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Vereadores analisam mais uma denúncia contra Vereador Betti


Nesta segunda-feira tem mais uma reunião ordinária do Legislativo sanjoanense, e na pauta mais um documento que questiona atos do vereador Fernando Betti. Desta vez a ex-vereadora Elenice Vidolin faz mais uma denúncia sobre o uso indevido do carro oficial da Câmara Municipal pelo vereador Betti nos anos de 2016 e 2017, e pede instauração de processo de cassação do mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar.

No documento a ex-vereadora se baseou em relatório sobre o uso do Santana, placa CMW 3787, constante dos registros da Câmara Municipal. No documento oficial fornecido pela Câmara Municipal não consta quem faz as anotações neste relatório de dados como, por exemplo, a quilometragem no início e fim do uso do veículo, destino, etc.

No documento da ex-vereadora Elenice, exemplifica vários dados anotados no relatório da Câmara que tem divergências no quesito quilometragem. Uma deles sobre uma viagem realizada para a capital paulista em dezembro de 2016, onde a diferença do km inicial para o final aponta que o carro rodou 863 km, portando cerca de 400 km a mais. Em outro exemplo, baseado em dados oficiais da Câmara, o vereador Betti foi a São Paulo em janeiro de 2016, a diferença entre o km inicial e o final é de que o carro rodou 285 km, menor que a distância entre São João e São Paulo de quase 180 km. Em outro exemplo, o carro saiu para São Paulo em abril de 2016 e rodou apenas 247 km, quando a distância é muito maior.

E vários outros exemplos foram descritos pela ex-vereadora. E mais, denunciou abastecimentos no carro particular do vereador com dinheiro dos cofres públicos, de diferentes valores e datas.

Ao final a ex-vereadora pede ao Legislativo que apure a denúncia, também encaminhada ao Ministério Público,  e pede a cassação do mandato de Fernando Betti por quebra de decoro parlamentar.

VEREADORES DECIDEM

Como a denúncia consta da pauta da reunião desta noite, o documento deve ser lido e os vereadores é que vão decidir se dão ou não continuidade na apuração de todos os fatos. Se a questão for por apuração das denúncias, muito provavelmente será formada uma Comissão Processante, a exemplo do que aconteceu com a denúncia de enfermeira da prática de “fura-fila” na questão de consultas médicas e exames de alta complexidade de uma paciente. Neste caso a Comissão Processante decidiu pela procedência da denúncia, uma sessão especial foi marcada para que os vereadores decidissem ou não pela cassação do mandato de Betti, que conseguiu na Justiça a suspensão da reunião, até decisão final da ação em trâmite na 3ª Vara da Comarca.