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Moon Jae-in é eleito novo presidente da Coreia do Sul



O candidato do Partido Democrático da Coreia, Moon Jae-in, foi eleito nesta terça-feira (09/05) o novo presidente sul-coreano, em eleições marcadas após o impeachment de Park Geun-hye, afastada sob suspeitas de corrupção e atualmente presa.
De acordo com o jornal Korea Times, citando uma pesquisa de boca de urna feita pelas três maiores emissoras do país, Moon deve alcançar 41,4% dos votos, contra 23,3% do conservador Hong Joon-pyo e 21,8% de Ahn Cheol-soo, do Partido do Povo.
Em 2012, o centrista Moon havia concorrido contra Park, mas ficou em segundo lugar. Antes de disputar a presidência, cinco anos atrás, o advogado - especialista em casos de direitos civis - havia atuado como chefe da Casa Civil do então presidente Roh Moon-hyun.
Após o caso de corrupção que forçou o impeachment e a detenção preventiva de Park, Moon se comprometeu a aumentar os salários, criar empregos e potencializar as pequenas e médias empresas para reduzir a concentração de riqueza e o poder dos "chaebol" (os grandes conglomerados).
No entanto, ele, que era o favorito nestas eleições, moderou o discurso, ressaltando a importância que estes grandes grupos econômicos têm para a quarta maior economia da Ásia. Isto despertou ceticismo sobre a mudança real que seu governo pode trazer para um país que, com o escândalo da "Rasputina", revelou os podres de sua elite política e empresarial.
Em todo caso, Moon, de 64 anos e a quem alguns tacham de "idealista e politicamente inconsistente", é bem visto entre os eleitores do país asiático por se encaixar perfeitamente no molde dos social-democratas tradicionais sul-coreanos diante das propostas centristas ou mais de esquerda de alguns de seus rivais.
De pais norte-coreanos e nascido no último ano da Guerra da Coreia (1953) em um campo de refugiados da ilha de Geoje, viveu quase toda sua infância na vizinha Busan (segunda maior cidade do país) e depois se tornou um líder estudantil na Universidade Kyunghee de Seul.
Seu papel à frente de numerosas manifestações contra o governo do ditador Park Chung-hee (pai da recém-deposta presidente) o levou à prisão diversas vezes, antes de se formar em direito em 1980.
Em campanha, Moon afirmou ser contra a homossexualidade (tal qual a maioria dos candidatos), palavras que seu partido depois tentou esclarecer, mas que denotam a intensa e generalizada discriminação que pessoas LGBT ainda sofrem no país asiático.

Conselho de Segurança exige que Coréia do Norte país abandone testes

O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta quinta-feira (20/04) o último lançamento de mísseis da Coreia do Norte e exigiu que o país abandone os testes armamentistas imediatamente. A condenação foi feita em um comunicado assinado pelos 15 Estados-membros, e só foi divulgada agora por conta de diferenças entre EUA e Rússia.
O órgão das Nações Unidas classificou como “altamente desestabilizador” o comportamento da Coreia do Norte e disse que o lançamento dos mísseis é um "flagrante e provocador desafio" ao Conselho de Segurança.
O país asiático está proibido de fazer este tipo de teste, considerado pela comunidade internacional como parte do desenvolvimento de seu programa de armas nucleares. O Conselho afirmou que os lançamentos são "ilegais" e "estão aumentado a tensão na região e além".
Além disso, os 15 países afirmaram que estão prontos para impor novas "sanções" a Pyongyang, endurecendo ligeiramente um parágrafo que, em outras ocasiões, falava somente de "medidas suplementares".

Tensão Rússia-EUA
Apesar do acordo final, a negociação do texto foi responsável por um novo capítulo nas tensões entre Estados Unidos e Rússia nas Nações Unidas.
Os EUA propuseram na quarta-feira (19/04) um texto que omitia uma tradicional menção ao "diálogo" no contexto dos esforços internacionais para resolver a situação na península coreana, algo ao que se opôs a Rússia, que pediu a manutenção da linguagem habitual.
A delegação russa criticou hoje que, perante essa solicitação, os EUA decidiram retirar o texto e dizer que Moscou havia "bloqueado" o comunicado.
A embaixadora americana, Nikki Haley, disse, por sua vez, que a Rússia era o único membro que tinha objeções ao texto original, mas quis tirar peso do assunto, destacando que finalmente foi possível pactuar uma declaração.
"Ninguém no Conselho quer ver a Coreia do Norte seguir adiante com nenhum tipo de teste ou ataque e acredito que o comunicado deixa isso muito claro", opinou Haley.

