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Nos Bastidores da Notícia


São duas investigações no Legislativo Sanjoanense que focam o vereador Fernando Betti. Uma delas é a denúncia de uma enfermeira que trabalha na Unidade de Saúde Delvo Westin que relata que o vereador acompanhado de uma paciente exigiu consulta médica e prescrição de exame sem agendamento prévio de consulta, desrespeito a funcionárias públicas, e ainda que o exame solicitado foi realizado em breve espaço de tempo.

COMISSÃO

A denúncia também foi protocolada no Ministério Público, e gerou na Câmara Municipal a formação de uma comissão que está apurando os fatos, presidida pela vereadora Patrícia Magalhães. Os trabalhos desta comissão ainda estão em andamento para apurar a prática do que popularmente se chama de “fura-fila”. Na semana passada uma consulta médica no Posto Delvo Westin tinha demora de pelo menos 50 dias. No caso de exame de alta complexidade, há pacientes que esperam no mínimo 8 meses.

PRESIDENTE

Outra Comissão foi formada por determinação do Presidente Gerson Araújo, formada por funcionários municipais, para apurar denúncia que o vereador Fernando Betti abasteceu seu veiculo particular e trocou óleo também em seu carro, utilizando requisição da Câmara Municipal que se destinava para abastecer exclusivamente o carro oficial do Legislativo.

RELATÓRIO PRONTO

Nesta semana a Comissão nomeada pelo presidente Gérson entregou o relatório final da apuração, e cópia da conclusão também foi enviada ao Ministério Público. Esta comissão tinha como Presidente a funcionária pública Edmara Edmara Maltempi Amâncio, e como membros José Antonio Ferreira (Biá) e Miriam Franco dos Reis, funcionários lotados na Câmara Municipal.

VEREADORES
Agora com o parecer final desta comissão, o relatório será apresentado na sessão da Câmara e são os vereadores que decidem se será ou não aberto um processo de cassação do mandato do Vereador Fernando Betti. No caso do Ministério Público o documento final da Comissão pode dar andamento a um processo criminal.

CARRO OFICIAL E BETTI

A ex-vereadora Elenice solicitou ao Legislativo uma cópia sobre o uso do Santana – carro oficial que estava a serviço da Câmara, durante o ano de 2016. O documento solicitado já foi enviado à ex-vereadora com o nome de todos vereadores e funcionários que utilizaram o veículo, data, horário, quilometragem, motivo da locomoção, etc.

RELATÓRIOS

Interessante notar que os relatórios são claros, mas os dados anotados apontam em várias datas e quilometragem incompatíveis com o destino das viagens.  A maioria das viagens do veículo oficial foi solicitada pelo vereador Betti.

EXEMPLO

E um exemplo de quilometragem incompatível com o destino, é por exemplo, a viagem do vereador a São Paulo, no dia 26 de abril de 2016 à Assembléia Legislativa na capital paulista. A quilometragem anotada inicial é de 61.337 e a final de 61.584, portanto de 247 km, quando todos sabem que São João a São Paulo o percurso é de 220 km, e assim o carro foi e não voltou?

E...

Ou ainda de viagem de Betti no dia 24 de agosto, anotada no relatório como destino Santa Rita do Passa Quatro para conversar com o Deputado sobre a emenda parlamentar Valmir Carlos Assunção: quilometragem de saída do carro oficial – 62.669 – e quilometragem na volta de 63.307. Isto significa, pelo relatório oficial, que para ir e voltar a Santa Rita do Passa Quatro foram percorridos 638 km – totalmente fora da realidade do município que fica na região.

RESPONSABILIDADE

Isto não significa que o Vereador Betti deve ser responsabilizado por uso indevido do carro oficial. Mas mostra que as anotações, por vezes, estão totalmente fora da realidade e merece também ser apurada pelo Legislativo.

De quem é a responsabilidade das anotações, que devem ser corretas e transparentes?

Carro Oficial em 2015

Com o relatório cheio de apontamentos controversos em 2016, será importante também verificar e analisar o relatório de 2015, quando o veículo passou a ser utilizado de forma oficial pelo Legislativo.

DENÚNCIAS

GAZETA fez várias denúncias de utilização indevida do Santana da Câmara Municipal, sem qualquer resultado prático de iniciativa na época pelos vereadores. Outra informação sobre este fato foi feita ao Comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar na época: que o vereador dirigia veículos com Carteira Nacional de Habilitação suspensa pelo DETRAN/SP.

AINDA

Apesar do tempo, o vereador continua com a CNH suspensa, e deveria ter entregue o documento de forma oficial em dezembro de 2015, para cumprir a suspensão determinada por 1 ano e regularização da situação da permissão de dirigir, fato que não ocorreu na data e pelo menos até o início desta semana. Se a investigação atinge Betti, deveria também atingir a outros vereadores que usaram o carro indevidamente.