Qui08222019

Last update03:03:20 PM

 


Back Você está aqui: Home :: Mais +++ Artigos Ínterpretes excepcionais valorizam o texto da peça “As Atrizes”

Artigos

Ínterpretes excepcionais valorizam o texto da peça “As Atrizes”

   A comédia de Juca de Oliveira foi encenada pela primeira vez no Riode Janeiroem 1991 obtendo grande sucesso de crítica e público na época, e trazia no elenco Tônia Carrero, Lucélia Santos, Osmar Prado e Márcia Cabrita. O dramaturgo brasileiro nascido em São Roque em16 de março de 1935 começou como ator interpretando inúmeras peças teatrais e participou de novelas na televisão sempre com brilho inusitado.

   Desponta com maior maturidade a montagem atual por contar com segura direção de Léo Stefanini, com requintada revisão e atualização do texto de Juca de Oliveira. O diretor, ator e produtor de teatro, filho do renomado diretor e ator Fulvio Stefanini herdou de seu pai a paixão pelo arte teatral.

A peça “As Atrizes” aborda conflitos mais ligados ao universo feminino como sexualidade, traição e maturidade, exibindo o embate artístico entre uma atriz consagrada, que conquistou o respeito do seu público, e outra mais jovem e preocupada com seus seguidores nas redes sociais.

   Por vias universais e engraçadas vemos os personagens à beira do caos. Marilda Zilliat (Angela Dippe) é uma grande atriz de meia-idade, consagrada no teatro. Vive um momento crítico de sua vida pessoal e profissional. Está insegura porque a televisão, e os homens preferem atrizes mais jovens. É casada com Igor (Blota  Filho), um diretor de teatro que se encanta pela jovem Irma (Renata Ricci), esta um atriz ambiciosa que visa o estrelato, mas obtém papéis inferiores às suas pretensões em teatros vazios de público e repercussão. Ela vive com Cláudio (Giovani Tozi), um ator inseguro, de pouco talento.  

   Observando a interpretação dos personagens através de um trabalho poderoso e delicado, de uma intensa carga hilária, conservando a beleza do texto à encenação da peça a um patamar de empatia do espectador com os atores. A cena final exibe Angela Dippe narrando um portentoso diálogo que arrancou demorados aplausos do público que lotou a sala teatral.

   Angela Ricci no papel de Irma é elo de conexão com demais personagens no tema analítico da traição no qual se fundamenta a peça. Interprete consumada por excelentes trabalhos cênicos conquistou o cobiçado prêmio Semi Luft de Melhor Atriz.

   Blota Filho no papel de Igor possui extensa experiência no teatro por via de inumeráveis trabalhos. O jovem Giovani Tozi como Cláudio marido de Irma, acuado pela traição da mulher descreve o sofrimento por meio de expressões faciais no que passa nas vítimas atingidas pela traição. Mariana Melgaço como Bárbara Pepper uma jornalista que procura o sensacionalismo se revela uma magnifica comediante. Gafes que comete nas entrevistas provocam gargalhadas no público.   

   Eficientes recursos dramatúrgicos de Léo Stefanini causa impactos visuais na representação dos atores em marcações e posicionamentos corretos no palco. Elenco afinadíssimo em cenas hilariantes que se sucedem, provocando constantes risadas do espectador que ao final concedeu longos aplausos por um trabalho privilegiado.

   Um trabalho homogêneo dos atores e direção técnica conduz a peça à final consagrador. Não se pode deixar de destacar o cuidado com Cenário e Figurino do renomado Fábio Namatame, luz incidental de autoria de Wagner Pinto, Roberto Lazzarini compôs a score musical construindo a notável encenação visual.

Serviço:

Peça teatral: As Atrizes

Texto: Juca de Oliveira

Direção: Léo Stefanini

Onde: Teatro OPUS (751 Lugares)

Av. das Nações Unidas, 4777 - Alto de Pinheiros

Shopping Villa Lobos / 4º andar

Quando:Sex./Sáb. às 21h. /Dom.: 20h.

Quanto: Ing. Esp. "Prêmio Cleyde Yáconis - R$20

Assessoria de Imprensa Morente Forte Comunicação

Duração: 75 minutos - 

Até:11 de agosto

Avaliação: Excelente