Comando remanescente da Operação Condor ameaça matar brasileiro


   Uma mensagem recém-enviada ao promotor uruguaio Jorge Díaz faz lembrar os tempos da Operação Condor, aquela que uniu ditaduras militares para perseguir, capturar e eliminar dissidentes políticos no Cone Sul. O remetente é o Comando Barneix, um grupo de ultradireita que atua nas trevas, formado por militares e paramilitares vinculados à ditadura uruguaia (1973-1985).
Batizado com o nome do general Pedro Barneix, que se matou no ano passado, quando estava sendo processado pela morte de um militante político em 1974, o comando fez ameaças claras: “O suicídio do general Barneix não ficará impune. Não aceitaremos mais nenhum suicídio devido a processos injustos. Para cada suicídio, de agora em diante, mataremos três escolhidos aleatoriamente da seguinte lista”.
   Da lista elaborada pelo grupo de ultradireita, dez são uruguaios, a começar pelo promotor Jorge Díaz e pelo ministro da Defesa, Jorge Menéndez. Os outros três são estrangeiros: o jurista francês Louis Joinet, a pesquisadora italiana Francesca Lessa e o advogado brasileiro Jair Krischke. Todos os 13 são personalidades vinculadas à defesa dos direitos humanos e do esclarecimento e punição dos crimes das ditaduras no Cone Sul.
   Presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, com sede em Porto Alegre, Krischke incomoda os remanescentes da ditadura uruguaia não apenas pelo forte ativismo no passado. Sua atuação foi decisiva para a extradição do Brasil para a Argentina do coronel reformado uruguaio Manuel Cordero Piacentini, recentemente condenado a 25 anos de prisão devido a crimes cometidos no âmbito da Operação Condor.
   Krischke também vem denunciando a presença no Brasil de outro uruguaio, o coronel Pedro Antonio Mato Narbondo, acusado de dois assassinatos políticos em Buenos Aires. Para o advogado, o Comando Barneix é um grupo que existia e tinha proteção desde os tempos da ditadura. “Eu os chamo de viúvas de Huidobro”, diz Kirschke, referindo-se ao ex-ministro da Defesa Eleuterio Fernández Huidobro, que morreu em agosto de 2016.
   Dono de um arquivo que inclui extensa documentação sobre a ditadura no Uruguai, Kirschke, como os outros citados pelo comando de ultradireita, defendem que o governo do presidente Tabaré Vázquez investigue a fundo a ação do grupo. Pelo sim, pelo não, uma audiência para discutir a ameaça já está marcada com a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Procuradoria de Israel diz ter provas para investigar possíveis crimes de Netanyahu por corrupção

O procurador-geral, Avijai Mandelblit, declarou em comunicado após o interrogatório de três horas realizado nesta segunda-feira (02/01) à noite com o chefe do governo que ele é investigado desde o último dia 10 de julho por "uma longa lista de alegações sobre supostas ofensas relacionadas com a integridade moral".
A investigação e as imagens do comboio da unidade policial Lahav 433 entrando ontem na residência oficial elevaram a tensão política em um país que tem atualmente atrás das grades por corrupção seu primeiro-ministro anterior, Ehud Olmert, e que viu sair da prisão recentemente um ex-presidente, Moshe Katsav, após cumprir uma condenação por assédio sexual.
Em seu comunicado, Mandelblit fez uma apuração de várias suspeitas nas quais se decidiu não seguir adiante com as investigações por não haver indícios suficientes, e deu muito poucos dados sobre o caso dos presentes e favores de empresários, sobre o qual foi realizado um interrogatório após a recomendação do comandante da Unidade de Investigação e Inteligência da Polícia, Meni Yitzhaki.
Entre os casos descartados estão as denúncias de que o apelidado "Bibi" recebeu ilegalmente fundos para sua campanha eleitoral em 2009, a aceitação nessa época de passagens de avião e caros presentes, o duplo financiamento de suas viagens ou supostas irregularidades nas primárias de 2009 de seu partido, o Likud, nas quais foi eleito.
Netanyahu se referiu à exaustiva investigação e afirmou: "após longos anos de perseguição diária contra mim e minha família ontem não provaram nada. Nada. Alguém nos veículos de comunicação deveria desculpar-se pelos milhares de artigos, manchetes e horas de divulgação do 'melhor jornalismo de investigação' que se transformaram em uma coisa sem sentido".
Segundo o jornal Haaretz, o interrogatório se baseou no caso dos presentes, mas há um segundo assunto mais grave do qual, por enquanto, se desconhecem os detalhes.
Os detetives confrontaram Netanyahu com indícios que supostamente mostram que aceitou numerosos presentes (no valor de centenas de milhares de shekels) de empresários com interesses econômicos em Israel e que não informou os mesmos às autoridades, como exige a lei, o que evidencia um possível conflito de interesses.
Uma das testemunhas que teria admitido ter dado alguns presentes é o empresário norte-americano e amigo pessoal de Netanyahu, Ron Lauder, que declarou ter lhe presenteado com um terno e financiado uma viagem de seu filho Yair ao exterior.
A polícia, no entanto, acredita que o valor dos presentes de Lauder é maior do que admite e investiga se foram dados com expectativas de receber algo em troca.
Enquanto isso, o deputado David Amsalem impulsiona uma iniciativa para proibir a investigação de chefes do governo em serviço, que recebeu o apoio do chefe da coalizão governamental, o deputado David Bitan, e da ministra da Justiça, Ayelet Shaked.
Yair Lapid, líder do partido opositor Yesh Atid (que segundo as últimas pesquisas supera o Likud em intenções de voto), advertiu que "se dois primeiros-ministros seguidos caírem por corrupção, será muito difícil restaurar a fé da população no governo".
Além disso, afirmou que, se a investigação se prolongar, Netanyahu terá que renunciar, porque "não pode passar o tempo reunindo-se com seus advogados ao invés de com os chefes do Mossad e do Shin Bet (Inteligência), o chefe do Estado-Maior ou o ministro das Finanças", informou o jornal Yedioth Ahronoth.

