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Cultura

“Alguma coisa assim” na programação do Ponto MIS nesta terça-feira


Neste mês de novembro, o Ponto MIS está exibindo filmes que mostram sexualidades. Conhecer e entender as próprias diferenças e como elas se apresentam na vida em sociedade, a descobertas, os medos, e a superação são os enfoque sobre as abordagens sobre gênero e orientação sexual em diferentes contextos e como o preconceito e os obstáculos são enfrentados por cada narrativa nos filmes que compõem a programação.

Nesta terça-feira, dia 26, com entrada gratuita, a atração é o filme “Alguma coisa assim”, uma produção de 2018 de Brasil e Alemanha. O filme tem duração de 96 minutos e mostraCaio e Mari, dois jovens adultos cujo relacionamento está além de qualquer definição. Ao longo de 10 anos, o enredo transita entre 3 momentos marcantes em que seus desejos estão em conflito e seu relacionamento é posto à prova. Entre São Paulo e Berlim, acompanhamos a transformação das cidades e dos personagens, vivendo as dores e as delícias de uma relação sem rótulos.

Dirigido porMariana Bastose Esmir Filho, o filme tem no elenco André Antunes (Caio) e Caroline Abras (Mari).

O público pode assistir ao filme nesta terça-feira, às 19h30, na Sala Dilo Gianelli do Theatro Municipal, Entrada franca.

"Minha Vida daria um Bolero” se revela um encantador divertimento


Boleros com letras melodramáticas de paixões não correspondidas, amores proibidos servem de fundo para falar da paixão, dos tempos que sensualmente dançava-se de rostos colados. Letras que mencionam relacionamentos difíceis.

“Minha Vida daria um Bolero” com texto de Artur Xéxeo traz humor, dança, música ao vivo. Tem acurada direção de Rubens Camelo e Paulo Denizot que trouxeram à cena dois consumados atores Françoise Forton (Diana) e Fábio Cadôr (Orlando) num brilhante trabalho teatral.

Vendo a peça concluímos das pessoas se apaixonarem sem estarem presentes fisicamente. Diana expõe, ao vivo, pelas ondas da Rádio Mundo o relacionamento que mantém há vinte anos com Orlando. Porém, eles nunca se viram. Só conversavam por e-mail, mensagens de celular e pelo programa de rádio. A partir desse programa Diana usa boleros para dar conselhos à seus ouvintes. Orlando é um professor de dança que busca o programa para se aconselhar e acaba se apaixonando pela voz da apresentadora.

Esse o "plot". Para os apreciadores desse gênero musical que teve seu apogeu no passado o Bolero renasce em todo seu esplendor de letras e ritmos sensuais. Quem não dançou coladinho à namorada ouvindo Gregorio Barrios, Maria Luiza Landim, Trio Los Panchos e muitos outros?

Numa representação onde expõe sua imensa habilidade de atriz, aliada à uma cativante formosura feminina Françoise Forton desperta uma notável empatia com o público. Secundada pela habilidade de Fábio Cadôr a dupla se lançou à rara interpretação de categoria insuperável.

Direção impecável de Rubens Camelo e Paulo Denizot em marcação, posicionamento dos atores no palco conduz a performance à agradável surpresa.

Ao final ovação e longos aplausos do público coroaram os atores reconhecendo o valor da representação.

Serviço:

Minha Vida Daria um Bolero

Texto: Artur Xéxeo

Dir. Rubens Camelo e Paulo Denizot

Dir. musical: Itamar Assiere

Onde: Teatro Nair Bello (200 lug.)

Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca, 569

Qto.: R$ 100 (Inteira) R$ 50 (meia)

Hor.: Sáb. 19 e 21 h/ Dom. 18h

Duração: 70 min. - Gênero: Comédia

Avaliação: Excelente

Escola da Diretoria de Ensino de São João da Boa Vista na final do concurso ‘Vozes pela Igualdade de Gênero’


Até estaquarta-feira (2) é possível participar da votação online que vai eleger a composição vencedora do concurso musical “Vozes pela Igualdade de Gênero” realizado pela Secretaria Estadual da Educação em parceria com o Ministério Público de São Paulo. A música com o maior número de votos será a vencedora e gravada em estúdio profissional. Os autores das dez composições finalistas também vão receber certificados.

Para conferir os vídeos e votar é preciso acessar o portal da Seduc (https://sed.educacao.sp.gov.br/VotacaoOnline/VotacaoIgualdadeGenero2019) informar município e escola ou selecionar a opção “outros”, caso não seja de nenhuma escola. É possível votar mais de uma vez e em diferentes candidatos.

