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OMS soa alerta: situação no Brasil e região é "profundamente preocupante"


Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo-SP, abre dezenas de covas para receber vítimas de covid-19 Imagem: Suamy Beydoun/AGIF Jamil Chade Colunista do UOL 05/06/2020 06h59Atualizada em 05/06/2020 07h43 Erramos: este conteúdo foi alterado

Com mais de uma morte por minuto no Brasil e com a América do Sul como o epicentro da pandemia do coronavírus, a OMS (Organização Mundial da Saúde) faz um apelo aos governos da região: "encontrem o vírus". Margaret Harris, porta-voz da entidade, declarou nesta manhã em Genebra que a situação no Brasil e na região é "profundamente, profundamente preocupante".

Os dados sustentam essa preocupação: o Brasil é hoje o terceiro país com maior número de mortes e segundo em termos de casos. Considerando apenas os últimos sete dias, o Brasil lidera no mundo, segundo os dados da própria OMS.

A agência de Saúde confirma que os "principais motores do mundo são os países da América do Sul, Central e do Norte, em especial os EUA".

A OMS, porém, alerta que só haverá um controle da doença se governos conseguirem saber onde está o vírus. Para isso, porém, testes serão necessários. No caso brasileiro, o número de testes é considerado como baixo.

"Testem, rastreiem", insistiu. "Encontrem a todos que tem potencialmente o vírus", afirmou Harris. Segundo ela, em locais com intensa transmissão, uma opção para governos é a de realizar testes direcionados, com a população que poderia ser mais afetada e nas áreas onde o vírus poderia se mover mais rapidamente.

"Testar é crucial. Saber onde o vírus está e que tem potencialmente a possibilidade de ser afetado é a forma de parar a transmissão", disse.

Outra recomendação da entidade é para que governos estabeleçam "parcerias com suas sociedades". "Os países que tiveram êxito foram aqueles que estipularam parcerias com a população", indicou Harris. Para a representante da OMS, o fato de países que viveram um intenso surto nas últimas semanas terem hoje um número baixo de casos revela que a estratégia descrita pela entidade dá resultados. Segundo ela, "quando se rompe a cadeia de transmissão, é aí que o surto começa a cair". Para isso, porém, governos precisam ampliar os testes.

Um sinal da crise brasileira foi demonstrado indiretamente numa reunião fechada entre a OMS e governos, na quinta-feira. O país escolhido na América do Sul para mostrar o que tem feito para lidar com a pandemia não foi o Brasil. Mas a Argentina, que fez uma ampla apresentação de suas medidas.

Afrouxamento

Questionada pela coluna sobre se esse seria o momento para reabrir a economia e promover um relaxamento da quarentena no Brasil, a porta-voz da OMS optou por não responder diretamente. Mas indicou que existem seis critérios para que um governo considere deixar medidas de distanciamento social. Um deles: garantir que a abertura apenas ocorra quando se saiba que existe uma queda no número de transmissão.

Outro critério é o de saber onde a transmissão está ocorrendo. Para isso, todo o modelo de testar, monitorar, rastrear contatos e isolamento precisa estar funcionando. Além disso, escolas e locais de trabalho precisam estar preparados.

Pior ainda está por vir na América Latina, alerta OMS

Fotos: Valter Pontes/Secom

Organização aponta que região se tornou "zona intensa" de transmissão da Covid-19; enquanto casos explodem no Brasil e no México, países europeus dão início à reabertura do comércio e locais turísticos

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Com cerca de 30 mil mortos no Brasil e mais de 10 mil no México, a pandemia de coronavírus ameaça sobrecarregar os sistemas de saúde na América Latina, enquanto diversos países europeus iniciam nesta terça-feira (02/06) o retorno a uma relativa normalidade.

Dos 10 países com maior número de infecções diárias de Covid-19, quatro são latino-americanos: Brasil, Peru, Chile e México, segundo afirmou o diretor de Emergências sanitárias da Organização Mundial de Saúde (OMS) Michael Ryan.

"Eu certamente caracterizaria que a América Central e do Sul, em particular, se tornaram as zonas intensas de transmissão para esse vírus. Não acredito que tenhamos chegado ao ponto alto dos contágios [na América Latina] e, no momento, não se pode prever quando será alcançado", afirmou. O epicentro da doença na América Latina é o Brasil, que, com mais de 526 mil casos, se tornou o segundo país com mais infecções em todo o globo, atrás apenas dos Estados Unidos (1,8 milhão de casos).

