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SOBRE A TRISTEZA E A ALEGRIA...


 

Interessante é este nosso anseio de sermos felizes, 

Mas sabermos o que é ser efetivamente feliz 

Na medida e intensidade que vivenciamos a tristeza. 

Estranho que ao querer ser felizes  

Abrimos espaço para ao sentimento de frustração. 

Deste modo racionalmente, 

Há que ser correr risco de ter tristeza  

Para ser querer ser feliz. 

De tal modo há que se desenvolver coragem,  

Pois que em sentido inverso, 

Não se trata nem de covardia, 

Mas de trabalhar a construção da indiferença. 

E neste sentido é possível pensar, 

Que não seria de modo irracional o desejo de felicidade, 

A origem do impulso em do qual se constrói a coragem? 

Qual não é a nossa história senão  

Livro de aquarelas pintas com cores de tristeza e alegria. 

Assim entendida a tristeza e a alegria, 

Não nos bastará ficar à mercê do destino, 

Ficamos tentados e tomar os pincéis  

E misturar as cores na palheta  

Buscando os almejados tons de nossa vontade. 

Além da indiferença que evita o sentir, 

Também existe a possibilidade  

Do mesclar da tristeza com a alegria 

E neste interagir teremos os vários tons de melancolia. 

Eis que por detrás de suposta alegria 

Poderá assim estar oculta atrás da porta a tristeza. 

Tal como em meio aos ares nublados de tristeza, 

Pode haver à espreita um raio de luz solar de alegria. 

Então eis que no tempo temos tristeza, alegria e melancolia. 

Mas se pode ir além,  

A tristeza pode ir além e se transformar em angústia. 

Enquanto o angustiado em acúmulo 

Poderá mergulhar em amarga depressão. 

Tal como a alegria costumeira poderá vir a ser felicidade, 

E se perdendo do bom senso e deixando-se livre 

Pode-se deste modo chegar à euforia. 

Até assim podermos entender os cumes avançando a altura, 

Tal como a garganta dos abismos emocionais  

Que pode nos querer engolir. 

E assim é a vida e em sendo efêmera 

Haveremos de sermos tentados pela ansiedade da urgência, 

E então para não cairmos em desespero 

Teremos que aprender a sermos pacientes, 

Mais do que isto perseverantes,  

E quando assim não bastar resignados 

Aguardando o momento de reagir. 

E então ainda, mas além,  

Em havendo a possibilidade de sermos eternos, 

Um sempre triste ou um sempre alegre  

Talvez nos encha de tédio, ou até de desespero, 

Então talvez na melancolia esteja o secreto, 

O bom senso que mescla as cores tristes e alegres. 

Na melancolia tudo podemos ser. 

Loucura ou serena racionalidade? 

Sem respostas prontas,  

Que o arbítrio de cada um lute por suas cores. 

Desde que ao fundo se conquista a pacificação da alma