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Policiais usam faixa preta no braço em sinal de luto pela Polícia Civil

Nestasegunda-feira, dia12 de março, a Polícia Civil do Estado de São Paulo inicia a campanha “Luto pela Polícia Civil”, em que policiais de todas as carreiras da instituição usarão uma faixa preta no braço.
A ideia é mostrar que, mesmo sob péssimas condições de trabalho e recebendo o pior salário do país, os policiais civis paulistas permanecem firmes em seu compromisso de agirem em favor da sociedade.
Não haverá paralisação. Todo o trabalho transcorrerá normalmente. Se perguntado pelo cidadão, o policial responderá que a faixa representa luto pela PolíciaCivil, sucateada de forma implacável pelo Governo de São Paulo, nos últimos anos. 

A campanha é uma ação conjunta do SINDPESP, Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, com a ADPESP, Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. As entidades, desde o começo deste ano, passaram a trabalhar unidas em favor do resgate da dignidade da Polícia Civil.
Para incentivar os policiais a participarem da campanha, os presidentes das entidades gravaram mensagens em vídeo que foram distribuídas em grupos de Whatsapp e publicadas nas redes sociais. O jurista Luiz Flavio Gomes também gravou uma mensagem. 10 mil faixas pretas foram confeccionadas para distribuição gratuita ao policial que quiser aderir. Já há confirmações de que, além da Capital, unidades do interior apóiam a campanha.



Sucateamento da Polícia Civil
Hoje, o Delegado de Polícia de São Paulo recebe o salário mais baixo do país, comparado a todas as polícias judiciárias dos estados da federação. A imensa parte das delegacias está em condições ruins, são locais quase insalubres para trabalhar. Viaturas precisam ser consertadas pelos policiais. Tinta e papel para impressora são escassos. Até papel higiênico falta em algumas unidades. 
A polícia judiciária é a única capaz de reunir provas para, de fato, prender organizações criminosas. Com a sua capacidade investigativa limitada pelo Governo do Estado, a criminalidade cresce e a população é a maior prejudicada. 

Colisão frontal deixa 2 mortos e feridos graves

(Foto Portal de Pinhal - Carros envolvidos e a vítima fatal Carlos Alexandre)

Uma colisão frontal entre dois veículos na SP 346, entre Espírito Santo do Pinhal e Santo Antônio do Jardim, deixou um saldo de 2 mortos e 2 feridos graves. O acidente aconteceu na madrugada de domingo – 25 de fevereiro – e envolveu um Gol e um Fiat Uno.

Policiais rodoviários e uma equipe do SAMU estiveram no local. Uma das vítimas, Walter Crispim dos Santos, 45 anos, residente em Espírito Santo do Pinhal morreu no local, e estava no Fiat Uno. Outras 3 vítimas foram socorridas e encaminhada para o Hospital de Espírito Santo do Pinhal, onde foi registrado a morte de uma segunda vítima: Carlos Alexandre Pádua, 33 anos, que residia em Santo Antônio do Jardim, e também estava no Fiat Uno.

As outras duas vítimas da colisão frontal permaneceram internadas por ordem médica.

SP, ES e MG se reúnem com ministro da Justiça para tratar de segurança nas divisas

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, se reúne com autoridades da segurança pública de São Paulo - Foto Janaina Garcia/UOL

Os secretários de Segurança Pública de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, se reuniram na quinta-feira (22), na sede da SSP paulista, com o ministro da Justiça. O encontro teve como tema a intervenção federal na segurança do Riode Janeiroe suas consequências para os três Estados vizinhos.

O objetivo do encontro foi traçar estratégias conjuntas para prevenção de crimes nas divisas dos três Estados com o Riode Janeiro. "Como nos demais Estados [ES e MG], em nenhum momento se detectou migração da criminalidade do Riode Janeiropara São Paulo. Nem quando houve a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), saturação em comunidades, ECO 92 ou mesmo durante a Copa do Mundo", explicou o secretário paulista, Mágino Alves Barbosa Filho.

Foi a primeira reunião entre Mágino Alves (SSP/SP), Torquato Jardim (ministro da Justiça e Segurança Pública), general Carlos Alberto Santos Cruz (secretário nacional do tema), André de Albuquerque Garcia (secretário da Segurança e Defesa Social do Espírito Santo) e Sérgio Barboza Menezes (SSP de Minas Gerais).

"A primeira motivação [da reunião] é a cooperação, nos âmbitos político, financeiro e operacional. Por mais eficaz que seja a intervenção no Rio e os órgãos de segurança pública do Espírito Santo, Minas e São Paulo, o êxito será maior se trabalharmos todos juntos", ressaltou Torquato Jardim.

