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CINDERELA

Continua a saga de sair todas as madrugadas da Mooca rumo à Baixada Santista na importante missão de ganhar o pão-nosso-de-cada-dia. Gosto de músicas e fazê-las companheiras logo pela manhã é uma benção. Vou com a Nova Brasil FM em MPB, mas os dedos ligeiros sempre dão um pulinho para a CBN, com as notícias bem conduzidas, e a BAND, ancorada no milenar José Paulo de Andrade, com O PULO DO GATO. Miaaauuuuu! Assim, ao descer só, faço-me acompanhar de figuras ilustres no banco do carona. Também, um programinha caipira, que nada sei, ronda o ambiente. Não me perguntem o nome da rádio nem do apresentador, mas já detectei um erro. O programa que se anuncia das cinco às sete, invariavelmente, começa depois das cinco e vinte. O “abrachinchau”, jargão que ele repete exaustivamente, demorei a entender que significava abraço e tchau!

Mas, como as estradas têm muitos caminhos, acho que estou ficando ranzinza com a pandemia. Não falo pelo erro do horário de começo do programa, mas de outro que julguei de extrema gravidade e que nunca tinha me dado conta. Pior ainda, nunca li nada a respeito. Peço, agora, aos leitores que me ajudem. Estávamos, eu, Luciane e Letícia, assistindo ao fantástico conto dos irmãos Grimm, A CINDERELA, superprodução em desenho animado dos estúdios Disney, que narra a saga de uma linda menina que vai morar na casa da madrasta com suas duas horríveis e invejosas filhas. Pois bem, o ápice da história é quando está participando do baile, só possível pela ajuda providencial de uma fada madrinha que transforma abóbora em carruagem, ganso em cocheiro, ratos em cavalos. Mas, com uma condição, o encanto só duraria até a meia noite. O final conhecemos, quando o baile corria solto, o príncipe apaixonado pela Cinderela, o relógio começa a badalar a fatídica hora: meia noite. A bela jovem sai correndo, abandona o príncipe, volta para casa sem se despedir, mas, na fuga, perde um dos pés de seus sapatinhos de cristais. Depois, balali, balalá o príncipe sai experimentando o sapatinho para descobrir que é a moça, encontra a Cinderela e vivem felizes e contentes para sempre.

Pois bem, a história é excelente, se não fosse um detalhe que não me saiu da cabeça desde aquele dia. Notei que o sapatinho de cristal não se desfez à meia noite como tudo. Alguém poderia me explicar o motivo, antes que o domingo acabe? Obrigado! abrachinchau!