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SP, ES e MG se reúnem com ministro da Justiça para tratar de segurança nas divisas

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, se reúne com autoridades da segurança pública de São Paulo - Foto Janaina Garcia/UOL

Os secretários de Segurança Pública de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, se reuniram na quinta-feira (22), na sede da SSP paulista, com o ministro da Justiça. O encontro teve como tema a intervenção federal na segurança do Riode Janeiroe suas consequências para os três Estados vizinhos.

O objetivo do encontro foi traçar estratégias conjuntas para prevenção de crimes nas divisas dos três Estados com o Riode Janeiro. "Como nos demais Estados [ES e MG], em nenhum momento se detectou migração da criminalidade do Riode Janeiropara São Paulo. Nem quando houve a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), saturação em comunidades, ECO 92 ou mesmo durante a Copa do Mundo", explicou o secretário paulista, Mágino Alves Barbosa Filho.

Foi a primeira reunião entre Mágino Alves (SSP/SP), Torquato Jardim (ministro da Justiça e Segurança Pública), general Carlos Alberto Santos Cruz (secretário nacional do tema), André de Albuquerque Garcia (secretário da Segurança e Defesa Social do Espírito Santo) e Sérgio Barboza Menezes (SSP de Minas Gerais).

"A primeira motivação [da reunião] é a cooperação, nos âmbitos político, financeiro e operacional. Por mais eficaz que seja a intervenção no Rio e os órgãos de segurança pública do Espírito Santo, Minas e São Paulo, o êxito será maior se trabalharmos todos juntos", ressaltou Torquato Jardim.

Segundo Jardim, a União poderá auxiliar os entes federados por meio de envio de equipamentos, veículos e armamentos, além de permitir acordos para aprimorar a atuação integrada entre integrantes de ambos os poderes.

"O segundo ponto da reunião foi a precaução", prosseguiu o ministro. "Não sabemos as consequências que o sucesso da intervenção no Rio trará aos demais Estados, então vamos priorizar a integração para inteligência, informação, alerta e precaução. Isso se dará, por exemplo, como o reforço de cooperação nas rodovias paulistas".

A pedido do secretário Mágino, Torquato afirmou que vai ratificar um protocolo de intenções para possibilitar a atuação da Polícia Militar bandeirante nas rodovias federais, especialmente no eixo Dutra-Fernão Dias.

Mágino Alves afirmou que, por São Paulo, irá intensificar as operações que já ocorrem nas divisas - incluindo, após acordo, as estradas federais. O secretário informou também que irá otimizar o uso de unidades de elite das duas polícias, como os batalhões do Comando de Choque e os grupos de repressão a roubos (Garra) e de reação (GER).  

Já são quatro os painés contra o descaso do Governo Alckmin com a Polícia Civil


Mais três painéis denunciando o descaso do Governo Geraldo Alckmin com a Polícia Judiciária paulista foram instalados nas principais rodovias na região metropolitana de São Paulo: na Rodovia dos Imigrantes, km 20, na Anchieta, km 30, e um terceiro painel na Rodovia Ayrton Senna, km 16. Só no sistema Anchieta-Imigrantes, trafegam 2 milhões e 500 mil veículos por mês, de acordo com o site da Concessionária Ecovias. Para este Carnaval, a concessionária espera a passagem de até 500 mil veículos em direção à Baixada Santista, de 0h dequinta-feira (8) até à meia noite deterça-feira (13). 
Na semana passada, um primeiro outdoor foi instalado na Rodovia Regis Bittencourt, na divisa entre Taboão da Serra e o bairro do Morumbi, na Capital. O fato foi noticiado por diversos veículos de comunicação, entre eles, o site da Revista Veja São Paulo, cuja reportagem figurou como a mais lida por várias horas. Em breve, Um quinto painel será instalado na Rodovia Presidente Dutra.
 
“Geraldo Alckmin, por que o estado mais rico da Federação paga o pior salário do Brasil a seus delegados? A quem interessa o sucateamento da Polícia Civil?”, indagam os painéis. 

Tornar públicos os grandes problemas enfrentados pela Polícia Civil para que a sociedade, cansada de tanta violência, exija uma solução dos verdadeiros responsáveis. Esse foi um dos objetivos que mobilizaram as entidades de classe dos delegados de São Paulo, Sindpesp e Adpesp, a iniciarem campanhas publicitárias importantes como esta. Há mais de um ano, o Sindpesp vem denunciando o sucateamento da Polícia Civil. Agora, em parceria com a Adpesp, a cobrança está ainda mais incisiva.


