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Catedral da Suécia voltará a ter Missa católica pela primeira vez em 500 anos
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- Publicado em Terça, 10 Abril 2018 09:24
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Desde a Reforma Protestante, a Eucaristia nunca mais foi consagrada na catedral que tinha nascido católica e fora tornada luterana
Depois de aproximadamente 500 anos desde o começo da Reforma Protestante, voltará a ser celebrada na catedral luterana deLund, na Suécia, aSanta Missa católica. Trata-se da catedral que foi visitada peloPapa Franciscoem 2016, durante os eventos ecumênicos alusivos aos cinco séculos da reforma iniciada por Martinho Lutero. Originalmente católica e dedicada a São Lourenço desde a sua construção, no século XII, a catedral de Lund foi tornada luterana pela reforma protestante. Representante emblemática da arquitetura românica nos países nórdicos, a centenária catedral atrai milhares de visitantes todos os anos.
A razão prática para que a Missa católica volte a ser ali celebrada depois de meio milênio são asobras de restauração da paróquia católica de São Tomás. Devido à provisória interdição dessa capela, a catedral luterana resolveu acolher a comunidade católica aos domingos. A primeira Missa na catedral luterana será celebrada no dia 21 de outubro. As celebrações continuarão, todos os domingos, até o término da restauração da paróquia.
Mas também há outras razões de fundo para a iniciativa. As celebrações da Santa Missa na catedral de Lund foram descritas como “uma continuidade da visita do Santo Padre“, conforme declarações da capelã luterana da catedral e do pároco católico de São Tomás. Na opinião da capelã luterana, Lena Sjöstrand, a visita do Papa “tocou muitas pessoas”. De fato, depois que o Papa Francisco e os líderes da Federação Luterana Mundial rezaram juntos na catedral em 2016, católicos e luteranos se reuniram em outras ocasiões para rezarem vésperas ecumênicas.
Um passo relevante rumo ao resgate da união dos cristãos? Oremos, como Jesus, “para que todos sejam um”.
Golpe judicial no Brasil', diz jornal argentino
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- Publicado em Quinta, 05 Abril 2018 17:08
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A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), de negar na madrugada desta quinta-feira (04/04) o habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o principal destaque dos maiores veículos da América Latina e do mundo.
Para o argentinoPagina/12, a decisão desta quarta foi um “golpe judicial”. “A juíza [Rosa] Weber, cujo voto era uma incógnita, se pronunciou contra o ex-presidente em uma sessão por momento tensa dentro e fora de um recinto que não foi alheio à pressão, evidentemente exitosa, exercida pelo Exército”, afirma o texto, citando as declarações do comandante-geral do Exército, Eduardo Villas Bôas.
“Se o ataque armado contra a caravana de Lula, na semana passada, no Paraná, havia indicado um ponto de inflexão no uso da violência política próximo às eleições de outubro, a investida dos militares marcou uma nova etapa do golpe que derrocou Dilma Rousseff há dois anos. O golpe mutante, que nasceu como um artefato midiático-judicial, agora conta com a sustentação do partido militar. Já se pode falar de uma constelação de forças cívico-militares”, afirma o jornal.
O mexicanoLa Jornadafala que “se fechou o cerco” no Brasil para prender Lula. “Instalado na presidência um grupo encabeçado por Michel Temer, faltava o passo final: liquidar Lula e impedi-lo de retornar à presidência. Condenado por um juízo em que não houve uma só prova, um processo marcado por abusos, arbitrariedades e irregularidades – tudo isso frente ao silêncio cúmplice das instâncias máximas da Justiça brasileira – faltava esse passo.”
“Sem Lula, a possiblidade de que um troglodita de extrema-direita, o capitão da reserva e deputado Jair Bolsonaro, saia vencedor nas urnas, é concreta, como é concreta a possibilidade de que entre votos branco, nulos e abstenções se conte um número superior ao alcançado pelos candidatos.”
Já a emissora multiestatalteleSURlembrou que o ex-presidente denunciou que sofria perseguição judicial do juiz de primeira instância Sergio Moro, com fim de evitar sua candidatura presidencial.
“Enquanto o STF votava o habeas corpus, movimentos sociais e sindicatos se mobilizaram por todo o Brasil em defesa do ex-presidente e de seu direito a ser candidato nas eleições presidenciais de outubro, nas quais figura como favorito, segundo as pesquisas”, afirma a emissora com sede em Caracas.
