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XEQUE MATE


 

Foram-se os sonhos,

Libertei-me das ilusões,

E o que sobrou?

Uma estúpida realidade,

Fugaz tolice humana,

Que se denomina por história.

Talvez uma conclusão arrogante,

Talvez o último grito de um orgulho ferido,

Mas com a fraqueza dos que se sentem estúpidos.

Ante a realidade, talvez a loucura seja mais sensata,

Somos os construtores de nossas próprias gaiolas.

E neste ir e vir, o anseio que exista algo maior,

Algo que vala mais a pena do que a mim mesmo.

Pois que a realidade traz o limite, esvazia a potência.

E chega-se ao espelho, e pergunta-se:

Ser para que? Por que existir?

E a resposta é apenas o contraditório:

E por que não?

Não critico a ninguém, nem a mim mesmo,

É perda de tempo, entretanto,

É em algum sentido perder o tempo,

Parece ser algo de bom, algo que liberta.

Na solidão de mim, meus juízes calaram-se,

Exausto, no extinguir-se fragmentos de esperança,

Temo por quem meu coração ama.

E este amor não pergunto a motivo!

Efetivamente não me interessa,

Talvez seja tudo o que resta,

O acalento no deserto de ser,

Que sobrevive na busca de paz,

Que no fundo parece inexistente.

Sempre acreditei

Que o espírito se sobreporia ao corpo,

Mas hoje reconheço que a compaixão é terrível.

A vida biológica não é refém do espírito,

Mas apenas parte do ser,

Isto quando não se faz sua posseira.

A distância entre corpo e alma,

Necessita de pontes,

Pontes que parecem construídos por miragens,

Meras Ilusões, tão benditas quanto malditas,

Mas tão necessárias ilusões.

Frágil ramo de flor ao vento,

Fugaz ilusão de força,

A realidade escancarou seus dentes e garras,

Tarde demais para fugir,

Não quero fugir,

Mas tombar exausto na dignidade em luta,

E desiludido nem isto parece valer a pena,

Mas esta réstia de alma se faz necessária.

Se faz conclusivo, somos compulsórios,

Peças do xadrez do destino.

Xeque mate!