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CHINA APROVA MAIS DUAS VACINAS PRÓPRIAS PARA A COVID

(Bandeira da China - Foto AFP)

O regulador de medicamentos da China anunciou, nesta quinta-feira (25), que aprovou outras duas vacinas contra o coronavírus fabricadas por laboratórios do país.

As vacinas desenvolvidas pela CanSino Biologics e uma unidade da Sinopharm receberam uma autorização condicional, já que foi comprovado que protegem contra a covid-19, informou a Administração Nacional de Produtos Médicos.

As autorizações condicionais contribuem para acelerar o lançamento dos medicamentos no mercado quando os ensaios clínicos apontam que serão eficazes, mesmo não tendo concluído todas as fases.

O Instituto de Wuhan de Produtos Biológicos, uma filial da Sinopharm, afirma que sua vacina tem uma eficácia de 72,51%, enquanto a eficácia do imunizante da CanSino é de 65,28% após 28 dias.

Desse modo, a China aprovou quatro vacinas produzidas pelo país, após a autorização da vacina CoronaVac da Sinovac este mês e de outra da Sinopharm em dezembro.

A China planejava ter vacinado 50 milhões de pessoas até meados de fevereiro. Em 9 de fevereiro, mais de 40 milhões de doses já haviam sido administradas.

“VAI VARRER O MUNDO”, DIZ CIENTISTA SOBRE VARIANTE DO CORONAVÍRUS DO REINO UNIDO

Reprodução/Gov.UK

A chefe do programa de vigilância genética do Reino Unido, Sharon Peacock, disse em entrevista à BBC, nesta quinta-feira (11/2), que a variante do novo coronavírus encontrada pela primeira vez no Reino Unido dominará o país e “com toda probabilidade, vai varrer o mundo”.

A variante B.1.1.7 do novo coronavírus preocupa as autoridades de saúde pelo seu alto poder de transmissão. Ela já foi encontrada em mais de 50 países e especialistas acreditam que ela esteja passando por novas mutações, o que pode ameaçar a vacinação.

“O que é preocupante sobre isso é que a B.1.1.7., variante que temos circulando por algumas semanas e meses, está começando a sofrer alterações novamente e obter novas mutações que podem afetar a maneira como lidamos com o vírus em termos de imunidade e eficácia das vacinas”, disse a diretora executiva e presidente do consórcio Covid-19 Genomics UK (COG-UK, na sigla em inglês).

De acordo com a agência de notícias Reuters, a mutação mais recente foi identificada em Bristol, no sudoeste da Inglaterra. Até o momento, 21 casos de Covid-19 foram relacionados a ela. A variante tem a mutação E484K na proteína spike – responsável por fazer a ligação do vírus com as células humanas –, a mesma relacionada às variantes do Brasil e da África do Sul.

“É preciso ser realista quanto ao fato de que essa mutação específica surgiu em nosso tipo de linhagem agora, pelo menos cinco vezes – cinco vezes diferentes. E isso vai continuar aparecendo”, acrescentou Peacock.

A cientista disse ainda que o trabalho de sequenciamento genético do vírus para identificar novas mutações até que ele seja controlado deve se estender pela próxima década. “Acho que, olhando para o futuro, faremos isso por anos. Ainda faremos isso daqui dez anos, na minha opinião”, completou.

ESTADO DA VIRGÍNIA NOS EUA ACABA COM A PENA DE MORTE

(FOTO REPRODUÇÃO)

Em mais de quatro séculos, calcula-se que 1.390 pessoas tenham sido executadas na Virgínia, mais do que em qualquer outro Estado americano, segundo dados do Death Penalty Information Center (Centro de Informações sobre a Pena de Morte, ou DPIC, na sigla em inglês). O primeiro condenado à morte no que hoje são os Estados Unidos foi executado na Virgínia. Em 1608, os colonos de Jamestown, primeiro assentamento inglês de caráter permanente na América do Norte, executaram por fuzilamento o capitão George Kendall, acusado de espionar para a Espanha.