No Brasil, com mais de 210 milhões de habitantes, as medidas de quarentena ou de confinamento são impostas de maneiras diferentes, seguindo as normas estaduais ou municipais. O presidente Jair Bolsonaro continua a desdenhar da doença e fazer pouco dessas restrições, com a intenção de proteger a economia e o emprego, mesmo com o número de mortos se aproximando dos 30 mil.

O Peru, com 33 milhões de habitantes, é um dos que está sob forte risco. Segundo o Ministério da Saúde local, o país já superou 170 mil casos da doença e contabiliza mais de 4,6 mil mortes.

O México, país de 120 milhões de habitantes, já tem mais de 93 mil casos confirmados e ultrapassou nesta terça-feira o total de 10 mil mortes. Mesmo assim, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, anunciou nesta segunda-feira a retomada gradual das atividades da indústria automobilística e dos setores da mineração e construção civil.

No Chile, com 1,1 mil mortos e 100 mil infecções, as restrições impostas para diminuir a propagação da doença resultaram em uma retração econômica de 14,1% em abril, em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Este é número o mais baixo desde o início dos registros, segundo informou o Banco Central do país.

O Equador, com 3,6 mil mortes e mais de 39 mil casos, decidiu reiniciar os voos comerciais domésticos e reduziu o toque de recolher de 15 para 11 horas. Por sua vez, o governo de Honduras dividiu o país em três zonas, de acordo com os índices de incidência do vírus, para possibilitar o que chamou de reabertura inteligente e gradual.

Papa volta à janela para recitar o Angelus

Foto: EPA/Giuseppe Lami

O Papa vai voltar este domingo a recitar a oração mariana do “Regina Caeli”, desde a janela do apartamento pontifício, ao meio-dia de Roma com peregrinos na Praça de São Pedro. Antes, a Missa da solenidade de Pentecostes vai ser celebrada às 10h00 locais, na capela do Santíssimo Sacramento, da Basílica de São Pedro, sem a presença de assembleia.

Desde 8 de março, Francisco preside à recitação do Ângelus e “Regina Caeli’, além da audiência geral das quartas-feiras, na biblioteca do Palácio Apostólico, com transmissão online, visando evitar a aglomeração de pessoas e a difusão do novo coronavírus.

A oração do Ângelus recita-se tradicionalmente ao meio-dia, na liturgia católica. Durante o tempo pascal, que dista entre o Domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, o Ângelus é substituído pelo “Regina Caeli”.

China não quer ser “bode expiatório” e ameaça “retaliar” em caso de sanções norte-americanas


A China avisou esta quinta-feira (21) que adotará “medidas de retaliação” se o Congresso dos Estados Unidos aprovar sanções contra Pequim, que é responsabilizada por Washington pela pandemia de Covid-19.

“Somos firmemente contra esses projetos de lei e aprovaremos uma resposta firme com medidas de retaliação se o Congresso norte-americano as aprovar”, advertiu o porta-voz da Assembleia Nacional Popular (ANP, o parlamento chinês), Zhang Yesui, numa conferência de imprensa.

Em Washington, os senadores republicanos apresentaram em meados de maio um projeto de lei que dá o poder ao Presidente norte-americano, Donald Trump, para impor sanções à China se Pequim não esclarecer completamente a forma como se desencadeou a pandemia de Covid-19.

O vírus surgiu em fins do ano passado em Wuhan, cidade no centro da China, que só viria a ser colocada em confinamento a partir de 23 de janeiro deste ano.

A pandemia estendeu-se, depois, a todo o mundo, contaminando mais de cinco milhões de pessoas, que levaram à morte cerca de 330 mil infetados, tendo mais de 1,8 milhões de infetados recuperados.

A administração Trump tem acusado as autoridades chinesas de ter tardado em alertar o mundo para a epidemia e de ter dissimulado a amplitude na China.

Em resposta, Pequim acusou Washington de tentar fazer da China um “bode expiatório” e de desviar as atenções para a amplitude do número de infetados nos Estados Unidos, de longe o país mais afetado pela pandemia.

“Não é uma atitude responsável dissimular os seus próprios problemas e acusar os outros. Jamais aceitaremos processos judiciais injustificados nem pedidos de indemnização”, declarou Zhang Yesui, horas antes da abertura da sessão anual da ANP.

