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Tsunami atinge Indonésia - mais de 200 mortos e cerca de 800 feridos


(Divulgação)

 

Já foi confirmado pelas autoridades locais que pelo menos 220 pessoas morreram, 800 ficaram feridas e 30 são consideradas desaparecidas depois que um tsunami atingiu, na madrugada deste domingo (23), o Estreito de Sunda, na Indonésia. O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, informou que o número de vítimas pode aumentar, pois ainda não chegaram informações de todas as áreas afetadas. As vítimas estavam nas ilhas de Java e Sumatra.

Ainda de acordo com as autoridades, o tsunamiteria sido causado pela erupção do vulcão Krakatoa, com um deslocamento submarino. De acordo testemunhas, a região foi atingida por duas ondas gigantes, sendo a segunda maior e mais forte.As ondas gigantes atingiram as praias ao sul da ilha de Sumatra e na parte ocidental da ilha de Java por volta das 21h30 na hora local (12h30 em Brasília). As autoridades do país informaram ainda que foram destruídas centenas de casas, hotéis, barcos e veículos devido à violência do fenômeno.

Muitos habitantes foram pegos de surpresa, uma vez que não houve forma de avisar a população por falta de um sistema de alarme dedesastresoriginados por atividade vulcânica. Por se tratar de uma região turística, onde estão localizadas as praias mais frequentadas, o número de vítimas pode ser ainda maior.

As ilhas de Java e da Sumatra ligam o mar deJavaao Oceano Índico e estão localizadas no chamado Anel de Fogo do Pacífico, área muito propensa a desastres naturais. A região possui alta atividade tectônica e concentra grande parte das erupções vulcânicas e terremotos do planeta.

Em setembro, mais de 2 mil pessoas foram mortas e 200 mil ficaram desalojados, após terremoto seguido detsunamique atingiram a cidade de Palu, na ilha de Sulawesi, ao leste de Bornéu.

 

Embaixador rebate comentário de Bolsonaro sobre 'vida insuportável' na França


O embaixador francês nos Estados Unidos, Gérard Araud, rebateu nesta quarta-feira (19/12) um comentário do presidente eleito Jair Bolsonaro, que havia dito em uma transmissão pelo Twitter de que "está simplesmente insuportável viver em algumas partes da França" por causa dos imigrantes.

Por meio da sua conta no Twitter, Araud fez uma comparação entre os homicídios registrados na Franca e no Brasil em 2017.

"63.880 homicídios no Brasil em 2017, 825 na França. Sem comentários", disse o embaixador, comentando um tuíte da agênciaFrance-Presseque citou a frase de Bolsonaro.

Gérard Araud, de 65 anos, comanda a embaixada francesa em Washington desde 2014. Antes de assumir o posto, ele também chefiou a missão diplomática francesa em Israel entre 2003 e 2006 e foi representante do seu país nas Nações Unidas, em Nova York, entre 2009 e 2014.

Bolsonaro havia feito o comentário na noite de terça-feira, em meio a uma transmissão ao vivo pelo Twitter. Enquanto criticava o Pacto Global para Migração das Nações Unidas, o presidente eleito usou a França como exemplo do efeito negativo da migração.

"Todo mundo sabe o que está acontecendo com a França. Está simplesmente insuportável viver em alguns locais da França. E a tendência é aumentar a intolerância. Os que foram para lá, o povo francês acolheu da melhor maneira possível. Mas vocês sabem da história dessa gente, né?", disse o presidente eleito. "

"Querem fazer valer sua cultura, os seus direitos e os seus privilégios e a França está sofrendo com isso e parte da população, parte das Forças Armadas, parte das instituições começam a reclamar no tocante a isso. Então nós não queremos sofrer com isso aqui no Brasil”, disse.

Bolsonaro vem criticando reiteradamente o pacto das Nações Unidas, que foi assinado pelo governo Michel Temer. O presidente eleito e seu futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, já afirmaram que vao reverter a adesão do Brasil em 2019.

Não foi a primeira vez que Bolsonaro citou de maneira negativa a imigração na França. Na semana passada, em outra transmissão no Twitter, ele já havia usado a França como exemplo e também citou a Alemanha. "Há algum tempo os países da Europa querem se ver livre de imigrantes. Olha como está a França. Olha como está a Baviera, na Alemanha. Você quer isso para o Brasil? Acredito que não".

