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Campanha da Fraternidade: Papa Francisco pede que brasileiros que sejam uma igreja samaritana

(Nelson Almeida/AFP 24/07/2013)

 

Pontífice dirigiu sua tradicional mensagem aos fiéis brasileiros por ocasião do início da Campanha da Fraternidade

 

 “Que a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso”: esses são os votos do papa Francisco aos brasileiros por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade. Este ano, o tema é “Fraternidade e vida, dom e compromisso”, com o lema “Viu e sentiu compaixão e cuidou dele”.

“Alegro-me que, há mais de cinco décadas, a Igreja do Brasil realize, no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade, anunciando a importância de não separar a conversão do serviço aos irmãos e irmãs, sobretudo os mais necessitados”, escreve o Pontífice.
Citando trechos dos Evangelhos de Mateus e Lucas e documentos pontifícios como Laudato Si’ e Evangelii gaudium, Francisco recorda que a superação da globalização da indiferença só será possível se nos dispusermos a imitar o Bom Samaritano.

Esta Parábola nos indica três atitudes fundamentais: ver, sentir compaixão e cuidar. A Quaresma, escreve o Papa, “é um tempo em que a compaixão se concretiza na solidariedade”.

Francisco conclui pedindo a intercessão de Santa Dulce dos Pobres para que a “Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso”.

Confira a mensagem na íntegra:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Iniciamos a Quaresma, tempo forte de oração e conversão em que nos preparamos para celebrar o grande mistério da Ressurreição do Senhor.

Durante quarenta dias, somos convidados a refletir sobre o significado mais profundo da vida, certo de que somente em Cristo e com Cristo encontramos resposta para o mistério do sofrimento e da morte. Não fomos criados para a morte, mas para a vida e a vida em plenitude, a vida eterna (cf. Jo 10,10).

Alegro-me que, há mais de cinco décadas, a Igreja do Brasil realize, no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade, anunciando a importância de não separar a conversão do serviço aos irmãos e irmãs, sobretudo os mais necessitados. Neste ano, o tema da Campanha trata justamente do valor da vida e da nossa responsabilidade de cuidá-la em todas as suas instâncias, pois a vida é dom e compromisso; é presente amoroso de Deus, que devemos continuamente cuidar. De modo particular, diante de tantos sofrimentos que vemos crescer em toda parte, que “provocam os gemidos da irmã terra, que se unem os gemidos dos abandonados do mundo, com um lamento que reclama de nós outro rumo” (Carta Enc. Laudato Si’, 53), somos chamados a ser uma Igreja samaritana (cf. Documento de Aparecida, 26).

Por isso, estejamos certos de que a superação da globalização da indiferença (cf. Exort. Ap. Evangelii gaudium, 54) só será possível se nos dispusermos a imitar o Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). Esta Parábola, que tanto nos inspira a viver melhor o tempo quaresmal, nos indica três atitudes fundamentais: ver, sentir compaixão e cuidar. À semelhança de Deus, que ouve o pedido de socorro dos que sofrem (cf. Sl 34,7), devemos abrir nossos corações e nossas mentes para deixar ressoar em nós o clamor dos irmãos e irmãs necessitados de serem nutridos, vestidos, alojados, visitados (cf. Mt 25, 34-40).

Queridos amigos, a Quaresma é um tempo propício para que, atentos à Palavra de Deus que nos chama à conversão, fortaleçamos em nós a compaixão, nos deixemos interpelar pela dor de quem sofre e não encontra quem o ajude. É um tempo em que a compaixão se concretiza na solidariedade, no cuidado. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7)!

Por intercessão de Santa Dulce dos Pobres, que tive a alegria de canonizar no passado mês de outubro e que foi apresentada pelos Bispos do Brasil como modelo para todos os que veem a dor do próximo, sentem compaixão e cuidam, rogo ao Deus de Misericórdia que a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso.

Envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 26 de fevereiro de 2020

Alemanha: ataque a bares frequentados por imigrantes turcos foi motivado por xenofobia

Foto reprodução


Atentado xenófobo deixou 9 mortos em Hanau, cidade alemã próxima a Frankfurt


Pelo menos nove pessoas morreram na noite desta quarta-feira (19/02) em dois tiroteios na cidade alemã de Hanau, perto de Frankfurt. Segundo a promotoria antiterrorista, o suspeito do ataque é um militante de extrema-direita. Ele foi encontrado morto em sua casa ao lado do corpo de sua mãe, de acordo com as autoridades alemãs.