O contágio de covid-19 praticamente parou na China, em que, segundo o balanço mais recente, dá conta de quase 83.000 casos de contaminação, 4.634 deles mortais.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (mais de 2,2 milhões contra cerca de dois milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 133 mil contra mais de 169 mil).

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (93.439) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,5 milhões).

Israel anuncia descoberta de anticorpo para o coronavírus

(Imagem: Pixabay)

O Instituto de Israel para a Investigação Biotecnológica, do Ministério da Defesa, anunciou que desenvolveu um anticorpo para o coronavíruse que prepara a patente para depois entrar em contato com empresas farmacêuticas, com o objetivo de produzir em escala comercial. Em comunicado, o instituto diz que o centro de investigação assegura que o anticorpo desenvolvido ataca e neutraliza o vírus nas pessoas doentes.

“De acordo com os pesquisadores, liderados pelo professor Shmuel Shapiro, a fase de desenvolvimento do anticorpo foi concluída”, acrescenta a nota.

O ministro da Defesa de Israel, Naftali Benet, visitou o laboratório do instituto em Nezz Ziona, ao sul de Tel Aviv, onde tomou conhecimento da pesquisa. Ele afirmou que o “anticorpo ataca o vírus de forma monoclonal” qualificando o trabalho desenvolvido como “grande conquista”.

“Estou orgulhoso do pessoal do Instituto de Biotecnologia por esse avanço. A criatividade e o pensamento judaico atingiram grande resultado”, disse o ministro na nota. O texto não especifica se foram realizados testes em seres humanos. Altos cargos do setor da defesa e da segurança israelita disseram que a descoberta é a “primeira desse tipo em nível mundial”.

De acordo com a publicação digital Times of Israel, no mundo há cerca de uma centena de equipes de investigação à procura de uma vacina para o novo coronavírus, que provocou a pandemia, sendo que cerca de uma dezena estão, neste momento, em fase de teste em seres humanos. Especialistas avisaram, em março, que o processo após o desenvolvimento de uma vacina em laboratório pode demorar pelo menos 18 meses.

Nos EUA, a Pfizer  e a Biontech SEdisseram nesta terça-feiraque começaram a entregar doses de suas vacinas de coronavírus experimentais para testes iniciais em humanos nos Estados Unidos.

Em nível global, segundo balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 250 mil mortes e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

(PorAgência Brasil)

 

Tedros rebate Bolsonaro sobre covid-19: quem ouviu OMS vive melhor situação

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante entrevista coletiva em Genebra

 

Tedros Gebreysus, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), alerta que, apesar da queda nos números do coronavírus na Europa, a entidade estima que existe um fenômeno importante de subnotificações na América Latina e em outras partes do mundo. Segundo ele, a pandemia está "longe de terminar" e a falta de testes em diferentes regiões do mundo é um motivo de preocupação. "Temos um longo caminho diante de nós", lamentou.

O diretor rebateu as críticas de Jair Bolsonaro que insinuou na semana passada que não seguiria as recomendações da OMS por Tedros não ser um médico. De fato, o diretor é biólogo. Mas com mestrado e doutorado em saúde pública, além de ter sido ministro da Saúde e contar com dezenas de especialistas ao seu lado para formular as recomendações da entidade.

Ao ser questionado pelo UOL sobre os comentários do presidente brasileiro, o etíope evitou citar o nome do país. Mas indicou que quem seguiu os conselhos da OMS está em uma melhor situação hoje, em comparação com aqueles que não escutaram.

“Na OMS, só podemos dar conselhos. Não temos mandato para impor nada. Cabe a cada país aceitar ou não. Mas o que garantimos é que damos nossas orientações com base nas melhores evidências e ciência. No dia 30 de janeiro, declaramos emergência global. Naquele momento, só existiam 82 casos fora da China. Nenhum caso na América Latina e nem na África. Nada. Apenas dez casos na Europa. Portanto, o mundo deveria ter escutado a OMS cuidadosamente. Isso é suficiente para entender a importância de escutar os conselhos da OMS. Quem seguiu está em melhor posição que outros. Isso é fato. Damos a melhor recomendação possível. Cabe aos países aceitar ou rejeitar. É responsabilidade de cada um. Espero que isso seja muito claro, para todos os países", afirmou. "Vamos continuar a dar orientações com base em ciência e evidências", disse.

