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Primeira deputada negra da história dos EUA vai ganhar estátua em parque de Nova York

Wikimedia Commons

Shirley Chisholm, a primeira deputada negra eleita nos Estados Unidos, no final da década de 1960, vai ganhar uma estátua na frente do Prospect Park, no Brooklyn, Nova York, anunciou a prefeitura da cidade nesta semana.

O monumento deve ficar pronto em 2020 e vem em um movimento de aumentar a presença de estátuas de mulheres na cidade. Segundo a prefeitura, citada pelo jornalThe Guardian, só há cinco representações de mulheres pelo município – e ao menos 150 de homens.

A homenageada nasceu em 1924 em Nova York e, em 1968, foi eleita pelo 12º distrito da cidade como deputada, cargo que exerceu até 1983, sempre pelo partido Democrata. Ela ficou conhecida pelo slogan “unbought and unbossed” (“incomprável e inchefiável”, em tradução livre) e pela frase “se eles não te dão um lugar à mesa, traga uma cadeira dobrável”.

Em 1972, ela também foi responsável por outro marco: tornou-se a primeira mulher negra a participar das primárias para presidente dos Democratas (em 1968, Charlene Mitchell foi candidata pelo Partido Comunista, sendo a primeira afro-americana a concorrer em uma eleição geral à presidência).

Chisholm terminou em quarto lugar, em uma campanha com poucos recursos, perdendo para o então senador pela Dakota do Sul George McGovern (que seria derrotado logo depois na eleição geral pelo já presidente Richard Nixon).

Chisholm morreu em 2005, aos 81 anos. Em 2015, durante o governo de Barack Obama, ela recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, de maneira póstuma.

Itália prende novo líder e mais de 40 membros da máfia siciliana Cosa Nostra

Imagem: Igor Petyx/ANSA via AP

Settimino Mineo, líder da máfia siciliana Cosa Nostra, foi preso em Palermo

A polícia da Itália prendeu nesta terça-feira (4), na Sicília, 46 pessoas suspeitas de reconstituírem a histórica "cúpula" da Cosa Nostra, incluindo aquele que é tido como o novo líder da máfia, Settimino Mineo, 80 anos.  Os detidos responderão por crimes como associação mafiosa, extorsão agravada, incêndios dolosos, declaração fictícia de bens e porte abusivo de armas. A "cúpula", nome extraoficial da comissão interprovincial da Cosa Nostra, é um órgão diretivo da máfia e que se reúne para tomar decisões importantes para os interesses dos diferentes clãs das províncias da Sicília. Segundo inquérito da Direção Distrital Antimáfia de Palermo, o conselho, que não se reunia havia anos, foi convocado novamente no último dia 29 de maio, seis meses após a morte de Salvatore "Totò" Riina (1930-2017), tido como líde líder da Cosa Nostra mesmo tendo cumprido prisão perpétua desde o início dos anos 1990.   

Na reunião, a Cúpula teria designado Mineo, oficialmente joalheiro, como novo líder da máfia, função que durante muito tempo foi atribuí ao foragido Matteo Messina Denaro. O retorno da comissão interprovincial é um sinal de que os clãs decidiram recuperar a estrutura unitária do passado dentro da Cosa Nostra.

Mineo já havia sido condenado em dois processos a cinco e 12 anos de prisão e não usava telefones por medo de ser interceptado pela polícia. A Cosa Nostra é a mais conhecida das organizações mafiosas italianas e promoveu uma campa campanha de terror nas décadas de 1980 e 1990, com atentados por toda a Sicília e nas principais cidades do país.

Presidente do Irão diz que não haverá exportação de petróleo do Golfo se vendas iranianas foram bloqueadas

SPUTINIK/SERGEY GUNEEV

A administração do presidente norte-americano Donald Trump sublinhou mais de uma vez que Washington pretende "reduzir a zero" a exportação de petróleo iraniano, no intuito de conter o programa nuclear e a influência regional de Teerã.

"Os EUA devem saber que, se o Irã for impedido de exportar petróleo, nenhum país poderá fazê-lo no golfo Pérsico", disse o presidente iraniano Hassan Rouhani nesta terça-feira (4).

Altos responsáveis da República Islâmica anteriormente ameaçaram retaliar contra as sanções dos EUA fechando o estreito de Hormuz, uma via marítima que liga produtores e os principais mercados mundiais. Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, reafirmou o esforço de Washington de confrontar as "ameaças" iranianas usando pressão máxima sobre o país.

Em novembro os EUA impuseram novas restrições unilaterais nas esferas da energia, indústria naval e financeira iranianas, visando impedir a exportação de petróleo por parte do Irã.

