Sex02212020

Last update02:17:14 PM

 


Back Você está aqui: Home Mundo

Mundo

Começa o julgamento de El Chapo, o maior traficante do mundo

Reprodução/Wikipedia

Tido como o maior traficante do mundo, El Chapo era chefe do Cartel de Sinaloa e está preso desde janeiro de 2017

Considerado por diversas nações o maior traficante do mundo, o mexicano Joaquín Archivaldo Guzmán Loera, conhecido como El Chapo, será julgado nesta segunda-feira (5), em Nova York, nos Estados Unidos. Se condenado, pelos crimes de assassinato, narcotráfico e conspiração, El Chapo pode pegar prisão perpétua, ou seja, ficar detido para o resto da vida.

Os principais jornais e emissoras de televisão dos Estados Unidos e da Europa destacam, na manhã de hoje, o julgamento do narcotraficante. Nas redes sociais, inclusive no Brasil, o nome do mexicano figura entre os termos mais citados nesta manhã. 

El Chapo era o chefe do Cartel de Sinaloa, um sindicato detráfico de drogasbaseado em Culiacá, no México. Sua idade é incerta, porque ele tem uma série de documentos com diferentes datas de nascimento registradas, em uns, teria 61 anos, em outros, 63. O que se sabe com certeza é que El Chapo está preso no Manhattan Correctional Center, desde janeiro de 2017. Segundo a imprensa internacional, o seu processo é extenso, sendo que tem quase 15 mil páginas.

Antes de ser preso no ano passado, o traficante foi detido várias vezes desde 1993. Porém, em todas elas foi capaz de fugas cinematográficas. A caçada a ele envolveu autoridades e agentes dosEstados Unidose do México. Preso, ele foi extraditado para os Estados Unidos.

Os jornais portugueses informam que os advogados deEl Chapoafirmam que ele, psicologicamente, não está com a saúde em dia. Isso porque é mantido preso em uma cela solitária, isolado dos demais, o que gera uma série de transtornos, como perda de memória e idéias fixas. Porém, as autoridades norte-americanas afirmam que o isolamento é necessário porque ele já fugiu de prisões de alta segurança.

maior traficante do mundonega o rótulo e afirma que não é o chefe do Cartel de Sinaloa, organização responsável pelo destino de parte da cocaína enviada para os Estados Unidos, lavagem de dinheiro, sequestros e assassinatos.

Trump quer abolir direito à cidadania de filhos de imigrantes nascidos nos EUA


O presidente Donald Trump quer abolir por decreto o direito à cidadania concedido a todos os que nascem no território dos Estados Unidos, de acordo com uma entrevista divulgada nesta terça-feira.

 “Somos o único país do mundo onde uma pessoa entra, tem um bebê e a pessoa é essencialmente um cidadão dos Estados Unidos por 85 anos, com todos os benefícios. Isto é ridículo e tem que acabar”, afirmou.

A proposta foi anunciada a uma semana das eleições legislativas de meio de mandato. Na campanha para a votação de 6 de novembro, o presidente americano tenta colocar a migração no centro do debate.

Na entrevista para a Axios, o presidente afirmou que pretende assinar um decreto para que as crianças nascidas em território americano e filhas de imigrantes, em situação irregular ou não, não se beneficiem mais deste direito.

Além da resistência que a proposta pode gerar, os juristas questionam o desejo do presidente de acabar com um decreto com um direito garantido pela 14ª Emenda da Constituição.

“Sempre me disseram que você precisava de uma emenda constitucional. Adivinha? Você não precisa”, disse Trump. “Agora eles estão dizendo que eu posso fazer isso apenas com uma ordem executiva”, afirmou.

uilherme Pontes - 1 Prata e 2 Bronzes; Maïthena Brun - 1 Bronze.

Titanic II será lançado em 2022 e fará mesma rota do transatlântico original

Navio da Blue Star Line será construído na China, com custo de US$ 500 milhões

Mais de um século depois de naufragar, o Titanic está prestes a ganhar os mares novamente. Ou quase isso. A Blue Star Line anunciou a estreia do Titanic II, uma réplica do original, para 2022. O navio terá espaço para 2,4 mil passageiros e 900 tripulantes (números semelhantes ao primeiro Titanic), e terá os mesmos desenhos internos e externos do lendário transatlântico.

O navio terá um custo de US$ 500 milhões e será construído na China. A primeira viagem será entre Dubai e Southampton, na Inglaterra. De lá, o novo transatlântico fará a o trajeto original entre a Europa e Nova York, porém, desta vez, munido de um moderno sistema de navegação, equipamentos de segurança de última geração, e, principalmente, botes salva-vidas suficientes para todos a bordo.

