Qui04022020

Last update04:33:39 PM

 


Back Você está aqui: Home Mundo

Mundo

Mais uma governadora sanciona lei contra o aborto

 

Lei de Proteção da Vida Humana do Alabama (HB314), que proíbe o aborto  em quase todas as circunstâncias naquele Estado norte-americano – “quase” porque o aborto ainda permaneceria legal em caso de grave risco de morte da gestante, foram sancionadas. As punições para quem praticar aborto ilegal serão aplicadas aos médicos, não às mães.

Kay Ivey, a governadora, declarou: “Hoje sancionei a Lei de Proteção da Vida Humana do Alabama, um projeto de lei que foi aprovado por maioria absoluta em ambas as casas do Legislativo. Para muitos dos que aprovam este projeto de lei, é um testemunho poderoso da convicção, profundamente arraigada nos cidadãos do Alabama, de que toda vida é preciosa e de que toda vida é um dom sagrado de Deus”.

Ivey aproveitou para saudar “os autores do projeto de lei, a deputada Terri Collins e o senador Clyde Chambliss, pela sólida liderança nesta importante questão“.

Além de desafiar a decisão da Suprema Corte que legalizou o aborto nos Estados Unidos em 1973 a partir do famoso caso “Roe versus Wade“, a nova lei do Alabama se junta a iniciativas já efetivadas em outros Estados do país, como a Geórgia, que também restringiu em dias recentes a prática do aborto.

Google corta laços com Huawei em meio a guerra comercial entre EUA e China

O gigante norte-americano de tecnologia Google, cujo sistema operacional Android está instalado smartphones do mundo todo, começará a suspender suas relações com a fabricante chinesa Huawei, informaram fontes locais citadas pela agência Reuters. A medida vem em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e China e é uma consequência da decisão do presidente Donald Trump de incluir a Huawei em uma "lista negra", vetando seu uso por motivos de segurança nacional e dificultando que a companhia chinesa adquira componentes nos EUA para fabricar os aparelhos.

Como efeito do rompimento com o Google, a Huawei deve perder parcialmente a licença para as atualizações do sistema operativo Android.

De acordo com a agência de notíciasBloomberg, além do Google, outras companhias, como Intel, Qualcomm e Broadcom também devem se desligar da Huawei.

Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, disse que o país apoia suas empresas, inclusive "por vias legais para defender seus direitos legítimos". Já a Huawei anunciou que continuará "fornecendo as atualizações de segurança e os serviços pós-venda a todos os smartphones e tablets Huawei e Honor, tanto no mercado chinês quanto globalmente".

"A Huawei deu uma contribuição substancial ao desenvolvimento e ao crescimento do Android em todo o mundo. Como um dos principais parceiros globais do Android, trabalhamos de maneira estreita com sua plataformaopen source para desenvolver um ecossistema que trouxe benefícios tanto para os usuários quanto para a indústria. Continuaremos construindo um ecossistema de software seguro e sustentável", garantiu a empresa chinesa.

Um porta-voz do Google também informou que a empresa está "avaliando as repercussões" e que garantirá o funcionamento dos sistemas para os atuais usuários. "Para os usuários dos nossos serviços e Google Play, continuarão funcionando nos dispositivos da Huawei existentes".

Polícia invade embaixada da Venezuela em Washington


A polícia de Washington invadiu nesta quinta-feira (16/05) a embaixada da Venezuela nos EUA que estava ocupada por ativistas para impedir que o enviado do deputado de direita Juan Guaidó, autoproclamado presidente venezuelano, assumisse o posto de embaixador. 

Pelo Twitter, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, condenou a atitude do governo norte-americano e afirmou que os EUA "descumprem suas obrigações da Convenção de Viena e violam os direitos humanos dos ativistas que tem protegido nossa embaixada com nossa autorização".

O ministro das Relações Exteriores se refere ao artigo 22 da Convenção de Viena que prevê que locais de missão diplomática não podem receber agentes de segurança locais sem autorização do Estado em questão.