De acordo com o ministro do Interior da região de Hesse, Peter Beuth, o ataque foi “um ato xenófobo”, provavelmente de extrema direita. O suspeito tinha 43 anos e era titular de uma licença de tiro. A polícia encontrou em seu domicílio um vídeo reivindicando o ataque e uma carta assumindo suas posições ideológicas. No carro usado no ataque, também foram encontradas munições, revistas especializadas e armas de fogo. A informação foi divulgada pelo jornal Bild.

O primeiro ataque aconteceu em bar de narguilé no centro de Hanau, com cerca de 90.000 habitantes. Segundo testemunhas, foram ouvidos cerca de dez tiros. Ele teria deixado o local de carro e, segundo a polícia, foi ao bar Arena, na praça Kurt-Schumacher, no distrito de Kesselstadt. Neste local ocorreu o segundo tiroteio, que deixou vários feridos. Diversas vítimas eram turcas – uma nacionalidade bastante presente na Alemanha. 

“Esperamos que as autoridades alemãs façam o possível para esclarecer o caso. O racismo é um câncer generalizado”, escreveu o porta-voz da Turquia, Ibrahim Kalin, no Twitter.

Alemanha é alvo de ataques

Nos últimos anos, a Alemanha foi alvo de vários ataques de extremistas – um deles deixou12 pessoas mortas em Berlim, em dezembro de 2016. A ameaça de terrorismo de extrema direita preocupa as autoridades do país, principalmente desde o assassinato, em junho do ano passado, do deputado alemão Walter Lübcke, do partido da chanceler Angela Merkel.

Membro da CDU, Lübcke era o encarregado da região administrativa de Kassel, uma subdivisão do governo estadual de Hessen, há dez anos. Em 2015, ele chegou a receber ameaças de morte, depois de defender refugiados.

Na sexta-feira passada, 12 membros de um grupo de extrema direita foram presos. Os investigadores acreditam que eles planejavam ataques em larga escala contra mesquitas, inspirados nos atentados de Christchurch, na Nova Zelândia. Em outubro, um homem ligado à extrema direita tentou atacar uma sinagoga em Halle, na Saxônia-Anhalt.

Como não conseguiu entrar no edifício religioso onde os fiéis haviam se entrincheirado, ele atirou em um pedestre e no cliente de um restaurante de kebab, transmitindo toda a ação ao vivo pela internet. Em Dresden, oito neonazistas foram julgados por quase cinco meses por planejar ataques contra estrangeiros e políticos.

Papa Francisco lançará dia 12 de fevereiro a esperada exortação apostólica sobre a Amazônia

Antoine Mekary | ALETEIA

 

O documento papal será apresentado à imprensa pelo cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo dos Bispos

O papa Francisco divulgará no dia 12 de fevereiro a exortação apostólica “Querida Amazônia”, texto oficial de seu pontificado no qual reúne os pedidos dos bispos dessa imensa região sul-americana, informou o Vaticano no final de semana. O pontífice poderá se pronunciar, entre outras coisas, sobre a controversa proposta de autorizar a ordenação sacerdotal dos chamados “viri probati”, homens casados com uma vida impecável, muitos deles indígenas, para fazer frente à escassez de sacerdotes na região.

O documento papal será apresentado à imprensa pelo cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo dos Bispos, pelo cardeal Michael Czerny, subsecretário da seção de Migrantes e Refugiados do dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, que foi o secretário especial do sínodo da Amazônia. Também haverá o jesuíta Adelson Araújo dos Santos, professor de Espiritualidade da Pontifícia Universidade Gregoriana e a irmã Augusta de Oliveira, vigária geral das Servas de Maria Reparadoras. Foram convidados também Carlos Nobre, Prêmio Nobel da Paz de 2007 e, através de videochamada participará o bispo peruano David Martínez de Aguirre, de Puerto Maldonado.

No total, 184 bispos, a maioria latino-americanos, reunidos em outubro passado no Vaticano para o sínodo sobre a Amazônia, aprovaram um documento pedindo a introdução do “pecado ecológico”, bem como a possibilidade de ordenar sacerdotes casados e contar com mulheres diáconos.

Várias versões da exortação vazaram para a imprensa, entretanto nenhuma é confiável. Deve-se esperar o texto oficial que será distribuído na quarta-feira, 12 de fevereiro.

China usa medicamento desenvolvido em Cuba no combate ao coronavírus


O antiviral cubano Interferón alfa 2B recombinante (IFNrec) é um dos medicamentos utilizados pela China nos tratamentos aplicados aos afetados pela epidemia do coronavírus, que foi primeiro identificado na cidade Wuhan, no leste do país, no final do ano passado. O IFNrec é utilizado também contra infecções virais provocadas pelo HIV, além de também ser usado contra o vírus papiloma humano e as hepatites tipos B e C. Também se mostrou efetivo contra alguns tipos de câncer.