Na chamada "era moderna" da pena de morte nos EUA, a partir de 1976, quando a prática foi restabelecida depois de ter sido proibida em 1972, o Estado executou 113 pessoas, ficando atrás apenas do Texas

Na sexta-feira (5/2), a Câmara estadual aprovou por 57 votos contra 41 um projeto de lei para acabar com a pena de morte. Proposta semelhante já havia sido aprovada dois dias antes pelo Senado estadual. O governador Ralph Northam, do Partido Democrata, já anunciou que pretende sancionar a lei, o que deve ocorrer até abril. "(A decisão) da Virgínia, o Estado com o maior número de execuções na história americana, de abolir a pena de morte envia uma mensagem clara sobre as tendências de opinião pública e apoio governamental à pena capital neste momento", diz à BBC News Brasil a diretora sênior de pesquisas e projetos especiais do DPIC, Ngozi Ndulue. "É muito significativo que o Esta do mais prolífico em execuções tenha decidido que a pena de morte é desnecessária e que punições alternativas são preferíveis", afirmou.

Na votação no Senado estadual nesta semana, 17 dos 18 republicanos votaram contra a abolição da pena de morte, e um se absteve. Mas a proposta passou com o voto de todos os 21 democratas. Na Câmara, o projeto teve apoio de dois republicanos.

Nos últimos anos, a aplicação da pena de morte vem caindo. A sentença não é imposta na Virgínia desde 2011, e as últimas execuções no Estado ocorreram em 2017. No mês passado, o prisioneiro Corey Johnson foi executado na Virgínia, mas sua pena foi levada adiante pelo governo federal, não pelo Estado. Nos Estados Unidos, execuções federais são reservadas a determinados tipos de crime, que são julgados em tribunais federais. Elas são independentes das execuções estaduais, aplicadas em crimes julgados por tribunais estaduais nos Estados que permitem a prática.

No ano passado, o então presidente Donald Trump decidiu acelerar as execuções federais, que não ocorriam desde desde 2003. Na reta final de seu governo, 13 presos foram executados pelo governo federal. O novo presidente americano, Joe Biden, foi eleito prometendo acabar com a pena de morte federal. Apesar dos esforços do governo Trump, o ano passado registrou não apenas o menor número de novas sentenças de morte na era moderna da pena capital, mas também o menor número de execuções em três décadas. Somente sete pessoas foram executadas pelos Estados em 2020.

A prática já foi abolida em 22 outros Estados além da Virgínia. Em outros 12 Estados, nenhuma execução foi levada adiante em pelo menos 10 anos.

O corredor da morte na Virgínia tem atualmente apenas dois condenados aguardando execução. Anthony Juniper foi sentenciado em 2005 pelo assassinato de quatro pessoas, e Thomas A. Porter recebeu sua sentença em 2007, pela morte de um policial. Com a abolição da pena de morte no Estado, ambos serão poupados, ficando em prisão perpétua.

Cruz Vermelha anuncia plano para vacinar 500 milhões de pessoas contra o coronavírus


A Cruz Vermelha anunciou um plano de 100 milhões de francos suíços (cerca de R$ 600 milhões) para ajudar a imunizar 500 milhões de pessoas vulneráveis. O comunicado foi feito após a falta de acesso dos países pobres às vacinas contra a covid-19 alarmar a sociedade de socorro voluntário.

Um levantamento da Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR) constatou que quase 70% das doses administradas até agora aconteceram nos 50 países mais riscos do mundo. Apenas 0,1% das doses foram administradas nos 50 países mais pobres.

A federação chamou atenção para um detalhe. Se grandes regiões do planeta não tiverem acesso à vacinação, o vírus continuará circulando e sofrendo mutações, situação que pode levar ao desenvolvimento de novas cepas insensíveis aos imunizantes.

Índia inicia exportação de vacinas, mas ignora Brasil

Foto: EPA / Ansa

Vacina manufaturada pelo Instituto Serum, da Índia

 

O governo da Índia divulgou nesta terça-feira um comunicado no qual anuncia o início das exportações de vacinas anti-covid produzidas no país, mas não cita o Brasil entre os destinos dos imunizantes.

Vacina manufaturada pelo Instituto Serum, da Índia

Foto: EPA / Ansa

A nota foi publicada pelo Ministério das Relações Exteriores indiano e diz que o governo recebeu "vários pedidos de fornecimento de vacinas".

"Em resposta a essas solicitações e mantendo o compromisso de usar a produção da Índia para ajudar a luta humanitária contra a pandemia, o fornecimento para Butão, Maldivas, Bangladesh, Nepal, Myanmar e Seychelles vai começar em 20 de janeiro", diz o comunicado.

A chancelaria ainda afirma que aguarda "necessárias liberações regulatórias" do Sri Lanka, do Afeganistão e das Ilhas Maurício. O governo brasileiro já anunciou a importação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford produzidas na Índia, mas Nova Délhi ainda não confirmou a venda.