Arreaza ainda disse que "a moral" dos ativistas é "mais poderosa que a força repressiva" da polícia e que Caracas aguarda para avaliar suas respostas baseadas no direito internacional.

Pela manhã, uma das fundadoras do movimento Code Pink, Medea Benjamin, que estava dentro do prédio da embaixada, denunciou a entrada da polícia na embaixada. "A polícia invade a embaixada da Venezuela para prender ilegalmente o Coletivo de Proteção de Embaixadas violando a Convenção de Viena; rompendo o Direito Internacional", disse a ativista pelo Twitter.

A ocupação se iniciou para impedir que Carlos Vecchio, apontado pelo deputado de direita Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, assumisse o cargo de embaixador do país nos EUA.

Desde que se iniciaram as manifestações na embaixada, grupos a favor de Guaidó, se concentraram do lado de fora do edifício e chegaram a protagonizar atos violentos para impedir o abastecimento de comida no prédio.

As autoridades norte-americanas já cortaram a energia e a água da embaixada, que estava vazia desde que o governo de Nicolás Maduro rompeu relações com Washington, no dia 23 de janeiro, após Guaidó se autoproclamar presidente.

"Terceiro Estado"

Na última quarta-feira, o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, propôs às Nações Unidas nesta quarta-feira (16/05) a participação de um terceiro Estado para proteger a embaixada venezuelana em Washington. O diplomata ainda explicou que o Estado protetor assumiria a embaixada venezuelana em Washington com a responsabilidade de cuidar da delegação diplomática, bens e arquivos.

Pequim diz que vai tomar 'contramedidas' após tarifaço dos EUA sobre produtos chineses entrar em vigor

EFE/ Aleksandra Plavevski

Fábriga em Donnguam, na China

A China lamentou "profundamente" nesta sexta-feira (10/05) a decisão dos Estados Unidos de aumentar de 10% para 25% as tarifas aplicadas para as importações do gigante asiático no valor de US$ 200 bilhões e anunciou que terá que adotar "as contramedidas necessárias".

Em um comunicado divulgado poucos minutos após o anúncio dos EUA, o Ministério do Comércio da China disse que as negociações comerciais com Washington "estão em desenvolvimento" e espera que ambas as partes "trabalhem juntas para resolver os problemas existentes por meio da cooperação e do diálogo".

A nota do Departamento de Comércio não diz mais nada, embora na quinta-feira (09/05), seu porta-voz, Gao Feng, já tenha anunciado que a China tinha "a determinação e capacidade de defender seus interesses" e advertiu que tomaria as medidas necessárias caso se concretizasse o aumento das tarifas.

"Uma escalada nos atritos comerciais não beneficia nem os dois países nem o mundo", disse o ministério.

A entrada em vigor hoje do aumento de tarifas para mais de 5.000 produtos chineses, anunciado no último domingo (05/05) por Trump, é um balde de água fria sobre as conversas mantidas desde quinta entre China e EUA em Washington, para tentar encerrar a guerra comercial.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, que chefia a delegação do país asiático, deixou a reunião ontem apenas uma hora e meia depois do início, segundo o jornalSouth China Morning Post. O ato foi interpretado como um sinal de que as negociações não estariam no caminho certo. As conversas deviam prosseguir nesta sexta, embora ainda não está claro que a delegação chinesa estará disposta a continuar nas condições atuais.

Na semana passada, outra rodada de negociações conduzidas pelos EUA foi realizada em Pequim pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que declarou que elas haviam sido "muito produtivas".

Vôo diário para Lima anuncia a partir de dezembro

Plaza de Armas, em Lima (John Coletti/Getty Images)

 

 A GOL anunciou a ampliação de sua malha internacional com operações regulares paraLima, noPeru. Este será o 15º destino fora do Brasil que a GOL atenderá, a partir de dezembro de 2019, com voos diários diretos partindo do aeroporto de Guarulhos, 

Canadá não reconhecerá sentenças dos EUA baseadas em polêmica lei sobre Cuba

FORTUNE Global Forum/ Flickr

Chrystia Freeland diz que Canadá não "reconhecerá ou aplicará" nenhuma sentença em Cuba

O governo do Canadá reiterou  que não "reconhecerá ou aplicará" nenhuma sentença decretada com base no Título III da lei Helms-Burton dos Estados Unidos, relacionado com atividades econômicas em Cuba. A oposição de Ottawa a essa norma americana está baseada "nos princípios da lei internacional e reflete nossa objeção à aplicação extraterritorial de leis de outro país", disse a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, em comunicado.