Rouhani prometeu continuar vendendo petróleo apesar das restrições "ilegais e injustas"."A República Islâmica do Irã pode vender seu petróleo e vai vendê-lo […] mesmo que esses países [compradores] não tenham isenções. Nós venderemos nosso petróleo com honra […] Nós quebraremos essas sanções com honra porque essas sanções são cruéis e contradizem o direito internacional", cita as palavras de Rouhani a rede Press TV.

A administração Trump, após ameaçar os países que comprem petróleo iraniano, decidiu conceder isenções temporárias a oito países, o que lhes permite continuar importando petróleo do Irã no caso de cortarem o volume de compras.

O governo do presidente Donald Trump voltou a adotar sanções contra o Irã ao abandonar o acordo nuclear de 2015 firmado entre o Irã, os Estados Unidos e cinco outras potências: Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia. As sanções atingiram as exportações de petróleo, transportes e setor bancário do país persa.

Presidente do Irão diz que não haverá exportação de petróleo do Golfo se vendas iranianas foram bloqueadas

SPUTINIK/SERGEY GUNEEV

A administração do presidente norte-americano Donald Trump sublinhou mais de uma vez que Washington pretende "reduzir a zero" a exportação de petróleo iraniano, no intuito de conter o programa nuclear e a influência regional de Teerã.

"Os EUA devem saber que, se o Irã for impedido de exportar petróleo, nenhum país poderá fazê-lo no golfo Pérsico", disse o presidente iraniano Hassan Rouhani (foto),  nesta terça-feira (4).

Altos responsáveis da República Islâmica anteriormente ameaçaram retaliar contra as sanções dos EUA fechando o estreito de Hormuz, uma via marítima que liga produtores e os principais mercados mundiais. Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, reafirmou o esforço de Washington de confrontar as "ameaças" iranianas usando pressão máxima sobre o país.

Em novembro os EUA impuseram novas restrições unilaterais nas esferas da energia, indústria naval e financeira iranianas, visando impedir a exportação de petróleo por parte do Irã.

Rouhani prometeu continuar vendendo petróleo apesar das restrições "ilegais e injustas"."A República Islâmica do Irã pode vender seu petróleo e vai vendê-lo […] mesmo que esses países [compradores] não tenham isenções. Nós venderemos nosso petróleo com honra […] Nós quebraremos essas sanções com honra porque essas sanções são cruéis e contradizem o direito internacional", cita as palavras de Rouhani a rede Press TV.

A administração Trump, após ameaçar os países que comprem petróleo iraniano, decidiu conceder isenções temporárias a oito países, o que lhes permite continuar importando petróleo do Irã no caso de cortarem o volume de compras.

O governo do presidente Donald Trump voltou a adotar sanções contra o Irã ao abandonar o acordo nuclear de 2015 firmado entre o Irã, os Estados Unidos e cinco outras potências: Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia. As sanções atingiram as exportações de petróleo, transportes e setor bancário do país persa.

ONG pede a Argentina que investigue e puna o Príncipe saudita Mohammed Bin Salman

A ONG Human Rights Watch pediu à Justiça da Argentina nesta terça-feira (27/11) que use a jurisdição internacional para investigar e punir o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, acusado de ser mandante no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, além de cometer crimes contra a humanidade no Iêmen. 

O país latino pode recorrer a uma jurisdição universal para crimes de guerra e de tortura - considerados crimes de lesa a humanidade, e que, portanto, são imprescritíveis -, permitindo que sua Justiça investigue e processe autoridades, independente do local dos supostos crimes.

O pedido foi feito pela diretora da organização para Oriente Médio e norte da África, Sarah Leah Whitson, por conta da presença de bin Salman na cúpula do G20, que acontece na capital Buenos Aires entre os dias 29 e 30 de novembro. A requisição foi enviada ao juiz federal Ramiro González. 

“Submetemos esta informação a procuradores argentinos com a esperança de que investigarão a cumplicidade e a responsabilidade de Mohammed bin Salman em possíveis crimes de guerra no Iêmen, além da tortura de civis, inclusive Jamal Khashoggi", disse a diretora à reportagem daReuters

Uma possível punição ao líder saudita não seria a primeira a vir em decorrência da jurisdição universal. Em 1998, o juiz espanhol Baltasar Garzón conseguiu ordenar a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, que estava em Londres. 

Morte de Kashoggi

O príncipe é acusado de violações de direitos humanos pela ONG e por membros da comunidade mundial, sobretudo após a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, que escrevia para o norte-americanoThe Washington Post. Crítico do governo do monarca, o colunista foi morto de forma brutal no consulado saudita em Istambul, na Turquia, no começo de outubro passado. 

Após semanas de polêmica, os desdobramentos divergentes sobre o assassinato do jornalista colocam o príncipe herdeiro como um dos principais suspeitos de ser o mentor do crime. 

Nações do ocidente também pedem que Riade, sob o comando de bin Salman, encerre sua campanha militar no Iêmen, à medida que a crise humanitária do país se agrava. 