Maduro manda país ficar de prontidão militar para enfrentar conspirações


O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse ter instruído as Forças Armadas a manter o mais alto nível de prontidão de combate para derrotar as "conspirações imperialistas". Maduro fez o pedido nesta quinta-feira (13), em sua conta do Twitter.

“Ordeno a todas as nossas FANB [Forças Armadas Nacionais Bolivarianas], que estejam em alerta e mantenham a máxima disciplina, liderança e preparação, para derrotar as conspirações imperialistas e manter a paz. A Venezuela conta com vocês!” - diz o mandatário no Twitter

O líder venezuelano acusou o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, de ser um dos principais articuladores de uma conspiração para tentar derrubá-lo e assassiná-lo com a ajuda da Colômbia. Para Maduro, o drone que o atacou em agosto durante uma cerimônia teve ordens diretas dos EUA e do ex-presidente colombiano, Juan Manuel Santos. Também na quinta-feira (13), o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, entregou uma nota de protesto ao principal diplomata norte-americano no país, Jimmy Story, sobre um suposto plano de golpe.

Estraburgo amanhece de luto e polícia procura atirador

EFE/ Patrick Seeger

 

O prefeito de Estrasburgo, Roland Ries, disse nesta quarta-feira que "a cidade está em luto" após o atentado de ontem no Mercado de Natal onde, segundo os números divulgados hoje pela Prefeitura, três pessoas morreram e outras 13 ficaram feridas, sendo que oito delas estão em estado grave. Em entrevista à emissora "France Info", Ries afirmou que há "seis feridos em estado bastante grave" e que alguns deles foram baleados na cabeça. Ele disse que, de acordo com suas informações, não há agentes das forças da ordem entre as vítimas e que um dos mortos era "de origem tailandesa" e outro francês.

Sobre o autor do atentado, o prefeito confirmou se tratar de um homem de 29 anos, nascido em Estrasburgo, e antecedentes criminais e era considerado pelas autoridades como um indivíduo radicalizado, um fato que a Polícia Municipal havia sido informada.

Ries explicou que a investigação terá que determinar como ele conseguiu acessar o interior do Mercado de Natal com armas, já que o dispositivo de segurança no local prevê o registro de todas as pessoas que entram. O ataque aconteceu pouco antes do fechamento, por volta das 19h50 (hora local).

Depois de cometer o ataque, o atirador entrou em confronto com os policiais quando atravessou uma ciclovia, e pode ter ficado ferido, diz o prefeito. Ele também confirmou que as escolas da cidade estão fechadas hoje, mas que receberão os alunos, e não abrirá o mercado natalino, que já foi alvo de uma tentativa fracassada de ataque no ano 2000.

Primeira deputada negra da história dos EUA vai ganhar estátua em parque de Nova York

Wikimedia Commons

Shirley Chisholm, a primeira deputada negra eleita nos Estados Unidos, no final da década de 1960, vai ganhar uma estátua na frente do Prospect Park, no Brooklyn, Nova York, anunciou a prefeitura da cidade nesta semana.

O monumento deve ficar pronto em 2020 e vem em um movimento de aumentar a presença de estátuas de mulheres na cidade. Segundo a prefeitura, citada pelo jornalThe Guardian, só há cinco representações de mulheres pelo município – e ao menos 150 de homens.

A homenageada nasceu em 1924 em Nova York e, em 1968, foi eleita pelo 12º distrito da cidade como deputada, cargo que exerceu até 1983, sempre pelo partido Democrata. Ela ficou conhecida pelo slogan “unbought and unbossed” (“incomprável e inchefiável”, em tradução livre) e pela frase “se eles não te dão um lugar à mesa, traga uma cadeira dobrável”.

Em 1972, ela também foi responsável por outro marco: tornou-se a primeira mulher negra a participar das primárias para presidente dos Democratas (em 1968, Charlene Mitchell foi candidata pelo Partido Comunista, sendo a primeira afro-americana a concorrer em uma eleição geral à presidência).