Desde o início do mês, cidadãos e empresas americanas cujas propriedades foram confiscadas em Cuba após a revolução comunista podem processar nos tribunais dos Estados Unidos as empresas que se beneficiem delas, graças à ativação do Título III da lei Helms-Burton de 1996. Naquele ano, os Títulos III e IV (este último restringe a entrada nos EUA de quem tenha confiscado propriedades de americanos em Cuba) foram suspensos pelo então presidente dos EUA, Bill Clinton, devido a um requerimento apresentado pela União Europeia (UE) na Organização Mundial do Comércio (OMC). A suspensão tinha sido respeitada pelos sucessores de Clinton até que Donald Trump decidiu reativá-la.

O Canadá aprovou em 1996 a Lei de Medidas Extraterritoriais Estrangeiras (FEMA, na sigla em inglês), que protege os interesses dos canadenses e impede reconhecer ou executar no Canadá decisões judiciais em consequência da lei Helms-Burton.

Freeland lembrou na última sexta-feira (3) que a FEMA permite aos cidadãos do Canadá "utilizar os tribunais canadenses para processar a pessoa que tenha iniciado uma ação sob a lei Helms-Burton, inclusive se o processo não terminou". "Isto permitirá aos canadenses recuperar qualquer quantia que tenha sido obtida deles, incluindo as despesas legais, e perdas ou danos incorridos", acrescentou Freeland.

O governo canadense acrescentou que está trabalhando com a UE e outros "parceiros internacionais" para defender as atividades econômicas dos canadenses em Cuba. Até o momento foram apresentados três processos nos EUA após a ativação do Título III, entre elas uma da companhia petrolífera ExxonMobil contra a Cuba Petróleo Union (CUPET) e a Corporação Cimex pelos bens que lhe foram confiscados na ilha.

Além disso, dois americanos de origem cubana, herdeiros de antigos proprietários de píeres em Havana e Santiago de Cuba, entraram com um processo contra a empresa de cruzeiros Carnival na quinta-feira.

FORTUNE Global Forum/ Flickr
Chrystia Freeland diz que Canadá não "reconhecerá ou aplicará" nenhuma sentença em Cuba

Louvre exibe vestígios restaurados de impérios esquecidos

EFE/Diana Buitrago


Colunas encontradas em Tell Halaf em 1928 estão expostas no Louvre

O Museu do Louvre, em Paris, exibe pela primeira vez a partir desta quinta-feira esculturas monumentais em basalto que decoravam o palácio do rei arameu Kapara, 900 anos antes de Cristo, restauradas após os grandes estragos que sofreram durante a  Segunda Guerra Mundial. A mostra faz parte da exposição "Reinos Esquecidos - do Império Hitita aos Arameus", que convida o visitante a "redescobrir os locais míticos dessa civilização esquecida".

"A queda do império hitita, 1200 a.C., fez aparecer os reinos neo-hititas e arameus nos territórios atualmente da Turquia e da Síria, que foram herdeiros das suas tradições políticas, culturais e artísticas", contou à Agência Efe o curador da mostra, Vincent Blanchard.

A exposição apresenta pela primeira vez na França as partes de Tell Halaf, importante sítio arqueológico da Síria, encontrada perto da atual fronteira com a Turquia e onde o barão alemão Max Von Oppenheim descobriu entre 1911 e 1913 o palácio do rei Kapara. No entanto, os tesouros neo-hititas tiveram uma história turbulenta. Em 1928, o alemão, que também era arqueólogo, levou para Berlim as esculturas monumentais em basalto que decoravam o palácio real e que foram expostas na capital alemã em 1930, em uma antiga fundição transformada em museu. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, uma bomba de fósforo caiu no local. "Os bombeiros que foram apagar as chamas provocaram involuntariamente a destruição do basalto", revelou Blanchard. Milhares de fragmentos ficaram guardados em Berlim por mais de 50 anos.