Ligação com o PCC faz número de policiais civis presos ser o maior em 4 anos

(com informações de Luis Adorno, do UOL)

O ano de 2017 registrou a prisão de 92 policiais civis no Estado de São Paulo, o maior número desde 2014. Os dados são da própria Polícia Civil e foram obtidos pelo UOL via Lei de Acesso à Informação. O crime de associação ao tráfico, que normalmente está relacionado com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), foi o que mais levou agentes para a prisão.

Nos últimos quatro anos, o número de policiais civis presos quase dobrou: passou de 51 para 92 no período, uma alta de 80%. Em 2017, os crimes que teriam sido mais praticados foram: associação ao tráfico, corrupção, organização criminosa, extorsão e embriagues ao volante.

Antes de 2017, o crime que mais levava policiais civis para a cadeira era extorsão – 15 em 2016. No ano passado o número de policiais suspeitos por terem praticado esse tipo de crime caiu para 7.

O número de policiais civil em janeiro de 2018, é de 29.853. Ou seja, os 92 presos no ano passado representam 0.3% do total da corporação.

Dos 92 presos no ano passado, ao menos 39 teriam algum tipo de ligação com o crime organizado, segundo a Policia Civil – 31 responderam por associação ao tráfico de drogas e 8 por organização criminosa.

Dos 31 suspeitos de associação ao tráfico, 30 foram detidos em novembro, numa operação do Ministério Publico, em São José dos Campos, sob suspeita de colaborar com o PCC.

Pelo crime de homicídio, 12 policiais civis foram presos nos últimos quatro anos. No mesmo período, 183 pessoas foram mortas por policiais civis no Estado em supostos confrontos ocorridos durante o serviço ou em folga. No mesmo período, 66 policiais civis foram mortos.

Duas ocorrências de tráfico de drogas

Na madrugada do último domingo, 7 de janeiro, a Polícia Militar agiu em duas ocorrências sobre tráfico de drogas. A primeira apreensão aconteceu pouco depois da 1h00 num estabelecimento comercial localizado no Recanto dos Pássados. O Tenente Alan e o Cabo Moisés avistaram numa das mesas do bar um casal com várias denúncias sobre tráfico de drogas e solitaram apoio de outras viaturas para a abordagem de M.S., 22 anos, e D.L. de 29 anos

 Durante abordagem e busca pessoal foram localizados na blusa da mulher 6 porções de Cocaína e com o homem R$ 137,00  em dinheiro.

Em seguida os Policiais Militares foram até a residência do casal, onde apreenderam um prato, uma tesouara e plásticos usados na embalagem das drogas. Encaminhados à delegacia de polícia, o casal foi preso em flagrante pelo degado Jorge Mazzi.

2º CASO

A segunda ocorrência aconteceu por volta das 5h50 no Bairro do Pratinha. O Cabo Moreira e PM Danilo realizavam patrulhamento pela cidade, quando receberam informação que dois jovens estavam vendendo drogas numa festa. Ao verificarem a denúncia os PMs acabaram avistando os suspeitos num Gol preto que transitava pela Rua Raticliff. Os policiais acompanharam o veículo até a Rua 14 de julho onde ocorreu a abordagem. No bolso da calça de  R.G., 26 anos, os PMsencontraram um frasco com 6 comprimidos de Ecstasy e 11 unidades de LSD, e mais R$ 40,00. R.G. e F.C., 25 anos foram encaminhados à delegacia e presos em flagrante pelo Dr. Jorge Mazzi.

Cresce o apoio da redução da maioridade para 16 anos


O apoio à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos apenas para casos de crimes graves cresceu de 26%, em 2015, para 36%, em 2017, indica pesquisa Datafolha. Esse índice avançou entre o total de entrevistados favoráveis à mudança na legislação e que representam atualmente 84% dos brasileiros –eram 87% em abril de 2015.
A aplicação da medida somente em crimes específicos parte de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) em discussão atualmente no Congresso. O relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre o tema foi apresentado em abril de 2016 e está desde março do ano passado pronto para ser votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.
Pelo texto do senador, a redução da idade penal será adotada caso a caso, e adolescentes de 16 e 17 anos poderão ser julgados como adultos quando cometerem crimes considerados graves.
Segundo dados da pesquisa, homens e mulheres têm taxas parecidas de aceitação da redução da maioridade: 85% deles e 83% delas querem que adolescentes de 16 e 17 sejam julgados como adultos.
As principais diferenças sobre o tema aparecem nas faixas de renda e entre as diferentes religiões. Entre mais ricos que ganham acima de dez salários mínimos (R$ 9.540), 73% querem a mudança da legislação, contra 83% da faixa da populução cuja renda é de até dois salários (R$ 1.908).
Os ateus são os que menos apoiam a redução da maioridade penal, com apenas 65% se declarando a favor, contra 35% de contrários. Entre os católicos, 86% querem a mudança.
Entre evangélicos e espíritas, ambos desejam a mudança com 84%.