Chisholm terminou em quarto lugar, em uma campanha com poucos recursos, perdendo para o então senador pela Dakota do Sul George McGovern (que seria derrotado logo depois na eleição geral pelo já presidente Richard Nixon).

Chisholm morreu em 2005, aos 81 anos. Em 2015, durante o governo de Barack Obama, ela recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade, de maneira póstuma.

Itália prende novo líder e mais de 40 membros da máfia siciliana Cosa Nostra

Imagem: Igor Petyx/ANSA via AP

Settimino Mineo, líder da máfia siciliana Cosa Nostra, foi preso em Palermo

A polícia da Itália prendeu nesta terça-feira (4), na Sicília, 46 pessoas suspeitas de reconstituírem a histórica "cúpula" da Cosa Nostra, incluindo aquele que é tido como o novo líder da máfia, Settimino Mineo, 80 anos.  Os detidos responderão por crimes como associação mafiosa, extorsão agravada, incêndios dolosos, declaração fictícia de bens e porte abusivo de armas. A "cúpula", nome extraoficial da comissão interprovincial da Cosa Nostra, é um órgão diretivo da máfia e que se reúne para tomar decisões importantes para os interesses dos diferentes clãs das províncias da Sicília. Segundo inquérito da Direção Distrital Antimáfia de Palermo, o conselho, que não se reunia havia anos, foi convocado novamente no último dia 29 de maio, seis meses após a morte de Salvatore "Totò" Riina (1930-2017), tido como líde líder da Cosa Nostra mesmo tendo cumprido prisão perpétua desde o início dos anos 1990.   

Na reunião, a Cúpula teria designado Mineo, oficialmente joalheiro, como novo líder da máfia, função que durante muito tempo foi atribuí ao foragido Matteo Messina Denaro. O retorno da comissão interprovincial é um sinal de que os clãs decidiram recuperar a estrutura unitária do passado dentro da Cosa Nostra.

Mineo já havia sido condenado em dois processos a cinco e 12 anos de prisão e não usava telefones por medo de ser interceptado pela polícia. A Cosa Nostra é a mais conhecida das organizações mafiosas italianas e promoveu uma campa campanha de terror nas décadas de 1980 e 1990, com atentados por toda a Sicília e nas principais cidades do país.

Presidente do Irão diz que não haverá exportação de petróleo do Golfo se vendas iranianas foram bloqueadas

SPUTINIK/SERGEY GUNEEV

A administração do presidente norte-americano Donald Trump sublinhou mais de uma vez que Washington pretende "reduzir a zero" a exportação de petróleo iraniano, no intuito de conter o programa nuclear e a influência regional de Teerã.

"Os EUA devem saber que, se o Irã for impedido de exportar petróleo, nenhum país poderá fazê-lo no golfo Pérsico", disse o presidente iraniano Hassan Rouhani nesta terça-feira (4).

Altos responsáveis da República Islâmica anteriormente ameaçaram retaliar contra as sanções dos EUA fechando o estreito de Hormuz, uma via marítima que liga produtores e os principais mercados mundiais. Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, reafirmou o esforço de Washington de confrontar as "ameaças" iranianas usando pressão máxima sobre o país.

Em novembro os EUA impuseram novas restrições unilaterais nas esferas da energia, indústria naval e financeira iranianas, visando impedir a exportação de petróleo por parte do Irã.

Rouhani prometeu continuar vendendo petróleo apesar das restrições "ilegais e injustas"."A República Islâmica do Irã pode vender seu petróleo e vai vendê-lo […] mesmo que esses países [compradores] não tenham isenções. Nós venderemos nosso petróleo com honra […] Nós quebraremos essas sanções com honra porque essas sanções são cruéis e contradizem o direito internacional", cita as palavras de Rouhani a rede Press TV.

A administração Trump, após ameaçar os países que comprem petróleo iraniano, decidiu conceder isenções temporárias a oito países, o que lhes permite continuar importando petróleo do Irã no caso de cortarem o volume de compras.

O governo do presidente Donald Trump voltou a adotar sanções contra o Irã ao abandonar o acordo nuclear de 2015 firmado entre o Irã, os Estados Unidos e cinco outras potências: Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia. As sanções atingiram as exportações de petróleo, transportes e setor bancário do país persa.

