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SINDPESP divulga Salários das Polícias Civis do país: SP tem o segundo pior

A Polícia Civil de São Paulo, o estado mais rico da federação, tem o segundo pior salário pago a um delegado de polícia no Brasil. Com vencimentos de R$ 9.888,37, São Paulo fica na frente apenas de Pernambuco, cuja remuneração é R$ 9.069,81. No outro lado do ranking está Mato Grosso, o estado que mais valoriza seu delegado, com R$ 24.451,11 de salário inicial. 

As informações estão no Ranking Salarial da Polícia Civil Brasileira, elaborado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP) com base em dados oficiais colhidos em todos os estados da federação por meio do Portal da Transparência, Diário Oficial e Secretarias de Segurança Pública. 

  

A Polícia Civil de São Paulo foi sucateada ao longo de várias gestões, sem investimentos para recompor os quadros da instituição e sem qualquer política de valorização do profissional.“Durante vários governos, o estado não fez os necessários investimentos em segurança pública: viaturas e prédios estão deteriorados, o armamento está obsoleto, faltam equipamentos de segurança, como coletes balísticos, e o salário dos nossos policiais é um deboche”, afirma Raquel Kobaschii Gallinati, presidente do SINDPESP.

  

O resultado dessa má gestão de segurança é um deficit de 14.206 policiais, o equivalente a 34% do efetivo.“A situação está insustentável, a Polícia Civil pede socorro. Não temos as mínimas condições necessárias para prestar o atendimento que a população merece. Quando um governo deixa de investir em segurança, ele não abandona apenas a polícia, ele abandona o seu povo e abre caminho para que a criminalidade aja com mais facilidade”, pontua Raquel.

Outras carreiras

A situação salarial dos investigadores de São Paulo é tão preocupante quanto o deficit da classe, que sofre com a falta de quase 3.500 profissionais em todo estado: eles recebem o segundo pior salário do Brasil (R$3.743,98). O Ceará tem os piores vencimentos da carreira (R$3732,86). Realidade bem diferente dos profissionais que atuam no Amazonas e entram na Polícia Civil recebendo R$ 9.613,14, quase o mesmo valor pago ao delegado de SP.

 Os escrivães de São Paulo também estão nasegundacolocação entre os salários mais baixos do país. Além de vencimentos vexatórios, são 3 mil policiais a menos à frente da segurança pública paulista.

 Todos os valores utilizados na composição deste ranking se referem a salários iniciais vigentes no ano de 2019. Os dados foram colhidos no Portal da Transparência, nas publicações oficiais de órgãos como o Diário Oficial, nas Secretarias de Segurança Pública e demais secretarias de governo.

Policiais Ambientais flagram pesca ilegal e apreendem 19 quilos de peixe


Pesca em local proibido gerou mais de R$ 8 mil em multas

No feriado nacional de 7 de setembro, o Sargento Melizi e o Cabo Elias em patrulhamento rural com o objetivo de verificar a degradação ambiental, acabaram por se deparar com uma ocorrência de pesca em local proibido mediante uso de petrecho proibido. Os fatos aconteceram no trecho da Barragem do Rio Jaguari Mirim e a fiscalização gerou apreensão de 19.100 quilos de pescado e de uma tarrafa de 3,20 metros,  

Quanto os Policiais ambientais se aproximaram da Barragem no Jaguari Mirim, visualizaram movimento de pessoas às margens, e por se tratar de local proibido para a prática de pesca prosseguiram na fiscalização a pé por uma trilha paralela ao manancial e chegaram a 4  homens que exerciam pesca predatória em local proibido (66 metros a jusante da barragem) com o uso de petrecho proibido, uma tarrafa de nylon com malha de 50 milímetros medindo 3,20 metros, contrariando as dimensões previstas em normas do IBAMA.

A tarrafa foi retirada das águas e nela havia aproximadamente 20 espécimes de pescado nativo conhecido como cascudo, que foram imediatamente reintroduzidos no ambiente aquático. Ao lado dos homens que pescavam. havia um saco plástico com 19,100 kg de cascudo, mas todos já sem vida.

Diante dos fatos, foram lavrados os Autos de Infração Ambiental, a tarrafa foi destruída e os peixes já mortos, por ser alimento perecível e sem condições sanitárias de ser doado, foram descartados no aterro sanitário. Os pescadores ainda vão responder por crime ambiental  previsto em Lei Federal.

MP apura sucateamento das delegacias do estado de São Paulo

O Ministério Público anunciou uma apuração sobre as condições estruturais das delegacias de Polícia Civil do estado de São Paulo e o impacto do sucateamento das unidades nas investigações. A apuração está baseada na fiscalização que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) fez nas 275 delegacias de do estado durante o mêsde maio. Na ocasião, os fiscais constataram que 60% das unidades não têm o espaço físico conservado e que 60% delas apresentam fissuras, goteiras e infiltrações, além de cupim.

A situação constatada pelos fiscais do TCE é a mesma que vem sendo relatada já há muito tempo pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP), que vem visitando as delegacias da Capital e do Interior para avaliar as condições de trabalho e a estrutura física.O SINDPESP espera que esta apuração represente o pontapé inicial de uma série de mudanças que são necessárias para garantir que a Policia Civil de São Paulo tenha as mínimas condições para trabalhar em segurança, oferecer um atendimento de qualidade à população e desempenhar com excelência o seu papel de Polícia Judiciária”, afirma a presidente do SINDPESP, Raquel Kobashi Gallinati.

