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A Falsa Solidez do Cotidiano


 

 

Loucura ou extrema sanidade?

Esquinas onde encontram-se destinos

Que trafegam por avenidas sem fim,

Ou instalam-se em becos escuros,

De onde tornam-se prisioneiros

Da própria loucura.

Existe um fogo, que pode tanto aquecer

Como aniquilar, que já deu calor aqueles

Que tinham frio, mas que descontrolado,

Com força punitiva, já destrói os viventes

Que quiseram enfrentá-lo.

Existe uma lágrima que denuncia dor conformada

E outra que oculta

O ódio da rebeldia da falsa resignação.

É o amar e o odiar

Que faz-nos constatar as emoções.

E por assim ser, estas podem ser

Benditas ou malditas.

Existe uma racionalização

Que leva as conclusões,

Mas existem emoções

Que desafiam a razão,

E assim ora sentimo-nos

Compactos e densos,

Ora vemo-nos quebradiços e trincados.

Talvez porque o excesso

De solidez torne-nos quebradiços.

Talvez por existir um segundo sujeito

Que habite o que se pensa ser verdadeiro.

Fazendo com que ele seja engolido

Pela própria sombra em busca da luz

Tentando em desespero encontrar

O limite entre realidade e ilusão.

Tendo medo.

Querendo fugir, mas não tendo para onde.

Tendo que enfrentar-se,

Mas desejando ardentemente o fim.

Dando pausa aos próprios gritos silenciosos

E ouvindo o destino mandando-o aguardar.

E então aguarda,

Nem com murros, nem com lágrimas,

Mas mergulhado em profunda solidão.

Como que vulcão extinto pronto para renascer.