Michael Ryan, diretor de operações da OMS, citou um aumento de 50% ou 60% de casos registrados no Brasil em uma semana, enquanto a entidade continua a classificar a situação na região como "preocupante". Segundo ele, o número de casos e mortes não pode ser o único critério para relaxar medidas de restrição. Ele pediu cautela no afrouxamento de medidas, sob o risco de que a doença volte com uma força ainda maior.

Ryan garante que as quarentenas tiveram um resultado positivo em colocar pressão sobre o vírus. Mas um relaxamento acelerado poderia gerar uma explosão de novos casos. Ele admite que a OMS não sabe o que vai ocorrer quando as quarentenas começarem a ser retiradas de fato. "Ninguém sabe", insistiu. Mas deixou claro que eventos de massa e grandes aglomerações devem ser evitados. Cada país deve avaliar seu contexto e equilibrar a renda das pessoas e a vida. Mas ao mesmo tempo, ao fazer o cálculo, governos devem avaliar se uma retirada muito cedo das restrições não acabariam gerando uma situação ainda pior. Para ele, não existem respostas fáceis. "O que queremos ver é passo a passo, com base em evidências e que permita um país se mover para uma nova forma de viver. Mas sem fazer que isso cause mais danos", alertou

Maria van Kerkhove, diretora técnica da OMS, alerta que a retirada da quarentena não pode se basear apenas no número de casos e mortes. Governos precisam garantir que têm um sistema de identificação dos casos, leitos à disposição, escolas preparadas e uma população que entenda que a transição deve ocorrer de maneira "lenta e controlada".

 "Isso vai levar algum tempo. Não estamos nem perto do fim", disse. "Precisamos estar mentalmente preparados e isso vai exigir ser mais paciente", alertou.

"A segunda onda da doença está em nossas mãos", completou Tedros. Na avaliação do diretor, o mundo "precisará de uma vacina para controlar a doença". 

Pregador do Papa: coronavírus nos despertou do delírio de onipotência

ANDREW MEDICHINI / POOL / AFP

 

“Bastou o menor e mais informe elemento da natureza, um vírus, para nos recordar que somos mortais”

O frei Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia, foi o responsável pela pregação da Liturgia da Paixão e da Adoração da Cruz, nesta Sexta-feira Santa, na Basílica de São Pedro.

Cantalamessa citou João Paulo II ao falar do momento de sofrimento pelo qual o mundo está passando.

Sofrer, escrevia São João Paulo II do seu leito no hospital após o atentado, “significa tornar-se particularmente receptivo, particularmente aberto à ação das forças salvíficas de Deus, oferecidas em Cristo à humanidade”. Graças à cruz de Cristo, o sofrimento se tornou também ele, à sua maneira, uma espécie de “sacramento universal de salvação” para o gênero humano.

O pregador do Papa em seguida perguntou: “Qual é a luz que tudo isso lança sobre a situação dramática que a humanidade está vivendo?”

Também aqui, mais do que para as causas, devemos olhar para os efeitos. Não apenas os negativos, dos quais ouvimos todo dia as tristes manchetes, mas também os positivos, que somente uma observação mais atenta nos ajuda a colher.

A pandemia de coronavírus nos despertou bruscamente do perigo maior que sempre correram os indivíduos e a humanidade, o do delírio de onipotência.

“Temos a ocasião, escreveu um conhecido Rabino judeu, de celebrar este ano um especial êxodo pascal, o “do exílio da consciência”, afirmou.

Bastou o menor e mais informe elemento da natureza, um vírus, para nos recordar que somos mortais, que o poderio militar e a tecnologia não bastam para nos salvar.

Cantalamessa afirmou que Deus é nosso aliado.

Deus é nosso aliado, não do vírus! Se esses flagelos fossem castigos de Deus, não seria explicado por que eles caem igualmente nos bons e nos maus, e por que geralmente são os pobres que têm as maiores consequências. Eles seriam mais pecadores que outros?

Aquele que chorou um dia pela morte de Lázaro chora hoje pelo flagelo que caiu sobre a humanidade. Sim, Deus “sofre”, como todo pai e toda mãe. Quando descobrirmos um dia isso, teremos vergonha de todas as acusações que fizemos contra Ele na vida. Deus participa da nossa dor para superá-la. “Deus, escreve Santo Agostinho, por ser soberanamente bom, nunca deixaria qualquer mal existir em suas obras se não fosse bastante poderoso e bom para fazer resultar do mal o bem”.

