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AMOR E ÓDIO

Por diversas vezes, a paciência (ou a falta dela) acaba me afastando das salas de cinema ou do sofá frente à televisão. Corro para fazer tudo com ganho de tempo. Para vocês terem uma ideia, quando coloco a capsula de café na máquina, enquanto a xícara vai se enchendo, aproveito para pingar o adoçante e pegar a colher. Não sou daqueles que primeiro põe o café, depois pingam o adoçante e em seguida a colher para mexer. Pois bem, o café tem seu sabor e serve para nos manter acordados durante o filme, mas não era isso que queria falar.

Acontece que assisti à peça Baixa Terapia, com Antônio Fagundes, Mara Carvalho e outros nomes carimbados, no teatro TUCA, há algumas semanas. A peça é uma comédia que se transforma em drama. Em alguns momentos não sabíamos se era para rir ou chorar, alegrar-se ou sentir ódio. A crítica pesada sobre os costumes da sociedade, deixa-nos a dubiedade. Uma adolescente, que também assistia, em um bate-papo com os atores ao final, também pontuou essa percepção. Pois bem, assisti ao filme CORINGA com o incrível Joaquin Phoenix como protagonista. O imortal Robert De Niro contribui como coadjuvante. O filme é tenso do início ao final e espelha forte crítica social, como na peça. O Coringa traz ao povo alguma esperança agindo violentamente. Em muitas partes do filme não sabemos se achamos graça ou horror.

Trazendo para o momento atual que vivemos, percebemos governantes pelo mundo que pregam atrocidades, pregam a incapacidade de a sociedade cuidar dos mais pobres e acham normal, pregam a violência contra as minorias e a ideia de que o fortalecimento do capital sobre o trabalho e a sociedade como um todo é a salvação dos mercados. Pregam a farda falando acima das leis e a brutalidade do poder do estado sobre o povo.

Nós já assistimos esse filme em outros momentos da vida nacional e mundial, partindo tanto da direita, quanto da esquerda e não teve um final feliz. Não podemos aceitar na sociedade pessoas que se julgam superiores às demais. Senão, poderão aparecer muitos coringas achando graça na morte dos ricos e justiceiros donos da verdade. Vamos banir este roteiro.