5 tradições de Natal do Alentejo

   

   Em terras portuguesas, comemorar o Natal vai muito além da tradicional Missa do Galo. Repleta de paisagens bucólicas, a região do Alentejo, que é a maior do país, mantém vivas as antigas tradições e festeja de maneira especial o feriado cristão. Conheça cinco desses costumes que ainda são usuais para celebrar a data.

O Auto de Natal

   A encenação do Auto de Natal é uma das tradições que os habitantes da cidade de Beja (a 180 km de Lisboa) ainda praticam; as apresentações acontecem desde o Natal até o Dia de Reis (6 de janeiro). O presépio vivo conta toda a história do nascimento de Cristo em versos. Anteriormente, era representada ao ar livre e com duração de até 10h, característica extraída dos tradicionais teatros populares. Hoje, continua longa, mas é representada no salão paroquial.

O Madeiro 

   Os alentejanos iniciam a coleta de pedaços de madeira nas semanas que antecedem a data e os reúnem nas principais praças das aldeias e vilas da região. Na véspera do Natal, dia 24, todo o material recolhido é utilizado para acender uma enorme fogueira que “ilumina o nascimento do menino Jesus” e aquece a noite de inverno. Enquanto ardem as chamas, que podem chegar à altura das igrejas, os moradores aproveitam para relembrar bons momentos e apreciar os vinhos locais.

Presépios e Roncas

   O artesanato em barro é produzido em diversas partes da região alentejana. No período do Natal, os bonecos de barro de Estremoz (a 169 km de Lisboa) dão vida a um dos presépios mais conhecidos do país, exposto na própria cidade. Os artistas criam as peças em um estilo próprio e alegre, com o uso de cores vibrantes e personagens variados. Já em Elvas (a 206 km de Lisboa), os cânticos natalinos são acompanhados pelo curioso som da ronca, tradicional instrumento musical semelhante à cuíca, elaborado com um pote de barro coberto com pele de cabra ou carneiro em um dos bocais e perfurado ao meio por uma vara de madeira. 

Consoada

   Em alguns lugares de Évora (a 132 km de Lisboa), é comum abastecer a despensa com carne de porco para a ceia de Natal. O jantar da véspera, conhecido como Consoada, oferece pratos à base de peixe, como sopa de cação, pescada frita e bacalhau, para simbolizar o antigo preceito de abstinência. Para encerrar este jejum de carne vermelha, a ceia ocorre logo após a Missa do Galo e o cardápio é composto por vários pratos de carne de porco. 

Searinhas do Menino Jesus

   No início de dezembro, os moradores do Alentejo plantam sementinhas de trigo em vasinhos com algodão embebidos em água, que são dedicados ao Menino Jesus. Após germinarem e se transformarem em pequenas searas, as plantas podem ser colocadas junto ao presépio. Segundo a crença local, as mudas postas à mesa da ceia não deixam que nela falte pão. Após o Dia de Reis, as searinhas devem ser transplantadas para a terra.

