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Rússia bloqueia na ONU resolução de cessar-fogo na Síria

Plenário do Conselho de Segurança na ONU: Rússia bloqueou texto sobre cessar-fogo na Síria - Wikimedia Commons

As autoridades da Rússia se pronunciaram nesta quinta-feira (22/02) contra a resolução proposta no Conselho de Segurança da ONU que prevê uma trégua de 30 dias na Síria - a medida era apoiada pelos Estados Unidos. Durante a reunião, o embaixador russo nas Nações Unidas, Vasyl Nebenzia, deixou claro que o governo de Vladimir Putin vetaria o texto se ele fosse submetido à votação como queriam seus impulsores, Suécia e Kuwait. Diante do impasse, não houve votação."Os patrocinadores sabem perfeitamente que não há acordo [sobre a resolução]", disse Nebenzia, insistindo que não recebeu explicações sobre as "garantias" de que a trégua seria respeitada. Para ele, o cessar-fogo é mais uma medida "populista" e "afastada da realidade". O embaixador russo ainda defendeu a ofensiva governamental síria sobre Ghouta Oriental, dadas as ações de grupos jihadistas como a Frente Al Nusra.

O número de civis mortos nos bombardeios governamentais no Ghouta Oriental, perto de Damasco, aumentou para cerca de 400 desde o último domingo (18/02), revelou o Observatório Nacional dos Direitos Humanos na Síria, afirmando que entre as vítimas há pelo menos 94 menores, incluindo crianças e adolescentes. De acordo com a ONG, 21 civis foram mortos nos bombardeios desta quinta, sendo 13 deles na cidade de Duma, a cerca de 15 quilômetros da capital.

Enquanto isso, 13 outros civis, incluindo três crianças, morreram em novos bombardeios pelas forças do governo sírio na região de Ghouta, controlada por grupos rebeldes. As vítimas desta quinta-feira se somam às 346 mortes e 878 feridos registrados pela ONU nas últimas duas semanas, uma vez que as forças governamentais intensificaram os bombardeios aéreos e de artilharia aparentemente em preparação para uma ofensiva terrestre.

Na mesma região existem cerca de 400 mil civis, que precisam de comida, água e remédios. A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) disse que, em apenas três dias, 13 hospitais e instalações de saúde foram afetados, danificados ou destruídos. Além disso, o MSF também enfatizou que "as estruturas apoiadas pela organização concluíram completamente os estoques de bolsas de sangue intravenosa, anestésicos e antibióticos, fundamentais para as principais intervenções cirúrgicas". 

 

Bombardeios do regime sírio deixam ao menos 250 mortos desde domingo


Pelo menos 250 civis, entre eles dezenas de crianças, morreram desde domingo nos violentos bombardeios das forças do regime sírio contra o reduto rebelde de Guta Oriental, perto de Damasco, apesar dos pedidos da ONU para que se dê fim a “esse sofrimento sem sentido”.

O balanço da ofensiva, prévia a um ataque terrestre contra esta região próxima de Damasco, o último reduto no país dos opositores ao regime do presidente Bashar Al Assad, superou uma centena de civis mortos apenas nesta terça-feira, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). A ONG informou que o hospital de Arbin foi bombardeado duas vezes pelos russos – no que seria o sétimo caso em dois dias. De acordo com o OSDH, essa é a primeira vez em três meses que a Rússia faz ataques a Guta Oriental, uma região até o ano passado chamada de “zona de distensão”. Um fotógrafo da AFP viu um caça-bombardeiro russo Sukhoi Su-34 sobrevoar Arbin.

A ONU informou que seis hospitais foram atacados nas últimas 48 horas em Guta Oriental, e que três ficaram desativados. “Estou chocado e entristecido pelas informações de ataques horríveis contra seis hospitais de Guta Oriental durante as últimas 48 horas”, disse Panos Moumtzis, coordenador regional do escritório de Assuntos Humanitários para a crise síria nas Nações Unidas. “Nenhuma palavra pode fazer justiça às crianças assassinadas, a suas mães, a seus pais e a seus entes queridos”, reagiu o UNICEF em comunicado publicado na terça-feira. Contudo, a oposição síria no exílio denunciou uma guerra de extermínio e o silêncio total ante os crimes do regime Assad na guerra, que começou há quase sete anos.

Estados Unidos e França manifestaram preocupação com a escalada da violência na Síria. Em Paris, o chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves le Drian, alertou que “a situação na Síria se degrada consideravelmente” e “se não houver nenhum elemento novo, nós caminhamos rumo a um cataclisma humanitário”.

O jornal sírio Al Watan, próximo ao regime de Assad, reportou na terça-feira que os ataques aéreos em Guta “são um prelúdio de uma operação [terrestre] de larga escala, que pode começar a qualquer momento”.