Para o jornal britânicoThe Guardian, a decisão desta quarta provavelmente põe fim à carreira política do ex-presidente.
“Sob a lei brasileira, um candidato é proibido de concorrer a um cargo eleitoral por oito anos após ser considerado culpado de um crime. Algumas exceções foram feitas no passado, e a decisão final no caso de Lula seria feita pelo tribunal máximo eleitoral [o TSE], se ele oficialmente entrar com o registro para ser candidato nas eleições de outubro”, afirma o jornal.
Em outra reportagem, o periódico com sede em Londres afirma que “muitos brasileiros lembram da era de Luiz Inácio Lula da Silva com carinho nostálgico e, por razões fortes e práticas, alguns argumentam que as mudanças que ele realizou no Brasil não foram suficientes para promover crescimento continuado”.
Para a emissora BBC, as batalhas legais de Lula “dividiram os brasileiros e esta decisão [do STF] não foi diferente”. “Seus críticos lançaram fogos de artifício em comemoração. Os apoiadores de Lula voltaram irritados para casa com o que chamam de afronta à democracia e um golpe.”
Já o francês Le Monde lembra que voltagem política subiu quando o general Villas Bôas decidiu se manifestar e falar sobre “impunidade”. “Nunca uma decisão dividiu tanto o Brasil, colocando em campos opostos aqueles que continuam a venerar o ex-chefe de Estado como um semideus e os que o consideram o pior vilão da humanidade”, disse.
Por sua vez, o jornal norte-americano The New York Times disse que a decisão “explosiva” do STF vira de ponta-cabeça “a política nacional e aparentemente anula sua tentativa de voltar ao poder”.
“Na [madrugada de] quinta, a corte deu sua resposta: decidiu manter o status quo, que afirma que condenados podem ser presos após uma decisão de segunda instância. Com a decisão na mão, a expectativa é que Moro emita um pedido de prisão para o ex-presidente em alguns dias”, conta o jornal.
O periódico argentinoEl Clarín cita o atual cenário político brasileiro e lembra o país "está a 7 meses de uma eleição que naufraga na incerteza". O jornal também relata no que se basearam os votos de cada ministro e aponta para as delarações do general Villas Bôas que insinuou nesta quarta-feira (04/04) a "possibilidade de um eventual golpe militar", escreve o jornal.
O jornal espanholEl Paisafirmou que apesar de o Brasil passar por um momento imprevisível, agora tudo indica que o ex-presidente Lula se tornará um presidiário nos próximos dias. “É possível que a passagem de Lula pela prisão seja efêmera”, já que “a defesa ainda tem algumas balas para gastar”, avalia o diário.
Segundo o jornal, a ferida aberta nos últimos anos no Brasil será ampliada. “Um terço do eleitorado, segundo pesquisas, viverá a prisão de Lula como um trauma inimaginável, uma espécie de vingança da elite contra o metalúrgico sem estudos, que ascendeu da mais baixa classe social, num país onde a discriminação é atroz, para governar com sucesso durante oito anos”.
Já o português O Públicodiz que, mesmo preso, Lula poderá fazer sua campanha e ser candidato na eleição presidencial que ocorre este ano. Lembra ainda que a partir de agosto, o Tribunal Superior Eleitora (TSE) passará a ser presidido por Rosa Weber, que poderá inviabilizar sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa.
Zuckerberg diz que levará 'anos' para consertar Facebook
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- Publicado em Quarta, 04 Abril 2018 11:47
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O CEO e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirmou na segunda-feira (02/04) que a sua rede social poderá demorar "alguns anos" para resolver os problemas relacionados ao escândalo de vazamento de dados de milhões de usuários da rede.
“Acho que vamos cavar através deste buraco, mas levará alguns anos. Quem me dera pudesse resolver todos estes problemas em três ou seis meses, mas acho que a realidade é que as respostas para algumas destas perguntas vão demorar um período mais longo", afirmou Zuckerberg ao site de notíciasVox.
Na entrevista, Zuckerberg afirmou que deseja implementar novas ferramentas de privacidade ainda nas próximas semanas para que os usuários possam gerenciar e acessar mais facilmente seus dados pessoais na rede social. Além disso, para aumentar a segurança dos usuário, Zuckerberg pretende criar uma estrutura para decidir o que pode ser ou não publicado na plataforma.
“Pode-se imaginar algum tipo de estrutura, quase como uma Suprema Corte, composta de pessoas independentes que não trabalham para o Facebook e que fazem o julgamento final sobre o que deve ser discurso aceitável numa comunidade que reflete as normas sociais e valores das pessoas", disse o CEO do Facebook.
