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As Sementes dos Frutos Futuros

 

Quem sabe os frutos no amanhã sejam tão tenros quanto maduros,

Que após os muitos tropeços e outros tantos amargos desencontros,

A estrada do destino torne-se velha conhecida de passos então seguros.

Permitindo vislumbrar aquilo que estava apenas como promessa oculta.

Quem sabe a imagem de sutil queda d’água e seu som grave e harmônico.

Música suave com notas afetivas ao sentido da audição.

Olhos e ouvidos.

Sentidos humanos expandindo-se pela etérea sensibilidade do espírito.

Soma-se a esta imagem, as carícias de suave brisa abençoar o andante.

Some-se a paz adquirida, o impulso da brisa que se transforma em vento.

E  a paz não será passiva, mas enérgica e bendita como há de ser a vida.

Que abrace com braços paternais e coração maternal todo o azul do céu.

E horizonte terá a textura de divinos olhos, no claro azul ante ao brilho solar,

No escuro azul, pano de fundo onde movimentam-se as prateadas estrelas.

E a criação estará presente nos dias e nas noites, no corpo e no espírito,

No tempo eterno por onde brincam enlaçados passado, presente e futuro.

E haverá a inspiração que há de ver o homem ganhar as asas do anjo.

E nele estará a pureza conquistada pela vivência, a graça pelo mérito.

E este meio homem, meio pássaro haverá de voar sobre as montanhas.

E sentirá toda a emanação de sua expressão maternal de genitora terrena.

Saberá que foi gerado no seio sagrado que alimentou-o de vitalidade.

E a vida haverá de nutrir nova vida.

E a gratidão reconhecerá o seu débito.

E por ser grato não sentirá que deve,

Mas realizar-se-á por doar-se também.

Semente de luz, divagará liberto pelas trevas

Que seu lume iluminará pacífico.

A mente terá olhar que não necessita de olhos,

Terá movimento sem músculos.

E sendo todo e integral saberá os limites da individualidade

E almejará o universo.

Longe do desejo de possuir,

Estará a vivenciar a consagração do compartilhar.

E em sua solidão não estará sozinho,

Pois já saberá que faz parte do todo.

Sentirá o universo em seu coração

E estará mergulhado na alma do universo.

Abrigado em si,

Estará protegido em moradia batizada pelo sopro do divino.

E o que antes era vagaroso ganhará alta velocidade,

Será intenso pensamento,

Será sereno sentimento

E a paz estará definitivamente adquirida, será eterna.

E o que antes estava, em distantes anos  luz

Terão cordial e agradável proximidade.

E os segundos desvendarão os misteriosos segredos da eternidade.

E a efemeridade não será prêmio ao corpo e punição ao espírito.

Pois o que é efêmero terá aprendido a andar de mãos dadas com o eterno.

E a brevidade do corpo não será preocupação,

Mas dádiva para a evolução.

E sendo senil haverá de recuperar a pureza ingênua da criança que ama.

E ser ingênuo não mais causará danos,

Pois que a malícia há de ficar no pretérito.

E a perseguida felicidade

Surgirá a bater com cortesia nas portas da alma.

Livre do perseguidor despojará as vestes de amante

Para ser a esposa prometida.

E amará como somente a feminilidade sabe fazer.

Será antes carinho que carícia.

E a semente viril do céu finalmente terá fecundado o fértil ventre da terra.

E o embrião humano já terá a marca de nascimento celestial,

Pois já o céu desce a terra,

Assim como a terra sob soberana ao céu.

E o que está em cima finalmente

Estará vivificado no que está embaixo.

A essência será o significado

E o apenas aparente já estará proscrito.

E o anjo erguerá o seu sublime voo,

Alçará sereno seu destino rumo ao infinito.

E a gênese do todo terá seu definitivo encontro

Com o que parecia ser a morte.

E descobrir-se como irmãs,

Filhas do único e amoroso Pai,

A mão direita e a esquerda estarão em fraterna congregação..

As mãos que trazem a destra a espada da justiça

E a canhota o cajado do amor.

Asas de um anjo, sonhos de um limitado homem

Ante a ilimitada visão do céu.