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BETTI RECORRE A JUSTIÇA

BETTI NA JUSTIÇA

O vereador Fernando Betti que enfrenta várias acusações sobre o desempenho de suas funções como legislador, tentou na Justiça anular o trabalho da Comissão Processante que apura denúncias da enfermeira Gislaine Reis. A funcionária da Unidade de Saúde Delvo Westin afirma que Betti acompanhou uma paciente até o Posto de Saúde e exigiu que ela fosse atendida e que um formulário, que só o médico pode preencher, fosse preenchido, praticando assim o que popularmente se chama de “fura-fila”.

GROSSEIRO

A enfermeira ainda relatou que o vereador foi grosseiro e fez ameaças alegando que podia punir as funcionárias da unidade municipal.

MAIS

O vereador Betti também está sendo investigado de acusações que abasteceu seu carro particular com dinheiro público. Neste caso o relatório final da comissão nomeada pelo vereador Presidente, Gerson Araújo, já foi concluído.

MAIS MAIS

A ex-vereadora Elenice solicitou à Câmara Municipal informações detalhadas sobre o uso do carro oficial e sobre a viagem de Betti no ano passado à Itália. Por ocasião da viagem internacional, Betti alegou que iria representar o Legislativo Sanjoanense, mas não teria especificado o motivo e o resultado da viagem oficial. Assim com autorização da Câmara, Betti viajou e recebeu pelo período que esteve na Europa, cerca de R$ 2.500,00. E o suplente que o substitui no Legislativo também recebeu outros R$ 2.500,00.

REUNIÃO

Na semana passada, no dia 31 de janeiro, a Comissão Processante no caso da acusação de “fura-fila” fez um reunião para ouvir a enfermeira Gislaine Reis e o vereador Fernando Betti. A sessão foi transmitida ao vivo e ficou claro pelos dois depoimentos que Betti realmente esteve na Unidade de Saúde somente para acompanhar uma paciente que queria o preenchimento de uma guia de exame de alta complexidade.

TENTOU

A advogada de Betti na ocasião tentou desqualificar o “fura-fila” alegando que a paciente foi atendida pelo médico que estava no atendimento por ordem do Diretor de Saúde, Lúcio Doval.

MAS NOTE...

bem, o diretor só foi acionado porque a “muvuca” na Unidade de Saúde já estava instalada, e havia ainda as vagas – duas por dia como de praxe – que são destinadas a pacientes  que chegam em situação de emergência. Para encaixes é preciso que os pacientes cheguem ao posto às 7h00, e Betti e sua acompanhante chegaram às 10h00. E a situação da paciente que o vereador acompanhava não estava passando mal, portanto não caracterizava paciente em caso de urgência/emergência.

TAMBÉM QUERO

Paciente que marcou consulta no início da segunda quinzena de janeiro para que um médico solicite um exame, teve agendamento para o final de março – espera de 50 dias na Unidade Delvo Westin. E também pede ajuda para “furar fila”. Nosso voador Número 02 já respondeu – impossível, a fórmula usada por Betti foi denunciada.

NA JUSTIÇA

O vereador Fernando Betti, através de sua advogada, agora tenta na Justiça, anular os atos que deram abertura a esta Comissão Processante, aos atos das audiências já realizadas pela Comissão Processante, que tem na presidência a vereadora Patrícia Magalhães.

3ª VARA

O pedido foi protocolado na 3ª Vara, que tem como titular o Dr. Misael dos Reis Fagundes, com pedido de liminar para suspensão dos autos do Processso Político Administrativo 01/2017 que requereu a instrução de processo disciplinar recomendando a cassação do vereador Betti por quebra de decoro parlamentar. Foram pedidos a anulação de todos os procedimentos e depoimentos da Comissão.

INDEFERIDO

O Juiz de Direito Dr. Misael dos Reis Fagundes relata na sentença que todos os atos tanto da Câmara Municipal como a Comissão Processante formada pelo plenário (vereadores) foram realizados de forma correta, assim como a coleta dos depoimentos dos envolvidos – denunciante, denunciado e testemunhas. E ao final INDEFERIU a liminar solicitada de ação declaratória de nulidade de ato administrativo.

RECORREU

A Câmara Municipal já foi notificada da decisão do Juiz de Direito da 3ª Vara da Comarca de São João da Boa Vista, e informou que o Vereador Betti já recorreu da decisão da Justiça local ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.