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CAMINHANDO

Se você não faz atividades físicas, comece imediatamente. A determinação é do médico Drauzio Varella que tornou-se maratonista na meia idade. Sobre os benefícios, elenca desde manter a forma física, prevenção a alguns tipos de câncer, doenças cardíacas, até diabetes, entre outros males. Eu (já escrevi por aqui muitas vezes) sou adepto das corridas. Gosto dos dez quilômetros e pratico há mais de dez anos com regular assiduidade. Comecei, confesso, por necessidade. Morava em São João da Boa Vista e trabalhava no banco, gostava muito de um cigarro e meu peso estava mais de 20 quilos acima do recomendado. Pois bem, lembro-me do primeiro dia em que caminhei pela avenida no bairro Mantiqueira, não mais que 500 metros, e o suor pingou pela aba do boné. Depois daquele dia, não parei mais. Se for para correr, corro; se para caminhar, caminho. Cidade, praia, campo, montanhas, não faz diferença. Encaro qualquer parada.

Às vezes, meto-me em enrascadas. Quando mudei para São Paulo, caminhando pelas ruas da Mooca, passei inadvertidamente para a Vila Prudente e, final de tarde, ameaçando um temporal, fiquei perdido. Pensei em ligar o waze, tive medo de tirar o celular pelo duvidoso local. Perguntei a um menino na parada do ônibus: “Onde fica a Paes de Barros?” “Você vai a pé? Está muito longe!” Indicou-me a direção e fui em frente. Senti que não daria conta de chegar em casa antes da noite e da chuva. Consegui com muito esforço.

Outra vez, fui atacado por cachorros também em uma rua da Mooca. Sábado pela manhã, antes das sete, caí duas vezes de costas para evitar que os danados me mordessem, mostrei os animais, depois do susto passado, para meu filho que, com muito desdém, pontuou que um era manco e o outro cego. Fiquei doido. Por fim, para não me alongar, tinha em mente voltar um dia à cachoeira do Bugio. Confesso que coragem me faltava, pois a trilha no meio da mata fechada, não mais existia. Pelo muito que me aventurei por aquelas bandas na juventude, tinha plena certeza de que conseguiria. Meu sobrinho Carlos, que vivia se oferecendo para caminhar comigo, foi a vitima na empreitada. Entramos no meio da mata por volta das dez da manhã e só conseguimos sair depois do meio dia. Se valeu a pena? Valeu! A cachoeira, localizada na minha querida Águas da Prata, tem uma beleza de que havia me esquecido. Mesmo arrebentados, com as canelas riscadas pelo mato e pedras, sentimos um bem estar danado.

Então, voltando ao conselho médico, procure juntar o útil ao agradável. Gosta de fotografar, caminhe e fotografe; se de música, aproveite para ouvir enquanto faz atividade física; se quer namorar, chame a pessoa amada para ir junto. Além de vivermos mais e com mais qualidade, nos sentiremos melhor.

É isso, bom domingo