Segundo Jardim, a União poderá auxiliar os entes federados por meio de envio de equipamentos, veículos e armamentos, além de permitir acordos para aprimorar a atuação integrada entre integrantes de ambos os poderes.

"O segundo ponto da reunião foi a precaução", prosseguiu o ministro. "Não sabemos as consequências que o sucesso da intervenção no Rio trará aos demais Estados, então vamos priorizar a integração para inteligência, informação, alerta e precaução. Isso se dará, por exemplo, como o reforço de cooperação nas rodovias paulistas".

A pedido do secretário Mágino, Torquato afirmou que vai ratificar um protocolo de intenções para possibilitar a atuação da Polícia Militar bandeirante nas rodovias federais, especialmente no eixo Dutra-Fernão Dias.

Mágino Alves afirmou que, por São Paulo, irá intensificar as operações que já ocorrem nas divisas - incluindo, após acordo, as estradas federais. O secretário informou também que irá otimizar o uso de unidades de elite das duas polícias, como os batalhões do Comando de Choque e os grupos de repressão a roubos (Garra) e de reação (GER).  

Já são quatro os painés contra o descaso do Governo Alckmin com a Polícia Civil


Mais três painéis denunciando o descaso do Governo Geraldo Alckmin com a Polícia Judiciária paulista foram instalados nas principais rodovias na região metropolitana de São Paulo: na Rodovia dos Imigrantes, km 20, na Anchieta, km 30, e um terceiro painel na Rodovia Ayrton Senna, km 16. Só no sistema Anchieta-Imigrantes, trafegam 2 milhões e 500 mil veículos por mês, de acordo com o site da Concessionária Ecovias. Para este Carnaval, a concessionária espera a passagem de até 500 mil veículos em direção à Baixada Santista, de 0h dequinta-feira (8) até à meia noite deterça-feira (13). 
Na semana passada, um primeiro outdoor foi instalado na Rodovia Regis Bittencourt, na divisa entre Taboão da Serra e o bairro do Morumbi, na Capital. O fato foi noticiado por diversos veículos de comunicação, entre eles, o site da Revista Veja São Paulo, cuja reportagem figurou como a mais lida por várias horas. Em breve, Um quinto painel será instalado na Rodovia Presidente Dutra.
 
“Geraldo Alckmin, por que o estado mais rico da Federação paga o pior salário do Brasil a seus delegados? A quem interessa o sucateamento da Polícia Civil?”, indagam os painéis. 

Tornar públicos os grandes problemas enfrentados pela Polícia Civil para que a sociedade, cansada de tanta violência, exija uma solução dos verdadeiros responsáveis. Esse foi um dos objetivos que mobilizaram as entidades de classe dos delegados de São Paulo, Sindpesp e Adpesp, a iniciarem campanhas publicitárias importantes como esta. Há mais de um ano, o Sindpesp vem denunciando o sucateamento da Polícia Civil. Agora, em parceria com a Adpesp, a cobrança está ainda mais incisiva.


Ligação com o PCC faz número de policiais civis presos ser o maior em 4 anos

(com informações de Luis Adorno, do UOL)

O ano de 2017 registrou a prisão de 92 policiais civis no Estado de São Paulo, o maior número desde 2014. Os dados são da própria Polícia Civil e foram obtidos pelo UOL via Lei de Acesso à Informação. O crime de associação ao tráfico, que normalmente está relacionado com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), foi o que mais levou agentes para a prisão.

Nos últimos quatro anos, o número de policiais civis presos quase dobrou: passou de 51 para 92 no período, uma alta de 80%. Em 2017, os crimes que teriam sido mais praticados foram: associação ao tráfico, corrupção, organização criminosa, extorsão e embriagues ao volante.

Antes de 2017, o crime que mais levava policiais civis para a cadeira era extorsão – 15 em 2016. No ano passado o número de policiais suspeitos por terem praticado esse tipo de crime caiu para 7.

O número de policiais civil em janeiro de 2018, é de 29.853. Ou seja, os 92 presos no ano passado representam 0.3% do total da corporação.

Dos 92 presos no ano passado, ao menos 39 teriam algum tipo de ligação com o crime organizado, segundo a Policia Civil – 31 responderam por associação ao tráfico de drogas e 8 por organização criminosa.

Dos 31 suspeitos de associação ao tráfico, 30 foram detidos em novembro, numa operação do Ministério Publico, em São José dos Campos, sob suspeita de colaborar com o PCC.

Pelo crime de homicídio, 12 policiais civis foram presos nos últimos quatro anos. No mesmo período, 183 pessoas foram mortas por policiais civis no Estado em supostos confrontos ocorridos durante o serviço ou em folga. No mesmo período, 66 policiais civis foram mortos.