Funcionários do Itamaraty em Medellín depois de acidente com avião da Chapecoense


O Ministério das Relações Exteriores anunciou, em comunicado divulgado no começo da tarde de terça-feira (29/11), que irá enviar funcionários da embaixada de Bogotá e da sede em Brasília para Medellín, a fim de prestar assistência às vítimas e parentes do acidente com o avião que transportava o time da Chapecoense, que deixou ao menos 75 mortos.
O Itamaraty também anunciou que o Núcleo de Assistência a Brasileiros está disponível para prestar informações relativas ao ocorrido.
O avião que levava o time da Chapecoense sofreu um acidente na madrugada de terça, na Colômbia, com 81 pessoas a bordo, sendo 72 passageiros e nove tripulantes. Entre os jogadores, dirigentes esportivos, jornalistas, convidados e tripulação, quatro pessoas sobreviveram.
O equipamento era um Britsh Aerospace 146, operado pela companhia boliviana Lamia. Informações preliminares dão conta de que a aeronave desapareceu do radar e, momentos depois, se acidentou a cerca de 30 km do aeroporto José María Córdova, que fica localizado na cidade de Ríonegro e serve à cidade de Medellín.
A Embaixada do Brasil em Bogotá está deslocando funcionários a Medellín, chefiados pelo embaixador Julio Bitelli, com o intuito de prestar toda a assistência necessária às vítimas e a seus familiares e de dar apoio ao traslado dos corpos ao Brasil. Funcionários do Itamaraty em Brasília também viajarão a Medellín para reforçar a equipe de apoio.

Batalha para tirar Estado Islâmico de Mosul coloca em risco vida de 2 milhões de civis

Com apoio de ataques aéreos da coalizão liderada por Washington e de instrutores de Teerã, o exército iraquiano e seus aliados estão a cerca de 20 quilômetros da periferia de Mosul, a maior cidade em poder do Estado Islâmico. O “califado” a governa desde 10 de junho de 2014, quando unidades do norte do exército treinado pelos EUA, na maior parte sunitas, derreteram ante a chegada dos jihadistas, entregaram-lhes uma enorme quantidade de armas e equipamentos e parte de seus militares submeteu-se a seu comando. .
Por mais de um ano, a Turquia, integrante da Otan e da coalizão “anti-ISIS” não só permitiu militantes, armas e dinheiro destinados ao Estado Islâmico passarem pela sua fronteira, como negou autorização para ataques ao EI partirem da base de Incirlik, permitiu às tropas fundamentalistas usar seu território para atacar as forças curdas e ativistas pró-curdos e tratou os militantes feridos em seus hospitais. Em 2015, o Estado Islâmico exportava cerca de 3 milhões de dólares por dia em petróleo, vendido a intermediários turcos a preços camaradas e ao menos em parte repassados a rebeldes sírios.
A maré começou a mudar em setembro de 2015, o mês no qual a Rússia iniciou a intervenção direta na guerra civil síria, para a fúria do governo turco. Em novembro, os turcos derrubaram um caça russo que teria momentaneamente cruzado sua fronteira, criando uma ruptura séria entre os dois países.
No domingo 16, tropas turcas e rebeldes sírios pró-ocidentais tomaram Dabiq, povoado controlado pelo EI desde agosto de 2014 que dá nome à principal publicação da organização. Era de importância simbólica como o Vale do Armagedom da apocalíptica batalha final contra os cristãos, segundo profecias acreditadas pela organização.
Agora, pode ter chegado a vez de Mosul, cuja recuperação significaria o mais sério golpe na credibilidade de Al-Baghdadi. Foi em 29 de junho de 2014, logo após a tomada dessa cidade, que proclamou ter criado um Estado Islâmico, em nome do qual reivindicou o título de “califa Ibrahim” e exigiu a submissão de todos os muçulmanos.
Quem sofre com esses jogos, tanto na Síria quanto no Iraque, são os civis. Em Alepo, os sitiados são 300 mil. Em Mosul, podem ser até 2 milhões, inclusive meio milhão de crianças. A União Europeia teme que mais 500 mil refugiados se ponham a caminho de suas fronteiras.
A ONU prepara abrigos para até 400 mil e organizações humanitárias pedem rotas de fuga seguras, mas mesmo que os assediadores as garantam, os jihadistas provavelmente as atacarão, como fizeram em Fallujah e Tikrit.