O concurso está em suaquartaedição e visa estimular o debate sobre a violência e respeito à diversidade de gênero entre os jovens e adolescentes. O tema deste ano é “A cor da minha pele dá poder à minha voz!”

Foram aceitas letras e músicas inéditas em qualquer estilo musical, compostas em língua portuguesa e respeitando o tema. As inscrições foram feitas individualmente ou em grupos de até cinco pessoas. As dez músicas que chegaram até a final passaram antes pela seleção da escola, nas Diretorias de Ensino e por último por uma comissão julgadora formada por representantes do Ministério Público, da Secretaria da Educação e da área musical.

Entre as dez finalistas há uma canção inscrita por escola que pertence a Diretoria de Ensino de São João da Boa Vista: Escola Estadual de Tempo Integral Oscar Villares, da cidade de Mococa. A música “Mãe África” é das alunas Marta Luciano Lucas e Lília Luciano Lucas, que tiveram Maria Izabel Franzon como professora orientadora.

As outras nove escolas finalistas pertencem as seguintes Diretorias de Ensino: Bauru, Guaratinguetá, Itapeva, São Paulo (Leste 3), São Carlos, São Vicente e Sertãozinho e São Paulo (Sul 3)

“Califórnia” é o filme em cartaz no Ponto MIS


Neste mês de novembro, o Ponto MIS está exibindo filmes que mostram sexualidades. Conhecer e entender as próprias diferenças e como elas se apresentam na vida em sociedade, a descobertas, os medos, e a superação são os enfoque sobre as abordagens sobre gênero e orientação sexual em diferentes contextos e como o preconceito e os obstáculos são enfrentados por cada narrativa nos filmes que compõem a programação.

Nesta terça-feira, dia 19, a atração é o filme “Califórnia”, às 19h30 com entrada gratuita na Sala Dilo Gianelli, no Theatro Municipal,

O filme de 2015, passa em 1984, e mostra Estela em conturbada passagem pela adolescência. O sexo, os amores, as amizades; tudo parece muito complicado. Seu tio Carlos é seu maior herói, e a viagem à Califórnia para visitá-lo, seu grande sonho. Mas tudo desaba quando ele volta magro, fraco e doente. Entre crises e descobertas, Estela irá encarar uma realidade que mudará definitivamente sua forma de ver o mundo.

"Califórnia", de Marina Person,  tem no elenco Clara Gallo (Estela), Caio Blat (tio Carlos), Giovanni Gallo (Xande) e Caio Horowicz (JM).

Ponto MIS promove oficina gratuita – “da Ideia ao Roteiro”


No dia 21 de novembro,  o Pontos MIS traz mais uma oficina gratuita para São João da Boa Vista - uma atividade de roteiro para audiovisual- “Da Ideia ao Roteiro”.

A oficina será no Teatro Estação das Artes, das 18 às 22h00,  e oferece 20 vagas  para interessados a partir de 16 anos.

Para quem sempre teve vontade de escrever um roteiro, mas nunca soube ao certo como começar, a oficina “Da ideia ao roteiro” visa desmistificar esse processo, ajudando a ultrapassar obstáculos e possíveis amarras criativas que possam existir. O objetivo é trabalhar as etapas da elaboração de um roteiro cinematográfico de ficção partindo das ideias trazidas pelos próprios participantes, o que permitirá trabalharmos com os diferentes estilos de escrita de cada um. A intenção é provocar a criatividade individual e dar um ponto de partida para que os participantes tenham em mãos todas as ferramentas necessárias para desenvolver suas histórias.

Giuliana Monteiro

A oficineira será  Giuliana Monteiro, roteirista e diretora de filmes, nascida em São Paulo. Formada em Multimeios pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Giuliana trabalhou como produtora durante oito anos antes de dirigir seus primeiros projetos. Em 2011, mudou-se para Nova Iorque com uma bolsa de estudos, para cursar mestrado em roteiro e direção de filmes na faculdade de Nova Iorque. Seu último projeto de curta-metragem, “Eu Não Digo Adeus, Digo Até Logo” teve estreia na 64thBerlinale e viajou por mais de 30 festivais nacionais e internacionais, ganhando diversos prêmios, entre eles o de melhor filme no festival Internacional de Viña del Mar. Atualmente trabalha em seu primeiro projeto de longa metragem, “Estrada para Livramento” que recebeu o prêmio Spike Lee Fund para desenvolvimento.

 As inscrições para a oficina são gratuitas e devem ser realizadas no Departamento de Cultura, localizado no Largo da Estação. Outras informações podem ser obtidas no telefone (19) 3631-0313.

