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Preservar é preciso

Bom dia! O tempo continua seco e pouca chuva. Sei que a época é assim, mas nossos rios estão pedindo socorro. Em São Paulo, nem lhes conto! Todos os dias pela manhã, pego um pedaço da Avenida do Estado para levar a Letícia ao Mackenzie. Aquele rio tá um esgoto a céu aberto. Como fede! Em pensar que foi ali pertinho que D. Pedro deu o famoso grito do Ipiranga às margens desse córrego, que deságua ali pertinho no Tamanduateí. Naquela época, certamente era um rio piscoso de águas limpas a correr pelas matas da hoje capital do cimento armado. São Paulo foi enterrando seus rios conforme a cidade foi crescendo. Primeiro para eliminar as várzeas de onde vinham os alagamentos, os mosquitos e as doenças. Foi buscar, para beber, muito distante! Hoje sofre com seus rios imundos e a falta de água nos rios distantes. Vai entender o ser humano. Isso que o estado de São Paulo, e o Brasil como um todo, excetuando-se o sertão nordestino, é extremamente bem irrigado. Mas, cientes da fartura, jamais tomamos conta do nosso precioso líquido. Estou falando de São Paulo, mas é só dar uma olhada pelo interior do estado que o processo de degradação é o mesmo. Lembro do rio Guaçu quando criança, uma maravilha para a pesca! Curimbatás saíam aos sacos para alegria de muitos. Depois, a poluição, as descargas de produtos químicos que eram creditadas à Champion (hoje International Paper), deram um fim ao rio. Dizem que começou a se recuperar, mas a qualidade do peixe ainda é duvidosa. O Jaguari-Mirim da nossa querida São João não é diferente. A quantidade de peixes das mais variadas espécimes era de impressionar. O mesmo processo ocorreu. As margens degradadas, o assoreamento e o rio penando para sobreviver. Por que será que o homem não cuida do que é de todos? Podem observar que a degradação está ligada a algum tipo de ganho financeiro.

Mas, o que podemos fazer, além dos protestos! A consciência ecológica é de cada um e sempre resvala na consciência econômica. O planeta foi nos dado para morar e dele tirar nosso sustento. Mas, além do sustento o ser humano tem uma necessidade cruel de acumular riquezas. E o acumulo de riquezas é que priva as gerações futuras de diversos bens naturais. Assisti ao filme O DIA EM QUE A TERRA PAROU, em que alienígenas viriam à terra para destruir a raça humano e suas construções visando preservar o planeta. Em certo momento a presidente (no filme) dos EUA questiona o ser alienígena que veio cuidar dessa missão, afirmando-lhe que a Terra era um planeta do ser humano. Ele se espanta e questiona: “Seu planeta?” E encerra dizendo que a Terra é um planeta muito precioso para ser destruído assim. A ideia, que no passado possa ter parecido ridícula, hoje não é tão ridícula assim!

É isso! Bom final de semana e inté!

Fernando Dezena