Sobreviventes de massacre lideram campanha antiarmas nos EUA


   (Reuters/J. Drake)

Estudantes sobreviventes do massacre na escola secundária de Parkland, no estado americano da Flórida, onde na semana passada um ex-aluno matou 17 pessoas a tiros, esperam se tornar o rosto do movimento pelo controle de armas. Em entrevistas às emissorasNBC eCNN, estudantes anunciaram a realização de uma marcha nacional e um acampamento em Washington para exigir um maior controle no acesso a armas. A marcha está sendo difundida pela internet por meio do movimento Never Again (nunca mais).

Vários estudantes criticaram o presidente dos EUA, Donald Trump, cuja eleição foi fortemente apoiada pela Associação Nacional do Rifle (NRA), que capitaneia o lobby armamentista, e teve uma plataforma que se opõe ao controle de armas. O direito de posse de arma de fogo é protegido pela Segunda Emenda da Constituição.

Um dos estudantes da escola da Florida acusou Trump de fomentar uma divisão entre os americanos sobre a questão do controle de venda e posse de armas.

"Você é o presidente. A sua função é manter o país unido e não dividir as pessoas", disse David Hogg, de 17 anos, ao programaMeet the Press, da NBC. "Como se atreve? As crianças estão morrendo, e o sangue delas está em suas mãos. Por favor, é preciso agir", acrescentou.

Emma González, estudante sobrevivente do ataque, deu um discurso acalorado num protesto realizado no domingo e mencionou os 30 milhões de dólares em despesas da NRA para a campanha presidencial de Trump. González citou Trump, o senador da Flórida, Marco Rubio, além do governador do estado, Rick Scott – todos republicanos – num aviso aos políticos apoiados pela NRA. "Agora é a hora de se colocarem do lado certo, porque isso não é algo que vamos deixar varrer debaixo do tapete", avisou González.

A marcha e o início do acampamento em Washington estão agendados para 24 de março.

O  jovem Nikolas Cruz matou a tiros 14 estudantes e três professores na escola secundária de Parkland com um fuzil de assalto AR-15, além de ferir outras 14 pessoas. Cruz, um jovem órfão com poucos amigos, obcecado por armas e que se gabava por matar animais, havia sido expulso da escola no ano passado por problemas disciplinares.

Projeto Copa da Cultura

Lobo Zabivaka, mascote da Copa do Mundo de 2018 (Imagem de NazionaleCalciovia Flickr.com sob licença creative commons)

Parceria entre o Prof. Tiago José Berg, egresso do curso de Geografia do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp de Rio Claro e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), e a Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI) da Unesp vai criar uma plataforma com texto, podcasts e vídeos com informações sobre os hinos e as bandeiras dos 32 países que participam da Copa do Mundo de Futebol da Rússia.

Tiago Berg é graduado em Geografia UNESP nas modalidades licenciatura (2005) e bacharelado (2006); tem Mestrado e Doutorado, dois livros publicados e é membro associado da North American Vexillological Association (NAVA), entidade de reconhecimento internacional no estudo das bandeiras (2011) e membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (2014). Atualmente, é docente efetivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) - Campus Capivari.

 

MASCOTE

O mascote da Copa do Mundo na Rússia é um lobo que recebeu o nome de Zabivaka, e pode ser traduzida como “pequeno goleador”. O mascote está vestido em cores azuis, branco e vermelho, as mesmas do uniforme da seleção do país, porém, leva no rosto óculos de proteção para esquiar, diante disso a designer esclareceu que não são óculos de esqui, mas óculos esportivos.

Outro detalhe sobre este lobo é que foi muito barato a quantia que a FIFA pagou a autora pelos direitos sobre o uso do mascote - foram apenas de 500 dólares americanos, uma quantidade insignificante em comparação com os US$ 100 milhões pagos ao seu antecessor, o Tatu Fuleko, ou os 30 milhões pagos ao galo Futix da Copa da França 98. Além disso, os ganhos relativos ao material publicitário da mascote vão diretamente para a FIFA e não redundarão em nenhum benefício a jovem designer.

O primeiro Sínodo da história preparado a partir das redes sociais

O Sínodo dos Bispos que a Igreja Católica viverá em outubro de 2018 sobre os jovens será precedido por um diálogo global graças às redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram. Pela primeira vez na história, a Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, seguindo as orientações do Papa Francisco, anunciou a sua presença nas redes sociais para abrir um diálogo global sobre o tema do Sínodo: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

A Secretaria Geral do Sínodo informou que os perfis nas redes sociais vinculados a “Synod2018” serão abertos como um espaço de interação e informação sobre os trabalhos preparatórios do Sínodo dos jovens. Assim, acaba de ser lançada oficialmente a hashtag #Synod2018para todos os idiomas.