Festival União do Rock acontece no sábado, dia 16, na Praça Joaquim José

Evento reúne as bandas Alt 67, The Black Soundtrack, Jack Bravo e Charangas Old Rock

A 7ª edição do Festival União do Rock, com apoio do Departamento Municipal de Cultura, acontece na tarde do próximosábado,16 de novembro, com o início dos shows às 16h, na Praça Joaquim José (Fonteatro Emílio Casline), Centro de São João da Boa Vista.

Canções nacionais e internacionais de consagrados artistas, assim como obras autorais, estão no repertório das bandas Alt 67, The Black Soundtrack, Jack Bravo e Charangas Old Rock. A previsão é de que as apresentações terminem às 21h30.

Elaborado em 2013, o União do Rock tem a proposta de mostrar a diversidade cultural da região por meio da música e abrir espaço para novos compositores, intérpretes e instrumentistas.

“Embora possua pouco tempo, o festival já se consolidou como um dos principais eventos de música independente da região”, afirma Francisco Malagutti, produtor e publicitário responsável pela organização.

As atrações deste ano foram todas convidadas pela produção do evento. Nas próximas edições, a partir de 2020, a ideia é de que sejam abertas inscrições para que outras bandas possam divulgar o trabalho.

Revelando São Paulo começa nesta quarta-feira


 
Branca São mais de 350 expressões culturais de todas as regiões de São Paulo
 
Começa nesta quarta-feira (13) no Parque da Água Branca o Revelando SP, maior evento de cultura tradicional de São Paulo, realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa e produzido pela organização social Amigos da Arte, que mantém contrato de gestão com a Pasta. Mais acessível e sustentável, em seu 22º ano consecutivo, o evento reúne mais de 350 atrações de música, dança, artesanato, gastronomia e expressões culturais populares de mais de 120 cidades paulistas. É uma imersão nos sons, nas cores, nos sabores, nas artes e no jeito de ser dos brasileiros de São Paulo. 
Na Programação Artística, serão mais de 100 apresentações de grupos tradicionais de batuques, folias, jongos, congos, comunidades indígenas, irmandades religiosas, folclore, dança, violeiros, violas e fandangos. Entre as atrações estão a “Folia de Reis Estrela da Guia” de Guararapes, a “Congada Preto e Branco” de Nazaré Paulista, e o “Fandango de Tamancos” de Itaoca, além de shows de Rolando Boldrin (dia 13), Três é Bom (dia 14), Demônios da Garoa (dia 15), Matuto Moderno e Moda de Rock (dia 16) e Renato Teixeira (dia 17). 
Na Estação Gastronomia e no Rancho dos Sabores, estandes das cidades participantes vão oferecer produtos caseiros, como geleias, pães, compotas e vinhos, e de pratos tradicionais da culinária paulista, como o “Feijão Tropeiro” de Bom Jesus dos Perdões e de Monteiro Lobato, a “Galinhada de São Longuinho” de Guararema, a “Polenta Recheada com Linguiça” de Bragança Paulista e o “Bolinho de Mandioca com Recheio de Camarão e Carne Seca” de Ubatuba.
Na Estação Artesanato, dezenas de artesãos de todas as regiões de São Paulo estarão apresentando e vendendo suas criações, como peças de arte, itens de decoração, acessórios, brinquedos e jogos, levando o público a uma viagem pelos cenários e histórias do interior e do litoral paulista. Entre os trabalhos apresentados estão os “Pássaros em Madeira” de Areias, “Arte em Ferro” de Carapicuíba, “Terços de Capiá” de Jacareí e “Bonecos de Tecido de Frei Galvão” de Guaratinguetá. 
No Armazém, o público encontrará esculturas, produtos em barro e argila, quadros e móveis, entre eles, os “Barcos, Canoas e Remos Decorativos” de Caraguatatuba, “Artesanato Quilombola” de Eldorado, “Esculturas em Cerâmica de Argila e Terracota” de Embu das Artes e muito mais. 
No espaço Aldeia, bijuterias, chocalhos, chaveiros, canetas, ervas medicinais e uma variedade de artesanatos indígenas serão expostos e comercializados. Peruíbe traz “Bolsas de Palha e de Fibra de Coroá”, Osasco apresenta
Experiência imersiva 
A 22ª edição do Revelando SP é a maior já realizada, tanto no que diz respeito ao número de artistas e criadores participantes quanto ao de cidades envolvidas. Há também uma série de atrações novas e a criação de um ambiente imersivo, que proporciona ao público diversas experiências com a cultura popular e tradicional do Estado. 
Entre as novidades está uma instalação cenográfica que levará o público a uma viagem pelo Estado de São Paulo a bordo de um trem com janelas que projetam vídeos de paisagens e marcos de cada região. A atração vai oferecer aos visitantes a oportunidade de conhecer melhor as cidades dos artesãos e produtores que estarão expondo suas criações no evento. 
A cenografia tem a assinatura do artista Zé Carratu, que já realizou projetos para televisão, cinema, teatro, shows e exposições, como Criança Esperança, abertura das Paralimpíadas e apresentações de artistas como Gal Costa e Chitãozinho & Xororó.
  