Depois, o Titanic II será empregado em rotas turísticas ao redor do mundo. A expectativa dos investidores é atrair o público com a trágica história do navio que afundou no oceano Atlântico em 15 de abriu de 1912 e que vitimou mais de 1,5 mil pessoas. Em 1998, o filme homônimo de James Camaron imortalizou a história com o romance entre os protagonistas Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio).

Jornalista saudita foi torturado, sedado e esquartejado, indica áudio

O consulado saudita em Istambul é cercado pela polícia turca; acredita-se que Khashoggi foi assassinado minutos depois de entrar no edifício (Foto: OZAN KOSE / AFP)

jornalista sauditaJamal Khashoggi morreu minutos depois de entrar no consulado do seu país em Istambul, onde foi buscar papéis para se casar com a sua noiva turca em 2 de outubro, segundo diferentes fontes que tiveram acesso a uma suposta gravação do homicídio obtida pela polícia da Turquia. Relatos da imprensa turca informam que há registros em áudio que provam que o jornalista dissidente foi torturado e sedado no consulado, antes de ser morto e esquartejado.

O “Wall Street Journal”, a partir de informações de um funcionário turco que ouviu a gravação, disse que Khashoggi supostamente foi morto e teve o corpo seccionado no escritório do cônsul geral saudita em Istambul, Mohammad al-Otaibi. Há relatos conflitantes sobre se o diplomata presenciou ou não o homicídio. Segundo o "Wall Street Journal", a gravação registrou uma voz que pergunta se al-Otaibi quer deixar o cômodo, mas ele, que é o representante de mais alto nível de Riad em Istambul, teria ficado para presenciar a execução.

Segundo uma fonte ouvida pelo site “Middle East Eye”, especializado na cobertura do Oriente Médio, Khashoggi apenas foi capturado na presença do diplomata, que teria saído da sala no momento do assassinato. "O próprio cônsul deixou a sala. Não houve tentativa de interrogatório. Eles estavam lá para matá-lo", disse o site.

O homicídio teria durado sete minutos. Ao perceber que seria morto, Khashoggi teria gritado em desespero, alto a ponto de ser ouvido por testemunhas no andar inferior. Durante o breve interrogatório, seus dedos foram decepados, disse um funcionário turco ouvido pelo "NYT". Os urros só teriam parado após uma substância desconhecida ser injetada no jornalista.

Um dos assassinos do grupo de 15 sauditas enviados a Istambul presumidamente com a missão de eliminar Khashoggi seria o doutor Salah al-Tubaigy, um especialista em autópsias.

A fonte turca afirmou que, enquanto conduzia o desmembramento, al-Tubaigy teria posto fones de ouvido e escutado música. O médico teria recomendado a seus cúmplices fazer o mesmo.

O médico forense Al-Tubaigy é um dos nove suspeitos já reconhecidos, dentre os 15 do grupo, por uma investigação independente realizada pelo jornal “New York Times”. Em uma reportagem produzida por 12 repórteres, em Istambul, Beirute, Nova York, Paris e Washington, o jornal americano mostrou que os suspeitos de serem executores de Khashoggi relacionam-se diretamente ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman (conhecido pelas iniciais MBS), o que afasta a possibilidade de ser um grupo descontrolado, agindo por conta própria, como foi cogitado pelo presidente americano Donald Trump.

Inicialmente, o príncipe herdeiro e seu pai, o rei Salman, negaram qualquer conhecimento do paradeiro de Khashoggi, afirmando que ele deixara o consulado por conta própria. Em seguida, o próprio "New York Times" e a “CNN” disseram que o reino preparava-se para alegar que a morte ocorrera de modo acidental, como resultado de um interrogatório que deu um errado.

O jornal americano reuniu informações sobre os suspeitos usando softwares de reconhecimento facial, bancos de dados públicos, perfis de mídia social, listas telefônicas sauditas, notícias de meios de comunicação do país árabe, documentos do governo saudita vazados e, em alguns casos, relatos de testemunhas na Arábia Saudita e em países que o príncipe visitou.

Mas a presença entre os suspeitos de al-Tubaigy, o especialista em autópsias, reforça a hipótese de que o assassinato tenha sido parte do plano original.

Al-Tubaigy, que mantinha conta em várias redes sociais, identificava-se no Twitter como chefe do Conselho Científico Forense Saudita e ocupou cargos influentes na principal faculdade de medicina da Arábia Saudita, assim como em seu Ministério do Interior. Ele estudou na Universidade de Glasgow e, em 2015, passou três meses na Austrália como patologista forense do Instituto Victorian de Medicina Forense. Ele tem artigos publicados sobre dissecação e autópsia em unidades móveis.