O Ministério da Saúde chegou a preparar um avião para buscar a carga na Índia e disse que as doses poderiam chegar ainda nesta semana, porém o comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país asiático não cita o Brasil em nenhum momento.

"Tendo em vista as exigências internas, a Índia vai continuar fornecendo vacinas contra a Covid-19 para países parceiros nas próximas semanas e meses, de forma escalonada. Será garantido que os fabricantes locais tenham estoques adequados para atender às necessidades domésticas", acrescenta a nota.

Devido à demora na liberação das 2 milhões de doses da vacina de Oxford pela Índia, o governo federal teve de iniciar o programa nacional de imunização com a CoronaVac, a qual o presidente Jair Bolsonaro sempre tentou desacreditar.

Mutação do coronavírus foi detectada na Dinamarca, Holanda e Austrália, diz OMS


nova mutação do coronavírus, que teria surgido na região metropolitana de Londres, no Reino Unido, também foi identificada na Dinamarca, na Holanda e na Austrália, segundo a líder técnica da OMS (Organização Mundial da Saúde), Maria Van Kerkhove.

Sabemos que essa variante foi identificada também na Dinamarca, na Holanda e houve um caso na Austrália e não se espalhou por lá”, disse.

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Kerkhove confirmou que o Reino Unido detectou a circulação de uma variante do Sars-CoV-2, coronavírus responsável pela covid-19, em setembro. É possível que a nova mutação tenha tornado o vírus 70% mais contagioso, o que aumentaria a RT –a taxa de transmissão do vírus– em até 0,4%. Esse aumento, no entanto, não significa maior letalidade do vírus. No entanto, a técnica da OMS afirmou que a situação é alarmante.

“É preocupante que o vírus esteja se espalhando e tenha tantas mutações”, afirmou. Van Kerkhove enfatizou a importância de se fazer mais sequenciamentos genéticos para detectar a nova mutação em outros lugares.

“Quanto mais tempo esse vírus se espalhar, mais oportunidades ele tem de mudar. Portanto, realmente precisamos fazer tudo o que pudermos agora para evitar a propagação.

Depois de descobrir que 60% dos casos recentemente detectados no Reino Unido foram provocados pela nova cepa, o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, aumentou as restrições impostas à população.

Vários países europeus, como França, Itália, Áustria, Alemanha, Bélgica, Holanda, Irlanda, Luxemburgo, Portugal e Bulgária suspenderam voos e conexões de trem ou navio com o Reino Unido.

A Grécia exigirá quarentena para os viajantes que chegam do país, e a Espanha estuda reforçar o controle de testes RT-PCR, que detectam a doença.

Portugal decreta estado de calamidade e faz restrições contra Covid-19

Após enfrentar alta recorde de casos de Covid-19 na última semana, Portugal endurece medidas de restrição no país que volta ao estado de calamidade – o mais grave antes do estado de emergência.

Entre as medias estão a proibição de reunião de grupos com mais de cinco pessoas. O Governo também informou que vai propor ao Parlamento uma urgência de lei que torna obrigatório o uso de máscaras nas ruas. Até agora, a proteção só era obrigatória em espaços fechados e nos transportes públicos.

O Governo anunciou ainda que a polícia e as autoridades sanitárias vão intensificar as fiscalizações, especialmente quanto as empresas e restaurantes. Os valores de multas no caso de descumprimento das regras subiram e podem chegar a até 10 mil euros (aproximadamente $ 65 mil).

Assim como em vários outros países europeus, Portugal enfrenta uma trajetória de alta nas infecções por Covid-19. Os casos vêm se agravando particularmente desde meados de agosto. Nesta quarta, o país bateu seu recorde de novas infecções diárias desde o início da pandemia: 2.072 pessoas detectadas com o vírus.

Com os novos casos majoritariamente entre jovens, que tem menor propensão a complicações decorrentes da doença, o número de morte permanece relativamente baixo, Até agora, o país registrou 91.193 contaminações e 2.117 mortes, de acordo com o Governo Português. Na foto, uma senhora na Praça Rossio (foto Reuters)

Pacientes na Bélgica e na Holanda foram reinfectados pela Covid-19. O Brasil tem casos em estudos


Um paciente na Holanda e um na Bélgica sofreram uma segunda infecção pelo novo coronavírus (Sars-coV-2), informou nesta terça-feira a rede de TV holandesa NOS . Na segunda-feira pesquisadores de Hong Kong já haviam relatado o caso de um homem que foi reinfectado quatro meses e meio após ter sido declarado livre da Covid-19 . 