ONU alerta para catástrofe humanitária por causa da batalha por Mossul

A ofensiva das Forças Armadas do Iraque, com apoio de milícias curdas e da coalizão aérea americana, foi iniciada na última segunda-feira. Estima-se que de 1,2 milhão a 1,5 milhão de pessoas vivam na segunda maior cidade do país, há dois anos sob domínio do EI. Diversos observadores afirmam que a batalha deverá se longa e sangrenta. No primeiro dia dos combates, poucas pessoas conseguiram fugir, mas, segundo Weiss, "esse número subirá dramaticamente à medida em que as forças iraquianas se aproximarem dos arredores da cidade".
O diretor-geral da OIM disse que a ONU teme que, ao tentar fugir da cidade, os moradores não apenas irão se colocar em meio ao fogo cruzado, mas também acabarão sendo usados como "escudos humanos" – prática adotada pelos combatentes do EI.
William Spindler, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), disse que a batalha poderá provocar "uma catástrofe humanitária", mas não especificou quando isso ocorreria. Ele calcula que até 1 milhão de pessoas abandonem a cidade, tornado-se deslocados internos ou refugiados nos países vizinhos.
"Os civis se encontram numa situação de risco extremo", alertou Spindler. O Acnur, segundo ele, teme ainda o uso de armas químicas pelo EI. Apesar de a ONU não ter recebido relatos da utilização desses armamentos, os temores se baseiam em informações da imprensa local de que os jihadistas teriam-nos utilizado próximo a posições das forças curdas peshmerga.
Mardini disse que a Cruz Vermelha deseja manter o diálogo com os dois lados do conflito para obter acesso às áreas de detenção de prisioneiros e assegurar que recebam tratamento adequado. Ele afirmou que a organização não conseguiu estabelecer contato com o EI, mas que é essencial que isso seja feito. "Faremos todo o possível para dialogar com o grupo", disse.

Presidente da Colômbia leva Nobel da Paz



   O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, foi laureado com o Prêmio Nobel da Paz de 2016, anunciou o Comitê Nobel nesta sexta-feira (07/10) em Oslo, na Noruega. Santos foi destacado por seus "esforços resolutos" para alcançar a paz no país após 52 anos de guerra civil, que deixou mais de 200 mil mortos.
   Após mais de cinco anos de negociações, o governo colombiano chegou a um acordo de paz com as as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), assinado no último dia 26 de setembro. A população do país, no entanto, rejeitou o pacto em consulta popular no último domingo. Muitos eleitores viram o acordo como brando demais em relação aos guerrilheiros das Farc. Mesmo assim, Santos continuou mostrando otimismo em relação à paz no país. Nesta quarta-feira, ele se reuniu com líderes da oposição ao acordo e ressaltou que pretende atender as propostas de ajuste ao acordo o máximo possível.
   "A paz na Colômbia está perto e nós vamos alcançar uma paz estável, duradoura e com um apoio mais amplo dos cidadãos", disse Santos.
Para o Comitê Nobel, a rejeição popular ao acordo não significa que o processo de paz tenha morrido. "O povo colombiano não disse 'não à paz', ele disse não a esse acordo em particular", declarou Kaci Kullmann Five, presidente do comitê.
   Apesar da vitória do "não", "Santos aproximou o conflito sangrento de uma solução pacífica". O Nobel da Paz também deve ser visto como "um tributo ao povo colombiano, que, apesar das grandes dificudades e abusos, não perdeu a esperança numa paz justa, e a todas as partes que contribuíram para o processo de paz", declarou Kullmann Five.
Recorde de indicações
   Neste ano, o Comitê do Nobel comunicou que recebeu um número recorde de indicações para o Nobel da Paz: 376, incluindo 228 pessoas e 148 organizações. Além de Santos, entre os cotados estavam a chanceler federal alemã, Angela Merkel, o papa Francisco, o whistleblower Edward Snowden, os moradores de ilhas gregas que ajudaram refugiados, simbolizados na figura do pescador Stratis Valiamos, e o grupo de voluntários Defesa Civil Síria, conhecido por seus capacetes brancos.
Assim como os demais prêmios Nobel, o da Paz tem o valor de 8 milhões de coroas suecas (930 mil dólares). Os laureados também recebem uma medalha e um diploma na cerimônia de entrega dos prêmios no dia 10 de dezembro, aniversário do fundador da premiação, Alfred Nobel, morto em 1896.