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NÃO, ELE NÃO CURTIU O FIM DAS CURTIDAS


Isso é uma baita sacanagem. Não é possível uma injustiça assim, todo mundo precisa saber quanta gente curtiu meu post! Pelo menos os amigos mais chegados. Eu vou fazer um print screen da tela. Se não der certo pra postar o print screen eu fotografo a tela mesmo, depois publico a foto, dando um superclose nos “joinhas” conquistados. Aí não tem erro. São 283 curtidas, a humanidade precisa saber disso. Eu bato o meu recorde de likes e a glória fica só pra mim? Ninguém mais vê? Quando eu tinha cinco, seis curtidas, o numerozinho medíocre saía publicado sempre, e na hora que eu estou bombando o Insta me boicota?

Garanto que nesse meu jeitinho os caras do Instagram não pensaram. Essa vai pro currículo: o dia em que eu fiz o Mark Zuckerberg de bobo. Aí, se a moda pega e todo mundo copiar o que eu fiz, eles vão ver que não adianta querer acabar com os likes, e voltarão atrás com essa mudança ridícula.

Contei o plano para um amigo meu, só que ele acha que não vai dar certo. Segundo ele, as grandes redes sociais pagam gente do mundo inteiro para monitorar o que é postado na plataforma. Uma espécie de controle mundial de qualidade. Se detectada alguma irregularidade, eles suspendem o usuário por um tempo e podem até mesmo expulsá-lo. Acontece que aí é uma liberdade que eu tenho de pegar algo que está no meu perfil – no caso, o número de curtidas – fazer disso uma imagem e postar no Instagram. Ninguém pode falar nada!

E o melhor de tudo é que eu posso ganhar muito dinheiro com esse meu insight genial. Influenciadores digitais e youtubers, que dependem dos likes para fazer dinheiro e monitorar sua aceitação pelo público, podem boicotar a imposição da nova regra fotografando suas telas e postando-as como imagens. Mais: as curtidas podem ser “anabolizadas”, já que uma imagem fotografada é facilmente manipulada pelos photoshops da vida. E aí? Como é que fica? Curtiu, Instagram?

Observação: a tese defendida por este texto é diametralmente oposta à opinião do autor.

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