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DOCE REGRESSO

É muito estranho voltar a trabalhar em uma cidade. As expectativas praticamente não existem, as apreensões desaparecem, pelas ruas os rostos parecem os mesmos e vamos ponteando aqui e ali lugares em nossa memória. Explico. Minha vida profissional sempre foi pingando de cidade em cidade. Comecei em Águas da Prata, na Avenida Progresso, rumei para Poços de Caldas, rua Assis Figueiredo, depois São João da Boa Vista, Praça da Matriz, em seguida, com a venda do Banco Mercantil de São Paulo para o Bradesco, Indaiatuba, na Rua da Candelária, onde tem a Igreja de Nossa Senhora, lindíssima por sinal. Daí para a Baixada Santista, mais especificamente na cidade de São Vicente, Praça do Correio, depois para São Paulo, Brás, Pari e XXV de Março. Agora uma nova oportunidade pelo Bancoob de voltar para São Vicente.

Trabalhar no litoral sempre é um desafio. A economia, tirando a cidade de Santos, sofre com a dependência do tempo bom e dos meses de turismo aquecido. Muitas pessoas, boas e ruins, gostam de cidades onde o burburinho é enorme para tentar a sorte em algum negócio. Uma barraquinha, um pequeno comércio, restaurantes, lanchonetes, etc. Nem sempre o empreendimento vinga e o investidor deixa para traz, invariavelmente, algum prejuízo. Por isso, todo o cuidado é pouco. Mas, em tempo de crise econômica, qual o lugar pode-se considerar um porto seguro?

Se na economia tem suas peculiaridades, a forma com que o povo caiçara encara a vida é bem diferente. Não carregam o vulto de preocupações que o interior do estado traz, nem a cidade de São Paulo. Vamos dizer que são mais descolados. Já disse em outras oportunidades que a praia é o local mais democrático do mundo. Não tem o que fazer? Vai à praia. Para isso só precisamos de um calção de banhos. Para algumas, nem isso!

Agora, cá com meus botões, fico a pensar. Será que engatei marcha contraria e voltarei a viver nas cidades por onde passei? Seria uma dádiva! Até que a Rua da Saudade, em São João da Boa Vista, receba-me cansado de lutas. Toc toc toc. Mas daqui a muito, muito tempo!