"No final dos anos 90, tentaram reconstruir estas estátuas e a partir dos 27 mil fragmentos foi possível refazer 65 elementos, estátuas, relevos e itens da arquitetura", explicou curador.

Para Blanchard, a exposição, que ficará aberta ao público até 12 de agosto, é "um testemunho surpreendente dos esforços realizados para preservar o patrimônio em risco".

Com novo imperador, Japão quer iniciar Era de Harmonia

Foto Kazuhiro NOGI/AFP

 

O Imperador Akihito deixa o trono e se torna o primeiro a abdicar em 200 anos no Japão, e seu filho mais velho, Naruhito assume em 1º de maio, quando se inaugura era da 'bela harmonia' no país

 

E aconteceu nesta terça-feira a cerimônia principal de transmissão do trono do Crisântemo do Imperador japonês Akihito, de 85 anos, ao seu primogênito Naruhito. Akihito permanecerá imperador até a meia-noite, quando o país entrará em uma nova era, nomeada de Reiwa ("Bela Harmonia"), que perdurará sob o comando de Naruhito. Em seu discurso final no trono, Akihito agradeceu ao povo por seu apoio e expressou esperança por um futuro pacífico.

O popular líder foi o primeiro a assumir Crisântemo sob uma Constituição do pós-guerra que define o imperador como um símbolo do povo sem poder político. Durante seu reinado, procurou amenizar as lembranças dolorosas da Segunda Guerra Mundial e falar a pessoas comuns, incluindo aquelas marginalizadas na sociedade japonesa.

Cerca de 300 pessoas participaram da cerimônia de transmissão do trono, que foi exibida ao vivo pela televisão.

“Para as pessoas que me aceitaram e apoiaram como símbolo, expresso meus sinceros agradecimentos”,  disse Akihito, vestido com um casaco de estilo ocidental, no evento no Palácio Imperial. “Junto com a imperatriz, espero do fundo do coração que a nova era Reiwa seja pacífica e frutífera, e rezo pela paz e felicidade de nosso país e das pessoas do mundo.”

Sua mulher há 60 anos, Michiko acompanhou a cerimônia ao lado do marido. Primeira plebeia a se casar com um herdeiro imperial japonês, ela construiu com ele papel ativo como símbolo de reconciliação, paz e democracia.

Quase 250 eras

A prática da era ("gengo" em japonês) vem da antiga China, mas só continua vigente no Japão, segundo historiadores. O país teve quase 250 eras, muitas mais do que o número de imperadores, porque antes se costumava mudar o nome após catástrofes naturais ou de acontecimentos relevantes.

A eleição do nome ainda é um processo rigoroso que não depende da Casa Imperial, e sim do governo. O nome deve ser inédito, refletir os ideais da nação, ser composto por dois ideogramas, ser fácil de escrever e de ler e evitar nomes de pessoas, empresas ou lugares. Heisei, por exemplo, significa  "culminação da paz". Não pode começar pelas letras M, T, S e H, já presentes em muitos formulários administrativos em referência às eras do Japão desde 1868: Meiji, Taisho, Showa e Heisei.

A era Heisei, que se encerra com a saída de Akihito, se iniciou em 1989, após a morte do imperador Showa, e passou por marcos munidiais como a queda do Muro de Berlim, em 1991, e o lançamento do Game Boy, da Nintendo. Marcada por grandes transformações econômicas, a era também ficará conhecida pela relação mais próxima do imperador e da imperatriz com o público.

