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Janeiro

JANEIRO

Fernando Dezena

Espero que todos tenham passado bem pelo final de 2017, curtido a festa natalina e o réveillon, e começado com o pé direito o novo ano. Aqui no Brás, a semana foi de férias, depois de um dezembro bastante agitado. Lojas fechadas, poucas pessoas pelas ruas, poucos carros, os shoppings populares não abriram e a população, acredito eu, curtindo o descanso merecido. Trabalhar nesta região em dezembro é fogo, o trânsito não anda, muita gente pelas ruas, o empurra-empurra tradicional para se ganhar espaço, pisão nos pés, trombadas e por aí a coisa anda. Agora, o movimento só engrossa nas datas comemorativas.

Daqui a alguns dias saio em férias. Viajarei com a família completa. Acontece que no ano passado o Lucas não pôde ir, estava fazendo um curso na UNICAMP entre outras coisinhas. Viajar sempre é gostoso, não é verdade? Afastar-nos do dia a dia e curtir alguns improvisos, conhecer lugares diferentes, culturas diferentes e refrescar a cabeça. Não sou adepto a economias nesta época, sempre cometo alguns excessos e vou descontando depois. Com a comida, a bebida ou o dinheiro não fico com frescuras. Uma lagosta ou um camarão a mais não vai fazer diferença. Ainda agora que estou com minha saúde a ponto de bala. Acontece que um problema genético me aporrinhou no final do ano passado. O excesso de ferro no sangue. Não sabia, mas nosso organismo, ao invés de eliminá-lo, vai depositando em alguns órgãos: fígado, coração, pâncreas, etc., podendo trazer sérios aborrecimentos com o tempo. Tive de fazer a ressonância magnética para ver como estava. Entrei naquela máquina apertada que muitos não gostam (eu também não) e o resultado foi muito bom. Então, fiz quatro sessões de sangria terapêutica, uma por semana, em cada retirou-se meio litro de sangue, descartando-o. Assim, os níveis de ferro devem se estabilizar e passo a um controle anual. Tudo ok, não tenho porque economizar, principalmente no regime.

Bom, para os que trabalham neste ensolarado janeiro (espero eu) peço: “Não fiquem com inveja!” Não falarei mais de praia, passeios, camarões e lagostas. Lembrem que existe o ditado: “o trabalha engrandece o homem”. Como sou apreciador do ócio, fico com minhas reservas, mas se temos que trabalhar, primeiro devemos atuar no que gostamos, se não é possível, por qualquer motivo, mesmo não sendo apreciador da atividade, devemos fazê-la com alegria e bem feita. Acredito que não só no trabalho, em tudo aquilo a que nos propusermos’ devemos colocar alegria e executar com entusiasmo, como se ninguém pudesse fazê-lo melhor.