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DIA DOS NAMORADOS


 “De tudo ao meu amor serei atento, antes...” O dia dos namorados está batendo à porta e é sempre interessante relembrar aquele que levou a figura da mulher para dentro de sua música e poesia com a intensidade de quem vivia apaixonado. Nosso poetinha se foi há um bom tempo, mas sua obra literária continua a embalar alguns namorados saudosistas. Incluo-me. Não gosto de me gabar das lembranças que marcaram uma geração, mas, quem na juventude curtiu os namoricos oficiais e secretos (mais emocionantes) Vinícius de Moraes e Toquinho, Tom Jobim, João Gilberto, Chico Buarque de Holanda não pode se contentar com o que hoje rola em atropelo pelas rádios. Mas, não vamos por esse caminho, as novas gerações dirão o mesmo daqui a trinta anos. O que importa é ter em mente que namoro tem tudo a ver com música e poesia, não é verdade?

“...e com tal zelo e sempre e tanto/ que mesmo em face do maior encanto/ dele se encante mais meu pensamento...” Não é raro vermos pessoas apaixonadas elegerem uma música para ser o marco, o ponto de inflexão dos pensamentos em qualquer lugar ou diante do que se está fazendo. Pescando, tocou a música, lembra-se do amor; no carro, voltando do trabalho, pelo rádio, lembra-se do amor; ao acordar, cantarolando a melodia sob o chuveiro, lembra-se do amor. Gostoso isso. Bom... há um porém, muita das vezes o romance se desfaz de forma insatisfatória, em volúvel acontecimento, e a música, que deveria trazer boa recordação, torna-se um martírio. Toca a música, a lembrança trai, e já vem o pensamento do amor em outros braços. Assim não dá, né? Deixemos para lá, o dia é dos namorados, não dos separados, dos desesperados.

“Quero vivê-lo em cada vão momento/ E em seu louvor hei de espalhar meu canto/ E rir meu riso e derramar meu pranto/ Ao seu pesar ou seu contentamento.” É, o homem era mesmo fera nas composições amorosas! Outra coisa, não se pode esquecer do presentinho, assim, no diminutivo, como gostava Vinícius. Sempre é bom algo representativo, o amor gosta. Mas, se de tudo não puder, já que a crise nos espreita, uma flor basta. Se acompanhada por um jantarzinho, fica perfeito.

Tem outro poema do Vinicius, não o Soneto da Fidelidade que permeou esta crônica, ensinando que “o amor às vezes vive longe, perdido num mundo lírico e confuso, cheio de canções, aventura e magia. E você nem sequer toca a sua alma”.

Realmente temos que ficar atentos, muito atentos! É isso, FELIZ DIA DOS NAMORADOS!