Presidente do Irão diz que não haverá exportação de petróleo do Golfo se vendas iranianas foram bloqueadas

SPUTINIK/SERGEY GUNEEV

A administração do presidente norte-americano Donald Trump sublinhou mais de uma vez que Washington pretende "reduzir a zero" a exportação de petróleo iraniano, no intuito de conter o programa nuclear e a influência regional de Teerã.

"Os EUA devem saber que, se o Irã for impedido de exportar petróleo, nenhum país poderá fazê-lo no golfo Pérsico", disse o presidente iraniano Hassan Rouhani (foto),  nesta terça-feira (4).

Altos responsáveis da República Islâmica anteriormente ameaçaram retaliar contra as sanções dos EUA fechando o estreito de Hormuz, uma via marítima que liga produtores e os principais mercados mundiais. Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, reafirmou o esforço de Washington de confrontar as "ameaças" iranianas usando pressão máxima sobre o país.

Em novembro os EUA impuseram novas restrições unilaterais nas esferas da energia, indústria naval e financeira iranianas, visando impedir a exportação de petróleo por parte do Irã.

Rouhani prometeu continuar vendendo petróleo apesar das restrições "ilegais e injustas"."A República Islâmica do Irã pode vender seu petróleo e vai vendê-lo […] mesmo que esses países [compradores] não tenham isenções. Nós venderemos nosso petróleo com honra […] Nós quebraremos essas sanções com honra porque essas sanções são cruéis e contradizem o direito internacional", cita as palavras de Rouhani a rede Press TV.

A administração Trump, após ameaçar os países que comprem petróleo iraniano, decidiu conceder isenções temporárias a oito países, o que lhes permite continuar importando petróleo do Irã no caso de cortarem o volume de compras.

O governo do presidente Donald Trump voltou a adotar sanções contra o Irã ao abandonar o acordo nuclear de 2015 firmado entre o Irã, os Estados Unidos e cinco outras potências: Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia. As sanções atingiram as exportações de petróleo, transportes e setor bancário do país persa.

ONG pede a Argentina que investigue e puna o Príncipe saudita Mohammed Bin Salman

A ONG Human Rights Watch pediu à Justiça da Argentina nesta terça-feira (27/11) que use a jurisdição internacional para investigar e punir o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, acusado de ser mandante no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, além de cometer crimes contra a humanidade no Iêmen. 

O país latino pode recorrer a uma jurisdição universal para crimes de guerra e de tortura - considerados crimes de lesa a humanidade, e que, portanto, são imprescritíveis -, permitindo que sua Justiça investigue e processe autoridades, independente do local dos supostos crimes.

O pedido foi feito pela diretora da organização para Oriente Médio e norte da África, Sarah Leah Whitson, por conta da presença de bin Salman na cúpula do G20, que acontece na capital Buenos Aires entre os dias 29 e 30 de novembro. A requisição foi enviada ao juiz federal Ramiro González. 

“Submetemos esta informação a procuradores argentinos com a esperança de que investigarão a cumplicidade e a responsabilidade de Mohammed bin Salman em possíveis crimes de guerra no Iêmen, além da tortura de civis, inclusive Jamal Khashoggi", disse a diretora à reportagem daReuters

Uma possível punição ao líder saudita não seria a primeira a vir em decorrência da jurisdição universal. Em 1998, o juiz espanhol Baltasar Garzón conseguiu ordenar a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, que estava em Londres. 

Morte de Kashoggi

O príncipe é acusado de violações de direitos humanos pela ONG e por membros da comunidade mundial, sobretudo após a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, que escrevia para o norte-americanoThe Washington Post. Crítico do governo do monarca, o colunista foi morto de forma brutal no consulado saudita em Istambul, na Turquia, no começo de outubro passado. 

Após semanas de polêmica, os desdobramentos divergentes sobre o assassinato do jornalista colocam o príncipe herdeiro como um dos principais suspeitos de ser o mentor do crime. 

Nações do ocidente também pedem que Riade, sob o comando de bin Salman, encerre sua campanha militar no Iêmen, à medida que a crise humanitária do país se agrava.