Presidente ucraniano decreta Lei Marcial no país

Sputinik - Mikail Markiv

Nesta segunda-feira (26), o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, aprovou a decisão do Conselho Nacional de Segurança e Defesa para introdução de lei marcial no país em conexão ao incidente no estreito de Kerch. A lei marcial no território ucraniano entra em vigor a partir de hoje (26), sendo finalizada no dia 25 de janeiro de 2019, de acordo com o decreto. Ainda é necessária aprovação da Suprema Rada. 

"Acionar a decisão do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia a partir de 26 de novembro de 2018 ‘Sobre medidas extraordinárias para assegurar a soberania estatal e independência da Ucrânia, e sobre a imposição da lei marcial na Ucrânia'", lê-se no documento. 

Enquanto isso, o presidente encarregou o Estado-Maior ucraniano para organizar mobilização parcial. "Ao Estado-Maior da Ucrânia: estipular medidas de mobilização parcial, organizar e levar a cabo preparativos com participação de reservistas da reserva operacional em escalas necessárias", lê-se no documento.   

Anteriormente, o Conselho Nacional de Segurança e Defesa ucraniano, um mês antes do início da campanha eleitoral no país, resolveu impor lei marcial no país para o prazo de 60 dias. 

No domingo (25), três navios da Marinha ucraniana, violando os artigos 19 e 21 da Convenção da ONU sobre direito marítimo, atravessaram a fronteira da Rússia. Os navios entraram na zona aquática temporariamente encerrada e realizaram manobras perigosas durante várias horas sem reagir às exigências das embarcações russas que acompanhavam os navios ucranianos.

Foi tomada a decisão de usar armas. Todos os navios ucranianos foram detidos aproximadamente a 20 km da costa russa e a 50 km do local habitual de passagem dos navios no estreito de Kerch por baixo da Ponte da Crimeia. Durante o incidente, três militares ucranianos ficaram levemente feridos. Eles receberam assistência médica e não correm risco de vida.

A Rússia abriu um processo criminal por violação da fronteira e exigiu a realização de uma sessão urgente do Conselho de Segurança da ONU devido à situação no mar de Azov.

Atentados contra bazar e consulado chinês deixam 32 mortos no Paquistão


Policial caminha próximo aos restos de um carro carbonizado defronte ao consulado chinês em Karachi (foto EFE/SHAHZAIB AKBER)

 

O Paquistão viveu nesta sexta-feira um dia sangrento com um atentado suicida com bomba em um bazar do noroeste do país, que deixou 25 mortos, e um ataque de grande simbolismo, com sete mortos, no consulado da China, o principal aliado do país asiático, em Karachi.

Por volta das 9h30 local (2h30, em Brasília), três homens armados começaram a atirar e a jogar granadas ao tentar entrar no consulado chinês em Karachi, algo que não conseguiram, informou à Agência Efe o porta-voz da Polícia da cidade, Mohammed Ishfaq.  A situação provocou um confronto entre as forças de segurança e os agressores, que se prolongou durante mais de meia hora, até que os terroristas foram mortos.

Ishfaq afirmou que os três agressores, um deles com um colete cheio de explosivos, e dois agentes da Polícia morreram no ataque, e um guarda de segurança ficou ferido.

Seemi Khamali, porta-voz do Hospital Jinnah, para onde os mortos foram levados, disse à Agência Efe que além dos corpos de dois policiais, também foram recebidos os corpos de dois civis, um pai e seu filho que tinham ido ao consulado para solicitar um visto.

Pouco depois, o ministro de Relações Exteriores paquistanês, Shah Mehmood Qureshi, afirmou que os agressores queriam sequestrar cidadãos chineses. "Havia cerca de 21 chineses no consulado e todos foram levados a um lugar seguro", afirmou o ministro diante da Assembleia Nacional (Câmara Baixa).

O Exército de Libertação Baluchi, que busca a independência da província sudoeste de Baluchistão, reivindicou o ataque contra o consulado.

"O objetivo do ataque é claro: não toleraremos a expansão militar chinesa em solo baluchi", afirmou o grupo em comunicado.

A China possui grande presença em território paquistanês devido ao projeto Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC), um projeto multimilionário de infraestruturas financiado por Pequim com um investimento de US$ 60 bilhões.

O CPEC, iniciado em 2015, financia a construção de uma rota comercial que ligará a cidade de Kasghar, na província noroeste chinesa de Xinjiang, com o porto paquistanês de Gwadar (sudoeste) no Baluchistão, dando à China uma saída para o Mar Arábico.

O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, afirmou na sua conta do Twitter que o ataque "fracassado" é uma reação aos acordos "sem precedentes" fechados em uma recente viagem à China. "O ataque tinha a intenção de assustar os investidores chineses e debilitar o CPEC", afirmou o líder, que ordenou uma investigação sobre o ocorrido.

