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Tribo de índios Atawara na Reserva Florestal de Mata Atlântica no Pico do Jaraguá

Adriana Toffetti/A7 Press/Folhapress

   O jornalista foi convidado pelo eminente ambientalista Francisco Amaro para acompanhar um grupo de pessoas residentes em Mairiporã numa missão beneficente na véspera doNatalvisitando a tribo de índios Atawara alojados no interior do Parque Estadual no Pico do Jaraguá nos arredores da capital paulista.

   Em área estimada em 492 hectares estão abrigados de maneira precária 9 tribos de índios Atawara últimos remanescentes, praticamente em fase de extinção. Vivem no interior da Mata Atântica sem ajuda alguma da Fundação Nacional do índio, da FUNAI e Orgãos Governamentais.

   Dada a pobreza extrema a que estão submetidos o objetivo da visita era levar presentes, roupas, alimentos, bem como solidariedade humana à seres confinados, carentes de tudo que se possa imaginar. Vivem em malocas imundas, em área sem esgoto, e apenas no último ano a SABESP fez ligação de água ao interior do núcleo.

   Ao chegar ao portão de entrada o visitante se depara com uma minúscula placa com dizeres: - Área de Proteção Indígena cuidada pela Fundação Geral do Índio, pelo IBAMA e sob Supervisão do Governo Federal.

   No interior da gleba existe 9 tribos. Nosso grupo visitou a primeira aldeia. Por todo canto predominava a carência total. Adultos marginalizados, semi despidos, as crianças davam mais valor aos carinhos que dispensamos com abraços amorosos do que aos presentes levados.

   Uma menininha de dois aninhos se aboletou ao meu colo, envolvendo-me com seus bracinhos amorenados. Saboreava um naco de pão com fiambre, talvez usufruído pela primeira vez!

   Nola é uma jovem índia de 24 anos de idade, mãe de quatro filhos, de pais diferentes. No interior do núcleo o governo estadual colocou um posto de saúde com um médico atendendo no período diurno.

   Malocas que habitam são horríveis, piores que as favelas em Bombay na Índia. Chão de terra batida, uma porta de entrada, redes estão distribuídas no interior para dormirem. Não há cultivo de alimentos, esparsas árvores frutíferas e verduras. 

   Impressão de abandono total, por parte da Fundação Nacional do Índio, e do Incra no serviço de assistência social, com fornecimento de sementes e ferramentas para o trabalho de subsistência.

   Anteriormente essa tribo vivia em seu habitat natural, foi desalojada e transportada para a área atual, um insuportável meio-ambiente.

   Ficamos sabendo que existe um conflito imenso ameaçando as nove tribos que habitam a área, por parte de Imobiliárias que almejam a expulsão dos índios para procederem  loteamentos, dada a valorização de terras no local.

   Na descoberta do Brasil em 1.500 a população indígena orçava em 30 milhões de pessoas, nos dias atuais seus remanescentes vivem marginalizados, e indigência total; ao contrário da população remanescentes dos Estados Unidos onde são protegidos por Leis Federais, rigidamente cumpridas, tendo como exemplo o núcleo de Santa Fé, no Estado de New Mexico.

   Os índios americanos desfrutam das comodidades modernas, constantes de moradias adequadas com todo conforto da sociedade americana, carros, são hábeis comerciantes, e muitos deles são proprietários de cassinos em Las Vegas e Reno.

Serviço:

Reserva Indígena Atawara

Parque Estadual do Jaraguá

Horário de funcionamento: Das 7 às 17 horas

http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-estadual-do-jaragua