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Psicologia UNIFAE discute saúde mental dos jovens em isolamento

Durante este período de quarentena, as lives nas redes sociais têm sido uma das estratégias da UNIFAE para disseminar conhecimento e levar ao público a discussão de temas relevantes.

No final de junho, com transmissão via Facebook, foi a vez de falar sobre a "Promoção da Saúde Mental com adolescentes e jovens em isolamento social", com a presença online da psicóloga Profa. Dra. Vanessa Barbosa Romera Leme (UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Além da convidada especial, participam do bate-papo a psicóloga e reitora da UNIFAE, Profa. Dra. Maria Helena Cirne de Toledo; a coordenadora do curso de Psicologia, Profa. Maria Carla Borges Sorbello, e as psicólogas que fazem parte do corpo docente, Profa. Dra. Marta Regina Gonçalves Correia Zanini e Profa. Dra. Betânia Alves Veiga Dell'Agli.

“Debater este tema é uma excelente iniciativa, pois no contexto atual adolescentes e jovens podem se sentir depreciados, principalmente em função do isolamento”, pontua a reitora Maria Helena. “É necessário um olhar cuidadoso, principalmente por se tratar de um trabalho institucional, que integra estudantes, professores e gestores”.

A Profa. Betânia Dell’Agli ressalta que a Unifae vem trabalhando estas questões há muito tempo: “Somos uma instituição que sempre se preocupou com a saúde mental dos alunos. Observar trabalhos riquíssimos, como o da professora Vanessa, nos incentiva e inspira ainda mais a prosseguir em nossos projetos e também iniciar outros”.

O papel da escola

Discutir saúde mental, adoecimento psíquico e suicídio ainda é um tabu na sociedade, afirma a Profa. Vanessa: “Há pessoas que acreditam que falar sobre isso é um incentivo negativo aos jovens. Por esta razão, este debate é tão importante, principalmente no contexto da pandemia. De um modo mais geral, quando pensamos na contribuição que as instituições de ensino podem dar, temos de entender que cada escola é diferente, portanto, é preciso ser preparada para lidar com essas situações. Nas oficinas que realizo no Rio de Janeiro, costumo trabalhar quatro passos essenciais, que são: reconhecer as situações que causam sofrimento, escutar o próximo, acolher a pessoa com empatia e ação, e encaminhar a situação, seja para professores, especialistas, etc. Não podemos, em nenhuma hipótese, naturalizar o sofrimento. É com instruções, assertividade, sensibilidade e empatia que o corpo gestor da escola pode ajudar os estudantes”.

A psicóloga enfatizou ainda que é preciso quebrar os paradigmas, rompendo com a ideia estereotipada do adolescente rebelde que quer chamar atenção: “Devemos estar sempre abertos pra entender e dialogar, em um espaço de troca e reflexão. Neste sentido, a família também tem uma responsabilidade muito grande na orientação dos filhos”.