Segundo o frei capuchino, “outro fruto positivo da presente crise de saúde é o sentimento de solidariedade. Quando foi, desde que há memória, que os homens de todas as nações se sentiram tão unidos, tão iguais, tão pouco contenciosos, como neste momento de dor? Jamais como agora temos sentido a verdade de um nosso grande poeta: “Homens, paz! Sobre a terra firme grande é mistério”. Esquecemo-nos dos muros por construir. O vírus não conhece fronteiras. Em um segundo, abateu todas as barreiras e as distinções: de raça, religião, censo e poder.

“Não devemos voltar atrás quando este momento tiver passado. Como tem nos exortado o Santo Padre, não devemos desperdiçar esta ocasião. Não deixemos que tanta dor, tantas mortes, tanto esforço heroico por parte dos profissionais de saúde tenha sido em vão. É esta a “recessão” que mais devemos temer..”

“Demos um basta à trágica corrida às armas. Gritem com todas as suas forças, jovens, porque é acima de tudo o seu destino que está em jogo. Destinemos os intermináveis recursos empregados para as armas a finalidades como saúde, saneamento, alimentação e cuidado da criação. Deixemos à geração que virá, se necessário, um mundo mais pobre de coisas e dinheiro, porém mais rico de humanidade”, concluiu Cantalamessa.

(ComVatican News)

SÁBADO SANTO E DOMINGO DE PÁSCOA

Neste sábado, 11 de abril, o Papa Francisco preside a Celebração da Vigília Pascal às 21h00, em Roma – 16h00 de Brasília – que será transmitida por várias redes de televisão e redes sociais.

No Domingo de Páscoa – Ressurreição do Senhor, o Papa Francisco preside a Santa Missa às 11h00 em Roma – 6h00 de Brasília. No final da Santa Missa, o Santo Padre concederá a bênção “Urbi et Orbi”.

Também no domingo, dia 12 de abril, às 14h (horário de Brasília), a TV e a Rádio Canção Nova transmitem da Basílica Nacional do México, a Consagração da América Latina e do Caribe a Nossa Senhora de Guadalupe. A iniciativa do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) tem intuito de“ pedir à padroeira do continente a saúde e o fim da pandemia, colocando-nos sob seu olhar amoroso nestes momentos difíceis”.
Como sinal de união continental, as catedrais e templos de cada país, dioceses e paróquias tocarão 12 badaladas no começo do
Terço Missionário, oferecido pela saúde das pessoas dos cinco continentes.

Acordo de cessar-fogo na Síria entre Rússia e Turquia entra em vigor

Wikicommons


Escalada dos combates em Idlib causou tensões diplomáticas entre a Rússia e a Turquia

 

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, comemorou nesta sexta-feira (06/03) oacordo de cessar-fogoentre a Rússia e Turquia no noroeste da Síria como uma "demonstração de boa vontade". A trégua negociada entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, entrou em vigor nesta sexta-feira e visa acabar com semanas de confrontos na região de Idlib e evitar o risco de aumento da tensão entre russos e turcos.

"Fico feliz com o cessar-fogo. É uma boa notícia. Ao menos é uma demonstração de boa vontade, veremos como funciona", disse Borrell antes de uma reunião de chanceleres europeus em Zagreb. O cessar-fogo é uma "condição prévia para levar mais ajuda humanitária à população de Idlib”, afirmou Borrell, ao apontar que UE deve concentrar seus esforços no lado humanitário".

A calma é "relativa" no local, segundo a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). Poucos minutos antes do prazo acordado, os bombardeios ainda eram ouvidos na região e dois soldados turcos foram mortos pelas forças sírias, de acordo com o Ministério da Defesa turco.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres,  "espera que este acordo leve a uma cessação imediata e duradoura das hostilidades e que garantam a proteção dos civis no noroeste da Síria, que já sofreram enormes sofrimentos." Depois de mais de seis horas de negociações no Kremlin, sede da presidência russa, Erdogan anunciou o cessar-fogo, ao lado de Putin, esperando que fosse duradouro.

Os dois países realizarão patrulhas conjuntas na rodovia M4, um centro estratégico que atravessa a região síria de Idlib. A Rússia e a Turquia planejaram um "corredor de segurança" de seis quilômetros em cada lado da rodovia (12 km), e os parâmetros dessa área serão definidos pelos dois países nos próximos sete dias, conforme o texto.

