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JAIR MESSIAS BOLSONARO


A democracia não é apenas a lei da maioria,

é a lei da maioria respeitando o direito das minorias.”

Clemente Attlee

 

Tenho visto pelas redes sociais várias declarações de ex-apoiadores de Bolsonaro afirmando estarem perplexos com o que estão vendo. Muitos alegam que só votaram nele para evitar a eleição de Fernando Haddad e a continuidade do PT.

Que o homem que está à frente do poder Executivo é despreparado para o cargo, todos sabiam. Aliás, não o tem nem para o convívio social. Passou trinta anos como Deputado sem apresentar nada que se aproveite. Nunca foi líder de governo, líder de bancada, nunca foi presidente de comissões importantes, nunca se posicionou em questões relevantes para a vida nacional. Racista, acha que os homens são superiores às mulheres e, tendo isso como verdade, não as respeita. Detesta as minorias e, se dependesse apenas de sua vontade, já as teria eliminado. Adora a violência e atos violentos. Tolera o convívio de bandidos em seu meio social e venera torturadores da ditadura militar.

Isso tudo era conhecido antes das eleições. As pessoas que tamparam os ouvidos ao problema para levantar a bandeira anti-petista, escrevi à época e volto a afirmar, se identificaram, de alguma forma, com o discurso doentio apresentado. O bem e o mal estão dentro de cada um de nós, às vezes, em fúria, temos a vontade de cometer atos irracionais. Pois é a razão que nos limita e nos traz a sobriedade. E o que é a razão, senão viver conforme o que nos foi ensinado em família, nas escolas e em sociedade?

O que mais preocupa é que os atos que comete, não vêm de rompantes ideológicos, mas do que existe de mais sórdido no âmago dos seres humanos. Brota com espontaneidade assustadora e nos deixa perplexos diante do que seria capaz se vivêssemos em uma ditadura militar. Regime este, é bom dizer, muitos ainda enamoram. E por ter a caneta, consegue arrebanhar uma corja de asseclas que reverbera o mesmo discurso de ódio e intolerância. Temos ministros incapazes para os cargos que ocupam, o princípio de honestidade

caiu por terra com o envolvimento em corrupção de seu filho e o depósito de milicianos nas contas de sua esposa. O mais recente, do titular da SECON, que distribui verbas fartas para emissoras de televisão, sendo que a empresa que participa com 95% do controle, é prestadora de serviços dessas mesmas emissoras. Quanto ao laranjal que o ajudou a ser eleito não comentarei.

O Brasil precisa das reformas que estão por vir, mas com muito debate, levando-se em conta os menos favorecidos (e não os excluindo), mas não podemos conviver com Jair Messias Bolsonaro. O país não precisa ter medo de destituí-lo, dentro do processo legal pelos crimes que já cometeu. Enquanto isso, as instituições que formam a República têm o dever de preservar nossa frágil democracia. Bom carnaval.