Local
 Em 2019, o Revelando SP retorna ao Parque da Água Branca, espaço do Governo do Estado que já sediou edições anteriores do evento e possui fácil acesso à população, a 850m da estação Palmeiras-Barra Funda do Metrô. O local é atendido também por diversas linhas de ônibus e possui estacionamento próprio.
 O evento tem entrada gratuita e atrações para todas as idades.
 
Serviço
 Revelando SP 2019
Datas: 13 a 17 de novembro
Horário: 10h às 20h
Local: Parque da Água Branca (Av. Francisco Matarazzo, 455 - Água Branca, São Paulo – SP)

Estamos Juntos” é a atração do Ponto MIS

Neste mês de novembro, o Ponto MIS está exibindo filmes que mostram sexualidades. Conhecer e entender as próprias diferenças e como elas se apresentam na vida em sociedade, a descobertas, os medos, e a superaçã são os enfoque sobre as abordagens sobre gênero e orientação sexual em diferentes contextos e como o preconceito e os obstáculos são enfrentados por cada narrativa nos filmes que compõem a programação.
Nesta terça-feira, dia 12, a atração é o filme “Estamos Juntos (Brasil, 2011 - 95 minutos - 14 anos). Carmem (Leandra Leal) é uma talentosa médica que tem uma vida independente em São Paulo, uma aventura amorosa com o músico argentino (Nazareno Casero) e uma relação de intimidade com um enigmático homem. Mas sintomas de uma doença grave surgem na rotina desta médica residente e sua vida se transforma para sempre.
A exibição do filme acontece na Sala Dilo Gianelli, no Theatro Municipal, às 19h30, com entrada gratuita.

Exposição "O Pasquim 50 anos" rememora espírito irreverente e revolucionário do semanário carioca


Sesc Ipiranga comemora cinquentenário da publicação ao revisitar sua história

Apartir do dia 19de novembro, o Sesc Ipiranga recebe a exposiçãoO Pasquim50anos, que comemorao aniversário demeio século da primeira edição do jornal cariocafundado em 1969. Com curadoriadeZélioAlves PintoeFernando Coelho dos Santos, a abertura da exposiçãoacontece conjuntamente ao lançamento da página do Jornal na plataforma digital da Biblioteca Nacional, a qualdisponibilizarátodas as edições do periódico para pesquisa.

O Pasquimsurgiu no final da década de 60 como um projeto do cartunista Jaguar edos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral. Jovial edebochado,tornou-se símbolo do jornalismo alternativo durante a ditadura civil-militar brasileira, regime instaurado entre 1964 e1985. Seu ar cômico e irreverentedesafiava os preceitos morais da elite carioca. Reportagens e artigos comportamentais que falavam sobre sexo, drogas e divórcio, conquistavam leitores e promoviam discussões singulares para a época.

Responsável por realizar um jornalismo maisoralizado, o semanário ficou conhecido por suas longas entrevistas, feitas principalmente em ambientes festivos, cheias de intromissões dos colaboradores. Batizada de"a patota",as reuniões de pauta uniam jornalistas, cartunistas e intelectuais como Millôr Fernandes, Ziraldo, Jaguar, Chico Buarque, Ivan Lessa, Paulo Francis, Vinícius de Moraes, Glauber Rocha, Odete Lara, CarlosPrósperi,Sérgio Augusto, Henfil, Fortuna, Cacá Diegues, Miguel Paiva, CarlosLeonam, entre tantos outros.

A exposição

Definida como uma exposição "eminentemente gráfica" por Daniela Thomas, cineasta e cenógrafa que assina a expografia junto a FelipeTassarae StellaTennenbaum, a história do semanário ocupa toda a Unidade com diferentes formatos.