Embora não exista registro público de um relacionamento entre ele e a corte saudita, é improvável que uma figura tão relevante no primeiro escalão médico saudita fosse participar de uma expedição organizada por um subalterno sem autorização superior, disse o "New York Times".

Al-Tubaigy, cujo nome apareceu pela primeira vez entre os suspeitos há vários dias, não comentou publicamente as acusações. Nenhum dos suspeitos respondeu aos pedidos de entrevista do jornal americano.

Em mais um episódio em decorrência do desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, o ministro francês de finanças Bruno Le Maire desistiu de participar de uma conferência de investimentos na Arábia Saudita. Ele é mais um dos que cancelaram a participação no evento — autoridades de governos e executivos já tomaram decisão similar.

Autoridades turcas disseram acreditar que Khashoggi — colunista do jornal Washington Post, que criticava o reino do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman — fora assassinado dentro do consulado daquele país. Os sauditas, no entanto, negam a acusação.

Ataque em escola politécnica da Crimeia deixa 18 mortos

Socorrista atende a jovem ferida na explosão - KERCH.FM/AFP

Dezoito pessoas, incluindo o agressor, morreram nesta quarta-feira em um ataque numa escola técnica de Kerch, Crimeia, anunciaram autoridades russas. O ataque foi atribuído pelo governo da península a um aluno que cometeu suicídio.

As vítimas do ataque foram mortas por tiros, informou o Comitê de Investigação russo, que até agora só mencionara a explosão de um “artefato não identificado”.

As imagens das câmeras de segurança mostram um “jovem armado com fuzil chegando ao estabelecimento”, completa o comunicado. O corpo do atirador foi encontrado com ferimentos de bala.

Antes da informação sobre tiros, as autoridades haviam anunciado que um artefato explosivo não identificado e repleto de objetos metálicos foi detonado na cantina do colégio politécnico de Kerch.

O comitê nacional antiterrorista russo também citou um “artefato explosivo não identificado”. “É uma tragédia colossal: 18 pessoas morreram, mais de 40 ficaram feridas”, afirmou o primeiro-ministro da Crimeia, Serguei Aksionov, provavelmente incluindo o autor do ataque em seu balanço.

O suspeito, de acordo com Aksionov, é um aluno do estabelecimento. “O autor do ataque cometeu suicídio. É um aluno do quarto ano do estabelecimento. O corpo foi encontrado na biblioteca”, afirmou ao canal Rossiya 24.

A explosão aconteceu no fim da manhã na escola do ensino médio de Kerch, cidade portuária da península da Crimeia, anexada em 2014 pela Rússia. As primeiras imagens da televisão mostram as equipes de resgate levando as vítimas para ambulâncias improvisadas.

O presidente russo, Vladimir Putin, expressou condolências aos parentes das vítimas em um comunicado. Putin está em Sochi, às margens do Mar Negro, onde recebe nesta quarta-feira o presidente egípcio Abdel Fattah al Sisi.

De acordo com o site do centro de ensino, o colégio tem alunos com idades entre 15 e 17 anos. O ministério Situações de Emergência declarou estado de emergência em Kerch e anunciou no Twitter o envio de três helicópteros com equipes médicas, assim como um avião.

As Forças Armadas russas, citadas pelas agências de notícias, anunciaram o envio de 200 militares. A imprensa local exibiu imagens de blindados e soldados nos arredores de Kerch. O governo da Crimeia decretou três dias de luto na península.

Lacoste anuncia a primeira mulher diretora criativa da grife

Pela primeira vez em 85 anos, a Lacoste terá uma mulher no posto de diretora criativa da marca. Se trata de Louise Trotter, estilista inglesa com passagens por GAP, Tommy Hilfinger e Calvin Klein. Seu último e mais notório trabalho foi pela grife Joseph, onde assumiu o cargo de diretora criativa após a morte do fundador da marca, Joseph Ettedgui.

Louise é conhecida no mundo da moda por seu talento para traçar silhuetas precisas, elegantes mas descontraídas. Ela apresentará sua coleção de estreia na próxima temporada de outono/inverno 2019, desfilada no início de 2019.

“Sua perspectiva sobre linhas e materiais, além de sua capacidade de elaborar peças altamente técnicas, serão recursos muito valiosos, e fortalecerão o posicionamento de nossa coleção”, afirma Thierry Guibert, Presidente do Grupo Lacoste. Ela substitui o português Felipe Oliveira Baptista, que ocupava o cargo desde 2010.