Arábia Saudita promove execução em massa de 37 condenados

picture-alliance/dpa/S. Akber

Um dos prisioneiros foi crucificado. Brutalidade das execuções provoca críticas internacionais

O reino da Árabia Saudita executou 37 de seus cidadãos nesta terça-feira (23/04) que haviam sido condenados por "terrorismo". Em um dos casos, um condenado foi crucificado. A onda de execuções em massa ocorreu dois dias após um ataque terrorista contra uma delegacia na província da Al Zulfi, 260 quilômetros ao norte de Riad. Oficialmente, o reino informou que as pessoas executadas haviam sido condenadas por crimes como "adoção de ideologia extremista", "formação de células terroristas", "desestabilização da segurança", "assassinato de soldados", "traição por colaboração com entidades hostis ao reino" e "sedição confessional" - uma acusação geralmente utilizada pelo reino contra militantes xiitas.

Mas a ONG Anistia Internacional aponta que as execuções foram usadas como uma "ferramenta política" para reprimir a minoria xiita do país. A Arábia Saudita é governada por wahabistas, um ramo sunita ultra fundamentalista que aplica uma versão extremamente severa da lei islâmica (sharia).

"As execuções em massa de hoje são uma demonstração assustadora do desdém que as autoridades da Arábia Saudita têm pela vida humana. É também mais uma indicação horrenda de como a pena de morte está sendo usada como uma ferramenta política para esmagar a dissidência entre a minoria xiita do país”, disse Lynn Maalouf, diretor de pesquisa do Oriente Médio da Anistia Internacional.

Segundo a ONG, a maioria dos executados eram xiitas que foram condenados em julgamentos irregulares e que as confissões foram arrancadas sob tortura. A AI ainda apontou que entre os 37 executados, havia 11 homens sentenciados à morte por terem supostamente espionado para os iranianos, inimigos do reino. Outras 14 pessoas foram condenadas por terem tomado parte nos protestos anti-governamentais no leste do país - onde se concentra a população xiita do reino - entre 2011 e 2012.

A ONG também informou que entre os executados estava um jovem xiita que tinha 16 anos quando foi preso por participação nos protestos - segundo convenções das Nações Unidas, o uso de sentenças de morte contra pessoas que tinham menos de 18 à época em que os crimes foram cometidos é estritamente proibido.

Segundo o reino, as execuções aconteceram nas cidades de Riad, Meca, Medina, Kassala, Al Qasim e Asir. O governo informou que todos os executados, que foram identificados no comunicado, eram sauditas. Segundo a nota, um deles foi crucificado, uma modalidade de execução não muito comum no país - onde os condenados à morte costumam ser decapitados -, mas que pode ser aplicada para pessoas acusadas de crimes considerados particularmente graves pela lei do reino.

Somente em 2019, pelo menos 104 pessoas foram executadas pela Arábia Saudita - entre elas 44 estrangeiros, na maioria condenados por crimes relacionados a drogas. Em 2018, a Arábia Saudita levou a cabo 149 execuções durante todo o ano.

As últimas execuções em massa na Arábia Saudita haviam acontecido em 2016, quando 47 pessoas, também condenadas por "terrorismo", foram executadas no mesmo dia. Na ocasião, um dos executados foi o clérigo xiita Nimr Baqer al-Nimr, cuja morte provocou violentas manifestações no Irã, com ataques a representações diplomáticas sauditas.

As execuções desta terça provocaram reação da União Europeia. "A Arábia Saudita executou 37 pessoas em simultâneo em diferentes cidades do país. Este é o maior número de execuções num único dia na Arábia Saudita desde 2016 e confirma a tendência negativa neste país, em absoluto contraste com o crescente movimento abolicionista no mundo", disse um comunicado do Serviço Europeu de Ação Externa.

A nota, assinada por Maja Kocijancic, porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, salientou que "estas execuções em massa levantam sérias dúvidas sobre o respeito pelo direito a um julgamento justo", que a UE considera "um critério fundamental mínimo nos padrões da Justiça".

"A execução de pessoas que eram menores à data dos alegados crimes constitui outra violação grave. Adicionalmente, a identidade da maioria dos executados e as dúvidas quanto à gravidade das acusações que são imputadas a alguns deles podem alimentar as tensões sectaristas que já dominam a região", alertou a diplomacia do bloco.

JPS/ots/lusa/efe