Desde o dia 25 de janeiro, a planta mista ChangHeber, em Changchun, produz o medicamento, que foi um dos 30 escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para o combate ao vírus, segundo o embaixador cubano Carlos Miguel Pereira. A empresa é fruto de uma cooperação entre Cuba e China na matéria de biotecnologia.

O vírus já deixou ao menos 500 mortos no país asiáticos, além de 25 mil infectados, levando Pequim a decretar emergência máxima de saúde em 31 das 34 regiões administrativas do país.

A complexidade da situação epidemiológica levou a Organização Mundial da Saúde a declarar, há pouco mais de uma semana, emergência internacional, com a preocupação de que o vírus se espalhasse para países com sistemas de saúde deficientes.

(*) Com Cubadebate

China inaugura hospital construído em dez dias para atender casos de coronavírus

 

Reprodução - Construção do hospital foi iniciada no dia 25 de janeiro

A China inaugurou nesta segunda-feira (03/02) um hospital em Wuhan construído em caráter de emergência em apenas 10 dias para atender os casos de coronavírus na região considerada o epicentro da epidemia. O centro de Huoshenshan será administrado por 1,4 mil membros do Exército de Libertação Popular aprovados neste domingo (02/01) pelo presidente do país e pela Comissão Militar Central, Xi Jinping. Entre seus funcionários estarão especialistas com experiência na luta contra a epidemia da síndrome respiratória aguda grave (SARS) e ebola.

A construção do hospital foi iniciada no dia 25 de janeiro e abrange uma área de 34 mil metros quadrados com capacidade para atender cerca mil pessoas. Nesta quinta-feira (06/02), um segundo hospital semelhante também deve iniciar as operações em Wuhan, enquanto na capital  Pequim, na Região Autônoma de Guangxi Zhuang e na cidade de Guiyang também foram instalados centros especializados em doenças respiratórias.

O número de mortes causadas pelo coronavírus na China aumentou para 361, de acordo com o relatório da Comissão Nacional de Saúde do país asiático divulgado na noite deste domingo (2). Foram 2.829 casos e 57 mortes confirmadas nas últimas 24 horas, os maiores números já registrados em apenas um dia desde o início do surto da doença.

Além das 361 mortes, o número total de pacientes contaminados na China até agora chega a 17.205. Fora da China, são 146 infecções distribuídas em 23 países euma morte, nas Filipinas.

No Brasil, o Ministério da Saúde monitora 16 casos suspeitos, sendo 8 em São Paulo, 4 no Rio Grande do Sul, 2 em Santa Catarina, 1 no Rio de Janeiro e 1 no Ceará.

China coloca duas cidades em quarentena para impedir propagação de novo coronavírus

National Health Comission os China

 

Inicialmente, a cidade chinesa de Wuhan e sua região metropolitana foram isoladas do resto do mundo a partir desta quinta-feira (23/01). Em seguida, a China decidiu colocar também em quarentena Huanggang, devido aos riscos de propagação do coronavírus, que surgiu em dezembro passado. Desde então, o vírus que provoca pneumonia, se propagou atingindo também outros países da região e até os Estados Unidos. Até o momento, 17 pessoas morreram e mais de 500 casos foram detectados na China.

Nenhum trem ou avião pode sair ou chegar em Wuhan. Metrópole de 11 milhões de habitantes onde o primeiro caso do vírus foi detectado. Mesmo cenário em Huanggang, cidade de 7,5 milhões de moradores, que também tem vários casos registrados da doença.

Em Wuhan a aflição da população é grande, mas todos os moradores conhecem de cor os sintomas da misteriosa doença que atacam os pulmões: febre e problemas respiratórios. O novo vírus surgiu há um mês no bairro de Hankou que passou a ser associado à doença e enfrenta agora um novo mal: o medo.

Além dos aviões e trens, todos os transportes públicos – ônibus e metrôs – foram suspensos na capital da província de Hebei, no sudeste do país. As festividades do Ano Novo Chinês, que começariam nesta sexta-feira (24/01), foram canceladas.

Cercado por grades vermelhas e vigiado 24h por dia, o mercado de frutos do mar de Hankou, onde o vírus teria surgido, está totalmente isolado desde o início da epidemia. Nesta semana, outros mercados da cidade também foram fechados.

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, considera que as medidas tomadas pela China vão diminuir os riscos de contaminação mundial. Segundo ele, a OMS ainda não decidiu se o surto provocado pelo vírus na China, que se estendeu para outros países, constitui uma emergência internacional. O comitê de especialistas da Organização se reúne novamente nesta quinta-feira para debater a questão.

