz no Ponto MIS

Cultura

“O Homem que virou Suco” em cartaz no Ponto MIS


Pontos MIS, programa de difusão cultural do MIS – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo – realiza semanalmente a exibição digital de um filme seguido de bate-papo ao vivo no canal do YouTube do MIS.

A edição do próximo sábado, 16 de maio, vai exibir, em parceria com a SPcine Play, o clássico "O Homem que Virou Suco", longa de 1980 dirigido por João Batista Andrade que faz uma visão crítica do processo migratório da época. Para assistir à sessão online do filme, que acontece às 16 horas, basta fazer inscrição prévia e gratuita no site do MIS - https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeqyTIBiHDUDc-yda9-KB1DtdWNxm2y9qlKgodAuzRprOEhEg/closedform

Após a sessão de cinema, às 18h, acontece o bate-papo ao vivo com o público no canal do Museu no YouTube - com participação especial do diretor do longa, João Batista Andrade, do professor de cinema Bruno Cucio e do cineclubista da Spcine e fotógrafo Julio Witer, a mediação fica por conta do cineasta Luan Cardoso.

"O Homem que Virou Suco" é uma produção brasileira de 1981 e destaca Deraldo (José Dumont), escritor de cordel, paraibano recém-chegado a São Paulo, e confundido com o operário Severino, nordestino, que em um ato de revolta assassina o patrão a facadas. Sem documentos para comprovar sua identidade e perseguido pela polícia, Deraldo é obrigado a fugir do quarto que aluga e, com isso, inicia um percurso de desencontros enquanto sobrevive na metrópole. Forçado a abandonar a venda de seus poemas, passa por diversos lugares, de servente de um coronel paraibano a operário da construção civil. Na condição de migrante é submetido, apesar de fundamental para o desenvolvimento da cidade, a uma série de preconceitos e explorações. Ao término do filme, quase desesperançoso, ele finalmente encontra Severino e, após comprovar sua inocência, retoma a produção artística para escrever um cordel intitulado ´O homem que virou suco´, fazendo de sua carreira um poema de resistência da identidade nordestina.