O Governo chinês reagiu rapidamente com uma condenação ao ataque e pediu ao Paquistão que "tome medidas para garantir a segurança dos cidadãos chineses que trabalham no país", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Geng Shuang em entrevista coletiva.

Este não é o primeiro ataque contra chineses em território paquistanês.

Sul-coreano é eleito presidente da Interpol

Kim Jong-yang assumiu presidência interina da Interpol em setembro

O sul-coreano Kim Jong-yang foi eleito presidente da Interpol para terminar o mandato iniciado pelo chinês Meng Hongwei, investigado por suspeitas de corrupção, anunciou a maior organização policial do mundo via Twitter nesta quarta-feira (21/11).A escolha de Kim representa um revés político para a Rússia, cujo candidato Alexander Prokopchuk era visto como o favorito na corrida pelo cargo. Kim foi eleito em Dubai durante a 87ª Assembleia Geral da Interpol. Ele presidirá a organização até o final do mandato de Meng, em 2020.

Kim era o presidente interino da Interpol, um papel que assumiu em setembro depois que Meng desapareceu na China. Autoridades chinesas comunicaram que o ex-chefe da Interpol foi detido por acusações de corrupção. Ele supostamente se demitiu da presidência da Interpol.

A demissão de Meng, anunciada em 7 de outubro, foi tornada pública 11 dias depois de sua mulher ter alertado para o seu desaparecimento durante uma viagem à China. No dia seguinte à suposta demissão, comunicada por correio à Interpol, o Ministério da Segurança Pública da China anunciou que Meng teria "recebido subornos e era suspeito de ter violado a lei", sem oferecer detalhes.

Questionado recentemente sobre as informações recebidas de Pequim, o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, disse saber apenas que Meng está na China e que os fatos de corrupção avançados não estão relacionados com as suas atividades na Interpol. Sobre a demissão assinada por Meng, Stock indicou não ter "razões para suspeitar de uma coisa forçada".

A Interpol, cuja sede está localizada na cidade francesa de Lyon, tem como principal papel emitir os chamadosred notices (alertas vermelhos) que alertam os Estados-membros sobre suspeitos sendo perseguidos por outro país. O sistema serve essencialmente como um banco de dados dos suspeitos "mais procurados" do mundo.

PV/efe/lusa/dpa/ap

Presidente da Renault, Carlos Ghosn, é preso no Japão

(Foto: PHILIPPE WOJAZER | REUTERS)

O brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, foi preso nesta segunda-feira (19) no Japão. De acordo com informações com a Nissan, Ghosn caiu por sonegação de imposto de renda e outros malfeitos não revelados pela montadora.

“Além disso, se tratando de Ghosn, numerosos outros atos de conduta errônea foram descobertos, como uso pessoal dos ativos da companhia. A Nissan está fornecendo informação aos promotores públicos do Japão e está cooperando com as investigações”, diz um trecho da nota.

A detenção de Ghosn foi noticiada pela emissora de TV pública NHK.

A acusação é um forte golpe para o legado de Ghosn, que tem 64 anos e é considerado responsável por salvar a Nissan de uma situação de quase falência a partir de 1999. O escândalo ameaça ainda o futuro da aliança entre a Nissan e as parceiras Renault e Mitsubishi Motors. Ghosn também é executivo-chefe da Renault e presidente do conselho da Mitsubishi.

Segundo investigação interna da Nissan, Ghosn teria reduzido o valor de seus salários em 5 bilhões de ienes (US$ 44,3 milhões) em declarações feitas ao longo de "muitos anos". Ele supostamente contou com a ajuda de um executivo da empresa para cometer a irregularidade.

No ano passado, Ghosn recebeu um total de 962 milhões de ienes (US$ 8,5 milhões) em espécie e ações por suas posições na Nissan e Mitsubishi, segundo dados das empresas. Já a Renault pagou 7,4 milhões de euros (US$ 8,4 milhões) a Ghosn em 2017.

Ghosn teria infringido outras normas de conduta, como o uso pessoal de ativos da Nissan, informa a empresa em comunicado.

Na Bolsa de Paris, a ação da Renault vem operando em forte baixa, e por volta das 10h40 (de Brasília), o papel da montadora francesa tinha queda de mais de 10% no mercado francês. A Renault tem fatia de mais de 43% na Nissan, enquanto a empresa japonesa possui 15% das ações da montadora francesa.

Ghosn, um raro executivo estrangeiro no topo da carreira no Japão é nascido no Brasil, descendente de libaneses e cidadão francês, iniciou sua carreira na Michelin na França e depois se transferiu para a Renault. Ele se juntou à Nissan em 1999 depois que a Renault comprou uma participação controladora e se tornou seu presidente-executivo em 2001./DOW JONES NEWSWIRES