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Grécia consegue fechar novo acordo com credores

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A Grécia chegou a um acordo com os credores europeus para conseguir um terceiro pacote de ajuda financeira após diversos dias de negociação, confirmou nesta terça-feira (11) o governo de Atenas. A previsão é que o país receba até 86 bilhões de euros em três anos.

Segundo o porta-voz do Ministério das Finanças grego, "as negociações já terminaram, mas alguns detalhes ainda faltam".

Já o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, destacou que foi fechado um pacto "técnico" e que agora é preciso aprovar o "político". Um porta-voz da entidade informou ainda, sem precisar detalhes, que será necessário fazer telefonemas para a chanceler alemã, Angela Merkel, e para o presidente francês, François Hollande, sobre as negociações. Atenas tem pressa em fechar o novo pacote para conseguir receber parte do valor até o dia 20 de agosto. Na data, vence uma parcela de 3,4 bilhões de euros devida ao Banco Central Europeu (BCE) e há ainda os pagamentos para o Fundo Monetário Internacional. O governo também quer recapitalizar seus bancos, fortemente afetados pela crise e com funcionamento parcial há semanas. 

 

Se tudo correr conforme o esperado, ainda hoje sairá um documento assinado pelas partes para ser encaminhado à votação da Comissão e dos líderes europeus até o final desta semana.   

Entre as medidas negociadas e que devem constar nas 27 páginas do acordo finalizado nesta terça-feira há a diminuição do superávit primário grego para 2015 - de +1% do Produto Interno Bruto (PIB) para -0,5% - conforme queriam os negociadores gregos. Já para os próximos anos, será preciso ter um superávit de 0,5% (2016), de 1,75% (2017) e só então a meta de 3,5% (2018).   

Estão planejadas modificações na tributação sobre a tonelagem de carga para empresas de navegação, o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), a redução de preços de medicamentos genéricos e a polêmica revisão do sistema de previdência nacional. Há ainda destaque para um reforço nas punições para crimes financeiros, a gradual abolição das aposentadorias antecipadas, as reformas de mercado em produtos conforme sugestão da Organização para o Desenvolvimento Econômico e Social (OCDE), a desregulamentação do setor de energia e a continuidade do programa de privatizações - já iniciado.

A partir do final de 2016, também começará o programa de fim de incentivos fiscais para as ilhas, um dos pedidos mais solicitados pelos credores europeus. As reuniões dos últimos dias servem para detalhar o acordo assinado entre ambos os lados no dia 16 de julho e que antecipou um resgate de 7 bilhões de euros para o país.