“É um prazer fazer parte dessa marca francesa, com um legado tão único. Por 85 anos, a modernidade do estilo Lacoste vem dessa fusão singular entre o mundo do esporte e da moda. Estou orgulhosa de ajudar a escrever um novo capítulo em sua história”, disse Louise ao comentar seu novo cargo.

Resultado de Bolsonaro é 'sinal de alerta para o mundo inteiro', diz jornal alemão

O resultado das eleições presidenciais realizadas neste domingo (07/10) foi destaque nos principais veículos de comunicação do mundo. O jornal alemãoSüddeutsche, de Munique, afirmou que a ascensão de Jair Bolsonaro (PSL), que irá disputar o segundo turno contra Fernando Haddad (PT), é um "sinal de alerta para o mundo inteiro".

"A ascensão de um homem que arremete contra minorias, que aponta a ditadura militar como um modelo e que há um ano era considerado sem chances, é um sinal de alerta - não só para a democracia no Brasil, mas também para o mundo inteiro. A ânsia por slogans fáceis, radicalidade e promessas insustentáveis de salvação parece cooptar cada vez mais pessoas. Apesar disso, é insuficiente creditar o sucesso de Bolsonaro somente pela tendência mundial ao populismo de direita. O Brasil tem suas próprias preocupações específicas. Assim como todas os países emergentes da América Latina, ele é dependente da exportação de commodities e, no momento em que os preços caem, o país cai em crise", diz o artigo.

O argentino Página/12 traz como título principal de seu site a manchete "Bolsonaro a um passo" e lembra que o candidato de ultradireita obteve larga vantagem sobre o ex-prefeito de São Paulo no primeiro turno. Ao mesmo tempo, aponta que o candidato do PSL é mais semelhante ao presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, que ao dos EUA, Donald Trump.

"Ao capital reformado, agrada que o comparem a Donald Trump, mas essa analogia é imperfeita: sua biografia e gosto por sangue o assemelham ao presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, uma referência em matéria de execuções extrajudiciais. Duterte é um tirano eleito, como poderá ser Bolsonaro no segundo turno do dia 28 de outubro", diz.

O periódico ainda classificou a votação como "a mais tumultuada e imprevisível eleição brasileira" e ressaltou o perfil do candidato do PSL, "com sua defesa da tortura e da ditadura militar" e com suas "posições misóginas, machistas, homofóbicas e racistas".

Autoritarismo político

Por sua vez, o jornal português Público diz, em artigo, que, com o resultado, se anuncia o colapso do sistema partidário brasileiro. "Jair Bolsonaro encarna o autoritarismo político. Mas pode vir a ser um Presidente débil, sob a tutela do Poder Judicial e das Forças Armadas", afirma o periódico. "Os golpes estão fora de moda. Há formas mais “institucionais” de autoritarismo e controle social."

O espanhol El País descreve Bolsonaro como "um político autoritário, racista, machista, homofóbico, um adorador da ditadura e defensor dos valores mais retrógrados". Segundo o jornal, o Brasil "encara agora três semanas decisivas" de polarização.

Para o jornal, há uma espécie de blindagem de Bolsonaro, dado que os ataques a sua candidatura não impediram que ele terminasse o primeiro turno na frente. "O desinteresse brasileiro pela democracia, um sentimento que se acreditava ser inexistente até que Bolsonaro chegou, parece protegê-lo de qualquer ataque. E, dessa vez, o antipetismo, um sentimento que se sabia grande, mas não o quanto, o torna um combustível inextinguível", diz o periódico.

Já para o britânicoThe Guardian, Haddad "tem uma montanha quase tão alta quanto Pico da Neblina para subir se quiser afundar a impressionante ascensão do populista de direita". Analistas ouvidos pelo jornal dizem que é "essencial" que se forme uma "frente antifascista" caso se queira parar Bolsonaro.

Segundo o francêsLe Figaro, a ascensão do deputado do PSL "se deve muito à sua aproximação com os evangélicos, muito influentes no Brasil e no Parlamento". "Defensor ardente da ditadura militar, ele acredita que o erro da ditadura 'foi torturar em vez de matar'", publica o jornal que lembra da fala de Bolsonaro durante o voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, o qual dedicou ao torturador Brilhante Ulstra.

ONew York Timesconsidera que uma vitória de Bolsonaro seria uma "mudança conservadora sísmica" no Brasil, e atribui seu crescimento às "divisões políticas que racharam o país nos últimos anos".