O promotor que cuida do caso afirmou, em entrevista à imprensa, que solicitou à Secretaria de Segurança Pública do Estado uma relação dos funcionários exonerados dos últimos dez anos, indicação dos concursos realizados e a apresentação dos alvarás de funcionamento dos prédios.

O SINDPESP avalia de forma positiva a apuração iniciada pelo MP e ressalta a necessidade de, além de reparar a estrutura, recompor o quadro da Polícia Civil, que apresentahojeum deficit de 33%, de equipar os policiais com armas mais modernas e de comprar coletes balísticos, que estão em falta.

Homem preso por Tentativa de Homicídio. Vítima foram duas mulheres

Foto da rua Bernardino de Campos - ilustrativa

 

No final da noite desta quinta-feira, dia 22, Policiais Militares prenderam em flagrante um homem de 30 anos, que estava no interior da residência da Rua Bernardino de Campos, no centro da cidade. As vítimas foram duas mulheres, uma de 31 anos e outra de 41 anos. Uma das vítimas foi encontrada ferida na rua, e a outra no interior da casa, que os policiais precisaram arrombar para prender o homem.

Os PMs Nóbrega e Bruno foram destacados para atender a ocorrência cujo solicitante dizia que uma pessoa estaria gritando por socorro na via pública. Ao chegarem ao local os policiais encontraram deitada na calçada uma das mulheres que apresentava alguns ferimentos corto contusos na região do braço e cabeça. O SAMU foi acionado e socorreu a vítima, encaminhando-a à UPA.

Em seguida os Policiais Militares receberam informações de que o autor das agressões estaria na casa de n° 165 da rua Bernardino de Campos, e com apoio de outros PMs – Capitão Adair, Cabos Deylon, Anderson e Jesus, PMs e Gian – foram até o local indicado e constataram que o suspeito estava com a porta trancada. As solicitações para que fosse aberta a porta não foram obedecidas, e foi o arrombamento uma vez que a outra vítima estava ainda no interior da residência com o homem.

Assim que os policiais entraram o homem foi imobilizado e algemado. Durante vistoria no imóvel foi localizado o facão utilizado no delito embaixo da cama, e em cima do guarda roupa havia uma espingarda de pressão que segundo uma das vítima foi utilizada pelo autor para ameaçar as pessoas.

A vítima que estava no interior da casa apresentava hematomas nos braços e pernas, ferimentos na cabeça e nos dedos.

O homem foi conduzido até o Plantão Policial, onde depois do registro da Tentativa de Homicídio, Ameaça e Violência Doméstica, o Delegado Antônio Carlos Gonzáles determinou que ele ficasse detido à disposição da Justiça.

Casal assalta taxista de Campinas na Vila Estrela

Foto ilustrativa da Rua Orlando Ferraz

Na noite desta terça-feira, 20 de agosto, a Polícia Militar registrou um roubo na Rua Diná Rezende Pinto, na Vila Estrela perto das 21h00. O Cabo Bom e o PM Zimbres foram acionados a atender a ocorrência, e no local a vítima, um taxista residente na cidade de Hortolândia, relatou que trabalha na cidade de Campinas e foi requisitado por um casal no Terminal Rodoviário para uma corrida até São João da Boa Vista.O taxista afirmou que ao parar na Rua Dinah Resende Pinto foi surpreendido pelo homem que lhe aplicou uma chave cervical, para em seguida pegar um celular que estava no painel do taxi um Fiat/Siena, placas FRW9079, cor branca de Campinas/SP. Em seguida, segundo o taxista, o casal fugiu do local.

A vítima disse ainda que uma moradora do bairro das proximidades onde ocorreram os fatos,  disse que conhecia o casal pelos nomes de “Samuel” e “Gorda”.

Na Delegacia de Polícia a ocorrência de roubo foi registrada e o Sargento Richard, o Cabo Oliveira e o PM Gabriel ao tomarem conhecimento dos fatos, e que a vítima teria ouvidonome Samuel como suspeito do crime, logo se lembraram que próximo ao local do roubo residia um indivíduo conhecido por este nome. A equipe do Sargento Richard foi até a residência,  e a dona da casa informou que Samuel estava residindo num sítio, e que sua sobrinha havia acabado de chegar da cidade de Campinas.

A sobrinha da dona da casa, de 25 anos, confirmou que veio de taxi de Campinas para São João, mas que não sabia o paradeiro de seu companheiro. Os PMS realizaram então um patrulhamento pelo bairro, e moradores informaram que um indivíduo estava andando sobre os telhados das casas.

Os Policiais Militares acabaram encontrando o suspeito, de 31 anos, no interior de um dos quartos da residência da Rua Orlando Ferraz, embaixo de um edredom e com o aparelho celular pertencente ao taxista.

Em seguida os policiais realizaram uma pesquisa sobre o suspeito via PRODESP, e apuraram que ele era fugitivo do CDP de Bauru.

O casal recebeu voz de prisão em flagrante delito e foi encaminhado até a presença do Delegado Guilherme Risso Teodoro que ratificou a voz de prisão. O homem e a mulher permaneceram presos à disposição da Justiça.