Catástrofe humanitária

O acordo deve encerrar semanas de intensos combates contra Idlib, a última fortaleza rebelde e jihadista no noroeste da Síria, onde a Turquia age contra as forças do regime de Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia. Os combates causaram uma catástrofe humanitária, com quase um milhão de pessoas que fugiram em direção à fronteira com a Turquia e dezenas de soldados turcos mortos.

"Nosso objetivo é impedir que a crise humanitária se agrave", disse Erdogan, embora tenha alertado que seu país "se reserve o direito de responder com todo o seu poder e em qualquer lugar a qualquer ataque do regime sírio". Putin, por outro lado, disse esperar que este texto sirva como "uma base sólida para acabar com os combates na região" e "o sofrimento da população".

Tensões Turquia-Rússia

"Nem sempre concordamos com nossos parceiros turcos. Mas a cada momento crítico, graças a reuniões bilaterais, encontramos uma base comum", afirmou o presidente russo. A escalada dos combates em Idlib causou tensões diplomáticas entre a Rússia, aliada do regime sírio e a Turquia, que apoia os rebeldes, elevando o risco de confronto direto entre os dois países que se tornaram os principais atores internacionais no conflito sírio.

Na quinta-feira passada, pelo menos 15 civis, entre eles um menor, morreram durante os bombardeis aéreos russos em Idlib, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).A Turquia, que já abriga 3,6 milhões de sírios em seu território, exigiu na quarta-feira apoio europeu a "soluções políticas e humanitárias turcas na Síria", essenciais, segundo Ancara, para estabelecer uma trégua e resolver a crise migratória.

China, Japão, Coreia, Suíça, França, Nigéria, Itália: países tomam medidas drásticas contra propagação do coronavírus


O rápido avanço do coronavírus covid-19 pelo mundo leva vários países tomarem medidas drásticas para evitar a propagação. O Japão decidiu fechar suas escolas públicas por quase dois meses e a Arábia Saudita não receberá mais muçulmanos em Meca e na mesquita de Medina para a tradicional peregrinação.

O complexo de parques temáticos Tóquio Disneyland e Tóquio Disney Sea, nos subúrbios da capital japonesa, permanecerá fechado durante duas semanas diante da propagação do novo coronavírus, anunciou o operador nesta sexta-feira.

No total, 40 países - entre eles o Brasil - registraram casos, num total de cerca de 81 mil infecções.  Na Coreia do Sul, 571 novos casos foram notificados em 24 horas. No Irã - país mais atingido pela doença no Oriente Médio - foram anunciadas 106 novas contaminações.

A Nigéria anunciou seu primeiro caso da doença na última sexta-feira, dia em que também foram confirmadas  duas pessoas contaminadas em todo continente africano: um no Egito e outro na Argélia.

Na Itália, principal foco da epidemia na Europa, o número de casos passou para 650 na sexta-feira, contra 400 na véspera. No total, 17 pessoas já morreram no país.

A Suíça anunciou que todos os eventos públicos que reúnam mais de mil pessoas estão proibidos até 15 de março. Desde terça-feira (25/02), o país já anunciou 15 contaminados pelo Covid-19.

38 infectados na França

Na França, o número de contaminações passou na noite de quinta-feira para 38. Segundo o ministro da Saúde, Olivier Véran, 12 pacientes estão curados, 24 estão hospitalizados e dois morreram - um deles não tinha viajado para áreas de risco nem tido contato com uma pessoa contaminada. Isso significa que houve transmissão local e o vírus agora circula no país.

A região de Oise, perto do Paris, de onde era oringinário o professor francês que faleceu na quarta-feira (26), registrou 12 contaminações. As autoridades sanitárias continuam buscando o chamado "paciente zero", ou seja, primeiro a contrair a doença no território..

Segundo o ministro da Educação francês, Jean-Michel Blanquer, 2.000 estudantes não voltaram para a escola das férias de inverno, neste mês de fevereiro, porque estiveram em zonas de risco. Muitos assalariados estão trabalhando em casa por medidas de prevenção.

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 não consideram o cancelamento ou o adiamento do evento devido ao surto de coronavírus, caso não haja recomendação da OMS ou outro órgão regulador, declarou o Comitê Olímpico Internacional (COI) na quinta-feira.