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OSESP brinda o público com Festival de Músicas Francesas

MÚSICA ERUDITA

Na foto o Maestro Louis Langrée

   Com suntuosa exibição a OSESP Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo concedeu performance na elegante sala São Paulo com amplo sucesso de público e crítica com respeito à musica francesa.

 Paul Dukas (1865-1935) não foi discípulo, mas contemporâneo, amigo e competidor - enquanto sua aguda autocrítica de intelectual cético lhe permitiu competir, lutar entre os compositores célebres da época, com Debussy, Ravel, Satie e outros.

   A natureza literária de sua inspiração musical liga-se à um momento anterior. Debussy não teria escrito um poema sinfônico como L'Appreti Sorcier (1897), ilustrando uma balada de Goethe.

   Em 1940 nos estúdios de Walt Disney em Hollywood foi produzido o filme Fantasia contendo as mais famosas peças do repertório da música clássica. No filme vemos a sequência em que Mickey Mouse, como discípulo, se atreve a efetuar as mesmas mágicas do feiticeiro seu preceptor. Não possuindo odomínio do mago na criação das forças telúricas, Mickey fracassa na produção de sua tentativa de criar uma mágica. 

   Orna a história a eletrizante música do compositor francês Paul Dukas sendo esta uma das melhores passagens do filme Fantasia. Esta película, um clássico do cinema, contava no score musical com a New York Philharmonie sob a regência de Leopold Stokowsky.

   Seguiu a Dança Macabra de autoria de Camille Saint-Saêns (1835-1921), este discípulo de Gounod e herdeiro das ambições desse mestre. Cultivou todos os gêneros musicais sendo aclamado na vida musical parisiense. Esta peça baseada em poema de Henri Cazalis (1840-1909)é uma tétrica descrição das danças dos espíritos no além. Peça curta e eclética de um sensível artista.

   O poema sinfônico Caçador maldito de César Frank retrata a frieza do homem opondo-se a natureza. Foi baseado em uma balada de Gottfried August Burger (1747-94). 

   César Frank (1822-1890) um compositor apaixonado pelo cromatismo e modulações incessantes. Sua obra a Sinfonia em ré menor (1881) é uma das maiores Sinfonias do século XIX. Críticos descobriram nela um programa religioso, outros a expressão da filosofia pessimista e da estética acabada, mas é música absoluta, cheia de sutilezas harmônicas e estruturais através da religiosidade meditativa. Uma fusão da música sinfônica alemã e apreciação do gosto francês. Primeiro movimento é majestoso. O segundo por sua vez é particularmente o epítoma de profundidade em seu allegretto, finaliza com o allegro non troppo com seu cromatismo personificado. Fabulosa sinfonia plena de alegria e tensões. Bela mas torturada pelo emocional.

   OSESP sob regência de Louis Langrée, atual diretor musical da Mostly Mozart Festival no Lincoln Center, New York. Possuidor de elegante gestual conduziu com perfeição o corpo musical. Despertou no ouvinte empatia por seus gestos cavalheirescos endereçados aos eminentes solistas com apertos de mãos e abraços, culminando à final com longos aplausos e ovações por parte de um público entusiasmado pela notável exibição.

OSESP - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo

Regente: Louis Langrée

Concerto realizado na sala São Paulo

Avaliação: Excelente