O Facebook enfrenta um escândalo de vazamento de dados de mais de 50 milhões de usuários usados pela empresa de análise britânica Cambridge Analytica.
O Romance nas Fores marca a abertura do Keukenhof
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- Publicado em Terça, 03 Abril 2018 14:28
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A 69a edição do parque Keukenhof já está aberto para o público em geral. O Romance nas Flores é o tema escolhido para o Keukenhof 2018. O parque apresenta muitas espécies em floração e o pavilhão Willem-Alexander já está expondo 500 variedades de tulipas. O Keukenhof é o lugar ideal para se encantar com milhões de tulipas, narcisos e outros bulbos de flores na primavera.
O tema do Keukenhof 2018 é o 'Romance nas Flores'. Afinal de contas, o romance e as flores estão intrinsicamente conectados. O parque histórico da primavera foi projetado nos meados da era romântica (1857) como um jardim ornamental para o Castelo Keukenhof. Foram plantados 50.000 bulbos em duas camadas para a criação de um mosaico romântico de flores.
Além disso, as flores expostas no Pavilhão Oranje Nassau são inteiramente dedicadas ao romance. Um dos jardins repleto de inspiração é também concebido para este tema, enquanto que o Pavilhão Beatrix abriga uma exposição de orquídeas e antúrios.
Vários turistas de todas as partes do mundo também visitam a Holanda para conhecer ícones excepcionais como, por exemplo, Rembrandt, o queijo holandês, os moinhos e as tulipas. A importância do Keukenhof para o turismo na Holanda é enorme. Todos os anos um milhão de pessoas vindo de 100 países visitam o Keukenhof. Aproximadamente 75% dos visitantes vêm do exterior. O setor de bulbos em geral, as tulipas e o Keukenhof em particular, tornaram-se a imagem característica do turismo da Holanda.
O Keukenhof segue aberto até o dia13 de maiode 2018, quando a exposição de floresterá recebido mais de um milhão de visitantes de todas as partes do mundo.
Pivô do caso Facebook acusa manipulação no Brexit
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- Publicado em Quarta, 28 Março 2018 14:04
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(picture-alliance/dpa/Uncredited/PA)
A Cambridge Analytica, acusada de usar para fins políticos os dados privados de 50 milhões de usuários do Facebook, desempenhou um "papel crucial" na votação para o Brexit, segundo Christopher Wylie, ex-funcionário e denunciante da empresa britânica, em entrevista publicada por diversos jornais europeus.
Para ele, os britânicos jamais teriam aprovado o Brexit em 2016 sem a Cambridge Analytica. "Ela desempenhou um papel crucial, tenho certeza", disse o ex-diretor de pesquisa da Cambridge Analytica, em comentários publicados pelo jornal francês Libération, que entrevistou Wylie juntamente com outros periódicos, incluindo Le Monde, Die Welt, El Pais e La Repubblica.
Wylie acusa a campanha pelo Brexit de investir no referendo de 2016 muito mais em análise de dados e propaganda do que o permitido pela legislação britânica para campanhas políticas. Segundo ele, foram pagos cerca de 700 mil euros, de forma encoberta, à AggregateIQ, empresa canadense relacionada à Cambridge Analytica. Assim contornou-se o limite de gastos imposto pela lei do país. O denunciante acredita que sem a AggregateIQ (AIQ), a campanha pró-Brexit "não teria tido sucesso no referendo" que venceu por poucos pontos percentuais.
Papa Francisco lança livroDeus é jovem
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- Publicado em Terça, 27 Março 2018 11:48
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(Foto L'Osservatore Romano)
O Papa Francisco lança livro que demonstra a preocupação do pontífice em dar voz e reivindicar a centralidade aos jovens. No livroDeus é jovem- uma conversa com Thomas Leoncini,lançado em seis idiomas e publicado no Brasil pela Editora Planeta, o Papa Franciscoapresenta reflexões sobre diversos temas, como juventude, sonhos, fé, sociedade, consumo e poder e indica os jovens como os grandes protagonistas da história.
Em cerimônia realizada em Roma na quinta-feira desta semana,que contou com a presença, entre outras, do co-autor do livro, Thomas Leoncini, do Secretário Geral Conferência Episcopal Italiana, Mons. Nunzio Galantino, e de Giancarlo Penza, responsável pelo projeto "Long Live Elderly" na comunidade de St. Egidio, os convidados debateram o tema central do livro: as jovens gerações, vistas como as grandes descartadas de nosso tempo inquieto, e que são segundo o papa o reflexo da natureza de Deus.