As atividades de preparação à assembleia sinodal têm como ponto de referência o portal youth.synod2018.va, onde há um questionário online endereçado a todos os jovens do mundo. As redes sociais serão ainda um instrumento decisivo para se comunicar com cerca de 300 jovens do mundo que o Papa Francisco convocou para participar do pré-sínodo, neste mês de março, em Roma.

Por vontade do Papa, haverá, além dos jovens católicos, representantes de outras confissões cristãs e religiões. “Devemos escutar os jovens”, disse o Papa Francisco em uma de suas intervenções preparatórias do Sínodo. “Por isso, as conclusões da reunião de março serão transmitidas aos padres sinodais”.

Eis os canais para participar da preparação do Sínodo sobre os jovens.

Facebook:https://www.facebook.com/synod2018

Twitter:https://twitter.com/synod2018

Instagram:https://www.instagram.com/synod2018/

Questionário:https://survey-synod2018.glauco.it/limesurvey/index.php/147718

 

Avião cai no Irã com 66 pessoas a bordo


Um avião da empresa Aseman Airlines caiu na manhã deste domingo (18) com 66 pessoas a bordo. A aeronave deixou Teerã com destino à cidade de Yasuj, no sudoeste do Irã, e caiu na região central do país, a cerca de 120 quilômetros de Semirom, segundo informou a agência Reuters. Havia 66 pessoas a bordo e, de acordo com autoridades iranianas, ninguém sobreviveu ao acidente, informou a agência de notícias ISNA , que cita o porta-voz de emergência do Irã , Mojtaba Khaledi. O voo saiu do aeroporto de Mehrabad por volta das 7h55 locais (1h55 em Brasília) e desapareceu dos radares pouco depois.  

Entre as 66 pessoas a bordo, havia 60 passageiros, dois membros da tripulação, dois pilotos e dois membros das forças de segurança do país. De acordo com a rede de TV americana  CNN,  ao menos vinte equipes de resgate foram encaminhadas para a região onde a aeronave teria caído, sendo que um helicóptero que prestava socorro teve de retornar devido ao mau tempo na região do acidente.

Segundo o jornal The Guardian, alguns moradores locais teriam afirmado ouvir um estrondo, embora ninguém tenha encontrado o exato local da queda ainda, de acordo com uma TV estatal.

A aeronave de modelo ATR-72 da Aseman Airlines é um turbopropulsor gêmeo, geralmente utilizado para voos regionais de curta distância. 

O fabricante europeu de aviões ATR, uma parceria em Toulouse da Airbus e a italiana Leonardo SpA, disse que "não tinha informações imediatas sobre o acidente". 

Com sanções internacionais atingindo o país há décadas, a frota iraniana de aeronaves comerciais envelheceu, com acidentes aéreos ocorrendo regularmente nos últimos anos. Após o acordo nuclear de 2015 com as potências mundiais, o Irã assinou acordos com a Airbus e com a Boeing para comprar dezenas de aviões de passageiros no valor de dezenas de bilhões de dólares.

Trump ordena a Pentágono que prepare desfile militar em Washington

 

(foto 

 

Flickr/White House)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Pentágono e à Casa Branca a organização de uma parada militar em Washington semelhante ao desfile que acontece em Paris, por ocasião do aniversário da queda da Bastilha.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (07/02) pelo jornalThe Washington Post, que justificativa a decisão como uma demonstração do poder norte-americano, além de ser uma forma de ressaltar seu papel de comandante-em-chefe das Forças Armadas. Segundo a assessora de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, o pedido foi feito aos oficiais, que estão em busca de uma data para a realização do evento.

“O presidente Trump apoia incondicionalmente os militares que arriscam suas vidas todos os dias para manter o nosso país seguro. Ele pediu ao Departamento de Defesa que encontre uma data para que todos os norte-americanos possam celebrar seu apreço" aos militares, explicou Sanders. Por sua vez, o Pentágono confirmou que está "em processo de determinar detalhes específicos" sobre o evento.

A revelação do jornal norte-americano provocou diversas críticas entre os políticos. "Que forma mais absurda de desperdiçar dinheiro! Trump parece mais um ditador que um presidente. Os norte-americanos merecem algo melhor", criticou o democrata Kim McGovern.

Em julho do ano passado, o magnata participou, junto com o presidente Emmanuel Macron, do desfile militar na Champs-Elysees de Paris como parte dos atos pela festa nacional francesa. Na ocasião, Trump não escondeu sua vontade de presidir uma cerimônia similar nos Estados Unidos. A última parada militar nacional do país aconteceu em 1991, sob o governo de George Bush pai

Inédito na história: Vaticano vai à Olimpíada de Inverno da Coréia do Sul

Convidado peloComitê Olímpico Internacional (COI), o Vaticanoserá representado nosJogos Olímpicos de Inverno pela primeira vez na história. Além de participarem da cerimônia de abertura emPyeongchang, na Coreia do Sul, neste próximo dia 9 de fevereiro, os representantes da Santa Sé já  estão assistindo, também, à assembleia do COI, na qualidade de observadores.