Segundo a virologista Marion Koopmans, citada pela emissora, o paciente holandês é uma pessoa idosa e com um sistema imunológico frágil. Koopmans disse que casos em que as pessoas estiveram doentes por um tempo longos, com melhoras e pioras, já eram conhecidos. Mas uma reinfecção autêntica, como na Holanda, Bélgica e Hong  Kong, exige testes genéticos nos vírus em ambas as infecções para analisar se as duas cepas divergem ligeiramente. Para a virologista, reinfecções já eram esperadas.

Já o paciente belga teve sintomas leves, segundo o virologista Marc Van Ranst. Mas, segundo ele, isso não é necessariamente uma boa notícia. Para Ranst, o caso mostra que os anticorpos desenvolvidos pelo paciente durante a primeira contaminação não foram suficientes para prevenir uma nova infecção por uma variante ligeiramente diferente do vírus.  Na avaliação dele, ainda não está claro se esses casos são raros ou se há muitas outras pessoas que podem ter reinfecções após seis ou sete meses.

NO BRASIL

Novos casos de contaminação de Covid-19 são investigados em São Paulo e Rio de Janeiro . Além da primeira reinfecção da Covid-19 em homem em Hong Kong , instituições brasileiras estão investigando 20 possíveis casos de segunda contaminação. As investigações são conduzidas pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Cerca de 16 dos casos suspeitos estão em São Paulo, enquanto os outros quatro são do Rio de Janeiro. Na última semana, o Hospital das Clínicas anunciou que  reservou uma ala de atendimento apenas para pacientes que suspeitam de nova contaminação de Covid-19.

O primeiro caso de reinfecção do novo coronavírus foi reportado pela USP. É o caso da enfermeira de Ribeirão Preto , que afirmou que tornou a ter sintomas 38 dias após supostamente se recuperar.

Cinco dias após sentir mal-estar, febre, dor de garganta, perda de paladar e olfato e dores de cabeça e muscular, ela voltou a testar positivo para Covid-19. Os sintomas ficaram por 12 dias, e ela ainda assim testou positivo novamente.

A nova contaminação de pacientes que já haviam contraído a Covid-19 pode impactar as pesquisas para uma vacina, já que isso pode implicar em pouca criação de anticorpos em algumas pessoas.

Com isso, é possível que apenas uma dose não seja eficaz contra a doença em alguns organismos. Também existe a possibilidade de que, diante de uma mutação, as pesquisas sejam comprometidas

‘Se o vírus circula na comunidade, pode entrar na escola’, diz OMS

Domingos Peixoto / Agência O Globo

 

A líder técnica do programa de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou que a escola está vulnerável ao novo coronavírus. Portanto, a  reabertura de escolas deve ser realizada com cautela e planejamento.
Ela explicou que a escola não está imune à Covid-19 por estar fechada. Mas que se a comunidade ao redor é impactada, logo o ambiente escolar também é.

"Escolas não operam em isolamento. Se o vírus circula na comunidade, há uma possibilidade de que entre na escola", afirmou a especialista.

Segundo ela, entende-se a necessidade de as escolas reabrirem. Contudo, isso deve ser feito de maneira em que todos os presentes estejam protegidos. Logo, as instituições precisam se planejar e fazer adaptações para conseguir retomar as atividades.

No Brasil, o posicionamento sobre o retorno da voltas às aulas é misto. Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB)  adiou o retorno das atividades presenciais para 7 de outubro . Antes, estavam marcadas para 8 de setembro.

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicano), se posicionou diversas vezes sobre a reabertura de escolas . Na ocasião, chegou a afirmar que “crianças são imunes” ao novo coronavírus . No entanto, foi barrado pela Justiça . Caso a ordem seja descumprida, renderá multa de R$ 10 mil por dia.

O prefeito da cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, já reconheceu que pode não ser possível retomar às aulas sem que haja uma vacina primeiro . Ele afirmou ainda que as aulas remotas não são proveitosas, já que aumentam a desigualdade social no município.

Por outro lado, o ex-secretário da gestão de Luiz Henrique Mandetta, Wanderson de Oliveira, afirmou que não se deve esperar vacina para que aulas sejam retomadas . Ele compartilha da fala de Maria, afirmando que é necessário fazer um planejamento de retorno para que se possa retomar a atividade escolar.

A única capital a retomar as aulas presenciais, até o momento, é Manaus, no estado do Amazonas. Na última semana, cerca de 100 mil alunos do ensino público retornaram às atividades presenciais . Mas foram registradas aglomerações e greves de professores.