Libertado, gravemente ferido, um dos 4 seminaristas sequestrados na Nigéria

Foi libertado no domingo, 19, um dos quatro seminaristas que haviam sido sequestrados na Nigéria no dia 8 de janeiro. Segundo a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN, pela sigla em inglês usada mundialmente), o jovem foi deixado numa estrada entre Kaduna e Abuja:

“Um dos seminaristas foi libertado. Ontem à tarde, ele foi encontrado à beira da estrada. Já estava gravemente machucado antes de ser sequestrado e sua situação se tornou dramática. Foi por isso que os sequestradores o soltaram”.

A Conferência Episcopal regional da África Ocidental continua agindo em coordenação com a polícia nigeriana pela libertação dos outros três seminaristas que continuam reféns.

O caso

Na semana passada, a Conferência Episcopal da Nigéria pediu orações pela libertação de 4 seminaristas sequestrados no norte do país por um bando armado. Os bandidos invadiram na noite de 8 de janeiro o seminário em que vivem 268 estudantes e, no sábado, 11, entraram em contato com as famílias, mas não pediram resgate.

Embora isto pareça inusual em se tratando de um sequestro, é uma estratégia comum do grupo fanático islâmico Boko Haram: os sanguinários terroristas, aliados do Estado Islâmico na África Ocidental, têm multiplicado os sequestros de cristãos, especialmente de sacerdotes, para intensificar o pânico entre os seguidores de Cristo e, gradualmente, “eliminar do mapa” a presença cristã. Um dos objetivos declarados do bando é a criação de um Estado teocrático islâmico baseado na sharia.

 

Irã reconhece ter derrubado avião de passageiros ucraniano por "erro humano"


Local da queda do Boeing 737 nos arredores do Aeroporto Internacional Imã Khomeini na capital iraniana, Teerã. (Foto © SPUTNIK / MAZYAR ASADI)

O Irã anunciou neste sábado que seu Exército "abateu involuntariamente" um avião de passageiros ucraniano, o que causou a morte das 176 pessoas que viajam nele. A declaração feita pela TV estatal atribui o episódio a um "erro humano". A mesma mensagem destaca que as partes responsáveis serão responsabilizadas. De acordo com o mesmo comunicado, o avião civil voava próximo a um posto sensível do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e acabou sendo confundido com uma possível ameaça.

Em sua página no Twitter, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, declarou que a tragédia é culpa pela crise iniciada pelo "aventureirismo dos EUA" -  "Um dia triste. Conclusões preliminares da investigação interna das Forças Armadas: O erro humano em tempos de crise causado pelo aventureirismo dos EUA levou ao desastre. Nossos profundos arrependimentos, desculpas e condolências ao nosso povo, às famílias de todas as vítimas e a outros afetados".

O avião, um Boeing 737 operado pela Ukrainian International Airlines, caiu nos arredores de Teerã durante a decolagem algumas horas depois que o Irã lançou uma série de mísseis contra forças americanas estacionadas em bases militares no Iraque. O avião, que que tinha como destino final a capital ucraniana de Kiev, transportava 167 passageiros e nove tripulantes de vários países, incluindo 82 iranianos, pelo menos 57 canadenses e 11 ucranianos, segundo as autoridades.

Putin e Xi Jinping inauguram viaduto entre Rússia e China

Xi Jinping participou da inauguração por video conferência

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, inauguraram nesta segunda-feira (02/12) o primeiro grande gasoduto entre os dois países. Chamado "Poder da Sibéria", o ramal tem 3 mil quilômetros de extensão e transportará gás dos centros de produção de Irkutsk e Yakutia ao extremo-oriente da Rússia e à fronteira com a China.

O gasoduto foi construído pela estatal russa Gazprom e fornecerá ao gigante asiático cerca de 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano pelas próximas três décadas.

"Essa etapa leva a parceria estratégica russo-chinesa a um nível completamente novo e nos aproxima do objetivo de elevar o intercâmbio comercial a US$ 200 bilhões por ano até 2024", disse Putin durante videoconferência em Sochi, enquanto Xi estava em Pequim.

Com relações conturbadas com Estados Unidos e União Europeia, a Rússia tenta fortalecer seus laços com a China e levar sua vasta produção de gás natural para o maior consumidor de energia do planeta.

O acordo com Pequim foi assinado em março de 2014, em meio às sanções europeias e norte-americanas por conta da anexação da península ucraniana da Crimeia por Moscou.

"Esse projeto é um símbolo da importância da cooperação China-Rússia", reforçou Xi, acrescentando que o gasoduto será um vetor de desenvolvimento econômico e social para as regiões interessadas.