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Praça São Pedro tem agora escultura que retrata drama e desafio da imigração

O Papa Franciscoabençoou no último domingo, no Vaticano, uma esculturaque retrata migrantes de todos os tempos” e cujo propósito é “recordar o desafio evangélico do acolhimento”. A obra do escultorTimothy Schmalz  será colocada na Praça de São Pedro e, segundo o artista, retrata 140 rostos reais de migrantes e refugiados. Em forma de barco, a escultura se inspira na passagem da Carta aos Hebreus que nos pede:  “Não vos esqueçais da hospitalidade, pela qual alguns, sem o saberem, hospedaram anjos” (Hb 13, 2).

Ao falar da obra de arte no final da Missa da Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado, o Papa declarou: “Esta escultura, em bronze e argila, retrata um grupo de migrantes de várias culturas e diferentes períodos históricos. Quis colocar este trabalho artístico aqui na Praça de São Pedro para que recorde a todos o desafio evangélico do acolhimento”.

A migração é um complexo fenômeno que vai muito além do social e que hoje divide fortemente as opiniões na sociedade e na política de diversos países. Governos e cidadãos se veem às voltas com o dilema dramático de acolher pessoas desesperadamente necessitadas de socorro e, ao mesmo tempo, proteger a própria população, cultura, economia e fronteiras diante de um fluxo massivo, descontrolado e insustentável de pessoas que, na maioria, são forçadas a fugir da própria terra, mas entre as quais, também, há aproveitadores de todo tipo.

Além da heterogeneidade das próprias massas de refugiados, há complexas discussões sobrequem e quais interesses podem estar por trás de ondas migratórias artificialmente provocadas.

A polêmica social é particularmente intensa na Itália e nos Estados Unidos, cujos governos têm sido especialmente enérgicos em restringir os acessos, mas também tem se tornado um assunto recorrente em países sul-americanos, como o Brasil, a Colômbia, o Peru, o Equador e o Chile, por causa das proporções extraordinárias do êxodo venezuelano.