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Mais uma igreja católica na China foi derrubada

© Sean SPRAGUE / CIRIC

Com apenas um trator que pôs abaixo a construção de dois andares, o governo de Qianyang, na China, destruiu na semana passada (dia 4 de abril) a única paróquia da cidade, sob a vigilância de um grupo de policiais e à vista de mulheres que choravam e fiéis que assistiam impotentes a mais esta violação a um direito elementar de todo ser humano: a liberdade de pensamento e religião.

Em nota veiculada pela agência Ásia News, o padre Bernardo Cervellera explicou que a paróquia de Qianyang tinha sido criada numa área miserável de Shaanxi graças a esmolas e espórtulas de outras comunidades da diocese e servia a cerca de 2.000 agricultores católicos. O salão para as celebrações litúrgicas ficava no andar superior, enquanto no térreo moravam as religiosas que ofereciam ajuda até mesmo médica e farmacêutica à população carente.

A paróquia pertence à diocese de Fengxiang, que não está inscrita na Associação Patriótica, o órgão do partido comunista chinês encarregado da ingerência na Igreja dentro do país. Analistas consideram que a demolição da paróquia é pura pressão contra a diocese para forçá-la a inscrever-se na Associação Patriótica.

Além disso, a célula comunista que preside o governo de Qianyang é formada por maoístas radicais que tacham a religião de “fantasia a ser erradicada“. Fora do mundo de fantasia dos comunistas, porém, o que de fato deve ser erradicado ali, na vida real, é a miséria da população, vitimada, como de costume, pela hipocritamente denominada “ditadura do proletariado”.