Portanto, calma: ainda não é desta vez que você vai ver monsenhores, cardeais, padres e freiras inscritos em equipes amarelo-e-branco de bobsled, hóquei no gelo ou esqui alpino, conquistando medalhas e subindo ao pódio sob os acordes do hino pontifício. Será uma presença de paz.

Se abandeira vaticanaserá içada numa edição dos Jogos Olímpicos pela primeira vez na história, e a convite do próprio COI, é porque há uma razão que não tem nada de trivial. A poucos quilômetros de Pyeongchang fica afronteira mais militarizada do mundo: a que separa o único povo coreano em duas Coreias estruturadas em Estados completamente diferentes.

Mons. Melchor Sánchez de Toca, subsecretário do Conselho Pontifício para a Cultura, vê neste convite um “valor simbólico para a paz”. Segundo ele, a muito divulgada presença de atletas norte-coreanas na equipe feminina de hóquei na Coreia do Sul é “uma trégua olímpica que nos permite esperar um mundo sem guerras”.

Athletica Vaticana

Como forma de agradecimento por um convite de tanta significância na geopolítica desta época, mons. Sánchez de Toca oferecerá ao presidente do COI uma camiseta daAthletica Vaticana, a equipe de atletismo da Santa Sé, criada em setembro de 2017. A equipe reúne cerca de 30 leigos e prelados que decidiram compartilhar a sua paixão pelo atletismo.

Esporte e Santa Sé

Não seria nada de outro mundo assistir a eventos esportivos protagonizados por equipes de padres e seminaristas. O próprio Vaticano tem o seu campeonato oficial de futebol: a Clericus Cup, ou Campeonato Mundial Pontifício, que, na sua 11ª edição, no ano passado, reuniu 404 padres de 66 nacionalidades em 18 times. Trata-se de uma iniciativa de integração e convivência fraterna entre os sacerdotes e seminaristas que estudam em Roma.

Além disso, abundam iniciativas pastorais que envolvem esporte e vida cristã. É o caso, por exemplo, do projeto “Desafie o Padre“, que tem feito sucesso no Brasil e no exterior ao unir evangelização, atividade física saudável e uma boa dose de simpatia.

Desafie o Padre” ... no futebol! Quem ganhar, reza pelo outro!

Israel inicia processo de deportação de africanos

Na foto, Imigrantes de Eritreia em Israel (alliance/Keystone/O. Weiken)

O governo israelense começou neste domingo (04/02) a entregar cartas a dezenas de milhares de imigrantes do Sudão e da Eritreia, ordenando-lhes que deixem o país dentro de 60 dias. Cada afetado receberá um apoio financeiro de 3.500 dólares e a passagem de avião.Esse é o primeiro passo do criticado plano, aprovado em janeiro pelo governo e que afeta entre 35 mil e 40 mil imigrantes. Eles serão enviados para seu país de origem ou para um terceiro país – provavelmente Ruanda. Quem se recusar será preso.

A maioria dos imigrantes africanos entrou clandestinamente no país pela fronteira egípcia do Sinai. O governo israelense, porém, construiu um muro que agora separa ambos os territórios. Segundo a ONG Hotline para Refugiados e Migrantes, cerca de 12 mil pessoas solicitaram refúgio ao chegar ao país desde 2013, mas 7 mil solicitações foram negadas, apenas 11 foram aprovadas e as demais ainda estão sendo processadas.

Atualmente, 37 mil eritreus e sudaneses residem em Israel, segundo a ONG, que explicou que por enquanto, as famílias, as pessoas com vulnerabilidade, os menores de idade e os idosos ficam excluídos do plano.

Dezenas de imigrantes reclusos em um centro de detenção em Holot, no sul do país, já receberam cartas com ordens para abandonar Israel. A eles foi apresentada a opção de voltar ao seu país ou viajar a Ruanda se não quiserem ser presos indefinidamente, segundo o jornal Haaretz.

A nova política do governo para imigrantes africanos foi condenada publicamente por personalidades, coletivos de rabinos, escritores, acadêmicos, médicos e sobreviventes do Holocausto, que enviaram cartas às autoridades israelenses solicitando sua anulação, e por pilotos, que dizem se negar a pilotar os aviões com deportados. Eles dizem que as deportações ferem a ética e a imagem de Israel como um país que protege refugiados.

Na sexta-feira passada, um grupo de acadêmicos especializados em direito internacional declarou em um documento que o plano do governo viola as leis internacionais de direitos humanos, a jurisdição internacional sobre o estatuto do refugiado e o princípio de não devolução, e pediram à procuradoria que se oponha a ele.