O jornal norte-americano ainda menciona o sentimento contrário ao Partido dos Trabalhadores e escreve que "embora alguns eleitores tenham permanecido leais ao Partido dos Trabalhadores – que governou de 2003 a 2016 – por seus esforços para melhorar a vida dos pobres e da classe trabalhadora brasileira, muitos passaram a responsabilizá-lo pelas dificuldades financeiras e econômicas dos últimos anos".

Por sua vez, o argentinoClaríndiz que Bolsonaro "arrasa no Brasil" e ainda escreve sobre o comportamento do candidato.

"O que se pode prever do comportamento de Bolsonaro? Ele participará de debates televisionados com Haddad ou manterá sua estratégia de priorizar as redes sociais? Até agora, sua tática de não se expor mais do que o necessário deu-lhe resultados surpreendentes", publicou o periódico.

Presidente da Interpol está desaparecido há seis dias, após viagem à China

Reprodução/Haberturk

O presidente da Interpol, Meng Hongwei, de 64 anos, está desaparecido desde o último dia 29 de setembro. O sumiço de Hongwei foi denunciado, nesta sexta-feira (5), pela própria família do presidente, após uma semana sem ele responder aos seus contatos. Hongwei reside em Lyon, na França, mas estava em uma viagem pela China, seu país de origem.

A França anunciou hoje que abriu uma investigação sobre o desaparecimento dopresidente da Interpol. Ele também é ex-dirigente do Partido Comunista Chinês e, antes de ser eleito à direção da organização internacional de polícia criminal, foi vice-ministro na China, responsável pela segurança pública.

Integrada por 192 países e coordenadora da ação policial internacional, a Interpol afirmou que está ciente do que chamou de "suposto desaparecimento", mas ressaltou que não comentará o caso. 

"Essa é uma questão para as autoridades relevantes da França e da China", afirmou a organização, acrescentando que, por enquanto, o secretário-geral Jürgen Stock permanece como responsável pelo comando das operações da instituição.

Após sua nomeação à presidência da Interpol, em 2016,Meng Hongwei chegou a ser criticado por entidades de direitos humanos. Isso porque, na época, os grupos expressaram preocupação de que Pequim pudesse tentar usar sua posição na organização para perseguir dissidentes no exterior.

Afinal, há muito tempo, Pequim tenta conseguir o apoio de outros países para prender e deportar de volta à China cidadãos que acusa de crimes como corrupção e terrorismo. O mandato de Hongwei na Interpol termina em 2020.

Segundo o jornalSouth China Morning Post, uma fonte não identificada informou que Hongwei está sob investigação na China e, por esse motivo, chegou a ser levado pelas autoridades para prestar depoimento e ser interrogado logo após entrar no país.Porém, a publicação afirma não ter detalhes sobre a investigação e nem sobre o paradeiro atual dopresidente da Interpol.

Capturado homem mais procurado da França

INTERPOL/AFP/Arquivos

O homem mais procurado da França, Redoine Faid, foi detido na madrugada desta quarta-feira (3), três meses depois de sua espetacular fuga de helicóptero de uma prisão onde cumpria pena de 25 anos.  Este fã de filmes de gângsteres, especializado no roubo de carros-fortes, foi detido às 4h da madrugada (hora local), em um apartamento em Créteil, ao norte de Paris, onde nasceu e cresceu.

Faid foi localizado com várias armas, mas, no momento de sua detenção, não ofereceu resistência. Não houve nenhum ferido na operação, que terminou ainda com seis detidos, um deles, irmão do criminoso.

 Redoine Faid, de 46 anos, cumpria pena de 25 anos por uma tentativa frustrada de assalto, em 2010, que resultou na morte de um policial.

Em 1º de julho, protagonizou uma fuga no estilo de Hollywood. Três homens armados sequestraram um piloto de helicóptero e o obrigaram a pousar no pátio da prisão. Em apenas poucos minutos fugiram com Faid a bordo. Desde então, a polícia lançou uma intensa operação para descobrir seu paradeiro.

Redoine Faid já havia fugido em 2013 da prisão de Lille-Séquedin (norte), em uma operação muito mais violenta, na qual usaram explosivos e houve vários reféns. Foi encontrado um mês depois em um hotel na região parisiense.

Este amante do cinema se inspirou em vários filmes na hora de cometer seus assaltos. Em sua autobiografia, “Braqueur, des cités au grand banditisme” (“Ladrão, dos bairros pobres à grande bandidagem”, em tradução livre), publicada em 2010, contou que estudou o comportamento dos protagonistas do filme “Heat”, protagonizado por Al Pacino, e aprendeu que, para ser um bom ladrão, é preciso ser “minucioso”.