Na Convivência, área destinada principalmente a leitura e encontro,aintervenção O Som do Pasquimt raz discos de vinillançados ao longo da história do jornal. Com fones de ouvidos e banquinhos, a estruturaapresenta obras comoaprimeira gravação deÁguasde Março,de Tom Jobim, produção que lançou João Boscono lado B; Caetano Velosolançando Fagner;JorgeBem e Trio Mocotócomparticipação de Leila Diniz;entre outros.Além disso, ovisitante pode ouvir oLP Anedotas do Pasquim compiadas contadas por Ziraldo, ChicoAnisio, Golias e Zé Vasconcelos. Ainda no espaço, uma Linha doTempo que através de 50 capas, e textos complementares, proporcionamuma viagem pelo tempoentre 1969 e 1991, ano da última publicação do periódico.

O Quintal da Unidade recebe diferentes intervenções:As Máximas do Pasquim, coletânea de frases lema que foram publicados em todas edições, entre elas"Pasquim, um jornal a favor do contra" e "Na terra de cego quem lê Pasquim é rei" ocupam a parede do solário.

Estruturas giratóriasqueapresentam quadrinhos de diferentes artistas também são destaque na exposição. Cerca de 12 produçõesinéditastrazem Histórias da Patota contadas porartistas comoPaulo Caruso,Luiz Gê, Miguel Paiva ePryscilaVieira.

Na área superior,a Praça de Ipanemar elembra o famosobairro cariocaonde oPasquim nasceu e fez sucesso.

No Galpãoda unidade, uma Redação com 26 rotativas de diversos trabalhos publicados é recriada para o público imergir na realidade do periódico. Uma mesa-vitrine traz fotos, livros e revistas selecionados pela curadoria. Além disso, os visitantes também podem ouvir histórias dos colaboradores em um telefone e redigir suas ideias em uma máquina de escrever.

Em frente a principal áreaexpositiva,o espaço Turma do Pasquim exibecerca de33 integrantes dapatotaem homenagem aos mais de 4 mil colaboradores do jornal.Nomes como Millôr, Chico Buarque,Caetano Veloso,Vinicius de Moraes,JôSoares eElkeMaravilha sãorepresentados em tamanho realacompanhados por uma curta biografia.

Também na área externa, A Gripe do Pasquimr evive o momento em que onze integrantes do semanário foram presos. O motivo da detenção teria sido uma brincadeira: entre os conteúdos da 71ªedição eo quadroIndependência ou Morte, de Pedro Américo, que ganhouum balão sobre a cabeça deDomPedro Iquedizia: "Eu queromocotó! ".Nesse espaço serão apresentadas histórias dapatotano "tempo de xilindró"através de vídeos, cartuns censurados e diversos outros registros.

Outras duas salas brincam com as diferentes formas que os redatores trabalhavam astemáticas da época. Na sala Pasquim Ativistac artazes e placas com frasescobrem as paredes e rememoram o comprometimento do semanário com assuntos como a sustentabilidade, anistia e asdiretas já.O segundo espaço, denominado Pasquim Incorreto, é composto por módulos quelembrammonóculos, etrazrecortes de diversosconteúdosque fizeram parte da publicação, com a proposta deque sejam vistos pelas lentes do passado eprovoquem reflexões sobre o presente.

Para Fernando Coelho dos Santos, um dos curadores da exposição, "a seleção dos trabalhos que compõem a exposição propõe um olhar na trajetória desse periódico de humor através da história dos costumes e da política brasileira, tendo como protagonistas autores geniais que, mesmo nas dificuldades, mantiveram o jornal rodando. "

Sobre a plataforma

Conjuntamenteaexposição,aFundação Biblioteca Nacionallançaum site dedicado ao semanário. Além de todas as 1.072 edições digitalizadas, a plataforma possibilita a pesquisa no conteúdo por meio depalavras-chaves. O trabalho de digitalização levou mais de um ano eteveo apoio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e do cartunista Ziraldo, que cederam exemplares para completar a coleção da Biblioteca Nacional,além da colaboração deFernando Coelho dos Santoscom a produção de conteúdo.

A plataforma conta também com uma seção de "memórias", com textos produzidos por colaboradores do Pasquim e índices de seções do jornal, trazendo uma nova experiência para o público. Foram identificados mais de quatro mil colaboradores e mais de 200 seções ao longo dos 22 anos em que o Pasquim circulou.

Digitalizadas e disponíveis no portal de periódicos da Biblioteca Nacional - a Hemeroteca Digital Brasileira - a plataforma integra um acervo de mais de sete mil títulos históricos em formato digital.

Serviço

Abertura:dia19 de novembrode 2019, às 19h

Visitação:20/11 de 2019 a 12/4de 2020

Terça asexta, 9h às 21h30

 Sábados, 10h às 21h30

Domingos e feriados, 10h às 18h30.

Grátis

Sesc Ipiranga

Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga | (11) 3340-2000