Nos trechos deDeus é jovemlidos pelos participantes, Francisco defende que os jovens são fortes graças a sua singularidade, suas diferenças e sua aparente fraqueza. “Suas palavras nos ajudam a entender como a idade não tem importância para compreender os corações dos jovens.
No livro, papa contorna a geração dos pais e foca naquela dos avós e netos: ‘Seus anciãos terão sonhos, seus jovens terão visões’, escreve, citando o livro de Joel. Segundo Francisco, a sociedade moderna decretou duas categorias de descartáveis: os velhos e os jovens.
No livro, o papa comenta os excessos dos pais. O papa também discorre sobre a arte de governar a si mesmo e governar os outros. Francisco também fala da responsabilidade dos jovens de olhar uns para os outros como se fossem uma grande família.
Alemanha detém líder separatista catalão
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- Publicado em Segunda, 26 Março 2018 12:56
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(Apicture-alliance/AP/O. Matthys)
A polícia alemã deteve na manhã de domingo (25/03) o ex-chefe de governo da Catalunha Carles Puigdemont, foragido da Justiça espanhola, quando ele tentava atravessar de carro a fronteira a partir da Dinamarca.
O líder do movimento separatista catalão foi detido pela polícia numa autoestrada no estado de Schleswig-Holstein. Ele havia partido da Finlândia e tentava atravessar a Alemanha por terra até a fronteira com a Bélgica.
O motivo da prisão é uma ordem europeia emitida pela Justiça espanhola contra Puigdemont. Ele é processado em seu país pelos crimes de rebelião e desvio de fundos públicos em relação ao processo de independência iniciado na Catalunha em 2017. Segundo a agência de notícias alemãDPA, Puigdemont foi levado para uma penitenciária em Neumünster. Autoridades analisam quanto tempo o catalão pode permanecer detido.
O vice-procurador-geral de Schleswig-Holstein, Ralph Döpper, afirmou que um tribunal alemão deve decidir se Puigdemont permanecerá sob custódia da polícia enquanto aguarda o resultado do processo de extradição. Se retornar à Espanha, ele pode enfrentar até 25 anos de prisão.
Segundo o jornal alemão Kieler Nachrichten, o político catalão estaria considerando a possibilidade de solicitar asilo político na Alemanha. Segundo um porta-voz do governo de Schleswig-Holstein, as chances de Puigdemont ter o pedido reconhecido são mínimas.
Puigdemont deixou a Espanha para um auto-exílio na Bélgica no ano passado, pouco depois de o Parlamento catalão fazer uma declaração simbólica de independência da Espanha.
Desde a última quinta-feira, estava na Finlândia, onde se encontraria com parlamentares. Mas, diante da possível prisão pelas autoridades finlandesas, que agiam com um mandado internacional emitido pela Espanha, ele decidiu voltar à Bélgica.
Após a detenção, o partido alemão A Esquerda exigiu a libertação imediata do político catalão, alegando que o delito rebelião, pelo qual ele é acusado na Espanha, não é previsto no Direito europeu.
Congresso americano aprova verba para construção de muro na divisa com o México
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- Publicado em Sexta, 23 Março 2018 14:49
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O Congresso dos Estados Unidos aprovou, com o voto favorável do Senado, um projeto orçamentário de US$ 1,3 trilhão que inclui um grande aumento para o Pentágono e uma verba menor para o muro com o México, ao qual o presidente Donald Trump desejava. Durante a madrugada desta sexta-feira, dia 23, o Senado deu aprovação por 65 votos a favor e 32 contra para contas acordadas entre republicanos e democratadas que já tinha sido aprovado onde pela Câmara Baixa com 256 votos favoráveis e 167 contrários.
O orçamento aprovado no Congresso com apoio dos líderes democratas inclui uma verba de US$ 1,6 bilhão para iniciar a construção do muro na fronteira com o México, uma das obsessões de Trump. Esse número, no entanto, fica longe dos US$ 25 bilhões que o presidente tinha pedido ao Legislativo. As contas também incluem um aumento de 66 bilhões de dólares para o Pentágono, cujo orçamento é de 700 bilhões de dólares,
No acordo aprovado, não há menção aos jovens imigrantes ilegais conhecidos como “sonhadores”, ameaçados de deportação pelas políticas de imigração de Trump e a cujo futuro os democratas condicionaram seu apoio às contas.
