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CARNE DE CACHORRO?

CRÔNICA DO DOMINGO

Andando pelo bairro do Brás, temos a percepção exata da balbúrdia em que vive o Brasil. As ruas estão cheias de imigrantes que vendem seus produtos piratas, vindos Deus sabe de onde, um corre-corre incessante, pessoas se atropelando, empurrando, arrastando carrinhos de compras sobre os pés dos incautos. Se nos prédios comerciais impera a organização imposta pelos seus controladores, nas ruas manda quem dela se apossou. Dizem, e a verdade pede passagem, que quadrilhas organizadas fatiaram as calçadas do bairro e ganham uma pequena fortuna com o aluguel dos pontos. Os comerciantes, legalmente estabelecidos, pagadores de impostos, vivem à míngua. Até quando o poder público fechará os olhos para essa situação.

Vou dar um exemplo que me deixou boquiaberto. Próximo ao shopping Vautier funciona um feira improvisada, onde se vende de tudo. Disse improvisada, porque assim o é! Em um canto de calçada, algumas pessoas estendem suas lonas pelo chão, e vendem de tudo, mas alimentos, não roupas, comuns na região. Sei que em outros pontos da cidade, pelas ruas, vendem goiabas, mangas, jabuticabas naqueles carinhos de madeiras. Não estou falando de frutas, estou falando de carnes. Isso mesmo, sobre a lona na calçada um monte de carne é vendido em pedaços conforme o gosto dos fregueses. Intempestivamente, veio-me a imagem da carne de cachorro. A cor é diferente da de vaca e em pedaços menores. Sabemos que é costume em países asiáticos o consumo, logo, o improviso, poderia tratar-se da iguaria. Como a mente é ligeira, imaginei os cães das ruas sendo sacrificados em algum galpão da região e os pedaços trazidos para comercialização. Despistei fixando a vista em antigo atrativo para os nativos oriundos do outro lado do mundo, os caranguejos. Da mesma forma correu pela minha cabeça, de onde viriam aqueles bichinhos, senão dos mangues da Baixada Santista. Mais, qual trabalhador os retirariam das locas lamacentas para trazerem a São Paulo e, assim, serem vendidos em uma rua do Brás?

Com o correr dos dias, vemos a situação de Roraima com os imigrantes Venezuelanos, o incêndio que destruiu o mais antigo museu no Rio de Janeiro, milhões de desempregados por todo o Brasil, e a notícia estampada nos jornais de que o Brasil fez em 2017 milhares de novos milionários. Depois reclamam que, de dentro da cadeia, Lula tenha mais votos do que os demais candidatos juntos.

Nosso país está de pernas para o ar e o vento não está a favor!

É isso, bom domingo!