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Docente da UNIFAE esclarece como se precaver do Coronavírus

Nesta quarta-feira (26), o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou o primeiro caso de Coronavírus (Covid-19) no Brasil. O portador é um homem com 61 anos, morador da cidade de São Paulo (SP), que retornou de uma viagem à Itália, onde já ocorreram 528 casos da doença, sendo que 14 levaram a óbito.

Embora a população deva se preocupar com a adoção de atitudes preventivas, que são  fundamentais para evitar a propagação da doença, o infectologista André Giglio, docente da UNIFAE e UNICAMP, esclarece que os sintomas decorrentes da infecção variam muito: “Pode haver desde quadros assintomáticas e outros parecidos com resfriados até quadros mais graves com pneumonia, necessidade de terapia intensiva e risco de óbito. O Corona pertence a uma família de vírus essencialmente respiratórios. A maioria não circula em humanos, mas sim em animais. Entretanto, alguns sofrem mutação e passam a nos afetar”.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maior parte dos casos confirmados até agora desenvolve sintomas semelhantes aos da gripe, portanto, crianças pequenas e pessoas com mais de 60 anos, além de pacientes em condições que comprometem a imunidade, estão mais suscetíveis.

Segundo Giglio, as principais formas de precaução são basicamente as medidas para evitar doenças respiratórias. “Pessoas que têm sintomas de gripe, por exemplo, devem evitar tossir ou espirrar sem a proteção de um lenço, descartável de preferência, ou de um pedaço do braço na região do cotovelo, para evitar a dispersão dessas partículas”, enfatiza o especialista.

Ele também lembra que os locais com grande circulação de pessoas devem ser evitados: “Outra coisa importante é higienizar bem as mãos, porque quando ao tossir ou espirrar a pessoa as coloca na frente, elas passam a conter partículas infectantes. Através do contato com estas pessoas ou de nossas mãos em superfícies que tenham sido tocadas por elas também existe o risco de infecção”.

Produtos vindos da China

Com a facilidade de acesso e os baixos preços de produtos vindos da China, epicentro do vírus, muita gente está se perguntando se o vírus pode chegar até aqui através da importação de mercadorias. Giglio explica que este temor pode ser descartado: “Para sobreviver a uma viagem tão demorada, essa partícula viral teria que ser submetida a várias situações de temperatura e umidade distintas de seu habitat natural, o que é muito improvável. Atualmente, se infectar a partir de produtos ou qualquer outro tipo de coisa vinda da China, que não seja de pessoa a pessoa, não é considerado”, afirmou.