EUA e Europa pressionam Facebook a se explicar
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- Publicado em Quarta, 21 Março 2018 14:00
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Mark Zuckerberg criador do Facebook (foto Flickr/Brian Solis)
O Facebook está sendo pressionado a se explicar, dentro e fora dos Estados Unidos, após a revelação de que dados de milhões de usuários teriam sido coletados ilegalmente por uma consultoria britânica e depois usados na última campanha eleitoral americana, a favor do hoje presidente Donald Trump. As autoridades reguladoras e promotores públicos americanos abriram investigações sobre o Facebook. Seu chefe e criador, Mark Zuckerberg, foi convocado por políticos na Europa e nos EUA a se explicar, enquanto investidores, temerosos do efeito do escândalo, derrubaram o valor da companhia em US$ 50 bilhões em apenas dois dias.
A questão ainda a ser respondida, como frisa o jornal The New York Times na edição desta quarta-feira (21/03): o Facebook usou realmente de forma indevida os dados de seus usuários; se não, quem o fez? Até agora, os mais altos executivos da companhia, incluindo Zuckerberg e sua vice, Sheryl Sandberg, silenciam sobre o caso.
De quem é a culpa?
O responsável pelo aplicativo usado para coletar as informações de milhões de perfis do Facebook disse nesta quarta-feira estar sendo usado como "bode expiatório” do escândalo. O professor de psicologia da universidade britânica de Cambridge Aleksandr Kogan afirmou, em entrevista à BBC, que achava estar fazendo algo "perfeitamente legal" ao vender para a empresa de britânica consultoria digital Cambridge Analytica os dados que coletara. “A Cambridge Analytica nos garantiu que tudo era perfeitamente legal”, ressaltou. O uso indevido das informações pessoais de 50 milhões de perfis do Facebook teria tido origem numa pesquisa elaborada na rede social através do aplicativo “This is you digital life”, desenvolvido por Kogan.
A enquete fez perguntas sobre a personalidade dos usuários. Cerca de 270 mil pessoas participaram. Antes de responder à primeira questão, elas precisavam permitir que o realizador da sondagem acessasse não só seus perfis do Facebook, mas também o de seus contatos. Assim, Kogan acabou tendo acesso a um imenso banco de dados que teria transmitido à Cambridge Analytica.
Acionistas desembarcam
Acionistas e usuários aumentaram a pressão sobre o Facebook devido ao escândalo de uso de dados. Investidores venderam ações e foram à Justiça contra a empresa. Usuários lançaram uma petição para que a rede não transmita dados pessoais de seus membros. Acionistas entraram com queixa em um tribunal federal em São Francisco, nos EUA, contra o Facebook, acusando a rede social de fazer "declarações falsas e enganosas" sobre a política da empresa.
Os acionistas argumentam que o Facebook deveria comunicar ter permitido acesso de terceiros a dados de milhões de usuários sem a permissão deles. O fato de a empresa não ter feito isso mais cedo teria causado prejuízos aos acionistas.
Usuários da rede exigem, em uma petição da Fundação Mozilla, que o Facebook faça mais para proteger os dados e respeitar seus usuários.
As ações do Facebook despencaram, perdendo cerca de 20% de seu valor desde a revelação do escândalo de uso de dados e os negócios do grupo com a empresa britânica Cambridge Analytica. Só nos últimos dois dias, a rede social perdeu quase US$ 50 bilhões em valor de mercado.
Já o Facebook se diz vítima. "A empresa inteira está escandalizada porque fomos enganados. Estamos comprometidos em fortalecer vigorosamente as nossas políticas para proteger a informação das pessoas e daremos os passos necessários para conseguir isso", prometeu a rede social, em comunicado divulgado à imprensa. Nele, o Facebook rejeita ter algo a ver com as atividades da Cambridge Analytica, reconhece a gravidade da situação e afirma estar trabalhando para coletar todos os fatos e tomar as ações apropriadas.
O escândalo começou no último fim de semana, quando foi relevado que a empresa de análise de dados Cambridge Analytica, sediada no Reino Unido, teria usado dados de usuários do Facebook para ajudar Donald Trump a vencer a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Os jornais The New York Times e The Observer divulgaram o esquema de coleta e venda de informações de mais de 50 milhões de usuários da plataforma. A Cambridge Analytica nega qualquer irregularidade.